domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pesquisa Datafolha - Análise de Reinaldo Azevedo - Veja

Os números da pesquisa Datafolha estão abaixo, em posts de ontem. Cumprem o que aqui se disse algumas vezes. Estando certo o levantamento, dificilmente o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff estão empatados. Mas a diferença, como resta evidente, encurtou. O mais provável é que ele esteja na frente, o que não deixa de ser quase um milagre. Até que Serra não lance a sua candidatura, se é que vai lançar, não existe, para ele, um “bom momento” para pesquisas — no caso de Dilma, todos são bons (já falo disso). Os números estão aí a cobrar juízo do PSDB. Os tucanos têm condições de vencer a eleição, é claro. Mas precisam querer.

Se, para Serra, antes da oficialização da candidatura, não há um bom momento para pesquisa, também é verdade que não poderia haver um pior do que este: o Datafolha foi a campo nos dias 24 e 25, na seqüência do Congresso do PT e da sagração da petista como candidata, com manchetes em todos os jornais, capas em todas as revistas, onipresença naquilo que o PT chama “mídia”. Ele, ao contrário, ainda amarga o rescaldo das enchentes em São Paulo, politizadas de maneira escancarada pela imprensa, pelo PT e por seus “movimentos sociais”. Muitos paulistas sofreram com as águas. E muita gente aproveitou para surfar na desgraça.

Em relação à pesquisa anterior do Datafolha, Serra caiu 5 pontos (de 37% para 32%), e ela cresceu 5% (de 23% para 28%): parece-me compatível com as notícias que acompanharam cada um deles. De saída, cumpre notar que um terço do eleitorado vota no PT desde que ligue o nome do candidato ao partido: pode ser Dilma, um avatar ou um poste. Enquanto ela não chegar a pelo menos a 33% dos votos no primeiro turno, podem considerar que está abaixo do potencial do partido. Considero, aliás, que, fosse outro nome, essa marca já teria sido atingida. E há também um terço do eleitorado que votará sempre contra o PT, pouco importa quem seja o candidato de um e de outro lados. O terceiro terço é o que sempre está em disputa. É sobre ele que os candidatos têm de avançar; é ele que precisa ser conquistado.

O momento da definição tucana se aproxima, qualquer que seja ela. Não escreverei nenhuma novidade, porque vocês já conhecem a minha opinião: ou bem o PSDB de dá conta do tamanho do desafio, ou bem se prepara desde já para continuar na oposição - ou sei lá que outros cenários certos tucanos imaginam que se seguiriam a uma eventual vitória de Dilma.

No Nordeste, a petista já começa a abrir a vantagem que sempre se soube que será grande em favor do candidato de Lula: em dezembro, Dilma estava apenas 3 pontos à frente — 31% a 28%; agora, são 14: 36% a 22%. No Norte/Centro Oeste, o tucano ainda lidera, mas a diferença se estreitou muito: de 38% a 24% para 32% a 29%. A distância em favor de Serra continua grande no Sul — 38% a 24% (era 39% a 19% há dois meses) — e no Sudeste: também 38% a 24% (antes, 41% a 19%). A queda de 3 pontos do tucano e o crescimento de 5 pontos de Dilma na região com o maior número de eleitores teve peso certamente importante no desempenho geral dos candidatos.

E então?

Bem, e aonde isso nos leva: os tucanos têm de atuar com força máxima no Sudeste — assim como é e será máxima a força de Dilma no Nordeste. E a força máxima tem uma só tradução, repita-se: São Paulo e Minas estarem efetivamente unidos para tentar vencer a disputa. Estarão? Se estiverem, muito bem; isso significará jogar para ganhar; se não estiverem, trata-se de um compromisso com a derrota.

Afirmei lá no alto que, para Dilma, toda hora é boa para fazer pesquisa; para Serra, toda hora é ruim: e assim será enquanto Lula, com os seus mais de 70% de popularidade, estiver cantando as glórias de sua candidata Brasil afora, e os tucanos continuarem mergulhados na indefinição: e nem me refiro a lançar a candidatura agora, daqui a duas semanas ou daqui a um mês: é irrelevante a hora de começar a viagem para quem ainda não sabe o caminho. Só para animar a festa: o impacto, também no noticiário, de uma chapa Serra-Aécio daria uma boa sacudida na narrativa. Sem isso, o desfecho me parece conhecido faz tempo. E quem lê o que escrevo, E NÃO O QUE SUPÕE QUE EU ESCREVA, sabe que é o que penso.

Ciro
Estando certos os números do Datafolha, a candidatura de Ciro à Presidência está enterrada. Ele não tem mais justificativa para ficar ameaçando o PT com o risco disso ou daquilo. Está claro que a candidata de Lula é competitiva. É bem verdade que Dilma está mais perto de Serra no cenário em que o deputado do PSB é candidato (28% a 32%) e mais longe no cenário em que ele não é (31% a 38%). Mas não são números que provam a utilidade de Ciro no jogo presidencial.

E é bom a tucanada ficar esperta. No cenário em que o candidato tucano é Aécio e em que Ciro não disputa, Dilma aparece com 34%, contra 33% da soma de Marina (15%) e Aécio (18%). Traduzindo: vitória no primeiro turno.

Para encerrar
Até outro dia, Dilma era considerada uma candidata desconhecida. Não é mais: 86% dos entrevistados disseram saber quem é ela — Serra, 96%; Ciro, 92%; Aécio, 79%; Marina, 56%. Com tal índice, alcançou 28% no primeiro turno. Não há muito mais a ganhar no que diz respeito a esse particular.

E queria lembrar aqui uma coisinha tanto a tucanos a esta altura desarvorados quanto a petistas muito excitados. Pensem um pouco nas eleições de 2006. Geraldo Alckmin saiu de um patamar de 20% e obteve 41,64% no primeiro turno, contra 48,61% de ninguém menos do que “O Cara”, que passou a campanha toda roçando os 40%. E não custa lembrar que Dilma tem, sim, o apoio de Lula. Mas Dilma não é Lula.

Resumo da ópera: resultado esperado, absolutamente explicado pelos fatos. Vence quem errar menos.

47% acham que governo Ana Júlia melhorou

Com excelente participação de 425 leitores do Observatório Eleitoral que opinaram, a enquete "Como você avalia os últimos 12 meses do governo Ana Júlia?" acaba de ser encerrada.

Os números finais ficaram assim:

- 47% acham que está melhor que no início.

- 35% acham que está pior que no início.

- 15% acham que está a mesma coisa e

- 2% informaram não saber avaliar.

Ainda que sem base científica, pois não se pode garantir que a amostra de participantes representam exatamente o universo de eleitores paraenses, a enquete mostra uma tendência de melhora na avaliação do governo Ana Júlia, comparando com o início do governo.

Também significativo foi o número de 35% que acham que está pior que o início, parecendo ser aqueles descontentes com o governo, com o PT, ou pessoas que votam em partidos de oposição aos petistas.

O que você acha dos resultados da enquete?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Datafolha: Dilma 28% x Serra 32%


Circula por SP e por todo o Brasil a edição de domingo do jornal Folha de São Paulo, com a manchete de capa "Dilma cresce e já encosta em Serra".

A pesquisa Datafolha foi feita nos dias 24 e 25 de fevereiro e mostra que a candidata petista, Dilma Rousseff, subiu de 23 para 28% de intenções de votos, e Serra caiu de 37 para 32%, num cenário em que Ciro apresenta 12% e Marina Silva 8%.

Esses números reduzem de 14% para 4% a diferença entre tucanos e petistas da última pesquisa Datafolha, realizada entre 14 e 18 de dezembro de 2009. Esses números já tendem a mostrar um empate técnico entre Dilma e Serra, considerando que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O crescimento da ministra da Casa Civil aparece em todos os cenários da pesquisa, segundo a folha, juntamente com a queda de Serra e a estagnação de Ciro e de Marina.

O resultado da pesquisa tende a trazer a tona as especulações de que Serra pode desistir de concorrer à presidência, preferindo a reeleição em SP, tarefa que parece muito menos difícil.

A pesquisa mostra ainda que Lula manteve a aprovação recorde, com 73% de avaliações ótimo e bom.

A ascenção de Dilma reflete não só a transferência de popularidade de Lula, mas também desgaste de Serra em estratos importantes do eleitorado.

Vale também citar o aumento da rejeição de José Serra, passando de 19% para 25%.

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Leia abaixo alguns comentários de colunistas da Folha:

Eliane Cantanhede: ou vai, ou racha.
- A pesquisa do Datafolha não deixa alternativa para os tucanos: agora vai ou racha.
- O tempo de hibernação de Serra se esgotou e ele tem que se lançar já à presidência, antes que seja tarde.
- Aécio como vice de Serra tornou-se fundamental.
- Quanto mais Dilma é identificada como candidata de Lula, mais ela cresce.
- Serra foi afetado por Arruda no DF e Kassab em SP.
- Serra caiu 3% no sudeste, onde ele não pode cair, pois norte e nordeste deverão votar em peso na candidata de Lula.

Clovis Rossi: ladeira acima.
- Serra ainda à frente de Dilma é surpresa. Ele esperava já Dilma na frente.
- Jamais houve um pleito em condições tão favoráveis ao governo como este.
- Eleição para a esmagadora maioria é sentimento ou emoção.
- O sentimento do "sentir-se bem" está se impregnando no governo Lula.
- Lula quer gravar que Dilma pode continuar esse "sentir-se bem".
- Dilma quase empata com Serra, antes do que previam seus estrategistas.
- Não adiantará a Serra tentar tirar esse sentimento do "sentir-se bem", mas dizer que com ele vão "sentir-se melhor ainda".
- Serra precisa empurrar seu carro ladeira acima. Sem dúvida.

Vídeo da política brasileira - DF, Kassab e Lula

Assista à charge do "Escuta Essa!" do portal UOL que completa um ano.

Quadro eleitoral paraense: uma previsão realista?

Muito interessante o que a professora Edilza Fontes publicou em seu blog, prevendo as possíveis coligações e candidatos ao governo do Pará e ao senado. Edilza conhece a política paraense bem de perto, tendo sido gestora da Escola de Governo e superintendente do PTP do governo Ana Júlia. Respira política há muito tempo, conhecendo muitos de seus bastidores e história. Observar suas previsões merece bastante atenção. As previsões de Edilza batem com o que outros blogs bem informados têm publicados, reforçando suas impressões.

Leia a seguir:

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Prováveis coligações para 2010

Conforme prometemos, estamos divulgando as possíveis coligações, de acordo com o cenário hoje. Mais abaixo, temos o tempo de TV para o cargo de governador (a) de cada coligação. Esta é a segunda publicação que trazemos nesta mesma linha e que foi feita por um colaborador do blog que acompanha de perto a movimentação política paraense . A primeira foi feita por nós e embasada por documento publicado no site do TRE-MS.

Nome da Coligação: Federação do Emergentes.
Provável candidato: Tremonte
O que ainda pode mudar: PTC e PHS virem para a campanha de Ana, em virtude do quadro nacional.

17 - PSL
27 - PSDC
28 - PRTB
31 - PHS
36 - PTC
44 - PRP
70 - PTdoB

Nome da Coligação: União pelo Pará
Candidato: Jatene
Senador:
O que ainda pode mudar: adesões de outros partidos, como o DEM.

