quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Enquete: Jader, será candidato a ... em 2010!

Faltando poucas horas para 2010, encerramos a enquete do Observatório Eleitoral que perguntava:

- Jader Barbalho será candidato a:
( ) Senador coligado com o PT
( ) Senador coligado com outro partido
( ) Governador
( ) Deputado Federal

E o resultado foi:
- 37% acham que será candidato a Senador coligado com o PT
- 27% acham que será candidato a Governador
- 23% acham que será candidato a Deputado Federal
- 11% acham que será candidato a Senador coligado com outro partido

Como dá para ver, o resultado foi bastante apertado, demonstrando que a população está em dúvida quanto ao cargo que Jader buscará em 2010. A maioria acha que será candidato a Senador, principalmente se somarmos os 37% mais os 11% (coligado ou não ao PT).

Mas, não vamos nos esquecer que é apenas uma enquete, sem bases científicas, onde nenhum critério probabilístico ou por cotas são seguidos. Mas, serve como uma referência.

Sucesso

Por Fernando Canzian / Folha

HÁ TRÊS importantes novidades no cenário da eleição presidencial de 2010:

1) Pela primeira vez em 21 anos (cinco eleições consecutivas), o nome de Luiz Inácio Lula da Silva não estará no páreo. Não haverá também um candidato "de esquerda" competitivo no cardápio eleitoral. A partir da reeleição em 2006, Lula consolidou, por inércia e ausência de alternativas, a imagem de amistoso com o mercado. Apesar da leniência com o crescente gasto público, o presidente manteve e mantém o compromisso com a estabilidade. É altamente improvável que o próximo governante fuja desse mesmo "script". O jogo, portanto, será entre quem, na opinião do eleitor, saberá melhor "gerenciar" o país.

2) Diferentemente de eleições passadas, em 2010, a maioria dos eleitores se enquadra na chamada classe C. A maior parte desse pessoal fez a travessia para uma vida mais confortável no governo Lula, via crédito. A população se endivida cada vez mais, potencializando consumo, produção e crescimento. Mas o Brasil ainda tem um espaço enorme por onde crescer apoiado em mais financiamentos. O crédito no país é não apenas pequeno (equivalente a 45% do PIB) mas caríssimo. Mesmo no menor patamar em 15 anos, o juro médio ainda obriga o consumidor a pagar uma geladeira e meia quando compra o produto financiado em 12 vezes.

3) A partir da redemocratização, nunca o Brasil terá ingressado em um período eleitoral tão tranquilo do ponto de vista econômico. E em meio a uma configuração mundial nova, que abre talvez a maior "janela de oportunidade" em décadas. O cenário internacional é particularmente promissor. Nas economias avançadas, o excesso de endividamento e de capacidade ociosa no setor produtivo pode demandar anos até que se faça necessário um novo ciclo de investimentos.

Os governos dos países centrais também tentam tirar suas economias da rota do baixo crescimento oferecendo dinheiro a juros quase negativos. O capital privado internacional estará, portanto, ávido atrás de oportunidades nas economias periféricas. É aí que se dará a competição entre quem estiver mais organizado e oferecendo maior segurança.

É legítimo que o governo Lula tente empurrar o embate político para o passado, para o campo das comparações. Quem fez mais. Quando o país cresceu mais rapidamente. E por aí vai, desconsiderando as bases plantadas por seu antecessor.

À oposição não restará muitas alternativas. A melhor delas talvez seja fazer o que atualmente ninguém faz: tentar explicar à população emergente no Brasil o que ainda pode ser feito para aproveitarmos melhor uma nova realidade.

* FERNANDO CANZIAN é correspondente da Folha em Nova York.

Feliz Natal com cheiro de campanha

Do Correio Braziliense

Deputados e vereadores aproveitam o espírito natalino e de fim de ano para se mostrarem aos eleitores das capitais. E juram: não é propaganda fora de época

Às vésperas de um ano eleitoral, deputados e vereadores descobriram um jeitinho de desejar feliz Natal aos moradores das capitais brasileiras e ao mesmo tempo mostrar a cara aos eleitores. O instrumento foram outdoors e faixas com mensagens natalinas e de agradecimento, todos com nomes e fotos bem estampados.

Eles garantem que não se trata de uma campanha antecipada para o pleito de outubro, mas é bom colocar as barbas de molho. A Justiça Eleitoral informou que vai ficar de olho nesse tipo de mensagem e que, se ficar configurada propaganda extemporânea, os autores podem ser punidos com multas.

Multa

O coordenador das Promotorias Eleitorais de Minas Gerais, Edson Resende, afirmou que as mensagens que não pedem diretamente o voto do eleitor precisam ser avaliadas caso a caso. “Essa propaganda subliminar que não fala diretamente, mas anuncia o perfil do candidato, deixa antever o que ele pretende fazer quando eleito ou descreve qualidades, faz com que o eleitor comece a mentalizá-lo como um possível candidato. É algo disfarçado, mas que funciona no subconsciente levando o eleitor a pensar”, afirmou. De acordo com ele, é possível, dependendo do conteúdo, identificar a propaganda como eleitoreira e, neste caso, o autor está sujeito a punição.

Independentemente de o envolvido ser enquadrado na lei eleitoral, Edson Resende vê vantagens para os que se valem do mandato para aparecer nas ruas. “É uma forma de ir afirmando seu nome. Se compararmos, a rigor, o que tem mandato, tem algo que lhe dá mais visibilidade do que aquele que não tem. Toda propaganda que faz afirmando seu nome e sua figura faz com que saia na frente dos outros na hora de anunciar a candidatura”, disse.

Proibições

A propaganda eleitoral antes de 5 de julho é proibida. Os que infringirem a lei estão sujeitos a multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil ou no valor da propaganda, quando este for maior que o da multa. Se a propaganda for em grande volume ou impacto e, com isso, configurar abuso de poder econômico, o caso extremo pode levar à cassação do registro de candidatura.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009


O Observatório Eleitoral fez uma breve restrospectiva para relembrarmos de alguns acontecimentos de 2009 que, provavelmente, terão reflexo nas eleições de 2010:

Vai e vem

Duciomar Costa (PTB-Belém) e Maria do Carmo (PT-Santarém) quase perderam o mandato em 2009. A prefeita de Santarém teve seu mandato cassado por ser funcionária do Ministério Público e não pôde empossar no cargo após se reeleger nas eleições de 2008, isso deixou a maior cidade do Oeste do Pará cerca de seis meses sendo administrada pelo chefe da Câmara do Município, o vereador José Maria Tapajós (PMDB). No dia 4 de junho, o STF votou por 6 votos a 4 pela recondução de Maria do Carmo ao cargo de prefeita de Santarém. Maria voltou mais forte ao cargo, com o apoio da maioria da população que avaliou que a prefeita estava sendo injustiçada.

Belém teve uma “cassação-recondução” mais rápida. No dia 4 de dezembro, os belenenses começaram o final de semana com a informação de que o prefeito Duciomar Costa seria cassado através de uma decisão do TRE-PA devido a uma ação do candidato rival nas eleições de 2008, José Priante (PMDB), por causa de placas de obras que não foram cumpridas. Já na segunda-feira(07/12) pela manhã, Priante encenou uma posse na Câmara com meia dúzia de vereadores peemedebistas, mas horas depois a prefeitura informava sobre uma liminar concedida em favor de Duciomar, que permaneceria no cargo até que o processo estivesse transitado em julgado. O embróglio revela um PMDB ávido pelo poder da capital, que lhe daria mais força para pensar em 2010 e um Duciomar enroscado em mais uma dificuldade, que lhe tem sido peculiar, num segundo mandato de altíssima rejeição popular.

PSDB dividido

Não foi apenas nacionalmente que os tucanos brigaram para se decidir sobre qual candidato levar para o pleito de 2010. Por estas bandas mais tropicais do país, muitos se bicaram e o presidente de honra do partido, o ex-governador Almir Gabriel, acabou abandonando em meados de dezembro a legenda que ajudou a criar há 21 anos. A escolha do partido foi pelo também ex-governador Simão Jatene e só o tempo dirá se foi a melhor opção ou não, mas era público que a insistência de Almir em disputar mais um pleito já estava se tornando inconveniente para o PSDB local. Almir foi senador, governador do Estado por duas vezes e chegou a ser candidato à vice-presidente na chapa liderada pelo lendário Mário Covas, nas eleições de 1989. Essa experiência pode fazer falta em 2010. No final dessa novela, Jatene terá a dura missão de tentar colar os cacos que se quebraram no partido e torcer para que Almir não "apronte" nenhuma ação que enfraqueça sua candidatura.

Governo, FSM e Copa

O governo Ana Júlia começou o ano com bons ares, com a 9ª edição do Fórum Social Mundial, que colocou a capital do Pará no mapa internacional de políticas sociais por alguns dias. Passada a euforia, nada de concreto foi decidido (como normalmente acontece em eventos como esse, o exemplo mais recente foi o COP-15, na Dinamarca, que contou com a presença de vários líderes mundiais para diminuir a emissão de gases o planeta), mas ao menos os investimentos em infra-estrutura ficaram para a cidade (nova perimetral) e para UFPA. Após isso, perdemos a escolha da sede amazônica da Copa do Mundo de futebol de 2014 para Manaus e vimos a segurança manter-se como uma das principais reclamações da população (liderada pela saúde), mesmo com o reforço de efetivo policial através de novos concursos públicos realizados pelo Governo, e ainda teve a crise financeira mundial que afetou os cofres do Estado e gerou algumas demissões e cortes no orçamento público do Pará. Mesmo com uma oposição dividida e cambaleante, a atual governadora precisará mostrar mais para poder se reeleger em 2010.

PT e PMDB: Casamento em crise

Nacionalmente e regionalmente, peemedebistas e petistas não acertaram os ponteiros para o próximo pleito, seja para presidência ou governo do Estado. Aqui ainda existe a sombra de Jáder Barbalho (PMDB) para disputar as eleições, e lá a declaração de Lula sobre uma lista tríplice para o cargo de vice não agradou à cúpula do partido, e muito menos Michel Temmer, presidente da Câmara, que é (ou era) o nome mais cotado para acompanhar Dilma Rousseff(PT) nas próximas eleições. Uma das grandes perguntas no Pará é: Jáder virá candidato ao governo do Estado? E se perder a eleição, irá se arriscar a ficar sem cargo e perder a imunidade parlamentar? Não é mais prudente candidatar-se ao senado? Se não vier Jader, virá um outro candidato? Priante? Helder Barbalho? Priante parece o mais provável. Se não tiverem candidato próprio os peemedebistas apoiarão o PT na reeleição? Muitas conversas do PMDB com o DEM ocorreram. Outras com o PSDB. Realmente o que ocorrerá nesse casamento é uma incógnita.

Crises, cassações, dinheiro na meia, panetone adiantado, posses relâmpagos sem diplomação...Esses foram alguns dos principais momentos políticos no Pará que nós do OE encontramos. Tem algum assunto de 2009 que você acha que merece atenção leitor? Dê sua opinião!

