quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lula diz que não é 'doido' de querer voltar à Presidência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não é "doido" de querer voltar ao cargo. Segundo Lula, em entrevista nesta quarta-feira (29), no Ceará, sua popularidade chegou no topo e ele pode não repetir o desempenho em outro mandato.

"Eu tenho 95% de bom e ótimo, tenho 0,3% de ruim, 0,3% de péssimo e 3,4% de regular. Só um doido é que poderia querer voltar porque essa performance Deus não dá de presente duas vezes para uma pessoa, não. É um para cada um", disse após lançar a pedra fundamental para construção da refinaria Premium II, no Complexo de Pecém.

Lula voltou a dizer que sua sucessora, Dilma Rousseff, tem o direito de disputar a reeleição. Questionado sobre a possibilidade de ela não querer concorrer novamente, ele desconversou, dizendo que "é problema dela."

Fonte: Uol.

Popularidade de Lula é recorde mundial, diz CNT/Sensus

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerra oito anos de governo com 87% de aprovação, é a maior do mundo, afirmou nesta quarta-feira (29) o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade.

Segundo Andrade, Lula está à frente da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que tinha 84% de aprovação quando deixou o governo, e do ex-mandatário uruguaio Tabaré Vázquez, que teve 80% ao final do mandato.

O presidente da CNT também comparou o desempenho de Lula com líderes mundiais históricos, entre os quais o primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela (82% de aprovação), o ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (66%), e o general francês Charles De Gaulle (55%).

Andrade não especificou a fonte dos dados mundiais divulgados por ele nem se a metodologia dos outros países é comparável à da CNT/Sensus.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula, tinha 26% de aprovação após dois mandatos, segundo levantamento da CNT/Sensus de 2001.

Levantamento

A avaliação da popularidade de Lula divulgada hoje é resultado da 110ª edição da pesquisa CNT/Sensus, para a qual foram entrevistadas duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, a aprovação do desempenho pessoal do presidente está em 87%, contra 80,7% da pesquisa anterior. Cerca de 10,7% dos entrevistados desaprovam o presidente e 2,4% não responderam.

A pesquisa da CNT/Sensus traz também a opinião dos entrevistados em relação à situação de emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança pública nos últimos seis meses e as expectativas a respeito dos mesmos temas para o próximo semestre.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lula admite se candidatar de novo

A menos de 15 dias de deixar a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que poderá ser candidato novamente ao Palácio do Planalto.

Em entrevista ao programa "É Notícia", da RedeTV!, Lula respondeu se voltaria a disputar a Presidência um dia: "Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária".

Fez uma ressalva: "Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer".

Na entrevista, que foi ao ar na madrugada de hoje, Lula ainda fez reparos à política de Barack Obama, lembrou momentos ruins do governo, como as saídas de José Dirceu e Antonio Palocci, e defendeu a política econômica.

VOLTA AO PLANALTO

"A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista, e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária".

"O Brasil tem uma gama de líderes extraordinários. Tem a Dilma [Rousseff] que pode ser reeleita tranquilamente. Você tem [os governadores] Eduardo Campos, Jaques Wagner, Sérgio Cabral. Tem a oposição do Aécio [Neves, senador do PSDB de Minas]. Tem o [ex-governador José] Serra (PSDB-SP), que diz que ainda vai fazer oposição. O que não falta é candidato. É muito difícil dar qualquer palpite agora".

"Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e quando chegar a hora a gente vê o que vai acontecer".

CRISE DO SENADO

Disse que a crise do Senado, em 2009, foi tentativa de golpe da oposição e que apoiou José Sarney para manter "a institucionalidade".

"O que estava acontecendo ali era uma tentativa de golpe no Senado para que o vice, tucano [Marconi Perillo, de Goiás], assumisse. É lógico, só um ingênuo é que não percebe as coisas".

DIRCEU E PALOCCI

"Na Casa Civil, teve uma dubiedade entre o animal político que o Zé Dirceu era e a necessidade de ser o gerente do governo. Na minha opinião, era peso demais para uma pessoa tocar".

"Devemos muito ao Palocci. Era preciso ser como o Palocci foi naquele primeiro momento. Fiquei nervoso com o Palocci quando, em 2005, a economia caiu muito. (...) Ele reconheceu que houve exagero no endurecimento".

MANTEGA E MEIRELLES

Lula disse ser "grato" ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: "Pode ter críticas de que houve erro aqui, demora ali, mas, quando você vai fazer uma síntese, percebe que a fotografia é mais positiva do que negativa".

MENSALÃO

Voltou a dizer que, quando deixar a Presidência, vai "estudar um pouco o que aconteceu no período". "Não acredito [que houve compra de apoio de parlamentares]".

Diz que foi "lambança eleitoral" e que petistas deveriam ter assumido isso. "Agora, passados cinco anos, de cabeça fria, vou reler a imprensa. Vou ver o que aconteceu em cada jornal, em cada revista, para que a gente possa remontar, [fazer] um juízo de valor do que aconteceu".

PAPEL DE MARISA

O presidente contou que a primeira-dama, Marisa Letícia, "dá palpite" sobre governo. "A Marisa fala das coisas que sente e normalmente tem razão, porque ela fala coisa que o povo pensa".

"Vou dar um exemplo de coisas importante em que a Marisa me ajudou. [Na campanha de 2006] Marisa era a maior incentivadora que eu tinha que ir para os debates, que eu deveria triturar meus adversários. Eu achava que eu não deveria ir, mas ela estava certa."

OBAMA

Lula disse ser "fã" do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Ele só tinha que ter a ousadia que o povo americano teve votando nele. Recebeu uma herança maldita do governo Bush. O país quebrou. Como não tomou as atitudes nas horas certas, vem para as costas dele. Eu dizia para ele: 'Presidente Obama, se você não fizer as coisas na hora correta, daqui um ano essa crise está nas tuas costas'. Porque a crise era do Bush".

VIDA DE PRESIDENTE

"O mais doloroso é a vida de um presidente. A vida de um presidente é muito solitária".

"Tem o dedo de Deus nessa coisa [ter sido eleito presidente]". "O preconceito raivoso de setores conservadores da sociedade brasileira me fez mais forte, pois eu tinha que provar todo santo dia que eu tinha que ser mais capaz do que eles".

PÓS-PRESIDÊNCIA

"Vou descansar. Tirar umas férias que não tiro há 30 anos. Uns dois meses num lugar onde eu não tenha que fazer nada, discutir política, fazer absolutamente nada".

"Normal eu nunca mais vou ser, mas um brasileiro o mais próximo da normalidade possível. Vou conseguir". "Vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a Dilma, vai ser bom para todo mundo se eu ensinar como um ex-presidente tem que se portar".

"Quero tirar tudo da Presidência de dentro de mim. Preciso voltar a ser o Lula. Voltar a ser um cidadão mais próximo da normalidade possível. Se deixo a Presidência dia 1º e dia 2 começo a dar palpite na política, eu vou estar tendo ingerência em coisa que eu não devo".

sábado, 18 de dezembro de 2010

Polícia Federal prende prefeito de Macapá

Deu no portal G1.

A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado (18) o prefeito de Macapá (AP), Roberto Góes (PDT). A prisão é um desdobramento da operação Mãos Limpas, iniciada em setembro e que já levou para a prisão o governador do estado Pedro Paulo Dias ((PP), o ex-governador Waldez Góes (PDT), o presidente do Tribunal de contas do estado Julio Miranda, empresários e secretários de governo e da prefeitura de Macapá. A operação investiga desvio de recursos públicos no estado.

O prefeito está sendo investigado por fraude em licitações, na secretaria de educação, transporte, assistência social e finanças. Além disso ele é acusado de ocultação e destruição de provas para atrapalhar as investigações da polícia federal.

O G1 tentou contato com a prefeitura, mas ninguém atendeu as ligações. Em setembro, Roberto Góes, por sua vez, afirmou que foi questionado pela PF com base em um grampo telefônico em que ele era citado. Na ligação, um deputado dizia que Roberto Góes daria linhas de ônibus a outro deputado. Góes nega e afirma que a prefeitura está preparando uma licitação para o sistema de transporte público.

A prisão preventiva do prefeito foi decretada pelo ministro Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O prefeito foi preso em sua casa por volta das 6 horas desta manhã e ele deve ser encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, ainda neste sábado.

Operação Mãos Limpas

A Polícia Federal cumpriu, no final de setembro, 15 mandados de condução coercitiva dentro da da Operação Mãos Limpas, deflagrada no dia 10 de setembro. A primeira fase da operação resultou na prisão de 18 pessoas, entre elas o governador Pedro Paulo Dias e seu antecessor, Waldez Góes. Eles e mais 14 pessoas já foram liberadas e Pedro Paulo, inclusive, já reassumiu o cargo.

As pessoas abordadas pela Polícia Federal nesta quarta-feira estão sendo conduzidas para prestar depoimento. Por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a PF não vai divulgar os nomes das pessoas que estão sendo ouvidas nesta fase da operação.

A Operação Mãos Limpas decorre de um inquérito no STJ que tem como relator o ministro José Otávio Noronha. No dia 10 de setembro foram deslocados 600 policiais federais para cumprir no Amapá e em outros três estados 18 mandados de prisão, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão.

Durante o primeiro dia da operação os policiais entraram em diversos órgãos públicos na capital do estado. A Prefeitura de Macapá e a Assembléia Legislativa foram lacradas para a realização de busca e apreensão. A sede do governo estadual, o Palácio do Setentrião, foi cercado por policiais.

As suspeitas de corrupção no Amapá sob investigação remontam ao ano de 2003. Uma das faces mais visíveis das irregularidades, segundo a PF, é um esquema de desvio de recursos da União repassados à Secretaria de Educação do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Neste caso, o tema já era conhecido no estado. Em agosto do ano passado a suspeita de desvio de recursos nesta área foi debatida em sessões na Assembléia Legislativa e empresários fizeram denúncias sobre irregularidades em contratos, principalmente na contratação de serviços de segurança.

As suspeitas, no entanto, abrangem outras áreas do estado. No caso da Assembléia Legislativa, os questionamentos feitos ao presidente da Casa, Jorge Amanajás (PSDB), eram basicamente sobre a folha de pagamento da Casa e sobre uma fundação da qual ele participa.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Começa a transição no governo do Pará

A governadora Ana Júlia Carepa está reunida neste momento, no Palácio dos Despachos, em Belém, com o governador eleito Simão Jatene. O encontro oficializa a transição de governo, período em que serão repassadas todas as informações sobre as ações da atual gestão ao longo dos últimos quatro anos. Em clima de cordialidade, a expectativa de ambos é que a transição seja um processo tranquilo, em respeito à democracia.

