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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Começa a transição no governo do Pará

A governadora Ana Júlia Carepa está reunida neste momento, no Palácio dos Despachos, em Belém, com o governador eleito Simão Jatene. O encontro oficializa a transição de governo, período em que serão repassadas todas as informações sobre as ações da atual gestão ao longo dos últimos quatro anos. Em clima de cordialidade, a expectativa de ambos é que a transição seja um processo tranquilo, em respeito à democracia.

"Começamos agora o processo de transição democrática, o mesmo feito há quatro anos. O local será o mesmo, no Centro Cultural Tancredo Neves (Centur). Então, faremos o que for possível para que tudo ocorra com tranquilidade", disse a governadora.

Inaugurações - Ana Júlia Carepa disse que continuará trabalhando até 31 de dezembro, porque tem responsabilidade com a população do Pará. Ela ressaltou que "vamos inaugurar a finalização da primeira etapa do projeto Ação Metrópole, continuaremos inaugurando obras, como a estrada que liga Baião à Mocajuba, que está pavimentada".

Segundo ela, o futuro governador do Pará receberá um Estado que avançou, o que será demonstrado em obras e ações realizadas durante sua gestão, sobretudo tendo como principal característica a abrangência em todo o território paraense.

O governador eleito disse esperar que a transição seja feita "nos mesmos moldes que nós fizemos, com absoluta transparência, para que a população também seja informada sobre esse processo". Ele ressaltou ainda que, antes de tudo, quer ter informações que permitam fazer uma avaliação efetiva do Estado, lembrando que a atual gestão garantiu fornecê-las.

Os trabalhos da transição iniciam nesta quarta-feira (10), com o secretário de Estado de Governo, Edilson Rodrigues, representando a governadora, e o economista Sérgio Leão, como representante do governador eleito.

Fonte: Portal do Gov do Pará / Foto: David Alves

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mapa do voto no Pará

Já que vamos falar sobre a votação dos municípios paraenses na eleição ao governo estadual, inicio com uma pergunta: o que explica uma derrota tão impactante de Ana Júlia em dois grandes colégios eleitorais geridos por prefeitos de seu partido - Santarém e Parauapebas? Abaetetuba, em contra-ponto, sendo administrada por prefeita do PSDB não conseguiu dar a vitória aos candidatos tucanos Jatene e Serra.

Santarém

Em Santarém, governado pela prefeita Maria do Carmo (PT), Ana Júlia perdeu de forma vexatória nos dois turnos. No primeiro, Jatene teve 80.357 votos (58%) e Ana Júlia 36.296 (26%). No segundo turno, Jatene aumentou para 90.613 votos (68%) e Ana Júlia 42.804 (32%). Objetivamente, Jatene ganhou mais 10 mil votos e Ana apenas mais 6 mil. Jatene teve mais que o dobro dos votos de Ana.

Será que o governo municipal petista está tão ruim assim em santarém? Por que Maria não conseguiu conquistar votos para Ana? O governo de Ana não fez nada por Santarém? O que houve?

Nem Dilma ganhou lá. Serra teve 83.378 votos (62%) e Dilma 51.275 (38%). E olhem que Maria era uma das coordenadoras da campanha de Dilma no Pará.

Parauapebas

Nesta cidade também gerida pelo PT através do prefeito reeleito Darcy Lermem, Ana Júlia perdeu tanto no primeiro quanto no segundo turno. No primeiro turno Jatene teve 31.425 votos (53%) e Ana Júlia 18.820 (32%). No segundo turno Jatene teve 38.789 votos (63%) e Ana Júlia 22.669 (37%). Jatene conquistou mais 7 mil votos e Ana apenas mais 3,9 mil votos.

Em Parauapebas Dilma venceu no segundo turno por 54,8% contra 45,2% de Serra.

Abaetetuba

Lá em Abaeté, como é popularmente conhecida, Ana Júlia venceu nos dois turnos: no primeiro Ana teve 39,209 votos (54%) e Jatene teve 29.235 (40%). No segundo Ana Júlia teve 40.015 (58%) e Jatene 28.886. Os dois mantiveram praticamente os mesmos votos do primeiro turno, aumentando o número de abstenções.

Em Abaetetuba Dilma ganhou no segundo turno com folga: 66% a 34% de Serra.