Boas festas e façam seus pedidos para 2010, pois os de algumas pessoas citadas nesse blog em 2009 nós já sabemos muito bem quais são. Até janeiro!

Blogger com BUG

Como vocês já devem ter percebido, o Observatório Eleitoral não está sendo atualizado regularmente. Ainda que alguns dos membros desde blog estejam de férias, continuamos observando e a atualização não parou. O problema é que o portal responsável por hospedar gratuitamente nosso blog, o BLOGGER/Blogspot, está com problemas desde o dia 24 e não conseguimos acessar normalmente a conta do OE para poder enviar novas postagens. Até para acessar o blogspot como visitante às vezes não é possível, como vocês também devem ter percebido. Em alguns momentos, a conexão retorna e cai minutos depois. Aguardamos pela melhora do serviço e esperamos que isso não se repita em 2010.
Agradecemos desde já pela compreensão de vocês. Boas Festas e até 2010!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Serra, Twitter e 2010

O governador de SP, José Serra, é um notívago declarado. Depois de abrir uma conta no microblog Twitter, isso ficou ainda mais evidente, pois suas postagens são feitas apenas a altas horas da madrugada.

Apesar de ser o não-candidato mais candidato à presidência pelo PSDB, ontem, perto de 3h da manhã, ele deu alguns sinais de que estará na briga no pleito de 2010 contra Dilma Rousseff, Marina Silva e cia.

Ele gravou um vídeo para os colegas de Twitter e deixou escapar que talvez não permaneça no microblog no próximo ano. Em tom de campanha, ele agradece aos internautas pela colaboração com perguntas e dúvidas e também pelas brincadeiras, e no final deseja boas festas para os eleitores...ops!...internautas.


Pelo visto, está cada dia mais difícil disfarçar a quem será o nome tucano para o pleito de 2010.Veja abaixo o comentário no twitter e o vídeo que Serra postou no youtube:

"Pronto! Chega de twittar. Hoje tem novidade: resolvi falar com vocês. Fiz um vídeo. Vejam aí:

"

Alguma semelhança com Brasília?

Em Brasília, votações importantes, como a cassação do governador do DF José Roberto Arruda, são adiadas por causa da chegada do bom velhinho e pelo recesso inadiável dos nossos ilustres parlamentares.

Enquanto isso, numa democracia acima do Equador:

Senado trabalha até no Natal. Nos EUA

Sem dormir há dias, sem finais de semana e comendo biscoitos e sanduíches, senadores e funcionários apressam a votação histórica da reforma da saúde proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. É “O projeto de lei que roubou o Natal”, noticiou ontem o jornal Washington Post. Pior: podem passar o feriado na capital americana. No Brasil, Natal roubado é outra coisa.


Fonte: blog do Cláudio Humberto

Em clima de comício no Rio, Lula 'reelege' Cabral por mais 4 anos

No Complexo do Alemão, governador diz que presidente 'já pisou na m.'


O clima de campanha marcou ontem a inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Complexo do Alemão. Ao lado do governador Sérgio Cabral, da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro das Cidades, Márcio Fortes, e do prefeito Eduardo Paes, entre outros políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao entregar 192 apartamentos, "reelegeu" Cabral:


- A cada período vamos fazer um novo PAC. O Sérgio (Cabral) tem mais quatro anos de mandato. Já governei o país com outro governador aqui. E quando um presidente da República e o governador não se entendem, um fica xingando o outro, quem quebra a cara é o povo pobre do estado. Nos últimos três anos, depois que o companheiro Sérgio ganhou as eleições para o Estado do Rio, estabelecemos uma parceria. Ainda precisava mudar o prefeito. Graças a Deus mudamos o prefeito no ano passado. Agora as coisas andam como carro de Fórmula 1 e não como fusquinha.


Cabral, que foi o primeiro a discursar, elogiou Lula e lembrou polêmica frase do presidente que, em recente evento em Pernambuco, disse que quer "tirar o povo da merda":


- O presidente Lula, que sabe das coisas, já pisou na m. Viveu sem saneamento, que teve a água subindo na sua canela, no seu joelho, que andou desempregado, que teve uma vida igual ou pior do que de vocês. Com a sensibilidade dele, o poder não subiu à cabeça, por isso tem 80% de popularidade - afirmou.


Fonte: O Globo

Michel Temer: vice será escolhido em conversas do PMDB com o PT e Dilma

Em entrevista ao jornal O Globo desta quarta(23), o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), falou sobre a polêmica da lista tríplice pedida pelo PT para escolha do cargo de vice da chapa que será encabeçada por Dilma Rousseff(PT) em 2010. Com tom mais ameno, se esquivou bem da suposta pré-indicação à vice-presidência e ainda declarou que a decisão final sobre o nome do PMDB será feita após uma conversa entre os dois partidos. Veja abaixo parte da entrevista publicada hoje:

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Por que o PMDB reagiu de forma até indignada à sugestão do presidente Lula da lista tríplice de candidatos a vice da Dilma Rousseff?

MICHEL TEMER: Foi uma simples reação reveladora da autonomia do partido. É evidente que, no instante que isso sugere uma fórmula para o PMDB escolher o candidato, a reação foi natural, porque essas coisas se resolvem por meio do diálogo. E, como a ideia é a escolha de um companheiro de chapa para a ministra Dilma, que poderá vir a ser candidata - se já não é candidata - ao cargo de presidente, evidentemente que essas questões se decidem por conversas entre os dois partidos, o PT e o PMDB.

O senhor ficou magoado porque seu nome sempre foi apontado como o preferencial para vice?

TEMER: Em primeiro lugar, meu nome foi muito alardeado como candidato a vice, embora - faço, desde já, uma observação - eu jamais tenha me colocado como vice. Ao contrário, sempre disse que vice é circunstância política, não é candidatura. Ocorreu, entretanto, que, num dado momento, houve um diálogo, em Brasília, em que supostamente tentavam me incriminar. E a fala do presidente - dizendo que o ideal seria uma lista tríplice, que foi uma fala acidental, não proposital - fez com que a imprensa relacionasse o episódio Brasília com o episódio da lista tríplice. A meu ver, o presidente da República jamais teve essa intenção.

O próprio presidente Lula já chegou a falar para o senhor que o senhor seria o candidato a vice?

TEMER: Quando tivemos uma primeira conversa, isso há vários meses, sobre a possibilidade da aliança, ele - talvez muito delicadamente - insinuou que eu poderia ser o vice, que o Hélio Costa poderia ser o vice, enfim, mencionou nomes que poderiam ocupar essa posição. Ao que logo eu disse: presidente, primeiro vamos fechar essa aliança para depois verificarmos qual é o nome que mais soma para a candidata. Deixei isso muito claro naquela ocasião. Portanto, o presidente jamais chegou a dizer "você será o vice", mas insinuou nomes, entre os quais o meu.

E a candidata chegou a falar com o senhor sobre isso?

TEMER: Conversamos muito sobre alianças, não chegamos a conversar sobre vice-presidência. Aliás, quando se tocou nesse assunto, mais uma vez, minha fala foi na mesma direção. Como estamos dialogando, será do diálogo entre PT e PMDB, e, naturalmente, entre a candidata e o PMDB, nessa circunstância, que se dará a escolha do vice.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Procura-se

Após a saga tucana e petista para escolher um candidato, mesmo que ainda não confirmado como no caso do PSDB, a briga agora vai ser para achar um vice que ajude a conseguir votos que Serra e Dilma não conseguirão sozinhos.

É difícil achar uma teoria para escolha de vices, mas normalmente procura-se alguém com perfil que traga qualidades que o titular não tenha. Por exemplo, em 2002, o vice de Lula, um sindicalista com histórico socialista, foi José Alencar, empresário bem sucedido no país. Acalmou-se assim o mercado financeiro e foram vencedores também na reeleição em 2006. FHC foi contra essa corrente, teve como vice uma figura um pouco apagada, Marco Maciel. Os americanos levam essa teoria de "procurar o oposto" de maneira mais rígida: se você tem um candidato novo, procure um mais experiente; se o presidente tiver idéias mais liberais, procure um conservador...

Pensando nisso, Lula e o PT não devem ver com bons olhos a indicação de Michel Temer para acompanhar Dilma em 2010. O natural seria buscar alguém com características mais leves e até mais carismático, pois a ministra da Casa Civil tem fama de ser uma pessoa rígida, apesar da recauchutagem feita recentemente por publicitários de campanha. Nos bastidores, o nome ideal seria o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), mas é pouco provável, pois está bem nas pesquisas e caminha para uma reeleição sem grandes problemas em 2010.

A preferência dos tucanos não é exatamente pelo oposto, e sim por alguém com alta aprovação no 2º maior colégio eleitoral do país: Aécio Neves. Os argumentos para levá-lo são o de que ele teria uma visibilidade nacional na vice-presidência, algo improvável como senador de Minas Gerais, o que seria importante para quem parece ter sido criado nos bastidores de Brasília para ser presidente um dia. A tal chapa puro-sangue tucana tem criado polêmica, igualmente a lista tríplice pemedebista reomendada pelo PT. Os jornais dessa terça deram destaque para algumas declarações sobre essa difícil decisão, veja abaixo:

Fonte: Valor Econômico
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"PMDB tem direito de indicar mas quem vai escolher o vice é Dilma", diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante café da manhã com jornalistas, que o PMDB tem o direito de indicar um nome para vice na chapa presidencial da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. Mas é a Dilma quem vai escolher seu companheiro na chapa presidencial.

Lula elogiou o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), chamando-o de leal companheiro, mas admitiu que, se a "eleição presidencial não comportar dois candidatos da base, ele terá que ter a lealdade de discutir isso com o Ciro". Na sucessão paulista, o presidente disse que o maior erro do PT é não repetir candidato, começando toda disputa do zero. Defendeu ainda uma política de alianças com outros segmentos, além da esquerda. Comentou o fracasso nas negociações da Cúpula sobre o Clima em Copenhague, mas manifestou otimistmo em relação ao governo do presidente Barack Obama. Sobre as matérias em tramitação no Congresso, Lula acredita que aprovará o projeto original do pré-sal.

Em relação à desistência do governador de Minas, Aécio Neves, de disputar a eleição presidencial, Lula disse não saber "se é algo definitivo ou uma resposta às pressões internas para que Serra seja o candidato". E demonstrou ceticismo com uma chapa puro-sangue tucana: "Não sei se uma chapa com dois Tostões (ex-jogador do Cruzeiro) daria certo".

A seguir os principais pontos da entrevista:

Vice de Dilma: O PMDB tem todo o direito de indicar um nome para a chapa, mas quem vai escolher o vice é a Dilma. No momento certo, PT, PMDB e a Dilma vão sentar para conversar isso e eu não quero estar presente. Já dei sugestão para o principal que foi escolher a Dilma como candidata a presidente. Quando você é ex-presidente, nem vento bate nas suas costas. O Temer é um grande companheiro, um grande presidente da Câmara. Mas não quero dizer algo para depois vocês dizerem que eu escolhi um ou outro nome.