"Começamos agora o processo de transição democrática, o mesmo feito há quatro anos. O local será o mesmo, no Centro Cultural Tancredo Neves (Centur). Então, faremos o que for possível para que tudo ocorra com tranquilidade", disse a governadora.

Inaugurações - Ana Júlia Carepa disse que continuará trabalhando até 31 de dezembro, porque tem responsabilidade com a população do Pará. Ela ressaltou que "vamos inaugurar a finalização da primeira etapa do projeto Ação Metrópole, continuaremos inaugurando obras, como a estrada que liga Baião à Mocajuba, que está pavimentada".

Segundo ela, o futuro governador do Pará receberá um Estado que avançou, o que será demonstrado em obras e ações realizadas durante sua gestão, sobretudo tendo como principal característica a abrangência em todo o território paraense.

O governador eleito disse esperar que a transição seja feita "nos mesmos moldes que nós fizemos, com absoluta transparência, para que a população também seja informada sobre esse processo". Ele ressaltou ainda que, antes de tudo, quer ter informações que permitam fazer uma avaliação efetiva do Estado, lembrando que a atual gestão garantiu fornecê-las.

Os trabalhos da transição iniciam nesta quarta-feira (10), com o secretário de Estado de Governo, Edilson Rodrigues, representando a governadora, e o economista Sérgio Leão, como representante do governador eleito.

Fonte: Portal do Gov do Pará / Foto: David Alves

SM maior que R$ 540 é decisão política

A matéria do portal UOL mostra uma das dificuldades que terá o governo Dilma antes mesmo de iniciar e que poderá lhe chamuscar a popularidade: a definição do novo Salário Mínimo (SM). No período eleitoral, José Serra disse que aumentaria para R$ 600. E disse com todas as letras que era possível. As centrais sindicais apoiaram Dilma, mas estão cobrando a promessa do tucano. O ministro do planejamento de Lula argumenta que qualquer coisa acima de R$ 540 é decisão política e não técnica. Leia a matéria a seguir:

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que um reajuste que leve o salário mínimo acima de R$ 540 dependeria de uma decisão política.

"Minha proposta para o mínimo é arredondar para R$ 540, a partir daí é decisão política", disse Bernardo a jornalistas após se reunir com o relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF).

A proposta inicial de Argello para o valor do mínimo era de R$ 538,15. Pela atual regra, informal, o mínimo deve ser reajustado pela inflação acumulada de 12 meses mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O problema é que o PIB em 2009 teve uma pequena variação negativa, enquanto deve crescer em torno de 7,5% este ano.

Em sua primeira entrevista coletiva como presidente eleita, Dilma Rousseff acenou com a possibilidade de haver algum tipo de compensação que permitisse um reajuste maior para o mínimo já em 2011. As centrais sindicais reivindicam R$ 580, enquanto a oposição quer um mínimo de R$ 600, promessa de campanha do candidato derrotado José Serra (PSDB).

Falando antes do ministro, Argello disse que pretende conversar com representantes das centrais esta semana ou na próxima a questão do mínimo.

Fonte: Portal UOL

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lula na arquibancada e sem corneta? Só vendo ...

Em recente entrevista o presidente Lula disse que não vai interferir no governo Dilma, que deverá ter a cara da nova presidenta. Ele citou duas frases emblemáticas:

- "A continuidade é da política, não das pessoas", e

- "Rei morto, rei posto".

Será que Lula vai conseguir se "desligar" do dia-a-dia do governo federal? O Observatório acha que seria o melhor caminho, mas não será fácil para ele que viveu tão intensamente momentos de altíssima aprovação ao seu governo até o fim do segundo mandato, fato raro. Desligar-se do foco das atenções, dos afagos do poder e do lugar mais alto exigirá muita personalidade e despreendimento de Lula. Tomara que consiga cumprir e busque outras formas de ajudar o país a crescer. Senão, ele será para Dilma a sombra que Nestor Kirchner foi para Cristina, que agora vai ter que tocar o país sem sua muleta.

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Leia matéria do UOL:

Em entrevista surpresa ao lado da presidente eleita Dilma Rousseff, o presidente Lula afirmou na manhã desta quarta-feira que a petista montará o governo "com a cara dela" e negou que tenha pedido a permanência de ministros na nova equipe. "A continuidade é da política, não das pessoas", afirmou Lula, acrescentando: "Rei morto, rei posto".

O presidente disse ainda que vai dar uma lição de como ex-presidentes devem se comportar, afirmando que vai assistir a atuação de Dilma da arquibancada, uniformizado e "sem corneta".

A entrevista foi dada no Palácio do Planalto depois de uma visita de Dilma que não estava agendada. Por causa do encontro, Lula desmarcou reunião da coordenação política.

Na fala com os repórteres, Lula afirmou ainda que a eleição de Dilma representa a vitória "dos que perderam em 1968". Ironizando o candidato derrotado José Serra (PSDB), ele demonstrou reticência em se candidatar à Presidência em 2014, afirmando que Dilma tem a preferência. Segundo ele, é muito "pequeno" discutir 2014 agora.

"Senão vai chover bolinhas de papel em nossa cabeça", declarou, em referência à agressão sofrida por Serra durante a campanha.

Lula apelou ainda para que a oposição não faça com Dilma o que teria feito com ele. "A política da vingança, de trabalhar para não dar certo."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mapa do voto no Pará

Já que vamos falar sobre a votação dos municípios paraenses na eleição ao governo estadual, inicio com uma pergunta: o que explica uma derrota tão impactante de Ana Júlia em dois grandes colégios eleitorais geridos por prefeitos de seu partido - Santarém e Parauapebas? Abaetetuba, em contra-ponto, sendo administrada por prefeita do PSDB não conseguiu dar a vitória aos candidatos tucanos Jatene e Serra.

Santarém

Em Santarém, governado pela prefeita Maria do Carmo (PT), Ana Júlia perdeu de forma vexatória nos dois turnos. No primeiro, Jatene teve 80.357 votos (58%) e Ana Júlia 36.296 (26%). No segundo turno, Jatene aumentou para 90.613 votos (68%) e Ana Júlia 42.804 (32%). Objetivamente, Jatene ganhou mais 10 mil votos e Ana apenas mais 6 mil. Jatene teve mais que o dobro dos votos de Ana.

Será que o governo municipal petista está tão ruim assim em santarém? Por que Maria não conseguiu conquistar votos para Ana? O governo de Ana não fez nada por Santarém? O que houve?

Nem Dilma ganhou lá. Serra teve 83.378 votos (62%) e Dilma 51.275 (38%). E olhem que Maria era uma das coordenadoras da campanha de Dilma no Pará.

Parauapebas

Nesta cidade também gerida pelo PT através do prefeito reeleito Darcy Lermem, Ana Júlia perdeu tanto no primeiro quanto no segundo turno. No primeiro turno Jatene teve 31.425 votos (53%) e Ana Júlia 18.820 (32%). No segundo turno Jatene teve 38.789 votos (63%) e Ana Júlia 22.669 (37%). Jatene conquistou mais 7 mil votos e Ana apenas mais 3,9 mil votos.

Em Parauapebas Dilma venceu no segundo turno por 54,8% contra 45,2% de Serra.

Abaetetuba

Lá em Abaeté, como é popularmente conhecida, Ana Júlia venceu nos dois turnos: no primeiro Ana teve 39,209 votos (54%) e Jatene teve 29.235 (40%). No segundo Ana Júlia teve 40.015 (58%) e Jatene 28.886. Os dois mantiveram praticamente os mesmos votos do primeiro turno, aumentando o número de abstenções.

Em Abaetetuba Dilma ganhou no segundo turno com folga: 66% a 34% de Serra.

O que aconteceu com a gestão tucana no município? Por que Francineti Carvalho não conseguiu transferir votos para seus candidatos? Não foi lá que ocorreu um dos maiores escândalos do governo de Ana Júlia, com a menor que foi presa na mesma cela com diversos homens, sendo inclusive molestada sexualmente?

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Leia matéria do Portal Diário On Line sobre a eleição nos municípios paraenses:

As estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta segunda-feira (1) mostraram a superioridade de Simão Jatene (PSDB) no mapa eleitoral do Pará. A vitória do tucano foi conquistada com grandes vantagens, conquistadas nos maiores colégios eleitorais do Estado.

Jatene, que ficou à frente de Ana Júlia em 101 municípios no primeiro turno das eleições, foi o mais votado em 94 municípios no segundo turno. A candidata petista, por sua vez, teve vantagem de votos em 50 municípios, o que representa uma diferença de 44 municípios entre os dois candidatos.

Em 17 municípios do estado, o candidato mais votado no primeiro turno foi superado no segundo. Jatene superou a votação da petista em 5 municípios, enquanto Ana Júlia inverteu o resultado desfavorável em 12 municípios. Mesmo assim, a vantagem de Jatene, que venceu nos principais colégios eleitorais do Estado, ainda foi decisiva.

OS MAIORES

Em Belém, município com o maior número de eleitores, o resultado de 55,53% dos votos válidos para Jatene e 44,47% para Ana Júlia foi quase equivalente ao resultado percentual do segundo turno das eleições – 55,74% (Jatene) a 44,26% (Ana Júlia). No segundo maior colégio eleitoral do Estado, em Ananindeua, a vitória de Jatene, com 56,84% dos votos válidos contra 43,16% de Ana Júlia, também se aproximou do resultado final.

Já no terceiro maior colégio, em Santarém, foi possível notar o desequilíbrio na votação, que pesou em favor de Jatene. Com 67,91% dos votos válidos contra 32,09 de Ana Júlia, Jatene teve a expressiva vantagem de 47.809 votos, número maior do que a quantidade total de eleitores na maioria dos municípios do Estado.

OUTROS MUNICÍPIOS

Apesar do equilíbrio na maioria dos municípios, a vantagem de Jatene foi conquistada com as largas vantagens adquiridas em outros grandes colégios eleitorais do Estado. Em Parauapebas, dos 61.458 votos válidos, Jatene conseguiu 63,11%, em Itaituba 64,72% dos votos dos 40.364 válidos, em Paragominas 67,43% dos 38.965, em Redenção 67,47% dos 34.837, além das grandes vantagens conquistadas em Castanhal, com 67,85% dos 79.720 válidos, e em Altamira, com 71,5% dos 42.857 votos.