23 - PPS
45 - PSDB

Nome da Coligação:Frente de Trabalho
Prováveis candidatos: Jader, Priante, Anivaldo ou Duciomar
Prováveis Senadores: Jader, Duciomar ou Valéria
O que ainda pode mudar: o DEM apoiar Jatene. O bloco PTB/PR apoiar outra candidatura ou marchar em raia própria.

12 - PDT
14 - PTB
15 - PMDB
22 - PR
25 - DEM

Nome da Coligação:Frente de Esquerda
Prováveis candidatos: Fernando Carneiro
Senador: Neide Solimões, Marinor Brito
O que pode mudar: O PSTU romper a frente.

16 - PSTU
21 - PCB
50 - PSOL

Nome da Coligação: Frente Novo Pará
Candidata: Ana Júlia
Senador: Paulo Rocha
O que pode mudar: adesão de outros partidos, particularmente do bloco do Jáder ou do Tremonte. Dos nove partidos abaixo o PTN e o PMN ainda não anunciaram apoio à Ana. Eles podem migrar ou apoiar sem coligar.

10 - PRB
11 - PP
13 - PT
19 - PTN
20 - PSC
33 - PMN
40 - PSB
43 - PV
65 - PCdoB

Quem se arrisca a dar outras opiniões?

Nota do PT do Pará tenta esfriar os ânimos

Zé Geraldo (deputado federal PT-PA) fez um discurso forte na Assembleia Legislativa, que responsabilizou o PMDB por "emperrar" a aprovação do empréstimo de R$ 366 milhões que o governo do Pará pretende fazer, mas está dependendo de autorização da Alepa.

Quase no mesmo instante a governadora Ana Júlia revogou o Decreto de Lei que tirava todos os poderes da Casa Civil, mantendo nesta entidade essa importante e estratégica função: nomear e exonerar servidores. Esse puxa-encolhe gerou descontentamentos e desgastes nas outras tendências do partido dos trabalhadores no Pará, e no seu novo gestor Everaldo Martins, irmão de Maria do Carmo - prefeita de Santarém -, que se sentiu desprestigiado.

João Batista, presidente do PT paraense e algumas de suas lideranças correm para esfriar os ânimos e botar água na fervura que, segundo alguns blogs, pode prejudicar ainda mais o relacionamento com o PMDB e as intenções à reeleição da governadora.

Nota do PT na íntegra

O Partido dos Trabalhadores vem, por meio desta nota, reafirmar que não se desviará de seus objetivos e finalidades para 2010, entre elas a de eleger Dilma Rousseff presidente da República, reeleger Ana Júlia Carepa para o governo do Estado e Paulo Rocha para o Senado.

Da mesma forma, continuaremos trabalhando para honrar os compromissos políticos, principalmente àqueles que dizem respeito à consolidação de alianças para a formação de uma frente ampla, de apoio a reeleição de Ana Júlia.

O confronto de ideias é saudável e devemos mantê-lo, porque tem sido assim no PT, nos seus 30 anos, tendo, como finalidade, o fortalecimento da democracia interna e de suas instâncias partidárias.

E é por reconhecer e respeitar as instâncias partidárias que o PT não tem por hábito a intromissão nos assuntos de outros partidos.

Por último, queremos louvar a decisão da governadora Ana Júlia Carepa em revogar o decreto de Lei que transferia competências administrativas da Casa Civil. A decisão reflete a sua preocupação permanente com o desenvolvimento do nosso Estado e do povo paraense.

JOÃO BATISTA
Presidente do PT

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Leia mais em alguns blogs paraenses:

Zé Geraldo deixou petistas entre desgostosos e eufóricos (Espaço Aberto)

Bombeiros a postos (Blog da Franssinete)

PT, ratões e derrota merecida (Blog do Jeso)

A terceira via (Blog Flanar)

??? (Blog do Bacana)

E se navegar na blogosfera paraense dá para ler muito mais. Observe e se informe.

Kassab investe na TV para recuperar imagem

Em São Paulo está no ar em diversos dos principais canais de TV uma forte campanha publicitária para tentar atenuar os reflexos negativos que as últimas enchentes causaram na gestão do prefeito Gilberto Kassab. O prefeito também sofreu outro forte ataque à sua imagem com a cassação de seu mandato, por suspeitas de doações irregulares em sua campanha.

Nas propagandas de TV, Kassab aparece como personagem principal dizendo "não foram chuvas, foram dilúvios que caíram sobre São Paulo" e que "não foi culpa da prefeitura, em qualquer cidade ocorreria a mesma coisa".

Personagens endossam a falam do prefeito, isentando Kassab da "culpa" pelos transtornos causados.

O atingimento da imagem de Kassab resvalam sobre José Serra, seu padrinho político, e também sobre os Democratas, que tanto sofrem com o caos no DF.

Será que Kassab conseguirá diminuir a crise em SP?

Da Redação do Observatório

Arruda não voltará ao poder, diz advogado

Deprimido, governador licenciado aguarda a liberdade

O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), não deve retornar ao poder quando for libertado da salacela da sede da Polícia Federal.
Foi o que revelou ontem um de seus advogados, Nélio Machado. Segundo ele, o governador decidiu se afastar do poder por não "condições emocionais", tão logo seja aprovado o habeas corpus que será julgado pelo pleno do Supremo Tribunal Federal.
- Se for solto, Arruda não volta ao governo. Ele já tomou essa decisão por não ter condições emocionais de assumir essa tarefa - disse Nélio Machado a jornalistas ontem pela manhã.

Machado disse, porém, que está descartada, por ora, a renúncia do governador. Ele permaneceria só licenciado do cargo, como está atualmente.

O governador do Distrito Federal está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por suspeita de tentar subornar uma testemunha do inquérito do chamado mensalão do DEM de Brasília. O inquérito tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A estratégia é fazer um acordo com a Justiça. Arruda não voltaria ao poder enquanto correrem as investigações da operação Caixa de Pandora da PF, que também apura a participação de secretários do governo de Arruda, do ex-vice-governador Paulo Octávio e de pelo menos 11 dos 24 deputados da Câmara Legislativa do DF no recebimento de propinas.

- Seria o compromisso de não voltar ao cargo enquanto existir suspeita sobre ele - explica o advogado.

O compromisso seria firmado em duas frentes. Na política, Arruda enviaria uma carta comunicando o seu licenciamento por tempo indeterminado do governo à Câmara Legislativa.

Ao Judiciário, os advogados enviaram documento com a intenção de Arruda de não retornar ao governo. Se as investigações não forem finalizadas neste ano, ele estaria disposto a ficar fora do governo até o fim do mandato.

Fonte: Jornal do Brasil

Atravessado

Ao encontrar anteontem o colega Índio da Costa (DEM-RJ) nos corredores da Câmara, José Genoino (PT-SP) se queixou da oposição, que o estaria perseguindo em razão de suas críticas ao projeto da "ficha limpa", destinado a barrar a candidatura de condenados pela Justiça.

-Eu apenas disse que o PT está contra para proteger o pessoal do mensalão- justificou-se o "demo".

Genoino não ficou nem um pouco satisfeito com a explicação, e Índio da Costa resolveu emendar:

-Eu não entendo a bronca. Você sempre diz que não teve nada a ver com o mensalão...

Genoino achou melhor encerrar o papo ali.

Fonte: Folha de São Paulo

Na TV, Marina recorre a programas populares para aumentar exposição

Na tentativa de reforçar sua imagem de presidenciável, que por enquanto não encontrou eco nas pesquisas de intenção de voto, a senadora Marina Silva (PV-AC) agora investe em programas populares de TV. Ontem, ela participou das gravações do Programa do Ratinho e negocia para hoje uma participação do Show da Gente, apresentado pelo cantor e vereador Netinho de Paula, ambos no SBT.

Marina, que chegou há pouco na internet com perfis nas principais redes sociais como Facebook e Twitter, continua seguindo a cartilha do PV, que pretende compensar a previsão de parcos minutos no horário eleitoral gratuito com participações especiais em programas de entrevistas e entretenimento ? garantindo assim exposição espontânea.
No Programa do Ratinho, reconhecidamente direcionado à população de baixa renda, a pré-candidata foi entrevistada durante oito minutos. Falou sobre sua história de superação no Acre e sobre seu mentor, o sindicalista, ativista ambiental e líder dos seringueiros Chico Mendes, assassinado em 1988.

Nos momentos seguintes, foi questionada sobre sua saída do PT e sobre sua provável adversária nas urnas, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Como sempre o faz, Marina negou atritos com Dilma e resumiu a relação como "de amizade e respeito".

Logo após a gravação, via Twitter, Marina elogiou a iniciativa de Ratinho de levá-la para expor suas ideias. Em contrapartida, também via Twitter, o programa foi criticado por uma internauta. A pré-candidata se defendeu. "O que posso falar para você é da credibilidade das ideias que eu defendo e acho que isso deve ir para todos os públicos." A entrevista deve ir ao ar hoje, às 18 horas.

Já o programa Show da Gente, apresentado por Netinho de Paula, deve ser gravado hoje à tarde e tem como foco contar histórias de vida. Marina terá, mais uma vez, a oportunidade de relatar como saiu de um seringal em sua terra natal para estudar e se tornar senadora.

Em paralelo aos programas populares, a pré-candidata manteve em sua agenda a participação em programas de entrevista em formatos mais tradicionais. Ontem, além do Programa do Ratinho, ela gravou durante uma hora para o programa É Notícia, da RedeTV!, que irá ao ar neste domingo à meia-noite.

Fonte: Roberto Almeida/O ESTADO DE SÃO PAULO

PT pede presença de Dilma em São Paulo

Partido está preocupado com falta de candidato na eleição estadual

Convencido de que dificilmente definirá seu palanque em São Paulo antes do final de abril, o PT traça um plano para evitar que o vácuo de candidatura no maior colégio eleitoral do País abale a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sem uma resposta clara do deputado Ciro Gomes (PSB) sobre o seu futuro político, líderes petistas querem que estrelas da sigla intensifiquem a presença em São Paulo, reforçando a estratégia de ampliar a agenda de Dilma no Estado.

A meta é evitar que o governador José Serra (PSDB) e possíveis nomes tucanos para a sucessão (o secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira) "nadem sozinhos" na cena política paulista no período pré-eleitoral.

Petistas estão de olho em líderes partidários em geral. Mas o foco está no senador Aloizio Mercadante (SP), apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como opção para o Palácio dos Bandeirantes, caso Ciro recuse a vaga. A avaliação é de que, ao buscar mais exposição, Mercadante se firmaria como plano B. Mas, se Ciro optar na última hora por São Paulo, o esforço seria facilmente reaproveitado em sua campanha de reeleição.

O tema começou a ser discutido na quarta-feira, após encontro de petistas com Ciro, e voltou a pautar conversas em Brasília, ontem. Ainda assim, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, ameniza o risco de enfraquecimento no Estado. "O PT é forte com ou sem candidato."

"Até por ser candidato ao Senado, ele já começou a rodar o Estado", afirma Dutra, adiantando que Mercadante deve aparecer nas próximas inserções do PT no rádio e na TV. "Temos de construir agenda nos principais polos regionais", diz o presidente estadual do PT, Edinho Silva.

Setores do PT, porém, não escondem o incômodo. "Se demorar mais dois meses para termos um nome, o problema de São Paulo vai virar problema para a campanha de Dilma", diz o prefeito de Osasco, Emídio de Souza.