PMDB com Serra: Não acredito que isso possa acontecer. Mas respeito a autonomia dos partidos.
Desistência de Aécio: Não sei se é definitivo ou não. Tinha uma pressão interna muito grande para o Serra ser o candidato. Vou conversar com o Serra antes do Natal (dia 22, em São Paulo) e com o Aécio depois do Natal. É sempre bom conversar com o Aécio.

Melhor adversário: A estratégia montada para a Dilma vai ser a mesma, queremos uma eleição polarizada com dados comparativos dos dois governos.

Chapa puro sangue: Tenho dúvidas, não sei se um time com dois Tostões e dois Dirceu Lopes (ex-jogadores do Cruzeiro) ou dois Coutinhos (ex-jogador do Santos) daria certo.

Pesquisa: Desde que começou o meu segundo mandato o (José) Serra ( governador de São Paulo) está na frente das pesquisas e continua na frente. Eleição é como campeonato brasileiro, o Palmeiras ficou um tempão na frente e aí deu Flamengo. Não estou preocupado com a rejeição da Dilma. Rejeição é algo que se trata com carinho, mas ainda é cedo. Temos que trabalhar. Agora é cedo para dizer qualquer coisa.

Fonte: Estadão
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Serra: ''Quando o jogador é muito bom, dá para duplicar''

PSDB pressiona governador Aécio Neves a ser vice na corrida presidencial.

Com o PSDB às voltas para tentar convencer o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a ser o candidato a vice na disputa presidencial de 2010, o governador de São Paulo, José Serra, defendeu ontem que dois bons jogadores podem, sim, estar no mesmo time. "Eu acho que, quando o jogador é muito bom, mesmo jogando na mesma posição, dá para duplicar. Encontra-se um jeito de se arrumar em campo", afirmou o paulista.

Aécio, que desistiu na semana passada de disputar a vaga de presidenciável tucano com Serra, resiste à ideia de ser o número dois na chapa do PSDB. Aécio já disse mais de uma vez que poderá concorrer ao Senado. Setores do partido, incluindo o grupo ligado a Serra, têm, entretanto, pressionado para que o mineiro faça uma dobradinha com o paulista.

A declaração de Serra foi feita após ser questionado se dois craques poderiam jogar juntos numa mesma equipe. Horas antes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia dito que duvidava da eficiência eleitoral de uma dobradinha entre Serra e Aécio no ano que vem. "Eu não sei se dois Coutinhos, dois Tostões... se saem bem no mesmo time", afirmou.

Quando perguntado se a teoria dos "bons jogadores" poderia ser aplicada ao caso da composição entre ele e Aécio, Serra desconversou. "Vamos pensar a esse respeito", disse. Em seguida, recusou-se a comentar a declaração de Lula sobre o poder de fogo de uma chapa pura tucana. "Não vou falar sobre isso", respondeu, ao deixar a abertura da Conferência Internacional sobre Direitos Humanos na capital paulista. O presidente e o governador devem se reunir amanhã em São Paulo.

Serra tem evitado ao máximo falar sobre a eleição de 2010. Mesmo após a desistência de Aécio em levar adiante uma disputa interna, o que o colocou como o único nome da legenda para concorrer à Presidência, o governador paulista mantém o plano de somente definir o seu futuro político em março. Sem Aécio, o DEM, principal aliado dos tucanos, pleiteia que a vaga de vice seja ocupada por um integrante da sigla. Questionado se uma composição entre Serra e Aécio frustraria a expectativa do DEM, O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, principal liderança da legenda em São Paulo, adotou ontem um tom conciliador: "De maneira alguma. O importante é que tenhamos como vice alguém bem preparado do ponto de vista administrativo", afirmou.

Nota do TRE-PA

Após a direção nacional do PMDB ter denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última sexta(18)o que classificou de "irregularidade administrativa" que teria sido praticada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, desembargador João Maroja, acusando-o de interferir no caso que envolve a cassação do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o Desembargador João José da Silva Maroja - Presidente do TRE/PA, emitiu uma nota no Diário do Pará nesta terça(22).

Matéria no Estadão sobre a denúncia do PMDB

Veja aqui a íntegra da nota do TRE

Fonte: Blog da ProfªEdilza Fontes

Twitteiros afogados

"O Twitter continua sendo a praia para onde convergem dez entre dez políticos, inclusive, é claro, os paraenses. Mas todos correm do pau, ou melhor, do Twitter. Quando a onda os favorece, eles estão lá a toda hora, tuitando sem parar. Mas quando a onda os afoga em situações que exigem posicionamentos sobre denúncias e alguns temas delicados, eles fogem da praia. Ou melhor, do Twitter."


(De quem será que esta nota do Repórter 70, de O Liberal, hoje, está falando? Façam suas apostas! Rsrsrsrsrs...)

Fonte: blog Uruá Tapera

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ana Júlia e Duciomar na TV Liberal

A TV Liberal recebeu a governadora Ana Júlia Carepa e o prefeito Duciomar Costa nos dois jornais com maior tempo de vídeo, Bom Dia Pará e JL 1ª edição, respectivamente, nesta segunda-feira(21).


A grande diferença nas duas entrevistas foi os números apresentados por cada representante do executivo. Ana Júlia mostrou dados concretos sobre investimentos em segurança, por mais que ainda pareçam insuficientes para sanar toda deficiência nessa área no Estado, já Duciomar disse ter "planos para resolver problema do entroncamento". Esperava-se mais de um prefeito no seu segundo mandato, caminhando para o sexto ano na prefeitura.


Matérias mostrando as dificuldades que a população belenense convive diariamente intercalaram as duas entrevistas, mas foi visível o desconforto do prefeito e a falta de ações reais com relação a algumas falhas de seu governo, e ainda sobrou tempo para entrar em contradição no final da entrevista. No início culpou a crise mundial pela falta de recursos para agilizar as obras da ciclovia da rodovia Augusto Montenegro, e ao se despedir dos telespectadores, disse que agora querem "tomar de assalto a prefeitura por ela estar organizada e com recursos".


No Bom Dia Brasil, a maior derrota da governadora petista até aqui não teve espaço: a perda da Copa para Manaus. Assuntos atuais tiveram mais atenção, como meio ambiente devido a visita da governadora à Copenhague, e os tradicionais segurança e saúde. Nenhum que chegue a causar desconforto. Apesar das recentes greves no setor de saúde e dos casos de polícia na capital, o governo tem números para mostrar que há um grande investimento nessas áreas. No caso da saúde, uma continuação do trabalho do governo tucano na construção de hospitais regionais para desafogar as unidades de Belém, mas no caso da segurança, um trabalho de correção, pois o Estado estava com um hiato de 12 anos de falta de contratação de oficiais para as polícias.


Ainda sobre Duciomar, quando falou sobre a saúde no município e a falta de médicos nos PSMs, culpou a legislação brasileira pelo problema (nota do OE: atualmente, um funcionário público concursado só pode ter outro emprego se for no cargo de professor ou médico). Segundo o prefeito, com isso, vários médicos faltariam, pois saberiam da dificuldade de serem demitidos devido à demora do processo administrativo. A denúncia é grave e merece uma resposta do Conselho Regional de Medicina e do Sindicato dos Médicos.

Datafolha: Plano de Lula favorece a ministra, diz especialista

A estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de associar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, às suas realizações de governo tem rendido dividendos eleitorais à pré-candidata petista à sucessão no Palácio do Planalto, que subiu nas pesquisas de intenções de votos. É o que apontam cientistas políticos entrevistados ontem. De acordo com eles, a última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, sinaliza que a ministra, atualmente oscilando entre 19% e 23% das intenções de voto, pode chegar ao patamar dos 30% até junho do ano que vem.


O cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente, creditou à "superexposição da ministra" o seu crescimento nas pesquisas eleitorais. Desde setembro deste ano, o PT está mobilizando um aparato para alavancar a pré-candidatura de Dilma."A Dilma é candidatíssima desde o início do ano. Não perde um evento com o Lula e é estrela das inserções televisivas do PT", afirmou.


O mestre em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e consultor do Movimento Voto Consciente, Sérgio Praça, observou que o salto de Dilma nas últimas pesquisas de intenções de voto se deve aos dividendos eleitorais colhidos no último programa partidário do PT, exibido no dia 10. "A Dilma tem potencial para crescer ainda mais nas pesquisas, e não por capacidade dela, mas por transferência de popularidade de Lula."


Os especialistas também comentaram o desempenho de José Serra (PSDB) nas pesquisas. O pré-candidato que vem oscilando entre 37% e 39% das intenções de voto. Para Sérgio Praça, a performance morna de Serra deve-se ao fato de o governador não ter admitido a pré-candidatura.


Fonte: Estadão

Cenário para disputa ao Governo do Pará vai se formando

A pré-candidatura anunciada no fim de semana de Tião Miranda(PTB) ao governo do Estado pode ser uma surpresa de outras regiões do Estado ao "domínio da capital", que caminhava para polarizar entre Ana Júlia(PT), Jatene(PSDB) e mais o nome pemedebista para o pleito de 2010.

No Hiroshi, há a aposta de que o ex-prefeito de Marabá possa unir forças do sul e oeste do Estado e surpreender nas eleições. Numa época em quem plebiscitos para a divisão do Pará são cogitados, isso não seria tão improvável.

Lembrando que Tião teve problemas com a justiça estadual e chegou a ser afastado do cargo de prefeito de Marabá por 5 dias no início de 2008, sob mais de 20 ações que o acusavam de improbidade administrativa. De qualquer forma, o quadro para as próximas eleições no Pará começa a se mostrar bem desafiador e sem favoritos unânimes, isso logicamente até que as pesquisas digam o contrário.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Datafolha: Serra vence Dilma e Ciro no segundo turno

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), venceria a disputa presidencial em um eventual segundo turno com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo na Folha, Serra tem 49% e Dilma 34% das intenções de voto.

No cenário em que Serra disputa com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), o tucano ganha com 51% contra 28%.

Na possibilidade de Dilma disputar o segundo turno com Ciro, a ministra venceria a disputa com 40% contra 35%.

Primeiro turno

Serra lidera a corrida pela sucessão presidencial de 2010 e Dilma Rousseff se consolidou no segundo lugar, segundo o Datafolha. Serra está em primeiro com 37% das intenções de voto. Dilma está com 23%, seguida do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 13%, e da senadora Marina Silva (PV-AC), com 8%. Os votos branco ou nulo somam 9% e os indecisos, 10%. No cenário sem o nome de Ciro, Serra vai a 40% e Dilma, 26%. Marina Silva atingiria 11%.

Na última pesquisa do Datafolha realizada em agosto, Serra liderava com 36%, Dilma tinha 17%, Ciro estava com 14% e Marina com 3%. Na ocasião, a pesquisa mostrava a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) com 12%, mas ela desistiu de concorrer à Presidência para disputar o Senado.