Outros municípios com menor número de eleitores também apresentaram grande vantagem ao tucano, como Mãe do Rio (65,55%), Anajás (66,83%), Brasil Novo (67,62%), Ourém (67,98%), Monte Alegre (69,56%), São Caetano de Odivelas (72,42%), São Miguel do Guamá (72,12%), Mojuí dos Campos (73,87%), Tailândia (79,36%), e a maior diferença conquistada, em Uruará com 80,11% dos 17.688 votos válidos.

Os maiores colégios eleitorais vencidos pela candidata petista foram Marabá e Abaetetuba. Em Marabá o resultado foi apertado, com 52,36% dos 92.438 votos válidos para Ana Júlia, diferente de Abaetetuba onde a petista venceu com folga e conseguiu 58,08% dos 68.901 votos válidos. A maior vantagem de Ana Júlia foi conquistada em Cachoeira do Arari, com 65,75% dos 9.350 votos válidos. (Alexandre Nascimento/DOL)

Super Aécio? Nem tanto ...

Em Minas Gerais, reduto de Aécio Neves, Dilma venceu no segundo turno com grande vantagem sobre José Serra. Foram 6.220.125 (58,45%) votos para Dilma contra 4.422.294 (41,55%). A diferença a favor da petista foi de 1.797.831, ou quase 17%, superior à diferença geral entre os dois presidenciáveis, que foi de 12%. Ou seja, Minas contribuiu para ampliar a vantagem de Dilma.

Os tucanos esperavam e a Veja endossou que o Super Aécio, político das viradas eleitorais impossíveis, viraria o jogo em MG e essa seria a diferença da vitória do Serra.

No primeiro turno Dilma teve 5.067.399 votos dos mineiros, enquanto Serra teve 3.317.872.

No segundo turno Dilma cresceu 1.152.726 votos. Serra conquistou 1.104.422 novos votos. Dilma cresceu mais, conquistando 48.303 novos eleitores mineiros a mais que Serra, que tinham votado em Marina e nos candidatos menores.

Resta saber como será a desenvolvura de Aécio no Senado Federal para saber se conseguirá capitalizar força e apoios à sua provável candidatura para 2014. Falta perguntar aos colegas de partido, Serra e Alckmin, se deixarão o mineiro ser o próximo nome forte do PSDB.

O Observatório acredita que o momento de Aécio era 2010. Perdeu a chance para Serra. Como Senador não terá muita visibilidade nacional, abafada pelos próprios correligionários, e para 2014 seu retorno será no máximo para o governo mineiro.

Observação pessoal do poster: os discursos e a postura ao discursar de Aécio são muito menos incisivos e inteligentes do que os de Serra. Falta "um quê" para Aécio ser mais carismático e convincente. Parece que ele está aborrecido e de "cara fechada" ao discursar. Marqueteiros, mãos à obra.

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Leia trecho de matéria publicada no portal Estadão, hoje:

Com musculatura política renovada, Alckmin tem pela frente uma nova geração de tucanos, além de colaboradores tradicionais, que defendem o seu nome como principal liderança no Estado. Do lado mineiro, há descontentamento com a supremacia paulista na escolha dos presidenciáveis, além do entendimento de que São Paulo perdeu a vez com as duas derrotas de Serra e a de Alckmin, em 2006.

Tucanos serristas culpam Aécio pela derrota na eleição, já que o mineiro não conseguiu obter a vitória de Serra em seu Estado, apesar de ter emplacado um "novato" em eleições, o seu ex-vice e agora governador Antonio Anastasia, que conseguiu se reeleger. No discurso de anteontem, Serra não citou Aécio, mas conversou com ele por telefone à noite.

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Vamos continuar observando.

Obama enfrenta eleição ao congresso americano


Há dois anos, com o slogan “Yes, we can” (sim, nós podemos), Barack Obama empolgou os Estados Unidos e o mundo com seu discurso otimista. Mas, dois anos após sua vitória nas urnas, o primeiro presidente negro do país, e agora vencedor do Nobel da Paz, corre sério risco de perder a maioria no Congresso, nas eleições legislativas desta terça-feira (2).

Segundo analistas, a derrota prevista nas pesquisas pode abrir caminho para a volta dos republicanos à Casa Branca. Mas pode ser também uma chance para Obama se relançar politicamente.

Nos EUA, as eleições para as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) e boa parte do Senado acontecem no meio do mandato presidencial - neste ano, serão eleitos 37 senadores, de um total de 100. Também há eleição para governadores de 37 Estados e dos territórios de Guam e das Ilhas Virgens, além de referendos locais.

Por ocorrer no meio do mandato, a votação funciona como um termômetro sobre como o eleitor percebe a atuação do governo. De acordo com as últimas pesquisas, o Partido Democrata de Obama tem grande chance de ser derrotado nas urnas.

Para o analista Juan Carlos Hidalgo, do Cato Institute, “perder a maioria não é necessariamente tão ruim para o Obama”.

- Vale lembrar que Bill Clinton [1993-2001] perdeu a maioria em 1994 e foi reeleito. Com um Congresso dominado pela oposição, Obama terá a quem culpar em caso de fracasso nas reformas, na economia.

Até agora, Obama não conseguiu votar reformas importantes, como a migratória, mesmo tendo maioria no Congresso. A reforma da saúde, outra promessa de campanha, só passou com muito empenho do presidente, que teve de convencer até aliados.

Oposição a Obama ainda não tem “cara”

A principal voz de oposição ao atual governo Obama é a da ex-candidata republicana a vice-presidente, Sarah Palin. Desde que seu companheiro de chapa, John McCain, foi derrotado por Obama, em 2008, Sarah se tornou um das musas do movimento ultraconservador Tea Party.

Sarah, no entanto, é muito conservadora até para alguns republicanos. Fora os folclóricos seguidores do Tea Party, que acusam Obama de ser “socialista” e “muçulmano”, quase ninguém acredita que ela será a candidata republicana à Presidência, em 2012. Apesar de muito barulho, os analistas não veem Sarah como uma grande ameaça.

Para o analista Kenneth Weinstein, presidente do Hudson Institute, “Obama ainda não tem um oponente, alguém para atacar”. A vitória dos republicanos, no entanto, abrirá caminho para a definição dos líderes que vão tentar tirar Obama da Casa Branca, em 2012.

- Se ele perder a maioria, será mais difícil defender sua gestão. Mas ele terá um oponente para se contrapor [assim que os republicanos escolherem seu pré-candidato nas primárias do próximo ano].

Hidalgo diz que o Tea Party - grupo que reúne radicais de direita e que vem ganhando projeção - é apenas uma fração dos conservadores americanos. Para ele, nem todos os republicanos são iguais.

- Há dois tipos de republicanos. Aqueles que querem uma pequena participação do Estado na economia, impostos baixos. E há os ultraconservadores, que têm medo de políticas sociais, são a favor do intervencionismo americano e contra os direitos dos gays. Sarah Palin faz parte desse último grupo.

Obama poderia ter o mesmo destino de Jimmy Carter?

A queda na popularidade de Obama faz, frequentemente, analistas políticos compararem sua Presidência à de Jimmy Carter (1977-1981).

Eleito com um discurso ético, três anos após o escândalo Watergate, que derrubou o ex-presidente republicano Richard Nixon (1969-1974), Carter enfrentou uma feroz oposição republicana e em muitos projetos não contou com o apoio de seu Partido Democrata. Ao tentar sua reeleição em 1980, foi derrotado pelo ex-ator e carismático republicano Ronald Reagan (1981-1989).

Assim como Obama, Carter também recebeu o Nobel da Paz. Mas, diferentemente do atual presidente, ele foi premiado anos depois de deixar o poder, em 2002.

Para Weinstein, os republicanos agora buscam o seu Reagan. Ele aponta o atual governador republicano de Indiana, Mitchell Daniels, como provável candidato à Presidência, em 2012.

Hidalgo também acha que o futuro de Obama está nas mãos dos republicanos. Isso não está relacionado, necessariamente, ao número de deputados e senadores da oposição a serem eleitos na próxima terça-feira (2). Segundo o analista, “tudo vai depender de os republicanos encontrarem o seu Ronald Reagan, um líder experiente e carismático”.

Fonte: Portal R7

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

No Amapá, eleito o governador mais jovem do Brasil

Milhares de pessoas estiveram na noite de ontem na Praça do Coco para comemorar a vitória de Camilo Capiberibe nas eleições para o governo do estado do Amapá. A militância socialista e todos aqueles que participaram da difícil campanha de Camilo extravasaram a alegria e cantaram junto com a cantora Claudinéia o hit da campanha de Camilo: “Eu voto no 40, você vota no 40, Camilo 40″.

Depois de um placar apertado no primeiro turno das eleições, quando a diferença entre ele o primeiro colocado foi de pouco mais de 800 votos, Camilo Capiberibe, de 38 anos, superou seu adversário no segundo turno das eleições, Lucas Barreto(PTB), tornando-se o governador mais jovem do Brasil. Ele venceu com 53,77% dos votos válidos, contra 46,23% de Barreto. O mais velho governador eleito aos 82 anos é Siqueira Campos (PSDB), de Tocantins.

A campanha de Camilo foi marcada pela Operação Mãos Limpas da polícia Federal, que prendeu o ex-governador Waldez Góes(PDT) e o atual governador Pedro Paulo Dias(PP), acusados de corrupção. Depois da operação Mãos Limpas, a candidatura de Camilo cresceu, ele foi o único que se pronunciou a respeito da operação. Os dois candidatos que foram para o segundo turno das eleições reivindicavam para si a bandeira da mudança.

Derrotados na eleição - partes 1 e 2


Vale a pena ler a opinião do jornalista Marco Antonio Araújo, lançada em seu blog "O provocador", inserido no portal R7. Abaixo colocamos alguns trechos:

Derrotados na eleição - parte 1 (refere-se à postura da Globo)

"As Organizações Globo agiram como um partido de oposição durante as eleições que levaram Dilma Rousseff à presidência da República.

Preferiam continuar aliados ao candidato das elites, como sempre estiveram durante a ditadura militar e os governos Collor, Itamar e FHC. Mas perdeu, playboy.

O jornal O Globo virou um panfleto diário. Sem nenhum pudor, estampou um ódio incontido ao governo Lula e à sua candidata. Mas foi na bancada do Jornal Nacional que se ergueu o altar do sacrifício petista.

O padrão Globo de qualidade é fácil de entender. Consiste em tratar escândalos conforme a coloração partidária e os interesses da firma.

O caso Erenice Guerra mereceu do JN 35 sangrentos minutos de reportagem só na primeira semana de repercussão. Já a denúncia envolvendo o aloprado tucano Paulo Preto teve uma única reportagem, quase nada.