O que aconteceu com a gestão tucana no município? Por que Francineti Carvalho não conseguiu transferir votos para seus candidatos? Não foi lá que ocorreu um dos maiores escândalos do governo de Ana Júlia, com a menor que foi presa na mesma cela com diversos homens, sendo inclusive molestada sexualmente?

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Leia matéria do Portal Diário On Line sobre a eleição nos municípios paraenses:

As estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta segunda-feira (1) mostraram a superioridade de Simão Jatene (PSDB) no mapa eleitoral do Pará. A vitória do tucano foi conquistada com grandes vantagens, conquistadas nos maiores colégios eleitorais do Estado.

Jatene, que ficou à frente de Ana Júlia em 101 municípios no primeiro turno das eleições, foi o mais votado em 94 municípios no segundo turno. A candidata petista, por sua vez, teve vantagem de votos em 50 municípios, o que representa uma diferença de 44 municípios entre os dois candidatos.

Em 17 municípios do estado, o candidato mais votado no primeiro turno foi superado no segundo. Jatene superou a votação da petista em 5 municípios, enquanto Ana Júlia inverteu o resultado desfavorável em 12 municípios. Mesmo assim, a vantagem de Jatene, que venceu nos principais colégios eleitorais do Estado, ainda foi decisiva.

OS MAIORES

Em Belém, município com o maior número de eleitores, o resultado de 55,53% dos votos válidos para Jatene e 44,47% para Ana Júlia foi quase equivalente ao resultado percentual do segundo turno das eleições – 55,74% (Jatene) a 44,26% (Ana Júlia). No segundo maior colégio eleitoral do Estado, em Ananindeua, a vitória de Jatene, com 56,84% dos votos válidos contra 43,16% de Ana Júlia, também se aproximou do resultado final.

Já no terceiro maior colégio, em Santarém, foi possível notar o desequilíbrio na votação, que pesou em favor de Jatene. Com 67,91% dos votos válidos contra 32,09 de Ana Júlia, Jatene teve a expressiva vantagem de 47.809 votos, número maior do que a quantidade total de eleitores na maioria dos municípios do Estado.

OUTROS MUNICÍPIOS

Apesar do equilíbrio na maioria dos municípios, a vantagem de Jatene foi conquistada com as largas vantagens adquiridas em outros grandes colégios eleitorais do Estado. Em Parauapebas, dos 61.458 votos válidos, Jatene conseguiu 63,11%, em Itaituba 64,72% dos votos dos 40.364 válidos, em Paragominas 67,43% dos 38.965, em Redenção 67,47% dos 34.837, além das grandes vantagens conquistadas em Castanhal, com 67,85% dos 79.720 válidos, e em Altamira, com 71,5% dos 42.857 votos.

Outros municípios com menor número de eleitores também apresentaram grande vantagem ao tucano, como Mãe do Rio (65,55%), Anajás (66,83%), Brasil Novo (67,62%), Ourém (67,98%), Monte Alegre (69,56%), São Caetano de Odivelas (72,42%), São Miguel do Guamá (72,12%), Mojuí dos Campos (73,87%), Tailândia (79,36%), e a maior diferença conquistada, em Uruará com 80,11% dos 17.688 votos válidos.

Os maiores colégios eleitorais vencidos pela candidata petista foram Marabá e Abaetetuba. Em Marabá o resultado foi apertado, com 52,36% dos 92.438 votos válidos para Ana Júlia, diferente de Abaetetuba onde a petista venceu com folga e conseguiu 58,08% dos 68.901 votos válidos. A maior vantagem de Ana Júlia foi conquistada em Cachoeira do Arari, com 65,75% dos 9.350 votos válidos. (Alexandre Nascimento/DOL)

domingo, 31 de outubro de 2010

Apenas 6 partidos governarão os estados brasileiros


Ao final das eleições de 2o. turno aos governos o mapa brasileiro ficou na mão de seis partidos.

PSDB: tinha 7 estados em 2006 e aumentou para 8 em 2010 (64,5 milhões de eleitores).