Fonte: Clarissa Oliveira/O ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Da meia" renuncia no DF

Deputado da meia renuncia ao mandato para evitar cassação

Em carta encaminhada nesta sexta-feira à Câmara Legislativa do Distrito Federal, o deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido), comunicou sua renúncia ao mandato para escapar da cassação. Ontem, a Comissão de Ética abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra Prudente e mais dois deputados que são suspeitos de participação no esquema de arrecadação e pagamento de propina.

A renúncia de Prudente só será oficializada na próxima semana quando a carta será lida durante sessão no plenário da Câmara.

Ex-presidente da Câmara Legislativa, Prudente foi flagrado em um vídeo gravado por Durval Barbosa, delator do esquema, colocando dinheiro de suposta propina nas meias. Ele ainda aparece em outro vídeo fazendo uma oração com Durval e o deputado Júnior Brunelli (PSC), em agradecimento à suposta propina.

Prudente alega que o dinheiro foi uma doação para a campanha eleitoral de 2006 não declarada à Justiça Eleitoral, o que caracteriza caixa dois. Hoje, o deputado encaminhou 10 mil cartas aos eleitores em tom de despedida. Na carta, Prudente afirma que as imagens "são muito fortes" e pede desculpas pelo constrangimento.

"Já admiti publicamente e reafirmo que errei, e estou pagando um preço muito alto, mas tenho a certeza que as investigações irão revelar a verdade dos fatos e que o processo legal e a justiça serão novamente restabelecidos. Não serei mais candidato a nenhum cargo eletivo em 2010, apenas desejo refutar os fatos inerentes à minha pessoa, colocando-os na forma verdadeira como eles ocorreram. Peço minhas sinceras desculpas pelo constrangimento que toda essa situação provocou", disse.

A Comissão de Ética ainda abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides e Brunelli. Os três foram denunciados pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) por suposta participação no esquema de corrupção.

Eurides também foi filmada por Durval. Nas imagens, ela aparece colocando dinheiro em uma bolsa. Seu processo será relatado pelo deputado Bispo Renato (PR). Brunelli aparece em dois vídeos gravados pelo delator do esquema. No primeiro, recebe dinheiro e, no segundo, ao lado de Prudente e Durval, aparecem orando em agradecimento a suposta propina.

Brunelli e Prudente negam que a oração tenha motivação financeira. A penalidade do processo por quebra de decoro passa de uma simples advertência até a perda do mandato.

A Câmara suspendeu a análise dos processos de outros cinco deputados que foram denunciados pela suposta participação no esquema de propina: Rogério Ulysses (sem partido), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Rôney Nemer (PMDB) e Aylton Gomes (PRP).

A Casa vai aguardar o surgimento de novos fatos ou a conclusão do inquérito pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) para definir a situação dos cinco distritais.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PSDB começa a organizar Serra 2010

PSDB se adianta e monta estrutura de pré-campanha com "cara" de Serra

Embora a candidatura de José Serra ainda não tenha sido formalizada, a estrutura de pré-campanha que o PSDB está montando tem a cara e a chancela, em todas as áreas, do governador de São Paulo.

Sem uma militância organizada e engajada como a do PT, o PSDB aposta numa estratégia de comunicação on-line --a cargo da Loops Mobilização Social-- e já convidou um especialista em marketing digital para a coordenação das ações dos tucanos na internet.

Os dois foram avalizados por Serra. Além do desafio de mobilização de militantes para um partido nascido da vida parlamentar, a Loops se dedicará à captação de doações e ao monitoramento de informações divulgadas na internet, com especial atenção na conversação no ambiente das redes sociais.

Recém-criada por quatro jovens --entre eles, Arnon de Mello, filho do senador Fernando Collor--, a Loops vai atuar sob a coordenação do empresário Sérgio Caruso, da agência Sinc.

Em seu portfolio, a Sinc inclui LG, Citröen e Unibanco entre seus clientes de campanhas realizadas na rede.

A Loops já tem experiência em trabalhos com partidos políticos, pois trabalhou para o PV em 2008 e também deve cuidar da estratégia de mobilização na web da campanha de Fernando Gabeira ao governo do Rio.

Seus diretores foram apresentados a Serra pelo ex-deputado e atual presidente da Emplasa, Márcio Fortes.

Caruso, por sua vez, aproximou-se dos tucanos por intermédio do publicitário José Roberto Vieira da Costa, conhecido como Bob. Fortes e Bob são homens de confiança do governador de São Paulo.

Segundo o secretário-geral do PSDB, Eduardo Jorge Caldeira Pereira, Caruso deverá "gerenciar o projeto de atuação na internet". O PSDB não informou o valor dos contratos.

Há um mês, o partido exibe, em caráter experimental, um blog com munição para militantes. Batizado de "Brasil é com S", oferece argumentos para o debate político.

Isso explica, em boa medida, a preocupação quase nula com o visual: o blog prioriza conteúdo informativo sobre os governos Serra, em São Paulo, e, na esfera federal, FHC e Lula. Os textos são publicados na página em categorias como "Bolsa Família" e "Mensalão".

Desde o ano passado, o PSDB leva ao ar o site "Gente que Mente", sob a responsabilidade da jornalista Cila Schulman. Secretária de comunicação dos governos de Jaime Lerner, no Paraná, Schulman também foi contratada pelo PSDB --o domínio de internet está registrado em nome do próprio partido, o que é bastante raro.

Essas contratações aconteceram à revelia do jornalista Luiz Gonzalez, cotado para assumir a coordenação de comunicação da campanha de Serra.

Fora a equipe de internet, o PSDB está contratando para a assessoria jurídica o advogado Ricardo Penteado. Tradicional colaborador das campanhas de Serra, Penteado atuará nas ações contra o PT em Brasília.

Sua contratação é apontada como mais um indício de que o PSDB monta uma equipe afinada com Serra. Além de uma amostra da disposição de oferecer uma boa estrutura, o movimento do PSDB é uma tentativa de tornar irreversível a candidatura de Serra. Com sua equipe montada, o governador nem poderia pensar em desistir da disputa.

Fonte: UOL

Cenários paraenses

Os blogueiros paraenses continuam analisando os cenários eleitorais prováveis para outubro. Leia o que alguns blogs comentaram nesses dias:

Golpe de Mestre / Quinta Emenda

Lá se vai Jáder Barbalho aplicar mais um duro golpe na governadora Ana Júlia Carepa. E dessa vez ele conseguiu até 'criminalizar a DS', tendência de Ana Júlia, que chamam de núcleo duro. Olhem só como as peças se moveram.

Há seis meses coloquei aqui no blog - e tenho colocado em várias postagens-, minhas hipóteses de que Jader Barbalho sairia para o governo; com Paulo Rocha na parceria.

Aliás!eles são parceiros há muito tempo. Hoje, vejo no blog da jornalista Ana Célia Pinheiro, as possíveis confirmações das minhas hipóteses.

Me parece claro que Lula vai gostar muito de ter Jader Barbalho(PMDB) no palanque de Dilma Rousseff. Achei muito estranho o recado de Lula de que não iria subir em palanque nos estados que tivessem dois candidatos apoiados pelo PT.

Jader Barbalho queimou Ana Júlia Carepa até o último momento! E ainda está acusando Ana Júlia Carepa de ser a responsável pela escolha que ele está fazendo para disputar o governo, pois lhe "seria indiferente governo ou senado".

Fala sério Jader Barbalho: - colocar o Parsifal Pontes para dizer isso foi por demais "malino".

Jader Barbalho quer colocar uma parte da militância do PT ao seu favor; nada melhor do que crucificar Ana Júlia e a DS por isso.

Não custa observar que ao lado de Jader Barbalho(PMDB) estão Paulo Rocha, Maria do Carmo, Everaldo Martins...

No segundo turno o PMDB pode ter o apoio do PSDB para tentar ganhar o Governo do Estado.

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Jader quer apoio de Duciomar para disputar Governo do Estado / Perereca da Vizinha

Durante duas horas, na noite de anteontem, segunda (22 de fevereiro) o presidente regional do PMDB, deputado federal Jader Barbalho, e o prefeito de Belém, Duciomar Costa, do PTB, sentaram para conversar.

Em cima da mesa, a proposta peemedebista: Jader quer o apoio de Duciomar para a sua candidatura ao Governo do Estado.

Em troca,o PMDB apoiará Duciomar ao Senado.

Na coalizão, entraria, também, o PR, já que o vice-prefeito Anivaldo Vale, que preside a legenda, assumiria a Prefeitura de Belém.

A vice de Jader seria entregue ou ao PTB ou ao PR – ou até a outra legenda – que poderia ser, inclusive, o DEM.

Segundo uma fonte do PMDB, ainda não há detalhes do encontro, uma vez que a reunião terminou por volta das 21 horas e Jader viajou a Brasília ainda de madrugada.

Em Brasília, Jader esteve reunido com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e com o presidente estadual do PT, João Batista. Mas, não havia certeza, na noite de ontem, se o quinto convidado, o deputado federal Paulo Rocha também participou do encontro.

No encontro de Brasília, a expectativa dos petistas era a de recompor as relações entre o PMDB e o Governo do Estado, com vistas à reeleição da governadora Ana Júlia Carepa.

Mas, a fonte peemedebista ouvida pelo blog já não acredita nessa possibilidade.

Na reunião com Padilha, aliás, a expectativa peemedebista era que Jader até sacasse do bolso uma proposta do líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado Parsifal Pontes: o PT apóia Jader para o Governo. Em troca, leva a vice e uma das vagas ao Senado, para o deputado federal Paulo Rocha.

A curiosa proposta de Parsifal está aqui:
http://pjpontes.blogspot.com/2010/02/pedaco-de-prosa.html

Na tarde de ontem, o blog do Estado do Tapajós também noticiava uma arquitetura na mesma linha.

Mas, segundo a matéria assinada pelo jornalista Miguel Oliveira, todos os partidos da base de apoio do presidente Lula teriam espaço nesse balaio, o que possibilitaria que a ministra Dilma Rousseff tivesse um só palanque no Pará.

Em todos os cenários, Jader viria para o Governo – e a vice e as vagas ao Senado iriam para o PT, PTB e PR.

Também em uma das configurações apuradas por Miguel Oliveira, o prefeito de Belém aparece como candidato ao Senado, com o apoio do PMDB.

A postagem do Miguel está aqui:
http://blogdoestado.blogspot.com/2010/02/jader-tem-carta-na-manga.html

Tête-à- tête com Dudu

A fonte peemedebista com quem conversei na noite de ontem, disse que Jader “quer vir para o Senado, assim como quer vir para o Governo. Ele está preparado para ser candidato a governador. E não há qualquer temor da parte dele devido aos processos a que responde”.

O grande problema para uma eventual candidatura ao Governo seria, afinal, a falta de recursos financeiros para a campanha.

“Se equacionarmos esse problema, ele é candidato”, garantiu.

Daí as conversas com Duciomar.

“A aposta é que ele (Duciomar) venha com a gente. A expectativa é que ele apóie Jader ao Governo”, disse.

Depois, mais cauteloso, corrigiu: “Não digo que ele tope. Mas, há expectativa de ele topar”.

O tête-à-tête de Jader e Duciomar, na noite da última segunda-feira, foi o terceiro desde dezembro do ano passado, quando começaram as negociações.