Em sua entrevista de dez minutos ao vivo no JN, Dilma Rousseff ficou infinitos 4 minutos e 40 segundos respondendo sobre aborto. Mais 3 minutos e 25 segundos falando sobre a onipresente Erenice.

Ao final, teve tempo para responder a mais uma perguntinha. José Serra pode discorrer levemente sobre nove questões. Isso, sim, é tratamento diferenciado.

Com a vitória de Dilma, vai ser constrangedor o olhar de William Bonner e Fátima Bernardes. Cúmplices que são, nem vão tocar no assunto de como espremeram e destrataram a presidente eleita."

Derrotados na eleição - parte 2 (refere-se à postura da revista Veja)

Das 42 capas da revista em 2010, até as vésperas do segundo turno, dezoito continham ataques a Lula, Dilma e o PT. Quase metade da existência da Veja é dedicada a montar palanque contra o governo federal e espalhar pânico e ódio.

Ainda reclamam que não há liberdade de imprensa neste país. Terrorismo jornalístico: é isso que faz a semanal da família Civita. A edição de 10 de julho ilustra perfeitamente essa demonização (acima).

É uma publicação que poderia ter a honestidade de se assumir como oráculo do que há de mais reacionário e perverso na direita deste país.

Mas tem essa mania feia de se travestir de revista de informação. Só se for distorcida, tendenciosa. Não fazem reportagens; fazem editoriais. Por isso é que não forma mais opinião; causa tédio. E desprezo.

E há os soldados da Editora Abril. Ou capangas, a ver. Os rancorosos Diogo Mainardi, Lauro Jardim, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. Escribas a soldo que insinuam termos um presidente alcoólatra, menos interessante que um “vaso sanitário”.

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A opinião desse jornalista é a mesma de inúmeras outras que o Observatório ouviu nos últimos meses: Veja, Globo e Folha de São Paulo nunca foram tão escrachados e jamais usaram tanto a força de suas audiências para influenciar numa eleição, como em 2010.

É sabido também que a revista Carta Capital opina em defesa do governo Lula, assim como muitos outros veículos de comunicação nacionais, estaduais e até as pequenas rádios de interior o fazem em favor de grupos políticos regionais.
O Observatório defende a imprensa livre, mas com responsabilidade e isenção. É difícil? Certamente, mas seria um grande avanço para democracia no Brasil. Nos tornaríamos um país muito melhor.
O Observatório defende, porém, antes de tudo, a obrigação dos eleitos de fazerem gestões transparentes e sem corrupção. Quem dera o Brasil aplicasse, realmente, pelo menos 80% de todos os recursos que saem dos cofres dos governos em programas e políticas públicas. Punição aos corruptos, fichas sujas ou semi-limpas. Cadeia neles. Perda de mandatos e do direito a serem votados, por 50 anos. Reforma política neles. É difícil? Certamente, mas seria o maior avanço para nosso país, tornando-se uma potência mundial imbatível.

Fica o registro.

domingo, 31 de outubro de 2010

Apenas 6 partidos governarão os estados brasileiros


Ao final das eleições de 2o. turno aos governos o mapa brasileiro ficou na mão de seis partidos.

PSDB: tinha 7 estados em 2006 e aumentou para 8 em 2010 (64,5 milhões de eleitores).

PT: tinha 4 estados em 2006 e aumentou para 5 em 2010 (21,4 milhões de eleitores)

PSB: tinha 2 estados em 2006 e aumentou para 6 em 2010 (20,1 milhões de eleitores)

PMDB: tinha 7 estados em 2006 e caiu para 5 em 2010 (20,8 milhões de eleitores)

DEM: tinha 3 estados em 2006 e caiu para 2 em 2010 (6,8 milhões de eleitores)

PMN: não tinha governos em 2006 e ganhou 1 em 2010 (2 milões de eleitores)


Perderam governos que tinham em 2006 e não ganharam nenhum em 2010:

PPS: tinha 2 (Rondônia a Mato Grosso) e perdeu ambos.

PP: tinha 1 (Goiás) e o perdeu.

PDT: tinha 1 (Amapá) e o perdeu.

Quem mais perdeu e quem mais ganhou?
Os três partidos acima perderam o pouco que tinham e são os principais derrotados. PMDB e DEM também saem mais fracos.
O PSB é o principal ganhador, passando de 2 para 6 estados sob sua gestão. Também cresceu no congresso nacional aumentando de 27 para 34 o número de deputados federais.

Jatene retorna ao governo do Pará

A última pesquisa do Ibope no Pará previu 18% de vantagem a favor de Simão Jatene (PSDB), contra a petista Ana Júlia, no pleito ao governo do Estado. No final da apuração, com 99,98% dos votos apurados, a diferença entre os candidatos foi de 11,48% (6,52% de erro). A margem de erro da pesquisa Ibope no Pará era de 3%. Errou por mais que o dobro do máximo previsto.

Jatene teve 1.860.571 votos (55,74%) dos paraenses. Ana Júlia teve 1.477.279 (44,26%).

Mas, erros de pesquisa a parte, os resultados das urnas elegeram Simão Robson Jatene para seu segundo mandato como governador do Pará, o maior estado da região amazônica, numa vitória que se delineou desde o início do primeiro turno. Jatene não ganhou no primeiro turno, por pouco mais de 1% que o separou da vitória.

No segundo turno Jatene teve o apoio da maioria das lideranças do PMDB, que no primeiro turno lançaram Domingos Juvenil e foram derrotados. Ainda que tivesse uma coligação com muitos partidos, a campanha de Ana Júlia não empolgou a maioria dos eleitores, que atribuíram uma alta taxa de rejeição ao seu governo.

O PSDB é o grande vencedor nas eleições paraenses: elegeram Flexa Ribeiro como o senador mais votado e Simão Jatene para mais um mandato no executivo estadual.

O Observatório deseja sucesso e sorte aos tucanos na gestão do Estado.

55 milhões de eleitores confirmam pesquisas e elegem Dilma presidente

55.646.894 (56%) dos votos válidos elegeram a petista Dilma Rousseff como a primeira presidenta do Brasil. Jose Serra (PSDB) teve 43.669.950, pouco menos de 44%.

Como se comportaram os institutos? Vejam quem acertou mais nas últimas pesquisas divulgadas no dia 30 de outubro , votos válidos:

Ibope: Dilma 56 x 44 Serra. Acertou em cheio.

Vox Populi: Dilma 57 x 43 Serra. Disse que a diferença seria de 14%. Errou por 2% a favor de Dilma.

CNT/Sensus: Dilma 57,2 x 42,8 Serra. Dif seria de 14,4%. Errou por 2,4%, pró Dilma.

Datafolha: Dilma 55 x 45 Serra. Dif seria de 10%. Errou por 2% a favor de Serra.

De uma forma geral, os institutos estiveram bem próximos do resultado correto, dentro de margens de erro 2 a 2,2%. Melhoraram em relação ao primeiro turno, quando não detectaram a subida de Marina que levou as eleições para o segundo turno.

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No Pará, Dilma venceu com 53,1%, contra 46,8% de Serra.

Faltosos aumentam no segundo turno

As previsões se confirmaram: o número de faltosos aumentou comparado ao 1o. turno. No Pará a abstenção chegou a 26,8% e no primeiro turno foi de 21,2%. Leia abaixo matéria do Uol.

O número de eleitores que deixou de votar no segundo turno da eleição presidencial cresceu em todos os Estados e no Distrito Federal em relação ao registrado no primeiro turno.

O Maranhão foi o Estado onde esse índice foi maior, com 29,49% de abstenção. Na outra ponta da tabela, está Santa Catarina, onde 16,89% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas.

Enquanto que, na eleição do dia 3 de outubro, 24,6 milhões de brasileiros aptos a votar não o fizeram, neste domingo o número chegou a mais de 29 milhões.

Isso faz com que o índice de abstenção na eleição de hoje supere o da disputa anterior, em 2006. Segundo dados do TSE, 21,46% dos eleitores aptos a votar não compareceram às urnas neste domingo.

O índice é superior aos 18,12% do primeiro turno. O percentual também supera o do segundo turno de 2006 (18,99%), mas fica atrás do segundo turno de 2002 (25,74%), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o tucano José Serra.

Vá votar, senão ...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Agressividade de Serra o fez cair?

A última pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27), mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff com 51,9% das intenções de voto contra 36,7% do tucano José Serra. Brancos e nulos totalizaram 4,7% e indecisos, 6,8%.

Dilma está 15,2% à frente de Serra. É a maior diferença deste segundo turno.

Pesquisas recentes do Vox Populi, Ibope e Datafolha mostravam Dilma entre 10 e 12% à frente do tucano. Será que agora aumentou?

Se considerarmos apenas os votos válidos Dilma ficou com 58,6% ante 41,4% de Serra. Diferença de 17,2%. A margem de erro é de 2,2%.

A pesquisa mostra também que a rejeição a Serra aumentou muito, de 37,5% da última pesquisa Sensus para 43% (mais de 5%). A de Dilma caiu de 35,4% para 32,5%.

Se for uma tendência a ser confirmada nas próximas pesquisas, o que terá motivado a queda de Serra e o aumento de sua rejeição?

O Observatório atribui a resposta dos eleitores ao aumento da agressividade de Serra nos últimos debates contra Dilma, e mudança do tom de sua campanha, muito mais acusando-a de desvios e falhas, do que propondo soluções para o Brasil. Parece que o povo não gostou disso ...

Lembram-se da postura de Geraldo Alckmin no início do segundo turno de 2006, contra Lula, que o tiro saiu pela culatra? Alckmin iniciou ali seu declínio e sua derrota acachapante no final.

Será que o mesmo aconteceu com Serra?

Ou será que foi a "bolinha de papel"?

Jader: qual será seu presente de aniversário?

O deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) aniversaria hoje, 27. Nesta data o STF julgará se mantém a decisão do TSE e barra sua candidatura ao Senado, na qual ficou em segundo lugar nas eleições, ou se confirma sua candidatura, permitindo que candidatos que renunciaram anteriormente para não serem cassados têm condições de serem eleitos.

Que presente Jader ganhará?

Leia a matéria abaixo (do Portal IG) e saiba mais detalhes.


O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira, 27, um recurso do ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) contra sua condenação com base na Ficha Limpa. De uma só vez a Corte pode definir o futuro do político e a validade da nova lei das inelegibilidades para as eleições de 2010.