PT: tinha 4 estados em 2006 e aumentou para 5 em 2010 (21,4 milhões de eleitores)

PSB: tinha 2 estados em 2006 e aumentou para 6 em 2010 (20,1 milhões de eleitores)

PMDB: tinha 7 estados em 2006 e caiu para 5 em 2010 (20,8 milhões de eleitores)

DEM: tinha 3 estados em 2006 e caiu para 2 em 2010 (6,8 milhões de eleitores)

PMN: não tinha governos em 2006 e ganhou 1 em 2010 (2 milões de eleitores)


Perderam governos que tinham em 2006 e não ganharam nenhum em 2010:

PPS: tinha 2 (Rondônia a Mato Grosso) e perdeu ambos.

PP: tinha 1 (Goiás) e o perdeu.

PDT: tinha 1 (Amapá) e o perdeu.

Quem mais perdeu e quem mais ganhou?
Os três partidos acima perderam o pouco que tinham e são os principais derrotados. PMDB e DEM também saem mais fracos.
O PSB é o principal ganhador, passando de 2 para 6 estados sob sua gestão. Também cresceu no congresso nacional aumentando de 27 para 34 o número de deputados federais.

Jatene retorna ao governo do Pará

A última pesquisa do Ibope no Pará previu 18% de vantagem a favor de Simão Jatene (PSDB), contra a petista Ana Júlia, no pleito ao governo do Estado. No final da apuração, com 99,98% dos votos apurados, a diferença entre os candidatos foi de 11,48% (6,52% de erro). A margem de erro da pesquisa Ibope no Pará era de 3%. Errou por mais que o dobro do máximo previsto.

Jatene teve 1.860.571 votos (55,74%) dos paraenses. Ana Júlia teve 1.477.279 (44,26%).

Mas, erros de pesquisa a parte, os resultados das urnas elegeram Simão Robson Jatene para seu segundo mandato como governador do Pará, o maior estado da região amazônica, numa vitória que se delineou desde o início do primeiro turno. Jatene não ganhou no primeiro turno, por pouco mais de 1% que o separou da vitória.

No segundo turno Jatene teve o apoio da maioria das lideranças do PMDB, que no primeiro turno lançaram Domingos Juvenil e foram derrotados. Ainda que tivesse uma coligação com muitos partidos, a campanha de Ana Júlia não empolgou a maioria dos eleitores, que atribuíram uma alta taxa de rejeição ao seu governo.

O PSDB é o grande vencedor nas eleições paraenses: elegeram Flexa Ribeiro como o senador mais votado e Simão Jatene para mais um mandato no executivo estadual.

O Observatório deseja sucesso e sorte aos tucanos na gestão do Estado.

Faltosos aumentam no segundo turno

As previsões se confirmaram: o número de faltosos aumentou comparado ao 1o. turno. No Pará a abstenção chegou a 26,8% e no primeiro turno foi de 21,2%. Leia abaixo matéria do Uol.

O número de eleitores que deixou de votar no segundo turno da eleição presidencial cresceu em todos os Estados e no Distrito Federal em relação ao registrado no primeiro turno.

O Maranhão foi o Estado onde esse índice foi maior, com 29,49% de abstenção. Na outra ponta da tabela, está Santa Catarina, onde 16,89% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas.

Enquanto que, na eleição do dia 3 de outubro, 24,6 milhões de brasileiros aptos a votar não o fizeram, neste domingo o número chegou a mais de 29 milhões.

Isso faz com que o índice de abstenção na eleição de hoje supere o da disputa anterior, em 2006. Segundo dados do TSE, 21,46% dos eleitores aptos a votar não compareceram às urnas neste domingo.

O índice é superior aos 18,12% do primeiro turno. O percentual também supera o do segundo turno de 2006 (18,99%), mas fica atrás do segundo turno de 2002 (25,74%), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o tucano José Serra.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Jader: qual será seu presente de aniversário?

O deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) aniversaria hoje, 27. Nesta data o STF julgará se mantém a decisão do TSE e barra sua candidatura ao Senado, na qual ficou em segundo lugar nas eleições, ou se confirma sua candidatura, permitindo que candidatos que renunciaram anteriormente para não serem cassados têm condições de serem eleitos.

Que presente Jader ganhará?

Leia a matéria abaixo (do Portal IG) e saiba mais detalhes.


O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira, 27, um recurso do ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) contra sua condenação com base na Ficha Limpa. De uma só vez a Corte pode definir o futuro do político e a validade da nova lei das inelegibilidades para as eleições de 2010.