Reticente, a fonte jurou que, pessoalmente, não acredita na hipótese: “Tem gente que acha que há 70% de chances de ele (Duciomar) aceitar. Mas, para mim, essa probabilidade fica abaixo dos 50%”.

E explicou por que: “Eu não acredito que o Duciomar largue a prefeitura de Belém para ser senador, até porque está montado na grana. Mas, ele já fez o seu pé-de-meia e o Senado é um bom mandato”.

Perguntei-lhe sobre a vice. A resposta: “Isso ficará em aberto para o PTB, o PR ou ainda outro partido. Porque, se isso fosse resolvido, iríamos atrás de outros partidos, para aumentar essa coligação. E aí eu acho que não sobraria para ninguém. A vice poderia até ser a Valéria (do DEM, ex-vice-governadora)”.

Lá pelas tantas, a fonte disse acreditar que Duciomar também deve considerar “apetitoso” o chapão que lhe foi apresentado por Jader.

Segundo ele, “não há problema nacional numa aliança assim, porque todos somos da base do governo e o Lula já disse que onde houver dois palanques (de Dilma Rousseff) ele não aparece. E o nosso palanque seria muito maior para a Dilma”.

E o DEM, que é de oposição ao governo? – perguntei. A resposta: “O que o pessoal lá em cima (Brasília) quer saber é onde a Dilma entra nisso. Eles vão atropelar qualquer diretório que brinque de prejudicar a campanha da Dilma”.

Perguntei-lhe, afinal, se o PMDB desistiu do afastamento de Duciomar da prefeitura – o prefeito foi cassado a partir de uma ação ajuizada pelo ex-deputado federal José Priante, do PMDB, que perdeu as eleições de 2008.

A resposta: “Não é uma questão de termos desistido. Nós estamos num parêntese. É jogo político. Não é questão de chantagem – e ele (Duciomar), que é uma pessoa gelada, sabe disso”.

O prefeito estaria avaliando a proposta peemedebista e “sabe as cartas que temos”.

Se topar, Jader virá ao Governo.

A fonte também ressaltou que a proposta não é “um pedido de apoio a Duciomar, já que ele vai ganhar, também”.

Na noite de ontem, também conversei com o deputado Parsifal Pontes sobre a postagem em seu blog e ele disse que traçou tal cenário para mostrar ao PT que o PMDB não tem problemas com o partido – apenas com a Democracia Socialista (DS), a corrente da governadora Ana Júlia Carepa.

“Temos pesquisas que mostram que ganhamos a eleição e queremos mostrar que não há intransigência da nossa parte”, explicou o deputado.

Jader deve retornar a Belém na tarde de hoje – ontem, a Perereca tentou, mas, não conseguiu contato com os participantes da reunião de Brasília.

Ontem, a única informação é que Jader não estaria disposto a aceitar nem mesmo o tetê-à-tête que os petistas pretendiam realizar entre ele e Ana Júlia, para que fosse “batido o martelo” da aliança de reeleição da governadora.

“Não estamos dispostos a recebê-la” – disse uma fonte, quando lhe perguntei sobre a possibilidade do tête-à-tête – “Nossa conversa é só no andar de cima. Para ele (Jader) querer conversar com ela, tem de haver um convencimento muito grande do Planalto”.

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Balaio / Blog do Bacana

DEM
PTB
PMDB
PDT
PR

Dá para imaginar eles juntos em 2010 ?
Não ?
Então começa a imaginar, começa.

PV com PT em 2010 / Blog do Bacana

Os verdes fecharam o apoio a Ana nestas próximas eleições.
Isso significa verdes de bolinhas vermelhas ou vermelhos de bolinhas verdes ?
Postado por blog

Cassado, não. Pescado!

“Kassab não pode ser cassado, e sim pescado.”
Humor do José Simão, na Band, debaixo da chuva em SP

DF: Planalto e STF já articulam intervenção

Com prisão de Arruda, renúncia do vice e dúvida sobre condições políticas do presidente da Câmara em assumir, medida é única saída

Ministro Nelson Jobim diz que dificuldade será definir papel dos interventores no DF, já que pedido atinge o Executivo e o Legislativo


A renúncia do vice-governador, Paulo Octávio, era a senha que o Planalto e o STF aguardavam para começar a deflagrar a intervenção no Distrito Federal, tida agora como a única saída para a crise da capital.

Na avaliação que já vinha sendo feita entre as duas instâncias, com a mediação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do presidente da Comissão de Ética Pública, José Paulo Sepúlveda Pertence, há um vácuo de poder que precisa ser preenchido até a posse do novo governo eleito em outubro.

Com o governador José Roberto Arruda (sem partido) sob prisão preventiva e a renúncia do vice, o governo fica com o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), que já é substituto do primeiro presidente, também derrubado pela Operação Caixa de Pandora da PF.

A suspeita é que Lima -ligado a Arruda e ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC)- não tem condições políticas para se sustentar no cargo, e o próximo na linha sucessória, segundo a Constituição, é o presidente do Tribunal de Justiça do DF, Níveo Gonçalves, que já declarou não ter interesse em assumir.

Não sobra ninguém, e a alternativa passa a ser um interventor federal sob aprovação do Supremo e indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autor do pedido de intervenção, a renúncia do vice ratifica a necessidade da medida.

A votação do pedido de intervenção está prevista para março no STF, tempo suficiente para cumprir o ritual jurídico e para haver "decantação" do processo político.
Em Washington, Jobim, que já presidiu o STF, disse que uma das maiores dificuldades para a votação será o limite que os ministros terão de definir para o possível papel dos interventores, já que o procurador-geral pede a intervenção no Executivo e no Legislativo.

Caso o STF decida pela medida, cabe a Lula decretar amplitude, prazo e condições.
Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, "isso mostra como as instituições estão à deriva. O governador está preso, o vice, que assumiu, renuncia, e a Câmara está comprometida".

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Na realidade do Distrito Federal, o piloto sumiu e não sobrou ninguém. O governo está em voo livre. O governador está preso, o vice renunciou, o primeiro presidente da Câmara Legislativa escafedeu-se e o atual não tem condições políticas (entre outras) para virar ás e assumir o comando.

Sobra o presidente do Tribunal de Justiça, que não quer se aventurar na política, e ainda mais num momento como esse, com fortes turbulências e nenhuma pista segura à frente.

O que sobra? Sobra a intervenção federal, que é uma medida drástica, dolorosa, mas prevista pela Constituição brasileira e instrumento adequado para uma emergência institucional -que é justamente o que ocorre na capital da República.

O Supremo Tribunal Federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já amadureciam essa constatação, mas aguardavam uma decantação do quadro político e o melhor momento para bater o martelo. A renúncia do vice criou esse momento.

O Supremo está dividido, mas tende agora aprovar o pedido da Procuradoria-Geral da República ainda em março, como única saída para a crise.

E Lula, apesar de consciente do ônus de puxar para a esfera federal e para ele uma crise que é local e de adversários, sabia que poderia não ter alternativa.
Só falta escolher o interventor. Alguém que não seja candidato e tenha conhecimento jurídico, biografia limpa e experiência administrativa, além de apoio dos partidos governistas e trânsito na oposição. Ah! E com certo espírito camicase.

Fonte: colunistas UOL

Guerra quer ser vice de Serra?

Alguns articulistas da política brasileira têm visto Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, "de olho" na vaga de vice de José Serra, em uma eventual composição puro sangue dos tucanos. Com a desistência de Aécio Neves há 2 meses, e com a falência do DEM - eterno aliado nacional - com as crises de Arruda e Kassab, que poderia cobrar o nome do vice, Guerra tem sentido que pode ter chegado sua vez.

Ele tem defendido que o nome mais popular, além do de Serra, seja o escolhido. E tem se esforçado para estar sempre na mídia. E apresentar-se bem. Veja esse artigo de ontem da Folha de SP:

Patrulha fashion

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, teve um encontro anteontem com José Serra antes de seguir para uma emissora de televisão, onde concederia entrevista.
Os jornalistas que o tinham visto chegar ao Palácio dos Bandeirantes notaram que, na saída, o senador já não usava a mesma gravata preta, e sim uma bem colorida.
-O senhor aproveitou a visita ao governador para mudar o figurino?- brincou um repórter.
Um tanto constrangido, Guerra reconheceu que Serra havia lhe dado uma consultoria rápida para ir à TV:
-Minha gravata foi demitida...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quem será o próximo?


Governador do DF

Quem se candidata?




"Saio da cena política e me incorporo às fileiras da cidadania"
Paulo Octávio, em sua carta renúncia.



Alguém entendeu o que ele quiz dizer?

Paulo Octávio (DF) renuncia e pede desfiliação do DEM

Sem apoio, Paulo Octávio renunciou ao cargo e pediu desfiliação do DEM antes que fosse expulso do partido. Ele é acusado de fazer parte do esquema de corrupção do DF pelo qual Arruda está preso na PF de Brasília. Em menos de 15 dias o DF terá o seu terceiro governador. Assumirá Wilson Lima (PR), atual presidente da Câmara Legislativa. O presidente anterior da CL foi o deputado que guardava nas meias o dinheiro que recebia do esquema.

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O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (sem partido), enviou nesta terça-feira, próximo das 17h, à Câmara Legislativa do DF sua carta de renúncia do cargo. O documento foi entregue por deputados distritais aliados. Na carta, que tem seis folhas, ele alega falta de apoio político para deixar o cargo.

"Nenhuma dessas premissas [apoio político] se tornou realidade e, acima de tudo, o partido a que pertencia solicitou aos seus militantes que deixem o governo. Sem o apoio do DEM, legenda que ajudei a fundar no DF e a qual pertencia até hoje, considero perdida as condições para solicitar respaldo de outros partidos no esforço de união por Brasília", diz.

Paulo Octávio assumiu o governo no dia 11, quando o governador José Roberto Arruda (sem partido) foi preso e afastado do cargo por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele e Arruda são suspeitos de participar de um esquema de arrecadação e pagamento de propina no DF.

Segundo Paulo Octávio, "sem que existam condições políticas, torna-se impossível permanecer à frente do poder executivo sobretudo em circunstâncias tão excepcionais".

Na carta, Paulo Octávio também ressalta que Arruda poderá reassumir o cargo quando deixar a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde o dia 11 acusado de tentar subornar uma testemunha do suposto esquema de corrupção.

"[Arruda] Continua a ser o governador da cidade pode portanto em tese retornar às suas funções a qualquer momento", diz.

Com a renúncia de Paulo Octávio, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), deve assumir interinamente o governo do DF.

Na carta, ele diz que "o excelentíssimo senhor presidente da Câmara Legislativa possui as atribuições constitucionais para exercer as funções de chefe do Executivo".

O esforço de Paulo Octávio de continuar no cargo era para evitar a intervenção no DF solicitada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "O objetivo era evitar que a autonomia política e administrativa do DF venha a ser gravemente afetada por decisão judicial", diz ele na carta.

"Quanto a mim, deixo o governo, saio da cena política e me incorporo às fileiras da cidadania", afirma Paulo Octávio ao encerrar a carta.

Recuo

Na semana passada, Paulo Octávio irritou os deputados distritais e a cúpula do DEM ao ensaiar a renúncia e depois recuar. No discurso, Paulo Octávio ainda fez referências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se manter no governo. Na avaliação do comando do DEM, ele assinou sua ficha de desfiliação ao citar o presidente.