Com o julgamento, será a segunda vez que o STF se debruça sobre a Ficha Limpa. Na primeira ocasião, ao julgar um recurso do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), a corte não chegou a um consenso e cinco ministros foram favoráveis à aplicação da Lei nestas eleições, outros cinco foram contra.

Para sair do impasse há a possibilidade de algum dos ministros mudar de posição ou a aplicação de dispositivos previstos no regimento interno. Um deles é o chamado “voto de qualidade”, que seria usado pelo presidente do Supremo, Cezar Peluso, para desempatar o placar.

Tal ação, contudo, foi descartada pelo ministro no julgamento de Roriz. “Não tenho vocação para déspota”, disse, na ocasião. Outra opção é rejeitar o recurso de Jader uma vez que, em caso de empate, não há votos suficientes para derrubar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que barrou o político com base na Lei da Ficha Limpa.

Tal dispositivo também é controverso. Ministros que votaram pela aplicação da Ficha Limpa somente um ano após sua edição – como acontece com todas as leis que alteram o processo eleitoral – avaliam que uma Corte inferior, no caso o TSE, ficaria com um poder maior de decisão que o do próprio Supremo.

Julgamento

O caso de Jader é semelhante ao de Roriz. Ambos renunciaram ao mandato no Senado para escapar de processos de cassação, o que é vedado pela Ficha Limpa. O lapso temporal, contudo, permitiu que Barbalho disputasse e vencesse as eleições para o Senado no Pará. No caso de seu recurso ser aceito ele será diplomado, se não, seus votos serão considerados nulos e há chance uma nova eleição ser realizada para no Estado.

No julgamento desta tarde, a discussão deve ser travada em torno do artigo 16 da Constituição. Ele prevê o prazo de um ano para que uma lei que altere o processo eleitoral passe a valer. Cinco ministro entendem que criar casos de inelegibilidade e aplicá-las a menos de um ano cria abalos e desequilíbrio à disputa. Outros cinco acreditam que, como a Ficha Limpa não faz distinção de candidatos e é aplicada a todos, não haveria tal desequilíbrio.

No julgamento do caso Roriz, que acabou sem a proclamação de um resultado devido ao empate de cinco a cinco, os debates duraram mais de 15 horas, divididos em dois dias. O impasse na Corte acontece devido à ausência do 11º ministro, uma vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não indicou um sucessor para a cadeira de Eros Grau, que se aposentou em agosto.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Datafolha: Dilma 56 x 44 Serra. Tucanos correm risco de desmobilização?

Essa foi a opinião do jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog no UOL. Leiam:

Estagnação no Datafolha pode desanimar militância do PSDB

A pesquisa Datafolha realizada hoje (26.out.2010) indica uma estabilidade total em relação ao levantamento da semana passada. Hoje, Dilma Rousseff (PT) tem 56% dos votos válidos. José Serra (PSDB) tem 44%. São exatamente os mesmos percentuais do dia 21.out.2010.

Ou seja, a diferença entre a petista e o tucano continua sendo de 12 pontos.

Nessa circunstância, a virada tucana fica um pouco mais longe no horizonte das possibilidades. O risco maior a esta altura para Serra é a desmobilização daqueles que são seus apoiadores.

O reduto serrista se concentra nas regiões Sul e Sudeste. São também daí os eleitores que mais costumam viajar em feriados prolongados, como esse de Finados que estará emendado ao domingo (31.out), dia da eleição.

Um aumento de abstenção no Sul e no Sudeste tende a prejudicar mais a Serra do que a Dilma. E como os eleitores tucanos podem se desanimar se as pesquisas mostrarem pouca chance de virada, as coisas se complicam mais para o candidato do PSDB.

Do lado de Dilma também há riscos. Por exemplo, o ânimo exacerbado que acaba relaxando os militantes –cujo raciocínio pode ser do tipo “se já está tudo definido, não preciso me esforçar”. Como esse erro já foi cometido pelos petistas no 1º turno, em tese, não se repetirá agora.

Por fim, o Datafolha ainda encontra 8% de indecisos e 5% que votam em branco ou nulo. Só haveria uma virada se ocorresse algo estatisticamente impossível: todos se decidindo a favor de Serra. Em geral, os indecisos se dividem proporcionalmente aos candidatos de acordo com o percentual que cada um já tem.

domingo, 24 de outubro de 2010

Serra teme abstenção no dia da eleição por causa do feriado

O candidato à Presidência pelo PSDB José Serra admitiu que o partido se preocupa com a quantidade de eleitores que podem faltar às urnas no próximo domingo (31). Em discurso na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, nesta manhã de sábado, o tucano afirmou que é uma preocupação do partido que o índice de abstenção prejudique seu desempenho no segundo turno das eleições. De acordo com ele, o PSDB teme que o número de faltosos, principalmente em São Paulo, seja insuficiente para influenciar o resultado final. (Fonte: Portal IG)

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No Pará, mais fortemente em Belém e Ananindeua, também deverá haver um aumento no número daqueles que sairão para o feriado na sexta-feira ou sábado, deixando de votar.

O fato de que parte dos eleitores das classes média e alta deixarem de votar pode representar sim, ainda de que num pequeno percentual, perda de voto para os candidatos tucanos, com quem historicamente simpatiza mais essa fatia da população.

O Observatório acredita que a abstenção no Pará atinja 25%.

Tucanos muito otimistas no Pará

Em entrevista ao programa MAIS da TV Rba, do jornalista Guilherme Augusto, na manhã deste domingo (24), o marqueteiro do PSDB Orly Bezerra, que coordena a campanha de Simão Jatene ao governo do Pará, disse acreditar que irão ganhar as eleições com uma diferença próxima a 700 mil votos de sua adversária, a candidata e governadora Ana Júlia Carepa do PT.

Em 2006, quando disputaram o Governo do Pará Ana Júlia e Almir Gabriel, havia 4.157 milhões de eleitores aptos. Faltaram às eleições 1.003 milhão de eleitores, 24,14% do total.

No primeiro turno havia 4.763 milhões de eleitores aptos a votar. Faltaram às eleições 1.008 milhão de eleitores, ou 21,2% do total.

No segundo turno prevendo um aumento para 25% de abstenção, deverão votar 3.572 milhões de eleitores. Desses, 93% deverão ter votos válidos, totalizando 3.322 milhões.

Se o marqueteiro tucano prevê que a diferença no segundo turno será de 700 mil votos a favor de Jatene, chegamos aos seguintes votos prováveis por candidato:

- Simão Jatene: 2.011 milhões (60,5% dos votos válidos)

- Ana Júlia: 1.311 milhões (39,5% dos votos válidos)

No primeiro turno Jatene teve 1.720.631 votos e Ana Júlia 1.267.981. Pelo cálculo tucano, Jatene aumentará em quase 300 mil votos e Ana Júlia apenas 44 mil votos. Será otimismo exagerado?

Esses números mostram que os tucanos estão acreditando fortemente que a última pesquisa Ibope no Pará esteja correta: Jatene 60 x 40 Ana.

Vale lembrar que a pesquisa Ibope no primeiro turno errou por 8,5% em relação ao número das urnas.

Vamos continuar observando.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quer jogar bolinhas de papel em Serra?


Virou febre na internet. No Twitter foi um dos assuntos mais comentados. Essa vai ficar para a história das eleições no Brasil.

Dilma consolida vantagem. Datafolha: 56 x 44.

O Datafolha divulgou a pouco nova pesquisa que confirma que Dilma Rousseff (PT) estancou sua queda e voltou a crescer. Agora tem uma vantagem de 12 pontos sobre José Serra (PSDB): 56 x 44, considerando os votos válidos.

Em relação à semana passada, Dilma subiu de 54 para 56% e Serra caiu de 46 para 44%.

Nos votos totais, Dilma aparece com 50% (tinha 47% há uma semana). Serra tem 40% (contra 41% do levantamento anterior). Os que dizem votar em branco, nulo ou nenhum continuaram estáveis, com 4%. Os indecisos oscilaram de 8% para 6%.

Dilma vence com folga nas regiões Nordeste (65 x 28) e tem boa vantagem na Norte/Centro-oeste (49 x 42). Na região Sudeste Dilma vence apertado (44 x 43) e perde para Serra na região Sul (50 x 39).

A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou ontem 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bolinha de papel leva serra ao hospital?



Armação ou verdade?

O que você acha?

O que vão dizer Serra e Sérgio Guerra?

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) mostra que Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida presidencial com 51% dos votos totais (incluindo brancos e nulos). Seu adversário, José Serra (PSDB), tem 40%. Na pesquisa Ibope anterior, divulgada no dia 13, Dilma tinha 49%, e Serra, 43% dos votos totais. A diferença entre os candidatos subiu de 6 para 11%. Brancos e nulos somaram 5% e indecisos 4%.

Considerando somente os votos válidos (sem considerar brancos e nulos), Dilma tem 56%, e Serra, 44%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para cima ou para baixo.

O que vão dizer agora Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e o candidato tucano José Serra, que desqualificaram a pesquisa do Vox Populi, divulgada no dia anterior e que mostrava Dilma com 51% e Serra com 39%?

"Pesquisa do Vox Populi nós não levamos em consideração porque trata-se de instituto de comprovada falta de credibilidade, que manipulou os resultados do primeiro turno inteiro para a realidade das urnas mostrar como eles estavam fantasiando", disse Serra a jornalistas.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), coordenador da campanha tucana, disse que a pesquisa Vox Populi desta terça-feira "é uma vergonha".

Vamos aguardar novas declarações?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Só Camilo (Amapá) vira o jogo no segundo turno

A campanha do 2° turno chega quase à metade. Faltam 12 dias para a votação de 31.out.2010. Pesquisas divulgadas nos 9 Estados nos quais a eleição para governador foi para o 2° turno confirmam favoritismo de quem teve mais votos no 1° turno. A única exceção é o Amapá.

Em post recente, o Blog destacou o histórico eleitoral de 1990 a 2006, mostrando que é raro um candidato ganhar de virada no 2° turno. Em 70 segundos turnos, apenas 20 tiveram virada.

Na eleição deste ano, segundo o Ibope, quem pode ser a zebra é Camilo Capiberibe (PSB), no Amapá. O candidato perdeu o 1° turno para Lucas Barreto (PTB), mas agora lidera a pesquisa de intenção de voto.

Compilação das mais recentes pesquisas também mostra que, dos 5 candidatos à reeleição que encaram 2° turno, somente 2 são favoritos: Teo Vilela (PSDB), em Alagoas, e Wilson Martins (PSB), no Piauí.