Avaliação Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no último ano de governo com 72% de aprovação, seu recorde de popularidade desde que tomou posse, em 2003, aponta pesquisa Datafolha. O crescimento é de 5 pontos percentuais em relação a pesquisa realizada em agosto.
Dos entrevistados, 21% avaliam o governo como regular, e 6% como ruim ou péssimo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A região Nordeste continua sendo aquela em que o presidente obtém maior aprovação, com 81%. O pior índice de popularidade aparece na região Sul, onde 62% dos entrevistados aprovam o governo.O Datafolha ouviu 11.429 pessoas em todo o país entre os dias 14 a 18 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TSE libera propaganda pela Internet

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baixou na noite de quarta-feira (16/12) regras para a eleição do próximo ano, na qual serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores e deputados. A novidade em relação a outras eleições é a regulamentação clara do uso da internet pelos candidatos.

De acordo com a resolução, a propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 6 de julho. Ela poderá ser feita nos sites dos candidatos, dos partidos e das coligações. Os endereços eletrônicos deverão ser comunicados à Justiça Eleitoral.

Mensagens eletrônicas

A resolução do TSE também estabelece que poderão ser enviadas mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação, por meio de blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas e assemelhados. Mas está proibida a veiculação de propaganda eleitoral paga em sites de pessoas jurídicas e de órgão e entidade públicos.

Os ministros do TSE também estabeleceram que as mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação, por qualquer meio, deverão dispor de um mecanismo que permita a desativação de recebimento pelo destinatário. Isso deve ser providenciado num prazo de 48 horas.

A propaganda eleitoral somente poderá ser feita a partir de 6 de julho. Os candidatos poderão fazer uma propaganda intrapartidária nos 15 dias anteriores à indicação pelo partido político. Eles poderão colocar cartazes e faixas nas proximidades dos locais onde ocorrerão as convenções.
Jornais e Revistas

Até a antevéspera das eleições, cada candidato poderá divulgar até 10 anúncios pagos na imprensa escrita. Segundo o tribunal, não será considerada propaganda eleitoral a divulgação de opinião favorável a candidato, partido político ou coligação pela imprensa escrita. No entanto, abusos e excessos estarão sujeitos a punição.

As emissoras de rádio e de televisão não poderão, a partir de 1º de julho, dar tratamento privilegiado a qualquer candidato, partido político ou coligação. As emissoras também não poderão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação sob risco de punição.

Resumo sobre as Regras da propaganda eleitoral:

Regras gerais

Na quinzena anterior às convenções nas quais os partidos escolherão seus candidatos, os postulantes poderão fazer propaganda intrapartidária, inclusive com faixas e cartazes nas proximidades do local da convenção

Na propaganda dos candidatos a presidente, governador e senador, deverá constar também os nomes dos candidatos a vice-presidente, a vice-governador e a suplente de senador

São vedadas a confecção, utilização e distribuição de camiseta, chaveiro, boné, caneta, brinde, cesta básica ou quaisquer outros bens que possam proporcionar vantagem ao eleitor

São proibidas a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar reunião eleitoral

É vedada a propaganda por meio de outdoors

Internet

É permitida a propaganda eleitoral na internet depois de 5 de julho

Poderá ser feita em sites dos candidatos, dos partidos ou coligações, blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas

É proibida a veiculação de propaganda paga na internet

Não poderá ser veiculada propaganda em sites de pessoas jurídicas e órgãos públicos

É livre a manifestação do pensamento. Mas o anonimato é vedado. Quem se sentir atingido pode requerer direito de resposta

As mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação deverão ter um mecanismo que permita o cancelamento do cadastro pelo destinatário. O descredenciamento deve ser feito em 48 horas

Rádio e televisão

A partir de 1.º de julho, emissoras de rádio e TV não poderão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação

As emissoras também não poderão dar tratamento privilegiado a candidato, legenda ou coligação
Funcionalismo

Durante a campanha eleitoral, os agentes públicos estarão proibidos de praticar algumas condutas. Entre elas, ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal

Também não poderão distribuir bens e serviços nem nomear, contratar, demitir, suprimir ou readaptar vantagens a partir de 3 de junho

Fonte: O Estado de São Paulo

Enquanto isso, em Copenhague...

Fonte: blog Espaço Aberto. (Autor: Ique)

O "day after" tucano

Um dia depois da desistência de Aécio Neves (PSDB-MG) à candidatura ao planalto, PT e PSDB já começam a se preparar para as próximas batalhas e fazem projeções sobre a jogada do mineiro.

Segundo jornais e colunistas, Aécio teve uma longa conversa com José Serra (SP) antes de decidir pela desistência. Os motivos podem ser variados, mas achamos que um dos principais foi a tímida resposta nas pesquisas para o mineiro poder arriscar uma candidatura. Desde fevereiro o PSDB faz encontros pelo país com os dois presidenciáveis, e mesmo com o alto índice de desconhecimento do eleitor brasileiro sobre Aécio, já passou da hora do "milagre do crescimento" nas pesquisas aparecer em seu favor. Ao invés disso, Serra conseguiu se manter a uma boa distância de Dilma, o que tornou a missão de Aécio ainda mais difícil.

Na carta, o governador mineiro cita uma união do partido para o pleito presidencial em 2010 e se diz disposto a ajudar o candidato escolhido na empreitada, nunca se referindo a Serra, pois nem mesmo o governador paulista assumiu a candidatura ainda e nem o fará tão cedo. E ainda condena a divisão que outros partidos pretendem fazer entre “ricos e pobres”, fazendo uma referência ao último programa televisivo do PT.

Logo após a divulgação da carta, Serra emitiu uma nota elogiosa sobre Aécio e o parabeniza pela “grandeza e desprendimento”. Nos bastidores, Serra ainda espera conseguir ter Aécio como vice numa “chapa puro sangue tucana”, algo pouco provável, mas não impossível, pois seria melhor para Aécio, que ainda pretende ser presidente um dia, ter sua imagem correndo o país como vice do que ficar como senador em Minas, permanecendo como um desconhecido em boa parte do Brasil.

Ao PT, resta agora ver os ganhos e as perdas com a saída de Aécio do páreo, e não fazer conjecturas sobre as razões da desistência, como fez o presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini (matéria abaixo).

Em todas as declarações de integrantes do PT, inclusive nas de hoje, é clara a preferência por enfrentar Aécio Neves em 2010, e os números das pesquisas explicam muito bem isso: Serra não cai e Aécio não decola, por isso, tanto carinho e compaixão com o mineiro. Com Serra, no entanto, a estratégia petista de comparar governos “Lula x FHC” parece mais palpável do que com o mineiro. Serra foi ministro de FHC, são amigos pessoais e seria mais fácil colar sua imagem à gestão anterior tucana do que Aécio, que pouco participou do antigo governo.

Ao contrário do que disse Berzoini, Serra agora está em uma posição até mais tranqüila no partido, e não precisa de “posicionar”. O que acontecerá agora? Serra é o candidato, vocês sabem e nós também, mas ele não precisa subir em um palanque e dizer isso, principalmente agora que não tem mais concorrente. No entanto, por todos saberem disso, ele se torna o único alvo da oposição petista, que agora poderá se concentrar em um único adversário ao invés de dois.

Resumindo, as cartas estão na mesa. Façam suas apostas.


Veja abaixo o que saiu no jornal O Globo desta sexta(18):
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Para Ricardo Berzoini, desistência foi uma 'jogada competente' de Aécio

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, disse considerar que foi uma "jogada competente" do governador de Minas, Aécio Neves, deixar o governador paulista, José Serra, sozinho na disputa pela candidatura tucana à Presidência. Para Berzoini, o mineiro ainda não saiu do páreo:

- Foi uma resposta de Aécio Neves a essa postura de Serra de ignorá-lo no processo interno. Mas ele ainda não fechou a porta. Pode ser que, caso Serra desista da disputa, no ano que vem, sob muita insistência do PSDB, Aécio volte como candidato. Isso o fortaleceria.

Para o petista, a desistência do mineiro força Serra a se posicionar como pré-candidato a presidente, o que tem evitado.

- Foi uma jogada competente de Aécio. Isso o coloca no centro da cena política, e agora ele está dando as cartas, porque Serra terá de se posicionar em seu partido - disse o petista, que não descarta a possibilidade de chapa puro-sangue tucana em 2010: - Aécio tem feito discurso sobre não haver essa possibilidade, mas é muito cedo para se descartar qualquer coisa.

Berzoini afirmou que a desistência não muda nada para os petistas no cenário eleitoral.

- O fato é que, enquanto não acabar o prazo das candidaturas, tudo é muito indefinido. Esse cenário de indefinições, segundo Berzoini, se estende ao PSB e a Ciro Gomes:

- Mesmo a candidatura de Ciro à Presidência, só lá na frente é que o PSB vai decidir. Defendo uma eleição polarizada. Mas isso não significa que seja entre dois candidatos (Dilma e Serra), mas entre dois projetos. Além disso, a decisão é do PSB.

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Serra elogia 'despreendimento'

Em nota divulgada no início da noite, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou que a decisão de Aécio Neves de desistir da candidatura à Presidência da República mostra "grandeza e desprendimento". Depois de dizer que Aécio tem condições de ser o "candidato do nosso partido a presidente", Serra afirmou que os tucanos não "são semeadores da discórdia e do ressentimento", pregando a união do PSDB. "Não me surpreendem a grandeza e despreendimento que ele demonstra neste momento. Os termos em que ele se manifestou confirmam a afinidade de valores e as preocupações que inspiram nossa caminhada política. Faço minhas suas palavras", disse Serra, que, na nota de seis parágrafos, em nenhum momento mencionou sua candidatura a presidente.

Usando termos semelhantes aos da carta em que Aécio anunciou sua desistência, Serra afirmou que os tucanos não são estimuladores "de disputas de brasileiros contra brasileiros, de classes contra classes, de moradores de uma região contra moradores de outra região. Trabalhamos, ambos, sempre, pela soma, não pela divisão. Somos brasileiros que apostam na construção e não no conflito".

O governador paulista exaltou ainda os feitos de Aécio à frente do governo de Minas Gerais."O governador Aécio Neves tem todas as condições para ser o candidato do nosso partido a presidente, por seu preparo, sua experiência política, sua visão de Brasil e seu desempenho como governador eleito e reeleito de Minas Gerais. É um homem que soma e que, ao mesmo tempo, sabe conduzir com firmeza as políticas públicas. Não é por menos que seu governo é tão bem avaliado e que a imensa maioria dos mineiros o considera credenciado para ocupar a função mais alta da República".

Ao pregar a "união e a convergência", Serra defendeu um "um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o 'nós e eles', que tanto atraso tem legado ao país".

Na quarta-feira, quando ainda estava em Copenhague, onde participou da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, Serra recebeu uma ligação de Aécio. Os dois conversaram por um longo tempo e Aécio revelou a intenção de anunciar sua desistência. No momento em que Aécio divulgava sua decisão, ontem à tarde, Serra participava de um evento de entrega de prêmios a contribuintes sorteados no programa estadual da Nota Fiscal Paulista. Ele não quis dar entrevista.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Jader será candidato ao governo do Pará?