Na ocasião, Paulo Octávio disse que permanecia no governo do Distrito Federal pelo menos até o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir sobre a intervenção no DF.

Desfiliação

Hoje à tarde, pressionado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio pediu sua desfiliação do partido. Ele encaminhou o pedido para o presidente nacional da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Segundo o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), Paulo Octávio não apresentou motivos para pedir desfiliação. No entanto, ele estaria evitando ser expulso da legenda. "Ele já sabia que não se enquadrava mais nas nossas diretrizes."

A bancada do DEM no Senado já havia decidido hoje, por unanimidade, pedir a expulsão de Paulo Octávio na reunião da Executiva marcada para amanhã. O partido também havia dado prazo até amanhã (24) para que o governador interino decidisse se queria ficar no partido ou no governo.

Leia mais no UOL

Marina prega nova visão de progresso

Pré-candidata do PV não cita adversários, mas mira questão que é o principal foco de sua divergência com Dilma

Propondo uma "ética de valores", em oposição ao que considera uma "ética circunstancial" da política, a senadora e pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva (AC), defendeu ontem, em aula magna em uma universidade em São Paulo, mudanças estruturais no processo de desenvolvimento brasileiro para evitar um "armagedon ambiental".

Marina preferiu não citar seus opositores no campo eleitoral. Disse, no entanto, que o País é sujeito de uma "crise civilizatória" e que é preciso reavaliar a atual visão de progresso, centro nevrálgico de sua divergência com a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. "Precisamos buscar uma nova maneira de caminhar", resumiu.

A senadora lamentou que o atual modelo de gestão e a consequente crise ambiental estejam "à margem do debate político". No entanto, acredita que sejam causadores de um "constrangimento ético". "Porque o meio ambiente vai exigir, certamente, uma ética de valores."

Para a senadora, com a aclamação de Dilma no congresso petista, realizado semana passada, a corrida presidencial agora ganha "ritmo acelerado". "Acabou o carnaval, começou o ano para tudo. Para campanha também (risos). Obviamente que respeitando a legislação, estão todos em pré-campanha", destacou.

Questionada sobre uma possível mudança de panorama eleitoral com a crise do DEM, resultado do caso do mensalão no Distrito Federal, Marina preferiu observar que o caso é o exemplo de uma crise da política. "Estamos à mercê dessa coisa terrível que empobrece a política. É preciso que haja um avivamento, e isso se faz através do debate de ideias."

Entre as ideias citadas pela senadora está uma mudança no foco da transparência na gestão pública. Hoje, o governo federal disponibiliza os dados agregados em um único portal da internet, o chamado Portal da Transparência. Para Marina, é preciso criar "processos mais nucleados" de transparência para cada setor do governo.

Para exemplificar, citou sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, quando tornou público, por meio da internet e em tempo real, o desmatamento na Amazônia. E abriu informações de conselhos e coordenadorias da pasta.

SAÚDE E DESVANTAGEM

Durante a aula magna, Marina reclamou de dores na coluna, citou três hérnias de disco. Mesmo com notória saúde frágil, disse, entre risos, que "vai bem" e que trabalha com "a ideia de saúde preventiva". Hoje, ela passa por uma segunda bateria de exames no Instituto do Coração (Incor) dos Hospital das Clínicas, em São Paulo, antes de viajar a Brasília.

A prevenção é para garantir que consiga "construir" sua campanha e reverter sua desvantagem nas pesquisas - oscilou entre 6% e 8% nas última sondagem Ibope/Diário do Comércio, divulgada semana passada. A senadora disse, porém, que não tem uma "ansiedade tóxica" por resultados. "Estamos fazendo um esforço para que o PV acumule o apoio de "núcleos vivos" da sociedade. Não vamos nos basear por pesquisas. Se assim fosse, não teria saído candidata. É uma construção", observou.

Fonte: Roberto Almeida / O Estado de SP

Justiça livra Kassab da cassação

Kassab tem garantia de ficar no cargo até ser julgado pelo TRE

A Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou recurso feito ontem pelo advogado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e suspendeu sua cassação até que ocorra o julgamento do processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Kassab foi cassado por supostamente ter recebido doações ilegais na campanha de 2008, que o reelegeu prefeito.

Além de Kassab, o juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira também havia determinado, pela mesma razão, a cassação do mandato da vice-prefeita Alda Marco Antonio e de oito vereadores: os petistas Antônio Donato Madormo, Arselino Roque Tatto, Ítalo Cardoso Araújo, José Américo Ascêncio Dias e Juliana Cardoso, os tucanos Gilberto Tanos Natalini e José Police Neto e o democrata Marco Aurélio de Almeida Cunha.

A representação contra o prefeito, a vice-prefeita e os oito vereadores foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral, que pediu a revisão da prestação das contas dos dez políticos. Para o Ministério Público, a campanha de Kassab recebeu doações de fontes vedadas, como da Associação Imobiliária Brasileira (AIB), de construtoras e do Banco Itaú.

Suspeitas

A AIB é suspeita de ser uma empresa fantasma, criada por sindicatos do setor imobiliário, que são proibidos de fazer doações para campanhas políticas.

No caso do Itaú, que teria doado aos candidatos R$ 550 mil, o juiz concluiu que a contribuição também seria proibida, porque o banco mantinha, na época, contrato com a prefeitura de São Paulo para administrar parte da folha de pagamento.

Quanto às doações das construtoras, foram consideradas irregulares porque, durante as eleições, elas participaram, por meio de acionistas ou como empresas, de grupos econômicos que exploravam o serviço público. Segundo a Lei Eleitoral, concessionárias ou prestadores de serviços públicos não podem fazer doações.

O advogado Hélio Silveira, que disse defender os vereadores do PT , afirmou que vai recorrer da decisão do juiz e tentar conseguir o efeito suspensivo hoje. Segundo o advogado, as contas dos vereadores haviam sido aprovadas pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2008.

Precedente - As doações são legais. São empresas que colaboram para campanhas eleitorais há muito tempo - disse Silveira, que citou as construtoras OAS e Camargo Corrêa, que segundo ele, também já contribuíram para a campanha do governador José Serra sem que isso tivesse provocado irregularidade.

Por meio de nota à imprensa, o advogado Ricardo Penteado, que defende os vereadores José Police Neto e Gilberto Natalini também disse que vai entrar com recurso.
"As contribuições foram feitas seguindo estritamente os mandamentos da lei - que é a mesma desde 1997 - e já foram analisadas e aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral", diz a nota.

Segundo Penteado, há jurisprudência no caso, citando que o mesmo argumento utilizado pelo juiz em sua sentença já havia sido derrotado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2006. Penteado também defende o vereador Marco Aurélio Cunha, o prefeito Kassab e a vice-prefeita.

Fonte: Jornal do Brasil

Lula quer comandar a negociação do PMDB

Leia a manchete do portal Veja, citando que Lula assumirá para si a responsabilidade de negociação com o PMDB, evitando ter candidatos do PT e do aliado em alguns estados. No Pará, Lula deverá "suar um bocado" para solucionar as pendências entre petistas e peemedebistas.

Ana Júlia quer a reeleição, mas Jader acredita que tem chances de retomar o Palácio dos Despachos. Todos sabem que Lula e Jader têm conseguido bons entendimentos nos últimos anos. Jader tem sus problemas com a justiça e não pode perder a imunidade parlamentar. Ana Júlia vem se esforçando para melhorar a avaliação de seu governo. O que nos reserva os próximos capítulos?

Dê sua opinião. Participe do Observatório Eleitoral!

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Preocupado com as divergências que têm impedido a montagem de palanques unitários entre o PT e o PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tomar as rédeas da negociação para enquadrar a seara petista e reduzir os impasses regionais até março. O comando dos dois partidos marcou nova reunião para quarta-feira, na tentativa de definir um acordo de cavalheiros que acerte as regras do jogo em Minas Gerais - o segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo - e faça a revisão dos principais imbróglios estaduais.

Lula está convencido de que é preciso reproduzir a dobradinha PT-PMDB no maior número de estados para impulsionar a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em conversas reservadas, ele tem dito que o PT manterá na disputa os governadores que podem concorrer à reeleição, mas deve ceder a cabeça da chapa, em nome da parceria, nos locais cobiçados pelo aliado federal. "Não é compreensível para a sociedade essa história de dois palanques. Isso não existe", afirmou Lula numa entrevista na semana passada.

"O que vai acabar acontecendo é que Dilma não poderá ir a alguns estados. Nem eu. Como eu posso ir na zona leste com um candidato e na zona sul com outro? Qual o discurso que eu faço? O que eu digo para o eleitor sobre qual o melhor? Não pode, fica muito desagradável", completou o presidente. Pouco antes da meia-noite de sexta-feira, Lula se reuniu com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), no Palácio da Alvorada, e prometeu se empenhar por palanques únicos.

Lula foi obrigado a apagar o incêndio provocado na véspera, quando o PMDB ameaçou não comparecer no sábado ao ato de lançamento da pré-candidatura de Dilma, durante o 4º Congresso Nacional do PT. "Não estamos impondo nada, mas, para o casamento se consolidar, os noivados estaduais precisam ser respeitados", insistiu o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). "O governo não vai querer contratempo com o maior partido da coligação, que tem o maior tempo para oferecer na propaganda eleitoral."

Fonte: veja.com.br / Agência Estado

Eleitores sem memória, política sem partidos

A mídia descobriu, pela enésima vez, a "amnésia eleitoral". O Instituto Data Rio divulgou dados que mostram que somente 4% dos votantes sabiam em quem votaram para deputado federal e, em igual percentagem, para deputado estadual. Embora exista uma clara correlação entre nível educacional e lembrança, um comentarista dos dados, Pedro Fernandes, nos lembra de que 53% dos que possuem educação superior não se lembravam em quem votaram - segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. Fernandes lembra a responsabilidade dos políticos, que contribuiriam para o esquecimento.

Sem dúvida; porém, outros fatores pesam. A experiência dos estudos policiais e criminológicos mostra que, nos alinhamentos para identificação de testemunhas, o número de pessoas colocadas no alinhamento influencia o resultado. O número conta: quanto maior, mais erros. Experimentos desse tipo minaram a fé na prova testemunhal. Fica pior: brancos identificando negros erram mais do que brancos identificando brancos, provando que há um aspecto relacional que afeta a qualidade do testemunho. A identificação funciona melhor entre semelhantes.

O esquecimento eleitoral não opera num vácuo de instituições. As instituições e as legislações eleitoral e partidárias podem facilitar ou dificultar o esquecimento. No Brasil, facilitam.

A "amnésia eleitoral" não começa depois das eleições: começa antes. Há dois anos, Jairo Nicolau (Iuperj) alertava para pesquisas feitas pelo Ibope e pelo Datafolha, em grandes capitais, próxima das eleições: "o percentual de eleitores que disseram não saber em quem votar na pergunta espontânea, em algumas das capitais... é muito alto, oscilando entre cerca de 30% e 80%." Os dados permitiam concluir que o problema era nacional e não do nosso Rio. Com 66%, estávamos próximos do Recife (58%); de Porto Alegre (61%) e abaixo de Belo Horizonte (79%). Não sabiam em quem votariam, deixando ver que não havia uma relação forte com candidato ou com partido.

O sistema eleitoral se impõe como variável invisível, mas de muito peso, sobre a memória do votante. O sistema partidário também pesa sobre os resultados. Além da amnésia individual, há uma amnésia partidária.