Abaixo, quadros com resultados das pesquisas mais recentes sobre os segundos turnos e com os resultados oficiais do 1° turno. Em seguida, informações sobre as próximas pesquisas a serem divulgadas. Aqui, todas as pesquisas sobre o 2° turno.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues/Uol

Dilma 51 x 39 Serra. Ou empate técnico?

O final do primeiro turno e os primeiros quinze dias do segundo têm assustado pelos ingredientes usados tanto por tucanos, quanto por petistas. Chuvas de mentiras, boatos, denúncias forjadas, assuntos religiosos, ataques pessoais, ... Tudo. Menos propostas e planos para melhorar o Brasil.

Foi a única forma que o PSDB encontrou para conter a subida de Dilma e perder as eleições logo no primeiro turno. E o resultado foi tão bom para suas estratégias, que além de conter a subida, levando as eleições para o segundo turno, ainda acabou por criar um tendência de queda em Dilma. O PT viu a sucessão de Lula fortemente ameaçada.

Os petistas reagiram e estão usando as mesmas estratégias de desconstrução da imagem de Serra e de sua campanha.

Para complicar ainda mais esse clima belicoso, nos últimos dias, os institutos de pesquisa não têm se entedido nas previsões de intenção de voto dos brasileiros.

O Sensus recentemente indicou Dilma com 46,8 e Serra com 42,7%, anunciando um empate técnico. Os tucanos ficaram felizes. Era o primeiro sinal efetivo de possibilidade de vitória nos últimos 60 dias.
Agora veio o Vox Populi e tascou 12% a favor de Dilma: 51 x 39. Considerando apenas os votos válidos a diferença chega a 14%: 57 a 43 para Dilma.

Quem estará certo?

Será que as iniciativas dos petistas de aumentar a agressividade de Dilma nos debates e atacar Serra começou a fazer efeito? Ou será apenas um espasmo do Vox?

Vamos acompanhar.

sábado, 16 de outubro de 2010

Ibope: Jatene 54 x 36 Ana Júlia. É para acreditar?

O portal ORM e a edição de domingo de O Liberal acabaram de divulgar a primeira pesquisa Ibope no Pará no segundo turno, encomendada pelo Grupo ORM. Apontou 18 pontos de diferença a favor de Jatene na pesquisa estimulada, 54 x 36, ou 20 pontos de distância considerando somente os votos válidos, 60 x 40 a favor de Jatene.

A pergunta é: dá para acreditar?

Por que? Vamos lembrar que no domingo das eleições do primeiro turno, o Ibope divulgou pesquisa que dava 21% de vantagem para Jatene, prevendo que não haveria segundo turno. Em vez disso, as urnas apontaram 12,8% a favor de Jatene, e levaram a eleição para o segundo turno.

Foram mais de 8% de diferença entre o que disse o Ibope e o que deu nas urnas. É um erro grosseiro, considerando a margem de erro da pesquisa de 3%.

E, olhem lá, que essas manchetes nos jornais no dia da eleição, certamente levaram muitos a votar em Jatene, porque ele é quem iria vencer no primeiro turno. Então, a diferença que foi de 12,8% poderia ter sido de 8 ou 10%.

Seria mais prudente o Ibope ter aplicado uma amostra maior. 812 eleitores entrevistados é muito pouco, principalmente para um estado tão grande territorialmente, e com tantas diferenças históricas. Pequenas amostras devem estar levando as pesquisas Ibope a erros seguidos.

Então, é bom olhar os dados do Ibope com cuidado e atenção.

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Abaixo a matéria do Portal ORM:

Simão Jatene (PSDB) tem 60% das intenções de votos dos eleitores e a candidata Ana Júlia Carepa (PT) 40%. Os percentuais constam na pesquisa Ibope de intenções de voto para o segundo turno no Pará. O percentual de votos válidos excluí os votos brancos, nulos e indecisos. A pesquisa encomendada pela TV Liberal foi divulgada neste sábado (16).

Na pesquisa estimulada, onde entram os votos brancos e nulos, o tucano Simão Jatene ganha o voto de 54% dos eleitores paraenses. Já a petista Ana Júlia Carepa foi lembrada por 36% dos entrevistados. Votos em branco e/ou nulos correspondem a 5% dos eleitores. Esse mesmo percentual de 5% vai para os eleitores indecisos.

Foram realizadas 812 entrevistas em 40 municípios, com eleitores com mais de 16 anos. Com até a 4ª série do ensino fundamental; 5ª a 8ª série do ensino fundamental; ensino médio e superior. O pesquisadores do Ibope ouviram os eleitores entre os dias 13 a 15 de outubro.

Presidente - Os paraenses entrevistados também foram questionados em quem votariam para presidente. Os candidatos aparecem tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais. Dilma Rousseff (PT) tem 47% das menções, contra 46% do candidato José Serra (PSDB).

Os eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou de anular o seu voto são 3% do eleitorado, enquanto 4% estão indecisos.
Levando-se em consideração apenas os votos válidos, a petista e o tucano aparecem com 50% das intenções de voto cada.

Margem de erro - De acordo com o Ibope, o intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados para Governador e Presidente.

A pesquisa está registrada no no Tribunal Regional Eleitoral do Pará sob protocolo nº 18823/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo nº 35857/2010.

sábado, 9 de outubro de 2010

Veritate informa que acertou mais que errou. Será?

Abaixo trazemos a postagem do Prof. Edir Veiga, diretor do instituto Veritate que junto com o PPGCP - Programa de Pós-graduação em Ciências Políticas da UFPa, publicou pesquisa de opinião na sexta-feira, 1o. de outubro, antevéspera das eleições, que asegurava vitória de Simão Jatene no primeiro turno contra Ana Júlia, por 55,7% a 30,1% (votos válidos). A margem de erro era de 2,5% e as entrevistas foram feitas entre 24 e 28 de setembro em 36 municípios paraenses. Leiam a postagem e ao final as considerações do observatório.

OBS: Vejam com precisão científica os números da pesquisa LCP/UFPA/Veritate. Aqui não cabe mais o achismo.

Observem que acertamos integralmente na votação de Jatene, sendo que a diferença entre a votação de juvenil, F.Carneiro e Cleber Rabelo e da pesquisa fica muito aquém da margem de erro que foi de 2,5% para mais ou para menos, ou seja acertamos em cheio, também.

A grande diferença entre nossa pesquisa e o resultado eleitoral se dá na votação de Ana Júlia.

Vejam que nossa pesquisa detectou 18.3% de Nenhum/Branco/Nulo, até o dia 28 de setembro. No dia 03 de outubro este percentual caiu de 18.3% para 6.3%. Ana Júlia conquistou 9% destes 12%, juvenil 1,5% e F.Carneiro abocanhou 1.1% destes 12%.

Como não foi detectado nenhuma onda vermelha no Pará até o dia 28 de setembro, ou seja, 12 dias após a passagem de Lula por estas bandas, conclui-se que variáveis externas e intervenientes operaram entre os dias 29 de setembro e 03 de outubro.

O guincho que provavelmente trouxe para Ana 9% em 5 dias não pode ser previstos em pesquisa de opinião pública. Foi a mobilização partidária, a máquina de governo e a boca de urna "profissionalizada" que poderia explicar este crescimento.

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O fato é que Ibope e Veritate erraram muito. Ambos com quase 9 a 12% dos resultados reais (votos válidos) da diferença entre Jatene e Ana Júlia.

Ressaltamos os resultados - votos totais -, corrigindo alguns pontos:
(Primeiro o % das urnas - votos totais - e em segundo o % da Veritate)

Jatene: 45,8% / 45,5% --> cresceu 0,3%

Ana: 33,8% / 24,6% --> cresceu 9,2%

Juvenil: 10,1% / 8,6% --> cresceu 1,5%

Fernando: 2,9% / 1,8% --> cresceu 1,1%

Cleber: 1,1% / 1,2 --> caiu 0,1%

Brancos e Nulos: 6,3% / 6,7% --> caiu 0,4%

No Veritate os Indecisos eram 11,6%. Será que todos os indecisos migraram para Ana, Juvenil e Fernando Carneiro? Impossível: indecisos tomam o "efeito manada" e esse efeito beneficiava Jatene.

As pesquisas fartamente divulgadas nos jornais O Liberal e Diário do Pará, bem como nos jornais de TV do sábado à noite e em dezenas de blogs, portais e outros meios de comunicação, apontando a vitória de Jatene no primeiro turno, certamente, levaram milhares de eleitores paraenses a votarem "em quem vai vencer". Estimamos que de 1 a 2,5% dos votos que poderiam ter ido para Ana e outros candidatos foram para Jatene. Esse é o famoso "voto útil" e as pesquisas em véspera de eleições influenciam essa prática dos eleitores.

Se considerarmos apenas os votos válidos das urnas e do Veritate, veja como fica a análise:

Os indecisos, brancos e nulos da Veritate foram distribuídos aos candidatos, na proporção de seus números originais, como de praxe nas análises eleitorais.

Jatene: 48,92% nas urnas / 55,69% no Veritate --> caiu 6,77%

Ana: 36,05% / 30,11% --> cresceu 5,94%

Diferença Jatene para Ana: 12,87 nas urnas / 25,58% no Veritate (caiu 12,71%)

Juvenil: 10,81% / 10,53% --> cresceu 0,28%

Fernando: 3,04% / 2,20% --> cresceu 0,84%

Cleber: 1,18% / 1,47 --> caiu 0,29%

Como podemos ver, o comportamento dos demais candidatos não sofreu mudanças entre o previsto corretamente pelo Veritate e o que as urnas mostraram. A grande diferença, o grande erro, foi entre Ana e Jatene.

Avaliamos a possibilidade de um erro de amostragem, centralizada excessivamente nas maiores cidades do estado, onde Jatene vinha com melhor desempenho.

Outra possibilidade de erro é não ter sido feito o controle preciso dos entrevistados segundo a cota de renda ou escolaridade, o que influencia muito no resultado final do estudo. Controlar apena as cotas de sexo e idade causa imperfeição na pesquisa.

Vamos continuar observando.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

No Pará, Ibope erra de novo e Ana Júlia está no 2o. turno


O Ibope divulgou no sábado sua última pesquisa, dando como encerrada a eleição ao governo do Pará no primeiro turno, com Jatene vencendo por 53 x 32 - 21% de diferença.

As urnas mostraram outro resultado: 12,85%.

Errou por 8,15%. Foi um erro muito grande. Expressivo. Que mancha o nome do Ibope, de novo. Sua margem de erro era de apenas 2,5%.

É uma falha que beneficiou Jatene, pois foi divulgada em matéria de capa de O Liberal e deve ter influenciado muita gente "a votar em quem já vai ganhar".

