quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Serra põe no ar programa mais agressivo da campanha

Todos os grandes veículos deram ênfase ao último programa de TV de Serra, que bateu forte nos petistas e no caso da Receita Federal. Era previsível que os tucanos fariam isso. Talvez seja sua última cartada, diante de uma campanha em queda livre. Em 2006, o caso dos aloprados levou Alckmin ao segundo turno e ameaçou Lula. Será que surtirá efeito novamente? Efeito explosivo ou não terá quase consequências?

Com base em caso da quebra de sigilos, campanha tucana relembra episódio Lurian, mensalão, dossiê dos aloprados e caso Francenildo

No programa mais agressivo veiculado desde o início da campanha eleitoral, o presidenciável tucano José Serra foi à televisão na noite desta quinta-feira para assumir a dianteira nas críticas ao vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. No vídeo, no qual Serra se diz "indignado" com os acontecimentos, o PSDB utilizou o caso da quebra do sigilo da filha do tucano, Verônica Serra, para trazer à campanha os principais escândalos que marcaram o governo Lula e relembrar até mesmo o caso Lurian.

Na campanha de 1989, Lurian, filha que Lula teve fora do casamento com Miriam Cordeiro, foi usada pelo então candidato à Presidência, Fernando Collor, como arma de campanha. Collor, que venceu Lula nas eleições daquele ano, hoje faz parte da aliança que apoia a presidenciável petista Dilma Rousseff.

Além de dizer que o PT faz hoje com a filha de Serra o mesmo que fizeram com a família de Lula em 1989, o programa do PSDB relembrou crises como o mensalão, eclodido em 2005; o dossiê dos aloprados, que estourou na eleição de 2006; e episódio da quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, no mesmo ano.

Além de destacar a reaproximação entre o PT e Collor, o programa destacou também a participação do ex-ministro José Dirceu na campanha. “Hoje assim como Collor, Zé Dirceu está com a Dilma”, diz o filme.

Serra assumiu pessoalmente a tarefa de responder às notícias sobre os vazamentos de informações da Receita.

"Estou indignado com isso. Isso não é política não. Isso é sujeira”, disse Serra. "Eu jamais aceitaria ser presidente a qualquer preço", emendou. Serra afirmou que a disputa política "tem que ter limite".

O presidenciável tucano citou ainda o período em que militou contra a ditadura e comparou-se ao caseiro Francenildo, cujo sigilo bancário foi quebrado em meio às denúncias que derrubaram o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. “Se continuar assim, todos nós seremos Francenildos”, disse Serra.

O filme exaltou Serra como um "governante ficha limpa" e falou da "seriedade" na biografia do tucano. Disse que ele é "mais preparado" e tem "mais biografia que a Dilma".

Dilma e Marina

Dilma Rousseff não abordou o escândalo da quebra de sigilo em seu programa. A candidata do PT apresentou projetos que tiveram sua participação durante o governo Lula através de depoimentos de beneficiários dos programas Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A candidata petista falou ainda que lançará em seu governo o PAC 2 e que grandes obras “só valem à pena se mudar a vida das pessoas”.

Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República, reprisou programa em que criticou as campanhas de Dilma Rouseff (PT) e José Serra (PSDB). Na exibição, Marina disse que a petista e o tucano fazem “campanhas de promessas, mais parecidas com novelas”. A candidata afirmou que os programas eleitorais do PT e do PSDB mostram “um mundo cor-de-rosa e outro azul” e não a realidade como ela é. Marina disse confiar no eleitor para ser levada ao segundo turno.

Texto principal do Portal IG / Comentário do Observatório

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