A permanência dos políticos num só partido favorece a identificação, por parte da população. Porém, os políticos mudam muito de partido. Como exemplo, o ex-governador Garotinho, se bem me lembro, já esteve no PDT, no PT, no PSB, PMDB e atualmente milita no PR. A pouca significação dos partidos não é um fenômeno obrigatório, da natureza, mas consequência da pouca significação atribuída a eles por parte significativa dos políticos.

O alto número de partidos e de candidatos por vaga conspira contra o voto responsável e contra a memória. Ari Ferreira de Queiroz, em interessante artigo, comenta que, em Goiânia, em 2004, concorreram às eleições para vereador nada menos do que 27 partidos, coligados ou não. É o esfarelamento partidário. Desses, 13 não elegeram ninguém. Quantos desses 27 comandam uma parcela significativa das identificações e preferências do eleitorado? Não são partidos políticos; são legendas de aluguel. Havia vinte candidatos para cada vaga de vereador, mas somente quatro candidatos a prefeito. Fica pior: o artigo 10 da Lei das Eleições estabelece que cada partido pode registrar até 150% do número de cadeiras disponíveis na Câmara Municipal. É uma aberração aritmética que permite a um hipotético partido receber todos os votos e deixar de eleger um terço dos candidatos que apresentou.

No segundo turno das eleições majoritárias há somente dois candidatos e a memória é superior.

O olhar institucional não termina aí: ainda é fácil trocar de partido. Nosso sistema pensou os mandatos como propriedade do eleito e não do partido que o elegeu. Houve mudança legislativa para reduzir a migração que, eleição trás eleição, se observa na direção do Executivo. Porém, acordos internos esvaziaram essa legislação benéfica. Esses acordos anulam a oposição, enfraquecem o Legislativo, e fortalecem o Executivo.

Fica ainda pior: mesmo sem migrar de partido, os votos e o apoio dentro da Casa migram na direção do Executivo e os partidos dispõem de poucos instrumentos para manter um mínimo de fidelidade partidária. Essa prática também enfraquece o Legislativo.

Podemos ir além: nossas leis e cultura política concedem supremacia ao Executivo, tornando o Legislativo pouco relevante. No Brasil, o Executivo pode legislar diretamente, através de medidas provisórias, ou propor legislação que raramente é rejeitada. O contraste é grande, por exemplo, com os Estados Unidos, que levam o equilíbrio entre os poderes a sério. O Executivo não pode apresentar projetos de lei diretamente; só pode fazê-lo através de seus legisladores. Comparativamente, os legisladores brasileiros quase não legislam.

Assim, olhar para a amnésia eleitoral como um problema do eleitor ou mesmo da pobre ou inexistente relação entre o eleitor e o eleito, conduz à condenação dos dois. É injusto, porque a amnésia varia com a legislação e as instituições políticas, eleitorais e partidárias. Não podemos julgar e apedrejar eleitores se o sistema dificulta a identificação partidária e reduz o Legislativo à condição de coadjuvante político.

Tem jeito! Mas o jeito passa pela reforma política.

Fonte: Gláucio D. Soares / O Globo

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Caiado: kassab é perseguido pelo PT

No Twitter, Caiado diz que Kassab sofre perseguição da Justiça

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) escreveu neste domingo em sua página na rede de microblogs Twitter que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, sofre perseguição da Justiça e do Partido dos Trabalhadores (PT). "Kassab é vítima, perseguido pelos petistas expulsos da prefeitura pelas urnas. O PT falhou na administração e agora tenta de tudo", disse em resposta a um internauta. Em outro momento o parlamentar escreve: "Kassab não é ficha suja. Existe caso transitado em julgado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O juiz perseguiu Kassab."

As afirmações foram respostas a internautas que questionavam o deputado a respeito da cassação do mandato do prefeito pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por doações consideradas ilegais de recursos durante a campanha eleitoral de 2008.

Para o deputado do DEM, a condenação tem o objetivo de desgastar ainda mais a imagem do prefeito, já abalada por casos como a elevação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da tarifa de ônibus, além das constantes enchentes na cidade. "É apenas para gerar manchetes negativas e desgastar", lamenta. Como outros membros do partido, ele se disse confiante de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai derrubar a decisão de primeira instância. Ele argumenta que o TSE rejeitou uma ação de igual teor contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: veja.com.br

Caso Kassab: doadoras teriam recebido R$ 243 mi da Prefeitura

Cinco empresas responsáveis pelas supostas doações ilegais ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), receberam R$ 243 milhões em contratos pagos pela Prefeitura desde 2009, segundo o jornal Estado de S.Paulo. Essas doações teriam motivado a decisão da Justiça Eleitoral de cassar o seu mandato e o mandato da vice-prefeita, Alda Marco Antônio (PMDB). O valor dos contratos pode ser maior, uma vez que nem todos foram totalmente executados.

O valor de R$ 243 milhões seria o equivalente a 12% do total do investimento feito pela Prefeitura em 2009, de R$ 1,98 bi. As empresas Camargo Corrêa, OAS, Carioca Christiani Nielsen, Engeform e S/A Paulista teriam doado R$ 6,8 milhões para a reeleição de Kassab. A Camargo Corrêa teria sido a empreiteira com maior valor em contratos com a Prefeitura, somando R$ 83,2 milhões. Ela teria doado R$ 3 mi ao comitê do Democratas. A decisão da cassação teria sido tomada porque o total de doações supostamente ilegais superaria 20% das doações da campanha de Kassab. A sentença deve ser publicada pelo Diário Oficial nesta terça-feira.

Cassação

A Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e da vice Alda Marco Antonio (PMDB) por doações consideradas ilegais durante a campanha eleitoral de 2008. A decisão foi tomada pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira. A partir da publicação da sentença, começa a contar o prazo de três dias para o recurso dos acusados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Em nota, os advogados de defesa do prefeito de Sâo Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmam que o motivo alegado para a suposta cassação do mandato do político já foi derrotado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os advogados de Kassab dizem que a tese que embasa a sentença do juiz foi derrotada no Tribunal Superior Eleitoral por várias vezes desde 2006 e, segundo a defesa, deveria ser acatada pelas instâncias inferiores. A defesa afirmou que recorrerá da decisão judicial tão logo seja publicada a sentença.

Fonte: Portal Terra

Impacto eleitoral de cassação de Kassab preocupa Serra

Desde a noite de sábado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), acompanha, apreensivo, os desdobramentos da cassação do mandato do prefeito Gilberto Kassab, com quem conversou ao telefone, informa a reportagem de Catia Seabra, publicada nesta segunda-feira (22) pela Folha.

Entre tucanos e democratas, a orientação foi a de evitar contaminação política, restringindo o problema ao campo técnico.

Embora concordem que Kassab não afrontou a lei, a controvérsia preocupa serristas por coincidir com um inferno astral experimentado pelo DEM e pelo prefeito.

Além da prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), as seguidas enchentes enfrentadas pela população paulistana provocaram desgaste na administração Kassab num momento em que Serra reúne coragem para trocar a hipótese de reeleição por uma disputa que promete ser difícil pela Presidência da República.

Fora isso, o próprio Serra reclamou pessoalmente com Kassab de duas medidas impopulares adotadas pela gestão: o reajuste do IPTU e das tarifas de ônibus. Segundo tucanos, Serra se queixa especialmente do fato de o anúncio ter sido previamente antecipado, "sangrando" por dias.

DEM

O DEM criticou a decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Silveira, de cassar o mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, por suposto recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. A decisão deve ser publicada no "Diário Oficial" de terça-feira, e a cassação do prefeito vale oficialmente após esse ato formal.

O líder do partido na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), afirmou que o pedido de cassação é um assunto "técnico e jurídico que está se transformando em político apenas porque envolve o prefeito de São Paulo". Para Bornhausen, "as análises das doações já foram feitas e aceitas dentro da lei. Mas o juiz resolveu, em cima dos fatos, dizer que não".

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse estar "absolutamente tranquilo", já que "as contas estão rigorosamente dentro da lei". "Não tenho dúvida alguma a este respeito, na prestação de contas de Kassab as determinações legais foram seguidas integralmente", disse.

Confiança

O prefeito de São Paulo negou ter recebido doações ilegais na campanha de 2008 e disse não temer perder seu mandato. "Não temo [perder o mandato]. Estou realmente confiando na Justiça, sempre confiei. E volto a afirmar que tudo foi feito corretamente."

Kassab corria o risco de ser cassado porque perícia contábil da Justiça Eleitoral apontou que 33% dos recursos arrecadados pelo prefeito no último pleito municipal tiveram origem em fontes de contribuição consideradas ilegais pelo Ministério Público.

No processo contra Kassab, o promotor eleitoral Maurício Lopes acusou o prefeito de ter recebido doações ilegais da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), de sete construtoras e do Banco Itaú --cujas contribuições somaram mais de R$10 milhões em 2008.

Leia mais no UOL

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Lá vem ela ...

"Eu quero eleger a Dilma para ter um primeiro mandato extraordinário e ganhe autoridade política para ter um segundo mandato. Dilma não é candidata tampão".

“A Dilma é candidata de uma coalisão, de muitos partidos políticos, muito poderosa”

”Mulherada, essa é uma oportunidade ímpar de vocês arregaçarem as mangas e irem à luta (...) Não existe limite para a mulher brasileira em política e na vida privada”

Frases citadas pelo presidente Lula, durante o anúncio da candidatura de Dilma à Presidência da República, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, no último dia do 4º Congresso do PT, neste sábado (20).

Nos sites dos maiores partidos...

www.psdb.org.br

Eleitores preferem Serra para Presidente do Brasil

Governador de SP pode vencer no 1º turno se PSB não apresentar candidato

Pesquisa Ibope, realizada entre 6 e 9 de fevereiro, reforça a tendência revelada em levantamentos anteriores e mostra que o governador José Serra (SP) continua como o preferido dos eleitores brasileiros nas eleições deste ano. (leia mais)

www.pt.gov.br

IV Congresso: Ouça os discursos do presidente Lula e da ministra Dilma

Mais de três mil pessoas lotaram as dependências do Centro de convenções ULysses Guimarães para participar da sessão do IV Congresso PT que indicou a ministra Dilma Rousseff como pré-candidata à Presidência.

Além dos 1.350 delegados e delegadas participantes do Congresso, ministros, parlamentares, líderes e presidentes de partidos aliados, convidados internacionais e militantes petistas de vários setoriais.

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, fez a apresentação da pré-candidatura de Dilma Rousseff e o presidente Lula fez a defesa do nome da ministra. (leia mais)

www.dem.org.br

Democratas define situação do vice-governador do DF na quarta-feira

O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), informa que convocou reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido para a próxima quarta-feira, 24 de fevereiro, quando serão analisadas todas as propostas de desfiliação do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio.