Cuidado, Ibope. Estamos observando.

domingo, 3 de outubro de 2010

Datafolha mostra um Brasil partido ao meio

50% de Dilma repetem padrão registrado por Lula e FHC

A principal mensagem do Datafolha desta véspera de eleição presidencial é uma só: mais uma vez o Brasil está partido ao meio quando se trata de escolher o ocupante do Palácio do Planalto. Tem sido assim desde 1994, com o vencedor tendo um pouco a mais ou um pouco a menos da metade dos votos.

No levantamento Datafolha realizado nos dias 1 e 2 de outubro, Dilma Rousseff (PT) ficou com 50% dos votos válidos. Todos os demais candidatos ficaram com os 50% restantes.

Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganhou no primeiro turno por uma margem muito pequena. Ele teve 54,3% e 53,1%, respectivamente. Depois, Luiz Inácio Lula da Silva não venceu no primeiro turno, mas ficou muito próximo disso em 2002 (teve 46,4%) e em 2006 (com 48,6%).

Ou seja, o brasileiro pode estar adorando o governo Lula e dar a ele perto de 80% de aprovação, mas na hora de escolher o presidente, formou-se um padrão: no primeiro turno, ninguém consegue ter muito mais de 50%.

Parece ser esse também o cenário agora com Dilma Rousseff. Ganhando no primeiro turno ou tendo de enfrentar uma nova rodada, a petista terá um desempenho muito semelhante aos de seus antecessores.

Fonte: Blog do Josias

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pará - último programa dos candidatos ao governo

Assista ao último programa de Tv de Ana Júlia e Jatene. E decida em quem vai votar:




Debate - vencedor: Bonner, perdedor: nós

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Deu sono. Chato mesmo! Todos esperavam um último debate digno do cargo que disputavam, mas os presidenciáveis nos proporcionaram um espetáculo enfadonho. Leia o que o Blog do Josias falou:

Por sorte, o último dabate do primeiro turno foi de graça. Se tivesse bilheteria, a platéia ia pedir o dinheiro de volta.

Depois de toda a expectativa, o embate foi só aquilo? Tempo livre para a preparação, assessores, a estrutura da Globo, camarins, comes de bebes, maquiador, boa audiência, estúdio climatizado, iluminação, câmeras, som.

Enfim, um palco perfeito, condizente com a dramaticidade de um evento à beira das urnas. Tudo isso para os contendores darem aquele espetáculo pobre? Ora, francamente!

Estava entendido que não teria troca de socos ou mordidas na orelha. Mas esperava-se um pouco mais. Uma boa frase, uma metáfora elaborada, uma ironia fina. Qualquer coisa que compensasse o desperdício do sono de quem não dormiu.

Foi uma discussão soporífera. Vencedor? O Willian Bonner. Perdedor? O telespectador. Não se diga que eram adversários de pouca expressão. Sob os holofotes, os dois pesos pesados da sucessão.

Dilma e Serra não se dignaram a dirigir um ao outro uma mísera pergunta. No caso dela, compreenssível. As pesquisas já lhe dão a vitória por pontos. Subiu no ringue para expor a braçadeira de Lula e exercitar a esquiva.

Mas e quanto a ele? Precisava de um nocaute verbal. E refugiou-se atrás de sua própria inexpressividade. Nem de Erenice Guerra Serra se animou a falar. O caso da violação fiscal? Nem pensar.

No raro instante em que ergueu os punhos, Serra esmurrou a peso leve Marina. Sim, isso mesmo, Serra socou sua única e escassa esperança de segundo turno.

Aliás, diferentemente de Serra, Plínio e Marina retiraram da cena global o máximo proveito. O peso pena Plínio, sabendo-se inviável, distribuiu provocações. E fez a propaganda dos candidatos do PSOL ao Legislativo.

Marina estava desenvolta. Quando lhe coube perguntar, dirigiu-se ora a Dilma ora a Serra. “São muito parecidos”, jabeou. Dois gerentes “sem visão estratégica”.

Numa das perguntas a Serra, Marina lembrou que tucanos e ‘demos’ torciam o nariz para o Bolsa Família. Cobrou autocrítica.

Serra avocou para si a gênese do programa. Na Saúde, disse, criou o Bolsa Alimentação, que junto com outros programas de FHC, Lula unificou. “Acho estranho. Toda vez vem a mesma pergunta e volta a mesma resposta”, reclamou.

Marina não se deu por achada: “Faço questão de perguntar, porque, para mim, os programas sociais são importantes”, disse ela na réplica. Acusou Serra de ajustar o discurso conforme à “conveniência” eleitoral.

O tucano perdeu a calma. “Não use a sua régua para medir os outros”. Devolveu a comparação que Marina fizera com Dilma. “Vocês tem coisas muito parecidas”, bateu.

Até recentemente, era do PT. Pior: “Ficou no governo do mensalão”.

Alcançado pelo celular, um aliado de Serra disse ao repórter que murchou na poltrana do estúdio. Imaginava que seu candidato miraria em Dilma, não em Marina. De alvo potencial, a pupila de Lula tornou-se expectadora.

Guiando-se pela cartilha da marquetagem, Dilma fez o que lhe convinha fazer. Ligou os feitos do “nosso governo” aos desacertos do “governo passado”. E, livre das questões sobre escândalos, portou-se com equilíbrio e ponderação.

Deve-se a Plínio, não a Serra, a única passagem constrangedora de Dilma. Dizendo-se orgulhoso do PSOL, ele perguntou se os rivais tem vergonha de seus partidos. Dilma enalteceu o PT, preferido de “cerca de 30% dos brasileiros”.

Na réplica, Plínio disse que as doações de sua campanha foram à internet. E Dilma: “Registramos as doações no TSE. Gostaria de deixar claro que todas as doações são oficiais”. A platéia (cerca de 200 pessoas) foi às gargalhadas.

“Lamento os risos de quem tem outras práticas. A minha não é essa”, Dilma respondeu. E pôs-se a elogiar a coligação que a rodeia, um consórcio que vai do PMDB ao PCdoB, passando por um imenso etc.

Não se viu nas duas horas de debate um lance capaz de mover a tendência do eleitorado. Quando muito, Marina ganhou uns votinhos a mais. “Duas mulheres no segundo turno”, ela pediu, nas considerações finais.

Depois de Willian Bonner, Dilma foi a principal beneficiária da pasmaceira. Saiu ilesa. Além dos telespectadores, Serra foi o grande prejudicado. Com uma diferença: a platéia foi vítima involuntária. O tucano foi vencido pela própria mediocridade.

Ainda que a gratuidade das cenas dispense os recursos ao Procon, a audiência, se pudesse, dirigiria um pedido coletivo à Globo: Por favor, sem replays. Nada de

Tracking Vox prevê que Dilma ganhará no 1o. turno



Faltando apenas três dias para as eleições, o cenário da disputa presidencial permanece estável, dando à candidata do PT, Dilma Rousseff, 55% dos votos válidos no tracking Vox Populi/Band/iG. A conta, que exclui os votos nulos e em branco, mantém a perspectiva de uma vitória da petista ainda no primeiro 1°turno, segundo o Vox Populi. Se a eleição fosse hoje, o tucano José Serra teria 29% dos votos válidos e a candidata do PV, Marina Silva, 13%.

Para vencer no primeiro turno, a candidata do PT precisa obter 50% dos votos válidos mais um.

Quando é analisado o total de intenções de voto, Dilma continua com 49%, mesmo patamar registrado nos últimos cinco dias. O candidato do PSDB, José Serra, aparece na segunda colocação, mantendo 26% da preferência do eleitorado, mesmo índice registrado na medição de ontem.

Marina também continuou com 12% das intenções de voto na medição de hoje, mesmo patamar do dia anterior. Os outros candidatos, juntos, alcançaram 1% dos entrevistados pelo instituto. Ainda segundo o Vox Populi, 4% dos entrevistados pretendem votar em branco no próximo domingo e 8% se declaram indecisos.

Fonte: Portal IG

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Começa o último debate dos presidenciáveis

Iniciou há uma hora o último debate dos candidatos à Presidência na Globo. A "gordinha" Dilma Rousseff, o "esforçado em tornar-se simpático" José Serra, Marina Silva com o ar cada vez mais professoral e o "radical engraçado" Plínio de Arruda Sampaio.

Até agora poucas novidades. Todos parecendo muito cansados. Plínio saindo-se com alguns gracejos e Dilma que informou que todas as doações para sua campanha são oficiais. Foi uma risada geral na plateia que assiste ao debate na Globo.

Calma Dilma, calma. Quem fala coisa engraçadas é o Plínio ...

"Voz fina", falou grosso no debate do Pará

Lendo o Blog do Barata, gostamos das observações sobre o ótimo desempenho de Fernando Carneiro (PSOL), candidato ao governo do Pará, no debate de terça-feira na TV Liberal.

"Fernando Carneiro se saiu tão bem, mas tão bem, que chegou a irritar o aparentemente sereno Simão Jatene, que pretendeu interrompê-lo, quando o candidato do PSol estava com a palavra. Por isso, o candidato do PSDB acabou amargando uma constrangedora admoestação pública, humilhante para um homem sexagenário e que ainda ostenta o status de ex-governador. “Não me interrompa, que eu estou com a palavra. Vá desrespeitar o PT, mas não a mim, porque eu não vou admitir”, disparou Carneiro, em tom incisivo, mas sem grito."

"Articulado, sereno, porém seguro em suas críticas, que vão do PSDB ao PT, passando pelo PMDB, Fernando Carneiro manteve a postura e compostura que se espera de um aspirante ao governo, passando ao largo do piti, habitualmente tão a gosto dos radicais. De tão seguro que se revelou, ele conseguiu minimizar seu maior senão como orador, que é a voz fina."

Basta um documento com foto para votar

Supremo derruba exigência de dois documentos para votar. Por 8x2, ministros votam por apenas um documento oficial com foto na hora do voto, como a carteira de identidade ou passaporte.

A três dias das eleição, o Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (30) que o eleitor só precisa apresentar um documento oficial com foto na hora do voto.

Oito ministros aceitaram Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo PT, que pedia fim da exigência anterior para apresentação do título de eleitor e mais um documento oficial nas eleições. Segundo a ministra Ellen Gracie, relatora do caso, agora o eleitor pode levar apenas um documento com foto, como a carteira de identidade, o passaporte, a carteira nacional de habilitação, a carteira de trabalho ou a carteira de resevista.

O julgamento começou na quarta-feira (29) e quem iniciou a interpretação foi a relatora Ellen Gracie, que votou pela apresentação de apenas um documento e foi acompanhada, no primeiro dia, pelos ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármem Lúcia.