O Observatório Eleitoral leu e concorda com muitas das avaliações da Profa. Edilza Fontes em seu blog, sobre as pretensões do PMDB para 2010 no Pará.

Observamos que Jader vem demonstrando a cada ato seu, ou dos políticos ligados ao PMDB, que o partido vem com candidatura própria ao governo do Estado. O nome mais provável? Claro, Jader Barbalho. Um segundo nome, como Priante também é muito possível.

Uma coisa é certa: há muitos anos o PMDB não vê real chance, como em 2010, para sair da condição de partido coadjuvante no Pará. Desde que Almir chegou ao governo em 94, o PMDB passou por alguns apertos até conseguir reconstruir sua base de prefeitos, vereadores e deputados. Sempre teve apenas alguns nacos do poder. Agora quer mais. Quer o governo.

Outro ponto importante: o PMDB tem pesquisas que apontam que Jader tem muita chance de passar para o segundo turno. O Observatório concorda, em tese, com essa avaliação. Quem ganhará irá depender, porém, das alianças que o PT, PSDB e PMDB farão, das habilidades de seus marqueteiros e de quanto cada "telhado de vidro" vai resistir aos ataques dos adversários. Nesse quesito, Jader tem muita preocupação, pois tem razões de sobra para quebrarem seu telhado. Por isso mesmo, tem evitado assumir sua condição de candidato ao governo. Prefere sinalizar ao senado. Assim, evita ataques prematuros que poderiam inviabilizar sua candidatura.

Fontes ligadas a Jader garantem que ele vai ao segundo turno, contra Ana do PT, ou contra Jatene, agora definido como candidato do PSDB. E garante mais, será o eleito, pois no segundo turno terá apoio do PT ou do PSDB, que não aceitarão o rival ganhar as eleições.

Veja as observações da Profa. Edilza:

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Sou uma pessoa que observa a política e que participa dela, porém, tento relacionar os atos dos atores políticos com seus projetos, que são necessariamente mais amplos que seus atos isolados. O que quero dizer é que devemos analisar aquilo que eles apresentam como possibilidades de ação coletiva, no caso representado pelos partidos.

Vamos analisar o sujeito coletivo, o PMDB e do seu ator principal, o deputado federal Jader Barbalho. No meu entendimento, até fevereiro de 2009, após o Fórum Social Mundial, o PMDB mantinha uma relação com o governo Ana Júlia de disposição para a coligação e esperava recompor seus espaços no governo. De lá para cá, as relações azedaram, o PMDB perdeu mais espaços no governo e as negociações foram ficando cada vez mais truncadas.

Hoje, os sinais que o PMDB emite, nos permitem dizer que sua estratégia mudou. Ancorado nas escutas políticas, pensa no atual momento, em lançar candidatura própria ao governo do Estado em 2010.O debate interno no PMDB, hoje, é se Jader Barbalho vai ser o candidato ao governo do Estado ou se lança outro nome.

Na segunda opção, ele viria candidato ao senado e esperaria um segundo turno para negociar.Por que eu afirmo isto? Quais são os sinais que eu percebo que indicam a minha afirmação?

Vejamos:

1. Hoje o PMDB joga junto com a oposição para não aprovar o orçamento do governo para o ano de 2010, ou aprová-lo com margem de 3%, alterando o percentual que hoje que é de 25% do orçamento do Estado que pode ser remanejado livremente pelo poder executivo. A emenda é do deputado Parsifal Pontes, líder do PMDB e homem de confiança do deputado Jader Barbalho;

2. O PMDB questiona a aplicação dos empréstimos anteriores do governo Ana Júlia e o pedido de um novo empréstimo;

3. A saída dos Secretários do PMDB que vem se configurando como um desembarque lento e gradual;

4. O não comparecimento do deputado Jader Barbalho, na reunião em Brasília com o PT nacional, articulada pela governadora em conjunto com o PT nacional;

5. A ida isolada do deputado federal Jader Barbalho, negociando separadamente com o PT nacional o apoio a candidatura de Dilma e as eleições no Pará;

6. As negociações que o deputado Jader tem feito com outros partidos, demonstrando um descolamento das negociações feitas pelos articuladores do governo do Estado;

7. Os acenos do agora candidato do PSDB, Simão Jatene faz ao PMDB, para uma coligação em 2010, sem resposta negativa do PMDB e a aliança tática na Assembléia, onde os dois partidos votam junto e imprimem derrotas para o governo, como ontem na Comissão de Finanças;

8. A construção da imagem de que o PMDB foi maltratado no governo Ana Júlia, não tendo sido respeitado e que por isso deixa o governo;

9. A construção na opinião pública, de que cabe exclusivamente ao PT, a condução da gestão do governo, sendo ele o responsável pelos seus acertos e erros;

10. A não participação do deputado federal Jader Barbalho nos atos oficiais do governo;

Estas são observações de blogueira. Não comungo da idéia que o PMDB é um partido em disputa e que tenha tucanos dentro dele, propondo aliança com Jatene. O PMDB está mais para lançar candidatura própria e apoiar DILMA no primeiro turno, o segundo turno só Deus dirá o que fazer.

Fonte: blog da profª Edilza Fontes

Em privado, Serra diz que vai atrair Aécio para a vice

José Serra, agora presidenciável único do PSDB, revela-se convencido, em privado, de que Aécio Neves acabará concordando em ser candidato a vice-presidente.

O governador tucano de São Paulo elegeu a atração de Aécio como uma de suas prioridades.

Serra considera natural que, num primeiro momento, Aécio se apresente como candidato ao Senado.

Confia, porém, que conseguirá seduzi-lo até abril de 2010. Afirma que o próprio Aécio vai se convencer de que a presença na chapa nacional lhe convém.

Por quê? Segundo o raciocínio esgrimido por Serra, Aécio ajudará mais o seu candidato ao governo de Minas se levar a cara à vitrine nacional.

Afirma que Antonio Anastasia, o vice-governador que Aécio pretende converter em seu sucessor, é um bom candidato. Mas ostenta posição frágil nas pesquisas.

E imagina que, com o pé no palanque presidecial, Aécio daria maior visibilidade ao seu projeto mineiro.

O problema é que, reservadamente, Aécio afirma que a maquinação de Serra é pueril. Desenvolve um raciocínio que vai em direção inversa.

Para Aécio, uma vez inviabilizada a candidatura presidencial, não lhe resta senão a alternativa de concentrar-se em Minas Gerais.

Avalia que a candidatura ao Senado convém a si próprio e também a Anastasia. Não exibe, por ora, a mais remota inteção de ceder aos apelos em contrário.

Apelos que não vêm só de Serra. Todo o PSDB, do presidente de honra FHC ao contínuo, pressionará Aécio para que aceite ser o vice. Imagina-se que a chapa Serra-Aécio seria "imbatível".

Também a direção do DEM, parceiro preferencial do tucanato, deseja arrastar Aécio para a chapa presidencial.



Fonte: Blog do Josias de Souza, na Folha de SP.

Manaus: vice-prefeito recebe liberdade provisória

O desembargador Rafael Romano concedeu a liberdade provisória ao vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza, preso desde o dia 10 de dezembro. A decisão foi tomada no início da tarde desta quarta-feira (16) . Carlos Souza é irmão do ex-deputado Wallace Souza, cassado e preso em outubro por suspeita de comandar uma organização criminosa no Amazonas.

A decisão do desembargador prevê que o vice-prefeito não pode deixar de comparecer a nenhum dos atos envolvendo o “Caso Wallace”, sob pena de revogação imediata da liberdade concedida, que, conforme o próprio nome da peça, é provisória. “Se faltar a algum dos atos ou se viajar sem comunicar, mesmo que a trabalho como vice-prefeito, a liberdade é quebrada no mesmo momento”, explicou o desembargador Rafael Romano, lembrando que o benefício da liberdade provisória só é concedido em alguns casos.

“A liberdade provisória somente é concedida a acusados sem antecedentes criminais, com residência fixa e que não ofereçam ameaça à ordem pública. O vice-prefeito possui essa série de requisitos que favorece à concessão da liberdade provisória”, acrescentou o magistrado.

Carta de Aécio abandonando pré-candidatura

Na carta que segue abaixo, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), anuncia que não é mais pré-candidato à Presidência:

“Belo Horizonte, 17 de dezembro de 2009.

Presidente Sérgio Guerra,

Companheiros do PSDB,

Há alguns meses, estimulado por inúmeros companheiros e importantes lideranças da nossa sociedade, aceitei colocar meu nome à disposição do nosso partido como pré-candidato à Presidência da República.

Como parte desse processo, defendi a realização de prévias e encontros regionais que pudessem levar o PSDB a fortalecer a sua identidade e integridade partidárias.

Assim o fiz, alimentado pela crença na necessidade e possibilidade de construirmos um novo projeto para o país e um novo projeto de País.

Defendi as prévias como importante processo de revitalização da nossa prática política. Não as realizamos, como propus, seja por dificuldades operacionais de um partido de dimensão nacional, seja pela legítima opção da direção partidária pela busca de outras formas de decisão. Ainda assim, acredito que teria sido uma extraordinária oportunidade de aprofundar o debate interno, criar um sentido novo de solidariedade, comprometimento e mobilização, que nos seriam fundamentais nas circunstâncias políticas que marcarão as eleições do ano que vem.

A realização dos encontros regionais foi uma importante conquista desse processo. O reencontro e a retomada do diálogo com a nossa militância, em diversas cidades e regiões brasileiras, representaram os nossos mais valiosos momentos. A eles se somaram outros encontros, também sinalizadores dos nossos sonhos, com trabalhadores, empresários e outros setores da nossa sociedade.

Ouvindo-os e debatendo, confirmei a percepção de um País maduro para vivenciar um novo ciclo de sua história. Pronto para conquistar uma inédita e necessária convergência nacional em torno dos enormes desafios que distanciam nossas regiões umas das outras, e em torno das grandes tarefas que temos o dever de cumprir e que perpassam governos e diferentes gerações de brasileiros.

Ao apresentar o meu nome, o fiz com a convicção, partilhada por vários companheiros, de que poderia contribuir para uma construção política diferente, com um perfil de alianças mais amplo do que aquele que se insinua no horizonte de 2010. E as declarações de líderes de diversos partidos nacionais demonstraram que esse era um caminho possível, inclusive para algumas importantes legendas fora do nosso campo.

Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o “nós e eles”, que tanto atraso tem legado ao País.

Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o País ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam.

O que me propunha tentar oferecer de novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele…

Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições. Quando, em 28 de outubro, sinalizei o final do ano como último prazo para algumas decisões, simplesmente constatava que, a partir deste momento, o quadro eleitoral estaria começando a avançar em um ritmo e direção próprios, e a minha participação não poderia mais colaborar para a ampla convergência que buscava construir.
Durante todo esse período, atuei no sentido de buscar o fortalecimento do PSDB.


Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar, com meu esforço e minha lealdade, para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira.

Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010.

No curso dessa jornada, mantive intactos e jamais me descuidei dos grandes compromissos que assumi com Minas, razão e causa a que tenho dedicado toda minha vida pública.
Ao deixar a condição de pré-candidato à Presidência da República, permito-me novas reflexões, ao lado dos mineiros, sobre o futuro.


Independente de nova missão política que porventura possa vir a receber, continuarei trabalhando para ser merecedor da confiança e das melhores esperanças dos que partilharam conosco, neste período, uma nova visão sobre o Brasil.

É meu compromisso levar adiante a defesa intransigente das reformas e inovações que juntos realizamos em Minas e que entendemos como um caminho possível também para o País. Continuarei defendendo as reformas constitucionais e da gestão pública, aguardadas há décadas; a refundação do pacto federativo, com justa distribuição de direitos e deveres; e a transformação das políticas públicas essenciais, como saúde, educação e segurança, em políticas de Estado, acima, portanto, do interesse dos governos e dos partidos.

Devo aqui muitos agradecimentos públicos.

À direção do meu partido e, em especial, ao senador Sérgio Guerra pelo equilíbrio e firmeza com que vem conduzindo esse processo.

Aos companheiros do PSDB, pelas inúmeras demonstrações de apoio e confiança.

Manifesto a minha renovada disposição de estar ao lado de todos e de cada um que julgar que a minha presença política possa contribuir, seja no plano nacional ou nos planos estaduais, para a defesa das nossas bandeiras.

Aos líderes de outras legendas partidárias, pela coragem com que emprestaram substantivo apoio não só ao meu nome, mas às novas propostas e crenças que defendemos nesse período.
Nos reencontraremos no futuro.


A tantos brasileiros, pelo respeito com que receberam nossas ideias.

E a Minas, sempre a Minas e aos mineiros, pela incomparável solidariedade.

Aécio Neves”

Hora do rush em Brasília

Fonte:chargista Renato, publicado no jornal A Cidade, de Ribeirão Preto.

Câmara reprova plebiscito para criação do estado de Carajás

O Senado aprovou, mas a Câmara impediu um plebiscito para criação do estado de Carajás, sul do Pará, proposto pelo deputado Geovanni Queiroz (PDT-PA), para quem a região “se desenvolveu extraordinariamente”, mas seus 1,3 milhão de habitantes em 39 municípios “vivem inúmeras deficiências” em saneamento, transporte e energia elétrica. Seria “o fim da exploração” pelos governos do Pará.

Fonte: blog do Cláudio Humberto

No blog do Jeso, a informação de que Carlos Maneschy, reitor da UFPA (Universidade Federal do Pará), irá percorrer todo o estado para pregar a união indissolúvel das terras paraenses, sejam ao sul/sudeste (Carajás) ou oeste/sudoeste (Tapajós).

Partido da República exibe propaganda nacional nesta quinta

O Partido da República exibe nesta quinta-feira (17) o seu programa partidário em cadeia nacional de rádio e TV. A propaganda, com duração de dez minutos, será transmitida às 20h no rádio e às 20h30 na televisão. O sinal será gerado pela Rede Globo de Rádio e Televisão.

Na próxima quinta-feira (24), quem exibe seu programa é o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). A úlltma propaganda do ano é a do Partido Social Liberal, que será veiculado no dia 31.

Base legal

O artigo 45 da Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos) assegura às agremiações o acesso gratuito ao rádio e à televisão, das 19h30 às 22 horas, para divulgar os ideais partidários, transmitir mensagens aos filiados e difundir a posição do partido em relação a temas de interesse da sociedade.

Fonte:TSE

Pelo menos 17 ministros devem deixar o governo por eleições

Deu no Jornal do Brasil

Até março do ano que vem, período das desincompatibilizações de quem vai se candidatar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma das maiores reformas ministeriais da história do país. Pelo menos 17 ministros deverão deixar os cargos, número que pode chegar a 19, caso os titulares da Defesa, Nelson Jobim, e dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidam se candidatar a um cargo eletivo em 2010.

O primeiro a anunciar que sai é Tarso Genro (Justiça), mas o PT perderá outros ministros: Dilma Roussef (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Paulo Bernardo (Planejamento), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) José Pimentel (Previdência), Fernando Hadad (Educação) e Altemir Gregolin (Pesca). Todos devem ser substituídos por quadros do partido ou por servidores de carreira também alinhados ao PT.

O PMDB, dono de quatro ministérios conquistados de porteira fechada no governo Lula, fará quatro substituições: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Edson Lobão (Minas e Energia), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Hélio Costa (Comunicações). No PCdoB, sai Orlando Silva (Esportes) e, no PDT, Carlos Lupi (Trabalho).

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também deixará o cargo, cotado para concorrer ao governo de Goiás ou como candidato a vice-presidente da grande estrela das desincompatibilizações, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A ministra, assim como a maioria de seus colegas, deixará o cargo em março, no limite do prazo permitido pela lei. Dilma terá de ser referendada ainda pela convenção do PT nacional para então se dedicar exclusivamente à campanha. Ela conta com uma eventual licença do presidente Lula, que tem falado a aliados que poderá deixar o cargo por um ou dois meses para percorrer o país levando a ministra a tiracolo.

O governo pretende transformar o pleito de 2010 numa eleição plebiscitária, forçando um confronto entre os oito anos do governo Lula com o período do antecessor, Fernando Henrique Cardoso.A mexida ministerial do ano que vem deverá ser marcada por discretas substituições. Uma das poucas dúvidas do Palácio do Planalto é sobre o destino de Paulo Bernardo. O ministro quer disputar o mandado de deputado pelo seu estado, o Paraná, mas o presidente Lula já acenou com a hipótese de convidá-lo para substituir a ministra Dilma Rousseff na Casa Civil. Mais que o domínio sobre uma área técnica do governo, como o Planejamento, Bernardo é considerado um bom articulador político, figura essencial em 2010.

Cenário sem decantação

Por Fernando Rodrigues/Folha de SP

BRASÍLIA - Há várias equações em análise na formação das chapas presidenciais. Agora está abalado o acordo pré-nupcial entre PT e PMDB, mas na aliança de oposição há também mais dúvidas que certezas. A decantação do cenário só se dará a partir de março.

No caso do condomínio petista-peemedebista, o desempenho de Dilma Rousseff nas pesquisas é vital para a definição dos acionistas majoritários desse projeto. Se a candidata de Lula não decolar, reduzem-se as chances de o PMDB embarcar. O oposto também vale, com uma diferença: talvez nesse caso o PT passe a não desejar a adesão incondicional dos peemedebistas -afinal, não terá mais interesse em dar de mão beijada a vaga de vice-presidente.

O mais provável é Dilma não disparar (é muito desconhecida) nem empacar (Lula vai alavancá-la). Nas previsões dos estudos qualitativos do marketing petista, a aposta é a candidata ficar na redondeza dos 25% das intenções de voto no primeiro trimestre de 2010. Se for assim, o cenário continuará incerto.Tudo se arrastará até junho, prazo final para os partidos firmarem compromisso eleitoral.

No PSDB, nada indica haver força para Aécio Neves suplantar José Serra. Este é o favorito para ser o candidato a presidente tucano. Com uma grande dúvida: o que ocorrerá no cenário hipotético (hoje improvável) de Dilma Rousseff realmente se transformar em franca favorita já em março? Serra terá de enfrentar seu notório temor pelo fracasso. Se for conservador, optando por tentar se reeleger ao governo de São Paulo, destruirá o PSDB. Aécio seria "convocado" para perder.

Tudo registrado, tucanos e petistas terão muitas emoções até saberem qual será o desfecho possível para 2010.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

TSE rejeita pedido de cassação do mandato do governador de Roraima

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou na noite desta quarta-feira (16), por unanimidade, o pedido de cassação do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB). Ele respondia a processo por abuso de poder econômico nas eleições de 2006, ocasião em que foi eleito vice-governador na chapa do então chefe do Executivo do Estado, Ottomar Pinto, que morreu em 2007.

Em plenário, os ministros alegaram falta de provas contra o governador para rejeitar a recomendação da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que havia sugerido a cassação do tucano. Apesar da morte do titular, o TSE decidiu julgar o processo de cassação, pois os votos considerados irregulares no pleito de 2006 não beneficiaram apenas Ottomar Pinto, mas também Anchieta Júnior.

Em parecer encaminhado ao Supremo, a PGE destacou que os atos praticados pelo então candidato Ottomar Pinto “revelam claro uso da máquina pública em benefício de sua reeleição, caracterizando abuso de poder político e conduta vedada”. A chapa de Ottomar e Anchieta foi eleita em outubro de 2006 com 64,2% dos votos válidos. O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) já havia rejeitada a cassação de Anchieta, mas a PGE reccoreu ao TSE.
Dentre as irregularidades apontadas pelo MPE, estavam a contratação de mais de três mil funcionários terceirizados durante o período eleitoral, a convocação de quatro mil estagiários em maio de 2006, doação irregular de insumos agrícolas e o pagamento em dobro do “vale solidariedade” – benefício que atende a famílias carentes. Os fatos são considerados como um “grave caso de abuso de poder político”.


Para o Ministério Público, a doação de insumos agrícolas para a comunidade rural do Estado teria comprometido o resultado das eleições. Segundo o MPE, o governo teria distribuído tratores, comprados em março de 2006, aparentemente como forma de auto-promoção do então candidato à reeleição.


Fonte: G1

PSDB, PT, VALE,...

No Blog 5ª Emenda:

E o Pará?

De todas as declarações dadas por Almir Gabriel, durante o conflito interno do PSDB à escolha do candidato ao governo, a mais importante foi dada por telefone, depois da escolha de Simão Jatene:

"Pressinto e lamento, principalmente, a rendição ao atual representante exibicionista do Bradesco na Companhia Vale do Rio Amargo, somada ao governo egocêntrico de São Paulo, “territorializando” a recolonização da gestão pública do Pará, dividido e agachado, no momento especialmente favorável para derrotar o petismo obeso e obtuso que pretensamente governa o Estado, hoje."

Considero da maior importância, a fala de Almir Gabriel. Há um claro jogo de interesses envolvendo a candidatura Serra, o grupo de Simão Jatene e a CVRD, e não é de agora. O que não está claro é se os ataques de Lula ao Roger Agnelli foram provenientes de acordos privados contrários aos interesses do PT; ou se grupos privados, dentro do consórcio, estão divididos no apoio às candidaturas; para fazer valer seus interesses depois das eleições. E os interesses do Pará?

PTB busca apoio do PT à Adin que antecipa direitos políticos de Jefferson e Dirceu

O PTB e o PT negociam um acordo que pode aproximar os dois partidos na campanha eleitoral de 2010. Em recente encontro entre lideranças dos dois partidos, foi oferecida ao PT a possibilidade de atuar como co-autor em uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que tramita no Supremo Tribunal Federal, cujo objetivo é alterar a contagem do prazo para o cálculo da suspensão dos direitos políticos.