- Conforme determina o Estatudo do Democratas, vou submeter aos integrantes da Comissão Executiva Nacional as propostas de desfiliação que forem apresentadas ao partido - disse Rodrigo Maia. "Vamos decidir e ponto final", completou. (leia mais)

www.pmdb.org.br

Stephanes: País atua para abrir novos mercados internacionais

Brasília - “Temos que continuar aumentando nosso mercado externo”, afirmou, nesta quinta-feira (18), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, ao apresentar as prioridades de exportação do Brasil para 2010. “Hoje, somos grandes exportadores de produtos agropecuários, vendemos para quase 180 países, mas ainda temos mercados a serem abertos”, alertou o ministro. (leia mais)

www.psb.org.br

PSB propõe discussão presidencial mais ampla e que assegure o desenvolvimento do país

O deputado federal Ciro Gomes (PSB/SP) foi o apresentador do programa partidário do Partido Socialista Brasileiro (PSB) exibido nesta quinta-feira (18), em cadeia nacional no rádio e na televisão. Ao longo de dez minutos, a legenda evidenciou os riscos de uma eleição presidencial polarizada para a manutenção das conquistas obtidas ao longo da gestão do presidente Lula e a necessidade de se investir em áreas como educação e tecnologia, como forma de alavancar o desenvolvimento e tirar o Brasil da condição de exportador de commodities e produtos primários e transformá-lo em exportador de produtos industrializados. (leia mais)

www.pv.org.br

PV acusa: “PT e PSDB querem fazer plebiscito”

O Partido Verde (PV) quer ser a alternativa à mesmice política na eleição de outubro de 2010. Mais ainda, os verdes argumentam que as posições do PT e do PSDB são muito parecidas quanto ao modelo de desenvolvimento que o País deve adotar em tempos bicudos de crise ambiental. “E ainda querem transformar a eleição deste ano em um plebiscito sobre quem fez o melhor governo, se Fernando Henrique ou se o Lula”. (leia mais)

Conheça mais sobre Paulo Octávio

O Observatório Eleitoral buscou algumas informações sobre Paulo Octávio, governador em exercício do DF, e trouxe o que a Wikipedia, o site das Organizações PaulOOctávio e a Revista Época publicam sobre ele que está no olho do furacão da crise de Brasília.

O que diz a Wikipedia?

Paulo Octávio Alves Pereira (Lavras, 13 de fevereiro de 1950) é um empresário e político brasileiro filiado ao Democratas, sendo o atual vice-governador do Distrito Federal. Devido à prisão e consequente afastamento do titular do cargo, José Roberto Arruda, Paulo Octávio foi empossado como governador do Distrito Federal, em caráter interino, no dia 11 de fevereiro de 2010. É casado com Anna Christina Kubitschek Barbará A. Pereira, neta do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, com quem tem dois filhos, Felipe e André.

Formado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), atua no mercado imobiliário desde 1975, com empresas das Organizações Paulo Octávio.

No governo João Figueiredo, quando era genro do então ministro da Marinha Maximiano da Fonseca, associou-se ao empresário Sérgio Naya para a construção do hotel St. Paul, onde a Marinha adquiriu 40 dos 272 apartamentos.

Carreira política

Foi eleito duas vezes deputado federal 1990 e 1998, senador pelo Distrito Federal em 2002 e vice-governador no primeiro turno das eleições de 2006 na chapa de José Roberto Arruda, também do Democratas. Deixou seu mandato no Senado para Adelmir Santana.

No seu primeiro ano no Senado, foi nomeado vice-líder do então PFL e vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos. Nessa função, fundou a Subcomissão de Turismo. Paulo Octávio se transformou no principal interlocutor entre o Governo do Distrito Federal, de Joaquim Roriz, e o Palácio do Planalto, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência da república. Sua atitude conciliadora fez com que a União complementasse verbas do Fundo Constitucional do DF. Lutou também para construir uma ramificação do Gasoduto Bolívia-Brasil para o Centro-Oeste, que até hoje é uma de suas bandeiras.

Sua postura e atuação como senador levaram Paulo Octávio a ser indicado por quatro anos seguidos – de 2003 a 2006 – como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Escândalo de corrupção

No dia 27 de novembro de 2009 teve seu nome seu envolvido na Operação Caixa de Pandora feita pela Polícia Federal, que no inquérito do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) relata gravações feitas com autorização da justiça, sobre a suposta divisão de dinheiro entre membros do primeiro escalão do GDF.

Segundo depoimento prestado ao Ministério Público Federal o ex-secretário secretário do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirma que o vice governador do Distrito Federal Paulo Octávio (DEM), dono do patrimônio milionário tambem recebeu propina.

Em novo depoimento a Polícia Federal Segundo Durval Barbosa, vice-Governador Paulo Octávio teria recebido 200 mil diretamente das mãos de Durval Barbosa em uma das suítes do Hotel Kubitischeck Plaza, que pertence ao grupo do vice-governador.

Desvio de dinheiro público

Em meio ao escândalo do mensalão do Dem o grupo empresárial do vice-governador do Distrito, é acusado de provocar um rombo de 27 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público entrou, com cinco denuncias na Justiça Federal contra as construtoras do vice-governador. O procurador da República Carlos Herinque Maritins Lima, cobra a devolução do dinheiro a caixa.

Ainda segundo o jornal Estado de São Paulo que teve acesso a novas ações judiciais que complicam ainda mais a vida do vice-governador, citado no inquérito sobre as fraudes do governo do DF. No centro da investigações está o Brasília Shopping, um dos mais luxuosos da cidade, situado na área nobre da capital federal.

O ministério público aponta uma série de irregularidades na construção feita em parceria entre o Grupo Paulo Octávio e o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa. Essa sociedade dura até hoje já na administração do shopping. o fundo tem 105 mil associados e um patrimônio de 32 bilhões. O procurador lembra que o rombo prejudica interesses das dezenas de milhares pessoas que participam do Funcef. Dos 27 milhões do prejuízo, R$ 14 milhões referem-se apenas uma das cinco denúncias.

Governo do Distrito Federal

No dia 11 de fevereiro de 2010 após a prisão do Governador José Roberto Arruda, Paulo Octávio decidiu que irá assumir a vaga, Segundo a defesa do vice- governador não há nenhuma prova contra ele. Mas a intenção dele assumir o governo pode ser freada: o DEM, partido de Paulo Octávio, determinou, por meio de nota, a saída imediata de todos os seus filiados que ocupam cargos no governo. Além disso, o procurador-geral da República solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal que aprecie um pedido de intervenção federal no DF. O pedido foi acolhido por Gilmar Mendes para apreciação, e um prazo de cinco dias úteis foi estipulado para que as autoridades distritais se manifestem. Se acolhido, nos termos da Constituição Federal, o STF solicitará ao presidente da república que decrete a intervenção, que deverá ser ainda submetida ao exame do Congresso Nacional.

No dia 12 de fevereiro de 2010, Paulo Octávio pediu afastamento da presidencia do DEM no Distrito Federal e também da executiva nacional do partido.

Paulo Octávio também ja é alvo quatro de pedidos de impeachment na Câmara Legislativa do DF.

Segundo o relatório da Polícia Federal de Paulo Octávio era um dos pricipais beneficiados do esquema que revelado pela Operação Caixa de Pandora as Acusações feitas por Durval Barbosa disse que ele tinha 178 mil frutos de propina guardados o valor seria dividido por várias pessoas que eram ligadas a José Roberto Arruda, sendo que 30% era repassado a Paulo Octávio.

Em um reportagem feita pelo jornal Folha de São Paulo, diz que o que o Governo do Distrito Federal pagou 10,4 milhões para empresas do Governador interino, veicular publicidade oficial Ainda segundo o Folha a as verbas repassadas por agências de publicidade a empresas das Organizações Paulo Octávio, que inclui emissoras de rádio e TV.

A Executiva nacional do DEM quer a dissolução do diretório regional no DF, a medida é o primeiro passo para o desligamento do governador em exercício da legenda.

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E o que diz o site das Organizações PaulOOctávio?

A Paulo Octávio Investimentos Imobiliários é a líder de uma holding composta por 20 empresas que integram as Organizações PaulOOctavio. Elas atuam nos setores de construção e aluguel de imóveis, hotelaria, shopping centers, seguros, comunicação e concessionárias de veículos. Conheça as principais:

Divisão de Comunicação

A comunicação da PaulOOctavio se diversificou ao longo dos anos e hoje atua em vários segmentos, como publicidade, marketing, televisão e rádios AM e FM. A cada dia, conquistam a preferência dos moradores do Distrito Federal e do entorno.

Quatro rádios compõem as Organizações PaulOOctavio. A Rádio JK FM (102,7 MHz) foi inaugurada em 2002 e está sempre entre os quatro primeiros lugares das pesquisas. A Rádio MIX FM (88,3 MHz) também surgiu em 2002 e apresenta um conceito inovador, visando atingir o público jovem e formador de opinião. A Rádio Globo AM Brasília (1.160 MHz) faz a melhor cobertura esportiva da cidade. Jornalismo, campeonatos brasileiros e Fórmula 1 integram sua programação. A Rádio Bandeirantes AM (1410 MHz) tem como características o jornalismo e a prestação de serviços 24 horas por dia.

A TV Brasília foi adquirida em julho de 2001. É a emissora mais tradicional do Distrito Federal, pois foi inaugurada no mesmo dia em que o país passou a conviver oficialmente com sua nova capital: 21 de abril de 1960. Atinge todos os domicílios do Distrito Federal e do entorno, além de várias cidades do estado de Goiás. É a emissora regional com mais tempo de programação local em todo o Brasil, com 17 horas por dia, tendo o jornalismo como seu carro-chefe.

Divisão de Construção

Pela sua atuação sólida e idônea no mercado da construção civil, as Organizações PaulOOctavio ampliaram a sua atuação no mercado, passando a atender demandas de terceiros - públicos e privados.

A Principal Construções foi criada em 1991. É a empreiteira do grupo, responsável pela execução de obras do segmento da construção civil, contratadas por terceiros. Atua tanto na iniciativa privada quanto na área pública estadual e federal, por meio de licitações em todo o território nacional. Realiza, também, obras da construção civil pesada, entre elas obras metroviárias, viárias, saneamento e urbanização.

Divisão de Hotéis

A atividade hoteleira da PaulOOctavio representa mais de 13% dos apartamentos disponíveis no Distrito Federal. São seis hotéis com conceitos diferentes e mais de 2.000 apartamentos localizados em pontos privilegiados da cidade.Com a implantação da Rede Plaza Brasília Hotéis, que integra quatro dos hotéis do grupo - Kubitschek Plaza, Manhattan Plaza, St. Paul Plaza e Brasília Palace, a PaulOOctavio lançou a primeira bandeira hoteleira genuinamente brasiliense, suprindo sob o mesmo padrão de qualidade demanda de hospedagens em quatro categorias: quatro e cinco estrelas, econômica e o hotel histórico.

Brasília Alvorada Hotel
O Brasília Alvorada Hotel é o maior de Brasília. São mais de 800 apartamentos com serviço de alto padrão, que oferecem sofisticação, total segurança e tranqüilidade aos hóspedes. Às margens do Lago Paranoá e vizinho ao Palácio da Alvorada, o complexo oferece a maior área de eventos da cidade, sendo um verdadeiro centro internacional de hospedagem, convenções, lazer e turismo de fácil acesso, pois está a 10 minutos do centro comercial e a 15 minutos do Aeroporto Internacional de Brasília.

Brasília Palace Hotel
O Brasília Palace é um hotel histórico, pois foi o primeiro da cidade. Foi destruído por um incêndio em 1978 e, recentemente, recuperado pela PaulOOctavio. A restauração contou com minuciosa supervisão do arquiteto Oscar Niemeyer - autor, também, do primeiro projeto - e o hotel ressurge com a mesma classe, categoria e estilo daquela época. Internamente, passou por alterações em razão das exigências atuais do Corpo de Bombeiros, do Código de Edificações e, também, em decorrência da modernização dos serviços hoteleiros. O hotel oferece 156 apartamentos.