Para Ellen Gracie, o eleitor precisa somente da apresentação de um documento oficial com foto para exercer o direito de voto. “A presença do título, que é praxe, não é tão indispensável como o documento com fotografia. Cada urna conhece seus eleitores. Cada uma tem no máximo 400 eleitores. Se outra pessoa tentar votar ali não será possível. O caderno de voto também contém dados de identificação dos eleitores, com data de nascimento e filiação”.

Com sete votos favoráveis ao fim da exigência, o ministro Gilmar Mendes pediu vista na ação. Com isso, o julgamento foi retomado nesta quinta-feira (30).

Mendes abriu seu pronunciamento queixando-se de interferências de posições eleitoreiras no posicionamento do tribunal. Ele afirmou que "lei pode ser inconveniente, mas não é inconstitucional" e votou pelo indeferimento da medida cautelar apresentada pelo PT, o que mantém exigência de dois documentos. Na sequência, o ministro Celso de Mello acompanhou a relatora do caso, Ellen Gracie, e votou pela apresentação de apenas um documento com foto. Depois, o presidente do STF, Cezar Peluso, concordou com Gilmar Mendes e votou pela exigência de dois documentos.

Peluso disse que deveríamos nos cercar de todas as garantias para "preservar o direito cível mais importante e garantir a legitimidade e autenticidade do processo eleitoral". Ele afirmou que o título de eleitor acaba sendo documento "totalmente dispensável" e ministra Ellen Gracie pediu a palavra e afirmou que título de eleitor serve como comprovante de votação e que funcionários públicos devem apresentar documento para comprovar sua condição de eleitor e concluiu que título não é "inútil, na verdade é indispensável". Ela reafirmou que ausência do título de eleitor "não pode impedir o cidadão de exercer seu direito de votar".

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Comentários do Observatório:

1) Gilmar Mendes foi visto pela imprensa conversando com José Serra (PSDB), que o chamou de "meu presidente", supostamente sendo solicitado para votar contra. Fez o que lhe pediram.

2) O PSDB torcia para que o STF mantivesse a obrigatoriedade dos 2 documentos, considerando que a população mais pobre - que apoia Dilma - teria grande índice de abstenção por não ter o título de eleitor.

Esposa do Roriz em debate: cômico ou trágico?



Meu Deus do céu! O que é isso???!!!!!!!!!!!! Ela gostou do cenário azul!

Brasília merece ...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dilma x Serra: 46 a 28 ou 50 a 27. A força da imprensa.

A mais recente pesquisa CNI/Ibope mostrou que a petista Dilma Rousseff está com 50% das intenções de voto à presidência, enquanto Serra está com 27%. Neste cenário Dilma venceria no primeiro turno com 55% dos votos válidos. Essa pesquisa foi praticamente escondida da população pelas grandes redes de TV e os jornalões brasileiros como Folha de SP, O Globo, Estadão, dentre outros.

A pesquisa Datafolha, divulgada um dia antes, mostrou Dilma com 46% em grande queda e Serra com 28%. Essa pesquisa for alardeada fortemente por toda a imprensa, informando que haveria grande chance de segundo turno.

Só para lembrar, o Datafolha, ligado umbilicalmente ao jornal Folha de São Paulo e seu grupo de comunicação, foi o último dos grandes institutos a reconhecer que Dilma havia ultrapassado José Serra, numa clara tentativa de adiar a queda do tucano, privando a população da informação correta.

São por essas e outras que a população não sabe mais em quem acreditar. Já não acreditam nos políticos e passam a acreditar menos ainda na imprensa, sempre tendenciosa para os assuntos e grupos que lhe interessam.

Observe com atenção e vote conscientemente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Datafolha: Dilma continua caindo. 2o turno é possível.



A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.

Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.

Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% --e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Está chegando a hora!

Dilma ganhará no primeiro turno? Serra ainda vai conseguir reagir? E Marina, conseguirá atrair alguns votos mais nessa reta final? Veja como estão as últimas pesquisas dos grandes institutos nacionais.

Nessa última semana seremos inundados de novas pesquisas. Umas corretas, outras nem tanto. Umas para informar, outras para deformar.

Muitos sites abriram enquetes para saber qual o instituto é o de maior credibilidade na opinião dos eleitores. No R7, da Record, o Vox é o mais citado, de longe. O menos confiável naquela enquete é o Ibope.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

STF: 5 x 5 - embarrigaram a decisão

Que situação, hein? Os eleitores continuam sem sabem se a Lei da Ficha Limpa valerá para essas eleições, pois o STF, maior corte da justiça brasileira não decidiu nada. Cinco ministram votaram a favor da aplicação da lei já nestas eleições e 5 votaram contra, garantindo sua constitucionalidade, porém querendo que ela só valha para as próximas eleições.

E Cesar Peluso, presidente do STF, que poderia decidir a parada, não quis bater o pênalti. Ele poderia ter dado o 11o. voto, mas argumentou que seu voto não vale mais do que os dos demais ministros. Achou melhor esperar a nomeação do 11o. ministro da corte, que já chegará com a "batata quente" de decidir o caso. Peluso foi equilibrado ou medroso?

Enquanto isso, perdura a pendenga daqueles que renunciaram aos mandatos, dentre eles Joaquim Roriz, Jader Barbalho e Paulo Rocha, de poderem ou não ser votados nessa eleição.

Leia o texto do Blog do Josias:

Terminou à 1h17 da madrugada desta sexta (24) a sessão em que o STF deveria ter decidido se a lei da Ficha Limpa vale para 2010. Depois de dois dias de debates, cerca de 11 horas de “juridiquês”, anotou-se um empate. Cinco a cinco. E o supremo decidiu não decidir.

Com isso, manteve em suspenso pelo menos 228 candidatos que a Justiça Eleitoral já enquadrou como “fichas sujas”. Votaram pela vigência imediata da nova lei: Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármen Lucia.

Decidiram que a exigência de prontuários higienizados só vale para o futuro: Cezar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Normalmente, um 11º ministro proveria o desempate. Mas Eros Grau aposentou-se em julho. E Lula ainda não se dignou a indicar um substituto.

Seguiu-se um espetáculo patético. Coisa poucas vezes vista na suprema corte do país. Tudo transmitido pelas lentes da TV Justiça. Em meio ao lufa-lufa retórico, uma voz se sobrepondo à outra, um pedaço do plenário –à frente Lewandowski— postou-se ao lado da decisão do TSE.

Uma decisão que negara ao “sujo” Joaquim Roriz (PSC) o registro da candidatura ao governo do Distrito Federal. Argumentou-se que, como a lei da Ficha Limpa não fora considerada inconstitucional, o recurso de Roriz deveria ser negado.

Outro grupo –Gilmar à testa— desqualificou a tese. Argumentou que o TSE, por inferior, não pode prevalecer sobre o STF. A certa altura, Ayres Britto lembrou que Roriz fora levado à fogueira por dois tribunais –além do TSE, o TRE-DF. Gilmar retrucou. O critério não é “futebolístico”, disse.

Marco Aurélio declarou ter receado que um de seus colegas sugerisse a transferência do desempate a Lula, o “responsável pela cadeira vaga”. O que fazer? Peluso foi lembrado de que o regimento interno do STF atribui ao presidente o “voto de qualidade”. Poderia, portanto, desempatar.

Antes, ao proferir o seu voto, Peluso destilara coragem: “Não me comovem pressões provindas da opinião pública ou de segmentos do povo ou de instituições. [...] Um tribunal que atenda a pretensões legítimas da população ao arrepio da Constituição é um tribunal em que nem o povo pode confiar”.

Ayres Britto quis saber se o colega exerceria, afinal, o voto de desempate. Nessa hora, Peluso se deu conta de que a coragem é uma dessas qualidades que costumam fugir justamente nas horas de maior apavoramento:

“Não tenho nenhuma vocação para déspota. E não acho que meu voto vale mais do que o dos senhores”, disse o presidente do Supremo, para alívio de Ayres Britto e Cia. Decidiu-se promover uma segunda votação.

Dias Toffoli ensaiou uma meia-volta. Por um instante, imaginou-se que aderiria aos que defendiam que fosse prestigiado o acórdão do TSE. Aparteado um par de vezes, recuou do quase recuo. Refeito o impasse, Ellen Gracie levou à mesa a tese do adiamento.

Argumentou que o contato dos ministros com o travesseiro poderia iluminá-los. Com a segunda votação pelo meio, farejando um novo empate, Peluso retomou a palavra. Disse que, qualquer que fosse a decisão, ela seria percebida pela sociedade como “artificial”. Em nome da prudência, recomendou esperar pelo indicado de Lula.

Os candidatos sujos iriam às urnas. Se porventura o novo ministro não chegasse até o dia da “diplomação” dos eleitos, o STF se reuniria para desenrolar o novelo. Marco Aurélio levou o pé atrás. Lewandowski recordou que a eleição já se avizinha. E a falta de decisão prejudica inclusive os candidatos.

Discute daqui, argumenta dali, Peluso adaptou a proposta. Sugeriu o adiamento, dessa vez sem condicioná-lo à nomeação do substituto de Eros Grau. A sessão terminou. E a platéia não foi informada acerca do dia em que o Supremo voltará a se reunir para cumprir com a sua obrigação.

O STF levou à sua página na web um texto que dá ideia da dificuldade de traduzir o ocorrido. Onze horas de debate resultaram em três parágrafos. “STF suspende julgamento.”, informou-se no título.

Alta madrugada, 2h01, o TSE levaria à internet uma nota que adensou a atmosfera de perplexidade: “Suspensão do julgamento do caso Roriz pelo STF mantém o registro de candidatura indeferido”.

Reproduziu-se uma frase de Lewandowski, que acumula a cadeira de ministro do STF à de presidente do TSE:

“A Suspensão do julgamento mantém hígida a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. [...] O registro de candidatura de Joaquim Roriz continua indeferido.” Meia verdade.

A higidez do acórdão do TSE é, por ora, uma tese que o STF absteve-se de encampar. De resto, com o recurso por julgar, Roriz continua em campanha. Se não for impedido, vai às urnas. Se eleito, ficará pendurado na decisão que o Supremo não tomou. Junto com ele, outros 228 “sujos”.

O eleitorado brasileiro fora dormir com a certeza de que residia num país em que o STF era o lugar onde se obtinha a suprema justiça. Ao acordar, é confrontado com a novidade: quem quiser justiça, talvez tenha de fazê-la com os próprios dedos, na urna.