Na prática, os beneficiados imediatos seriam o ex-ministro da Casa Civil do governo federal José Dirceu e o presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson. Os dois tiveram os direitos políticos suspensos pela Câmara dos Deputados por oito anos em decorrência das denúncias de corrupção que envolveram a cúpula do governo federal em 2005, no que ficou conhecido como escândalo do mensalão.Uma vez julgada procedente a ação, ambos poderiam antecipar seu retorno em um processo eleitoral de 2016 para 2014, quando ocorrem eleições para presidente, governadores, deputados e senadores.

O questionamento que a Adin do PTB faz é quanto ao início da contagem da suspensão. Os advogados do partido alegam haver tratamento diferenciado a presidentes da República e a deputados, à medida que o prazo da contagem para presidentes cassados se inicia na data da suspensão enquanto para deputados, ao término da legislatura. Desse modo, Dirceu e Jefferson, como foram cassados, respectivamente, em 1º de dezembro e 14 de setembro de 2005, poderiam retornar nessas mesmas datas no ano de 2013.

Com acordo em estudo, o PTB avalia que a Adin ganha força política com a participação direta do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela nomeação de oito dos onze ministros do STF. Trata-se, portanto, de uma tentativa de anistia pela via judicial, pois avalia-se que pela via política (o encaminhamento de um projeto a ser votado no Congresso Nacional) não haveria aceitação pela opinião pública.

Além disso, o plano poderia fazer com que a Procuradoria Geral da República, acusadora de Dirceu e Jefferson no processo do mensalão, liberasse a Adin, que está parada no órgão desde agosto de 2008. O motivo é que o ministro relator da Adin no STF, Ricardo Lewandowski, por se tratar de um tema delicado, pediu que a Advocacia Geral da União (AGU), a Presidência da República, o Congresso Nacional e a PGR se manifestassem sobre a Adin. Os três primeiros se posicionaram, em poucos dias, contrariamente à procedência da ação. A PGR está com os autos do processo há um ano e meio, sem previsão de devolver."A PGR está cometendo um crime ao 'sentar' no processo. Todos os outros responderam no prazo de cinco dias. Isso mostra que se trata mais de uma avaliação política do que jurídica, já que nossa tese tem grande plausibilidade", afirma o advogado do PTB Luiz Gustavo da Cunha. De acordo com a assessoria da PGR, o elevado volume de processos a serem apreciados dificulta a apreciação desta Adin.

Por trás do acordo, há um cálculo político dos dois lados. Uma vez no polo passivo da ação e dando força política à celeridade do julgamento da ação, o PT consegue aproximar o PTB do arco de alianças que pretende montar para a campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Já o PTB consegue forçar o governador paulista e provável candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, a se decidir quanto aos seus candidatos a senador por São Paulo. O PTB-SP exige que o senador Romeu Tuma seja um dos dois principais candidatos na chapa da sucessão tucana paulista. A outra vaga estaria prometida a Orestes Quércia (PMDB), como resultado do apoio do seu partido ao candidato a prefeito de São Paulo eleito em 2008, Gilberto Kassab (DEM).

O Palácio dos Bandeirantes, porém, tem pelo menos quatro candidatos ao Senado do partido do governador: o secretário de Educação, Paulo Renato Souza; o líder do governo na Câmara, José Aníbal; o presidente do PSDB-SP, Mendes Thame; e o mais recente postulante, o secretário de Meio Ambiente, Xico Graziano.

Hoje, o PTB é dividido em três forças, sendo que cada uma delas controla aproximadamente um terço do partido. Os defensores de uma aliança com os tucanos em 2010 são Roberto Jefferson e o deputado estadual paulista Campos Machado. Os que querem uma aliança com os petistas são os que integram o chamado "PTB do Nordeste", que tinha no ex-ministro José Múcio (Relações Institucionais) sua principal representação.

Com a nomeação de Múcio para o Tribunal de Contas da União (TCU), os governistas do PTB perderam força. Por outro lado, a cada vez mais iminente saída do governador Aécio Neves (MG) do páreo na indicação tucana com o governador José Serra, neutralizou um pouco o posicionamento de Jefferson, que defendia a candidatura do mineiro.

Fonte: Valor Econômico

CPI do 'DEMsalão' fica para janeiro

A CPI do DEMsalão, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deverá ser instalada no dia 11 de janeiro. A comissão vai investigar o suposto esquema de corrupção envolvendo o governador José Roberto Arruda, deputados distritais e empresários. Segundo a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, Arruda comandava um esquema de distribuição de propina entre aliados políticos. Na madrugada de hoje (16), foi concluída a composição da CPI, que terá como titulares os deputados Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP), Paulo Tadeu (PT), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Eliana Pedrosa (DEM). Após sua instalação, serão escolhidos o presidente e o relator da CPI.

Fonte: blog do Cláudio Humberto

Clima quente para 2010

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15) parece fadada ao fracasso com a negação de países ricos de estabelecerem metas mais ousadas para a queda na emissão de CO2. O que parece salvar a Conferência são pequenos acordos paralelos de cooperação, como o que a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, assinaram ontem.

Entre os impasses que travam o COP-15, o governo brasileiro parece estar mostrando um problema interno que estava adormecido há algum tempo: a falta de autoridade do Ministério do Meio Ambiente.

Ontem, a ministra da Casa Civil e chefe da delegação brasileira na Conferência, Dilma Rousseff, voltou a desautorizar o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao afirmar que o Brasil, em nenhum momento, pediu recursos para se adaptar às mudanças climáticas. Mais cedo, Minc, durante entrevista, dissera que o Brasil abrira mão dos recursos.Veja um trecho de uma matéria que saiu no Globo online nesta terça:

"Dilma tomou a frente de toda a discussão em torno das mudanças climáticas. No domingo, por exemplo, Minc havia agendado uma entrevista para o final da tarde. No entanto, acabou cancelando-a. Ao invés dele, quem falou, por 1h15m, foi Dilma. Minc sentou-se ao lado da ministra e, nas vezes em que tentou falar algo, foi interrompido por Dilma, que fez questão de demonstrar que tinha estudado o assunto, citando, inclusive de memória, artigos do Protocolo de Kioto, sobretudo no que se refere às obrigações dos países ricos."

O interesse no pleito de 2010 talvez esteja sobrecarregando a pré-candidata petista e a obriga a falar sobre assuntos que não tem domínio, e acaba cometendo atos falhos, como ao dizer ontem que "o meio ambiente é uma ameaça para o planeta"(veja no youtube). Sobre Minc, Dilma deveria respeitar mais a autonomia de um ministro e evitar corrigir possíveis falhas de planejamento em público.

Quem aproveitou para alfinetar, também com a cabeça em 2010, foi a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, hoje pré-candidata pelo PV à presidência, que saiu do governo, entre outros motivos, pelos desentendimentos com Dilma por causa de liberações ambientais de obras do PAC.

"- Está causando aqui em Copenhague um certo estranhamento o isolamento do ministro Carlos Minc. Quando eu era ministra do Meio Ambiente, assumíamos todos os processos negociais em todas as COPs que participamos. Mesmo quando vim com o ministro Celso Amorim, ele era muito respeitoso em relação a minha titularidade. Obviamente que é a primeira vez que a ministra (Dilma Rousseff) participa de uma negociação com caráter de meio ambiente dessa magnitude, e vão tendo algumas questões que de fato estão repercutindo muito negativamente, inclusive essa de dizer que não vai ajudar os países pobres. Faz uma crítica de que 1 bilhão (de dólares) é pouco, mas diz que não vai botar nada."

Os ambientalistas parecem estar certos, o mundo está cada vez mais quente, e nem chegamos em 2010 ainda.

Meio ambiente: Pará utilizará tecnologia americana

Governadora Ana Julia Carepa participa da reunião: Forca Tarefa dos Governadores sobre Clima e Floresta. Participaram os governadores da Amazônia e o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. O evento aconteceu durante a COP-15. Foto: David Alves/AgPA

Em encontro reservado entre a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ficou acertado que o governo do Pará vai se utilizar de tecnologias já desenvolvidas pelo estado americano nos últimos oito anos, na área ambiental. A governadora convidou Schwarzenegger para visitar o Pará em agosto de 2010 e o convite foi aceito de pronto.

O encontro foi realizado durante recepção oferecida ao governador californiano na embaixada dos Estados Unidos na Dinamarca na noite de segunda-feira, 14. A governadora estava acompanhada do secretário de Meio Ambiente, Aníbal Picanço. A Califórnia se destaca por sua economia verde e lidera o debate em torno da questão ambiental. Schwarzenegger tem conseguido inclusive influenciar o governo de Barack Obama nesse tema.

Na segunda-feira, a governadora participou ainda do Fórum de Governadores da Amazônia, que reuniu um público formado por organizações não-governamentais, investidores e observadores internacionais. Além de Ana Júlia, participaram do Fórum dos Governadores Binho Marques (Acre), Waldez Góes (Amapá), Eduardo Braga (Amazonas), Blairo Maggi (MT e Carlos Gaguinho (Tocantins).

Em sua apresentação, a governadora demonstrou que a economia florestal é a saída para compatibilizar a reserva legal já alterada. Ela destacou os esforços do governo na estruturação de uma economia com regras ambientais claras e o uso da terra condizente com a premissa de sustentabilidade.

Leia mais no Portal Diário do Pará

Arruda dá panetones agora para servidores do DF

Demonstrando coerência com as imagens que assombraram o país, quando foi pego recebendo pacotes de dinheiro, junto com diversos políticos de seu governo, o ainda governador do DF, José Roberto Arruda, resolveu "comprar" os servidores públicos com farta distribuição de benefícios despropositados e com o claro objetivo de adulá-los e diminuir a rejeição que tem tomado conta do povo brasiliense.

Leia a matéria do Estadão sobre mais uma de Arruda:

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Acuado pelo ''mensalão do DEM'', Arruda dá R$ 248 mi a servidores


Alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pressionado por manifestações públicas, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), resolveu abrir o cofre para tentar esvaziar o movimento pró-impeachment. Depois de quase 15 dias evitando atividades públicas, ele anunciou ontem duas medidas para agradar a funcionários públicos e militares do DF, no valor de R$ 248 milhões.

Arruda antecipou para sexta-feira o pagamento do salário de dezembro para todos os 45 mil servidores do Distrito Federal - entre ativos e inativos da administração direta, indireta, fundações, autarquias e empresas públicas. Tradicionalmente, o pagamento é feito no último dia útil do mês.

Além da antecipação da folha, no valor de R$ 193 milhões, ele decidiu pagar a gratificação por risco de vida a bombeiros e policiais militares numa só parcela, incluindo os atrasados, no valor de R$ 55 milhões. A liberação dos recursos deve ocorrer ainda esta semana. Nos últimos dias, Brasília virou palco de carreatas e passeatas, engrossada por servidores públicos do DF.