Kubitschek Plaza Hotel
Inaugurado em 1990, o Kubitschek Plaza tem como características o conforto, a elegância e o serviço personalizado. Localizado no Setor Hoteleiro Norte, o hotel homenageia o fundador de Brasília e possui excelente estrutura com seus 389 apartamentos, piscina, área de lazer, bares, restaurantes, salões para eventos e auditórios, além de diversas lojas.

Manhattan Plaza Hotel
Inaugurado em 1992, é um hotel moderno, com serviços ágeis, tecnologia e conforto. Situado no Setor Hoteleiro Norte, o Manhattan Plaza prima pelo seu caráter jovem e executivo. Oferece 314 espaçosos apartamentos, além de piscina, sauna, bares, restaurantes e salões para eventos. Reúne o que há de mais versátil em termos de ambientes, equipamentos e serviços para a realização de pequenos e médios eventos.

Saint Paul Hotel
O Saint Paul é um estabelecimento de padrão econômico e oferece 396 apartamentos. Com localização central, no Setor Comercial Sul, está próximo a centros empresariais e a 15 minutos do Aeroporto Internacional de Brasília.

Studio In Residence
Inaugurado em maio de 2001, o Studio In é um flat com 78 apartamentos, de padrão econômico, localizado no Setor Sudoeste. As unidades são mobiliadas e equipadas com ar condicionado, TV a cabo, microondas e frigobar, além de sala de ginástica. Tudo isso em um ambiente charmoso e aconchegante.

Divisão Imobiliária

Há mais de 30 anos no mercado, a PaulOOctavio é responsável pela administração, manutenção e conservação de mais de 2.000 imóveis na cidade, entre residenciais e comerciais, próprios e de terceiros.

Divisão de Seguros

A PaulOOctavio oferece ao exigente mercado de Brasília o que há de mais moderno em todos os segmentos de seguros, tanto para pessoa física quanto para clientes corporativos.

Divisão de Shoppings

A PaulOOctavio conta com três shopping centers localizados em áreas estratégicas do Distrito Federal - o que representa 26% desse mercado. Dispõem de importantes lojas, primando sempre pela segurança total dos clientes. Em função da qualidade de seus serviços, têm conquistado importantes prêmios.

Brasília Shopping
Inaugurado em 1997, o Brasília Shopping oferece um centro de negócios, compras, serviços e lazer. Em suas duas torres, com 14 andares de escritórios cada, circulam milhares de pessoas, diariamente, gerando um fluxo permanente de público nas 150 lojas e na Praça de Alimentação. Tem ótima localização, no início da Asa Norte, e garagem com capacidade para 1.200 vagas cobertas.

Taguatinga Shopping
O Taguatinga Shopping foi inaugurado em 2000. É o maior empreendimento da região e ponto de encontro preferido de moradores de todas as idades de Taguatinga e cidades circunvizinhas. O shopping conta com 150 lojas com importantes âncoras e um estacionamento com 10.000 vagas rotativas. Um dos atrativos fica por conta das nove salas de cinema da rede Cinemark.

Terraço Shopping
Inaugurado em 1999, o Terraço Shopping é o primeiro em Brasília com características de um Open Mall. Localizado no Sudoeste, tem 140 lojas num ambiente agradável e confortável, para aqueles que gostam de passear ao ar livre, com total segurança. É formado por duas torres de escritórios e um shopping center, que oferece o melhor Gourmet Center da cidade. Disponibiliza, ainda, academia de ginástica, centro automotivo e estacionamento com mais de 6.000 vagas rotativas.

Divisão de Veículos

A PaulOOctavio atua no setor de automóveis com a marca - Fiat. Sua concessionária conta com estruturas amplas e confortáveis para atender ao cliente com qualidade, tanto na venda de veículos novos e semi-novos, como no oferecimento de serviços e peças.

Veja mais detalhes no site das Organizações PaulOOctávio

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Revista Época: O império do vice de Arruda (matéria de 21/12/2009)

A incrível trajetória de Paulo Octávio, o empresário investigado pelo Ministério Público que usou suas relações pessoais e políticas para ficar milionário

Três adolescentes que andavam juntos em Brasília nos anos 60 ficaram conhecidos de todo o país pouco mais de duas décadas depois. Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito depois da ditadura militar e sofreu impeachment pelo Congresso Nacional acusado de corrupção. Luiz Estevão entrou para a história como o primeiro senador cassado pelos colegas, também acusado de corrupção. Paulo Octávio Pereira, o terceiro da turma, foi parceiro dos outros dois na Operação Uruguai, a farsa montada para tentar salvar Collor, mas que desmoralizou a defesa do então presidente. Atual vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio tornou-se, até agora, um sobrevivente nesse roteiro. No mundo empresarial, ele criou um verdadeiro império em construção civil, hotelaria e comunicações, com movimento financeiro de bilhões de reais. Tornou-se um dos homens mais ricos de Brasília. Sua carreira política também é um sucesso: foi deputado federal e senador, antes de chegar ao segundo cargo mais importante do governo local. Agora, porém, seu império poderá ruir. Paulo Octávio é alvo de duas investigações da Polícia Federal, que juntaram provas surpreendentes nas apurações sobre corrupção na capital.

Uma delas é a Operação Caixa de Pandora, que expôs ao país imagens do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, secretários, deputados distritais e empresários pagando ou recebendo dinheiro em espécie. Em alguns vídeos, o personagem é Marcelo Carvalho, principal executivo dos negócios de Paulo Octávio. Ele fala em nome do chefe, negocia valores e faz confidências sobre a prestação de contas. A defesa de Paulo Octávio diz que ele não pode ser acusado, pois não surgiu nenhuma imagem em que ele apareça recebendo dinheiro. Essa versão não resiste a outra apuração da Polícia Federal, a Operação Tucunaré, mantida sob sigilo. De acordo com os investigadores, há vídeos em que Paulo Octávio distribui dinheiro a deputados aliados de Brasília.

A Operação Tucunaré começou na Polícia Civil do DF para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas por doleiros. Ela foi assumida pela PF em junho deste ano, quando a polícia grampeou uma conversa entre o doleiro Fayed Trabously – personagem citado em escândalos do PMDB e do antigo PFL – e o policial aposentado Marcelo Toledo Watson. Tucunaré é o apelido de Toledo, policial que saiu da ativa, aos 28 anos, depois de ser baleado durante o resgate da filha do senador Luiz Estevão, vítima de um sequestro em 1997.

Toledo é um dos personagens chaves dos escândalos em Brasília. Vídeos gravados pelo delegado Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda, exibem imagens em que Toledo entrega dinheiro a assessores de Arruda. Segundo as investigações, ele cumpria papel de leva e traz entre empresários e políticos. A Operação Tucunaré mostra que Toledo e alguns doleiros eram responsáveis por enviar parte da propina para o exterior.

Com a ajuda dos órgãos federais que rastreiam movimentações financeiras suspeitas, a Polícia Federal investigou como propinas pagas em Brasília foram parar em contas em outros países, atribuídas a Paulo Octávio. Por intermédio de seu advogado, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, Paulo Octávio disse que nunca distribuiu dinheiro para deputados. Ele afirma também que não há hipótese de aparecer em gravações com dinheiro e nega ter feito remessas ao exterior por meio de doleiros.

Leia mais na Revista Época on line

No DF Paulo Octávio procura apoios

Governador em exercício do DF se reúne com deputados

O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), reuniu-se neste sábado com alguns deputados distritais, em mais uma tentativa de obter apoio e garantir a governabilidade. Segundo assessores dos parlamentares e do próprio governo, no encontro foram debatidos formas de dar continuidade ao projeto em andamento e também a votação de propostas do governo na Câmara Legislativa.

O encontro, que estava inicialmente marcado para a residência oficial da vice-governadoria, mudou para um local que não foi divulgado. Alguns deputados teriam solicitado a mudança para evitar entrevistas.

Dessa forma, também não foi divulgada uma lista de todos os presentes. Sabia-se, antes do encontro, que a oposição não participaria. Alguns nomes, como o da deputada Eliana Pedrosa (DEM), aliada do governo, foram confirmados como tendo participado da reunião.

Paulo Octávio chegou perto de renunciar na quinta-feira, reclamando da falta de apoio para comandar o governo, mas recuou no último momento, alegando estar atendendo a vários apelos que teria recebido de parlamentares, autoridades e da população.

Ele chegou a dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia feito um pedido para que continuasse, informação que foi desmentida pela Palácio do Planalto e pela própria assessoria do governo, ao dizer que o governador em exercício teria se confundido ao falar de improviso.

Fonte: Portal Terra

Números em debate

Comparações de desempenho entre os respectivos governos são usadas de modo enganoso por petistas e tucanos

POUCO A POUCO , vão surgindo algumas tentativas de aquecer o debate sucessório. Tarefa difícil, dadas não só semelhanças de perfil entre os dois principais postulantes à presidência da República, José Serra e Dilma Rousseff, mas também devido ao processo cumulativo de diluição das diferenças ideológicas entre o PT e os partidos de oposição.

Não admira, portanto, que a candidatura Dilma procure reforçar, no plano retórico, algumas palavras de ordem destinadas a reacender o entusiasmo estatista em setores do PT, procurando identificar a oposição com teses neoliberais.

Ao mesmo tempo, a estratégia oficial é a de mergulhar mais do que nunca nas alianças fisiológicas, e não desdenha de conquistar forças situadas ao centro e à direita do espectro político.

A coreografia, é supérfluo dizer, não traz nada de muito empolgante para a maioria dos eleitores. Desse modo, a procura de diferenças entre as candidaturas se volta para as comparações administrativas entre Lula e FHC.

Em reportagens recentemente publicadas pela Folha, o jornalista Gustavo Patu tem se encarregado de desfazer as manipulações numéricas a que recorrem tucanos e petistas.
Adepto intrépido das comparações, Fernando Henrique vangloriou-se, por exemplo, da queda das taxas de pobreza em seu governo. Não foi bem assim, demonstra a reportagem. Depois de cair 7 pontos percentuais com o Plano Real, a porcentagem da população pobre manteve-se estável, em torno de 28%, de 1995 a 2002, sob a gestão FHC.

Enquanto isso, o presidente Lula exterioriza dados enganosos com a mesma sem-cerimônia. Sobre educação, por exemplo, apontou que os gastos previstos no orçamento saltaram de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões em seu governo; na verdade, a verba para 2010 está prevista em R$ 51 bilhões, e corresponde a 8% dos gastos totais da União -pouco acima dos 7,3% investidos no começo de sua gestão.

Exemplos desse tipo advertem para os enganos que podem advir cada vez que se utilizam dados técnicos, de interpretação muitas vezes complexa, para fins de propaganda eleitoral.
Deve-se considerar, sobretudo, a presença de um processo cumulativo, pelo qual avanços em um dado período fornecem a base para um progresso posterior. Sem desqualificar o interesse concreto e objetivo de comparações desse tipo, seu alcance é limitado.

Não apenas porque se prestam a manipulações -que cabe sempre desmistificar- mas também porque não substituem o confronto entre programas e propostas para o futuro. Coisa que governo e oposição estão ainda a dever ao eleitorado.

Fonte: Editoriais da Folha de São Paulo