Para evitar perguntas, as bondades foram anunciadas em uma nota, depois da primeira reunião de Arruda com seu novo secretariado. A intenção é fazer de tudo para tentar mostrar que o trabalho continua, apesar do escândalo do chamado mensalão do DEM, que veio à tona com a Operação Caixa de Pandora, e de uma equipe de governo desmantelada.

Dezessete de seus 26 secretários deixaram os cargos e tiveram de ser substituídos. Parte deles foi desligada por denúncias de envolvimento direto no esquema de propina, comandado, segundo entendimento do Ministério Público Federal, pelo próprio Arruda. O restante, saiu a pedido de seus partidos, para evitar maior desgaste político.

Leia mais no Estadão Online

Roraima pode ter quarto governador em cinco anos

Atual governador será julgado nesta quarta pelo TSE.Roraima já teve três governadores desde 2004.

Deu no portal G1 / Jornal Nacional

O estado de Roraima pode ter o quarto governador em cinco anos. O atual chefe do executivo estadual, José Anchieta (PSDB), vai ser julgado nesta quarta-feira (16) pelo Tribunal Superior Eleitoral por compra de votos e abuso de poder político nas eleições de 2006, o que pode resultar na cassação do mandato dele.

O estado enfrenta um troca-troca de governadores desde 2004, quando o então governador, Flomarion Portela (PT), teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. O segundo colocado nas eleições, Ottomar Pinto (PSDB) assumiu o cargo, mas morreu de enfarte em 2007, deixando o cargo para o vice, José de Anchieta. Se o TSE cassar o mandato de Anchieta no julgamento desta quarta, Roraima terá o seu quarto governador em cinco anos e o terceiro a não cumprir o mandato até o fim.

O impasse político afeta a vida dos moradores de Roraima. Nas secretarias de estado, o combustível dos carros oficiais foi racionado e o telefone foi cortado em algumas repartições públicas. Os professores da rede estadual chegaram a entrar em greve por causa dos salários atrasados e só receberam uma parte do pagamento de novembro. Até a polícia fez uma paralisação de mais de um mês.

“Gostaria que tivesse uma definição logo desse problema que está instalado no estado, porque o estado só sofre com essa mudanças”, diz um morador. “Praticamente todo ano trocar de governo? Fica meio difícil para a gente”, conta outro.

As mudanças paralisaram os investimentos em Roraima. “É ruim para quem está no Executivo porque fica todo o tempo trabalhando sem saber se vai poder dar conta de suas ações, e a sociedade de Roraima está toda a espera de que seja decidido de uma vez por todas: ou sai, ou permanece”, disse o deputado estadual Ionilson Sampaio (PMDB).

O governador José Anchieta nega as acusações e vai acompanhar o julgamento desta quarta-feira em Brasília.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Manaus: Alguém se candidata a pedir um impeachment?

Em um enredo digno de George Orwell ou Franz Kafka, Manaus parece viver sob uma teia de relações que impedem o mínimo de bom senso por representantes de órgãos vitais para um estado democrático de direito.

Primeiro, o vice-prefeito da capital amazonense, Carlos Souza(PP), está preso desde o último dia 10 por determinação do juiz da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes, sob acusação de associação ao narcotráfico. A partir daí, a história começa a se tornar absurda: mesmo estando preso, a OAB (seção AM) se recusou a pedir a cassação dos direitos políticos do vice na semana passada, e o Ministério Público Estadual também não formalizou o pedido nesta terça, como foi publicado no OE ontem. Para completar a festa, vereadores da Câmara Municipal também se recusaram, sem o mínimo pudor, a abrir um processo de cassação contra Souza, pois a maioria da bancada é de aliados do atual prefeito Amazonino Mendes(PTB).

As autoridades manaoaras parecem não ver problema algum em um vice-prefeito com plenos direitos políticos, mesmo estando na cadeia. Resta agora saber o que é considerado um problema para essas pessoas.

Humor

"Filosofia de Twitter: a Dilma no lugar do Lula seria como se a Marlene Mattos apresentasse o 'Show da Xuxa'!"

(da coluna de José Simão, na Folha)

O PMDB de sempre

Partido quer vaga de vice de Dilma, mas volta a ameaçar Planalto, tem candidato próprio e não exclui apoiar Serra.

Solidez doutrinária nunca foi uma característica notável em partidos políticos brasileiros. PT e PSDB, com alguma boa vontade, podem até ser descritos como agremiações programáticas, respectivamente de centro-esquerda e centro. Jamais o PMDB, que ambos cobiçam como aliado na campanha presidencial. É mais comum estigmatizar a agremiação-ônibus como reduto do fisiologismo. Este é um nicho tradicional do mercado político, em que o PMDB tende a predominar, no momento em que o Democratas enfrenta uma crise, apesar do verniz liberal (centro-direita), alvejado como foi pela denúncia de corrupção contra seu único governador, José Roberto Arruda (que se desfiliou para escapar da expulsão certa).

A força do PMDB é inegável. Seis ministros, nove governadores, mais de um milhar de prefeitos, 88 deputados federais, 17 senadores e os dois presidente das Casas do Congresso podem criar muitos problemas para um aliado político. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o diga.

Um exemplo recente: mesmo depois de selado o pré-compromisso eleitoral com o PT que eventualmente daria ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a vaga de vice na chapa com Dilma Rousseff, Temer defendeu a pré-candidatura própria do PMDB, ambicionada por Roberto Requião, governador do Paraná.

Temer manifestou o apoio numa ocasião especial, a eleição do presidente de seu partido em São Paulo. Aliados petistas dão como certo que o grupo de Temer foi decisivo para a vitória de Orestes Quércia, que deverá apoiar no maior colégio eleitoral do país o grande adversário de Dilma, o governador tucano José Serra.

Trata-se de uma reação típica do PMDB. Neste caso, à sugestão feita por Lula de que o aliado apresente uma lista tríplice de nomes para a vaga que ao menos Temer já contava como sua.De um só golpe os peemedebistas ameaçam retirar da pré-candidata palaciana, de modo pouco sutil, a possibilidade de dobrar seu tempo de campanha na TV e mantêm aberto um canal de negociação com o governador paulista. Vença Serra ou Dilma, os dois pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, o PMDB estará onde sempre esteve -no poder, ou consorciado com ele.

Não se trata de um partido, para ser rigoroso, mas de uma federação de grupos regionais unidos na prática renitente do patrimonialismo. A lógica de sua atuação é ocupar cargos públicos para obter vantagens pessoais e sustentar máquinas partidárias locais, baseadas no clientelismo. Não raro essa atividade política abastardada resvala para a corrupção pura e simples.

Não é apanágio do PMDB, longe disso. Esse estilo encontra na agremiação, contudo, um exemplo de manual dos costumes políticos arcaicos que imperam na maior parte do país. Nesse sentido, o partido de Michel Temer, José Sarney, Jáder Barbalho, Roberto Requião e Orestes Quércia representa muito mais que seus eleitores -é o retrato fiel do que há de mais atrasado na política brasileira.

Fonte: Folha de SP

O duro aprendizado da candidata Dilma

É árdua a empreitada a que se dispôs a ministra Dilma Rousseff para construir uma imagem ambientalmente responsável com vistas à campanha eleitoral de 2010. Como chefe da delegação brasileira à conferência do clima que se realiza em Copenhague, Dilma também é a principal negociadora do país à mesa na qual se desencontram os países ricos com aqueles em desenvolvimento. Inevitavelmente será cobrada no fracasso e exaltada no sucesso. Mas a realidade é que tanto o desempenho da ministra como o final da CoP-15 não podem e nem devem ser tratados em termos absolutos, na base do tudo ou nada.Os arquitetos da candidatura Dilma lançaram a ministra nessa empreitada depois que a senadora Marina Silva deixou o governo e trocou o PT pelo PV para se tornar candidata a presidente. Dilma ficou com o papel de vilã da história, a ministra que tentava tocar as obras do PAC a qualquer custo, insensível às questões do ambiente nas quais se entrincheirava a ex-ministra, um ícone dos verdes.

Marina deixou o governo, a execução do PAC continua baixa, o presidente Lula encontrou um outro vilão para botar a culpa (o TCU) e Dilma mostra em Copenhague que é pragmática e aprende rápido sobre o tema que atualmente está no topo da agenda global.

O desempenho da ministra é melhor à medida que ela parece compreender que Copenhague é menos uma questão ambiental e mais uma questão de governança global. É mais economia do que o problema da extinção do mico-leão ou do urso polar se afogando no Ártico, como costuma dizer o assessor de gabinete da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, Oswaldo Lucon (sempre com a ressalva de que o mico e o urso são importantes).

Copenhague, portanto, é geopolítica, e a perfomance de Dilma deve ser medida mais por sua eficiência como negociadora do que por suas supostas crenças ambientais.

É evidente a falta de intimidade da ministra nas questões técnicas sobre a redução das emissões de gases poluentes. Na entrevista que concedeu no domingo à noite, frequentemente recorreu a um caderno recheado de anotações. Algumas vezes remeteu a palavra para o ministro Celso Minc (Meio Ambiente), e outras - muitas - para o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, o diplomata brasileiro encarregado das negociações sobre as mudanças do clima. Mas sem dúvida pareceu mais à vontade ao falar da "responsabilidade histórica" dos países desenvolvidos na degradação do clima ou na falta de disposição dos mais ricos em falar de dinheiro. Ou ainda sobre metas e prazos, efetivamente o que importa na roda de Copenhague, a CoP-15.

No PT, a questão ambiental sempre foi confundida com a imagem da senadora Marina Silva. Atualmente, segundo o secretário de Relações Internacionais da sigla, Valter Pomar, "o tema ganhou importância mundial, ganhou importância no Brasil e ganhou importância no PT".

Prova disso seria que já nas discussões preparatórias para o Fórum Social Mundial (Belém, 2008), "conseguimos envolver o conjunto do partido no debate e inclusive lançar um documento específico sobre o tema - e estamos acompanhando o debate em curso na CoP", diz Pomar.

Para o secretário petista "há vários motivos para este interesse, mas o principal é que a agressão capitalista (pois é disto que se trata) ao meio-ambiente, agravada nos anos 90, está sendo percebida como uma crescente ameaça à sobrevivência da humanidade" E tudo isso, segundo Valter Pomar, "provoca uma reação defensiva das empresas e dos governos das principais nações capitalistas, que são obrigados a propor medidas ou pelo menos a fingir que estão fazendo algo".

Para Fabio Nehme, chefe para América Latina da Divisão de Créditos de Carbono da EDF Trading, apesar da grande expectativa em torno de Copenhague, reuniões nas quais um grande número de países tenta chegar a uma posição comum sobre temas extremamente complexos "não devem ser analisadas como um tudo ou nada mas sim como um processo" para se achar formas de controlar emissões e fomentar um crescimento mais sustentável. Inevitavelmente a reunião conseguirá avançar muito em algumas áreas e deixará a desejar em outras. O mesmo pode ser dito em relação a Dilma.

Fonte: Valor Econômico