Com o julgamento, será a segunda vez que o STF se debruça sobre a Ficha Limpa. Na primeira ocasião, ao julgar um recurso do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), a corte não chegou a um consenso e cinco ministros foram favoráveis à aplicação da Lei nestas eleições, outros cinco foram contra.

Para sair do impasse há a possibilidade de algum dos ministros mudar de posição ou a aplicação de dispositivos previstos no regimento interno. Um deles é o chamado “voto de qualidade”, que seria usado pelo presidente do Supremo, Cezar Peluso, para desempatar o placar.

Tal ação, contudo, foi descartada pelo ministro no julgamento de Roriz. “Não tenho vocação para déspota”, disse, na ocasião. Outra opção é rejeitar o recurso de Jader uma vez que, em caso de empate, não há votos suficientes para derrubar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que barrou o político com base na Lei da Ficha Limpa.

Tal dispositivo também é controverso. Ministros que votaram pela aplicação da Ficha Limpa somente um ano após sua edição – como acontece com todas as leis que alteram o processo eleitoral – avaliam que uma Corte inferior, no caso o TSE, ficaria com um poder maior de decisão que o do próprio Supremo.

Julgamento

O caso de Jader é semelhante ao de Roriz. Ambos renunciaram ao mandato no Senado para escapar de processos de cassação, o que é vedado pela Ficha Limpa. O lapso temporal, contudo, permitiu que Barbalho disputasse e vencesse as eleições para o Senado no Pará. No caso de seu recurso ser aceito ele será diplomado, se não, seus votos serão considerados nulos e há chance uma nova eleição ser realizada para no Estado.

No julgamento desta tarde, a discussão deve ser travada em torno do artigo 16 da Constituição. Ele prevê o prazo de um ano para que uma lei que altere o processo eleitoral passe a valer. Cinco ministro entendem que criar casos de inelegibilidade e aplicá-las a menos de um ano cria abalos e desequilíbrio à disputa. Outros cinco acreditam que, como a Ficha Limpa não faz distinção de candidatos e é aplicada a todos, não haveria tal desequilíbrio.

No julgamento do caso Roriz, que acabou sem a proclamação de um resultado devido ao empate de cinco a cinco, os debates duraram mais de 15 horas, divididos em dois dias. O impasse na Corte acontece devido à ausência do 11º ministro, uma vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não indicou um sucessor para a cadeira de Eros Grau, que se aposentou em agosto.

domingo, 24 de outubro de 2010

Serra teme abstenção no dia da eleição por causa do feriado

O candidato à Presidência pelo PSDB José Serra admitiu que o partido se preocupa com a quantidade de eleitores que podem faltar às urnas no próximo domingo (31). Em discurso na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, nesta manhã de sábado, o tucano afirmou que é uma preocupação do partido que o índice de abstenção prejudique seu desempenho no segundo turno das eleições. De acordo com ele, o PSDB teme que o número de faltosos, principalmente em São Paulo, seja insuficiente para influenciar o resultado final. (Fonte: Portal IG)

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No Pará, mais fortemente em Belém e Ananindeua, também deverá haver um aumento no número daqueles que sairão para o feriado na sexta-feira ou sábado, deixando de votar.

O fato de que parte dos eleitores das classes média e alta deixarem de votar pode representar sim, ainda de que num pequeno percentual, perda de voto para os candidatos tucanos, com quem historicamente simpatiza mais essa fatia da população.

O Observatório acredita que a abstenção no Pará atinja 25%.

Tucanos muito otimistas no Pará

Em entrevista ao programa MAIS da TV Rba, do jornalista Guilherme Augusto, na manhã deste domingo (24), o marqueteiro do PSDB Orly Bezerra, que coordena a campanha de Simão Jatene ao governo do Pará, disse acreditar que irão ganhar as eleições com uma diferença próxima a 700 mil votos de sua adversária, a candidata e governadora Ana Júlia Carepa do PT.

Em 2006, quando disputaram o Governo do Pará Ana Júlia e Almir Gabriel, havia 4.157 milhões de eleitores aptos. Faltaram às eleições 1.003 milhão de eleitores, 24,14% do total.

No primeiro turno havia 4.763 milhões de eleitores aptos a votar. Faltaram às eleições 1.008 milhão de eleitores, ou 21,2% do total.

No segundo turno prevendo um aumento para 25% de abstenção, deverão votar 3.572 milhões de eleitores. Desses, 93% deverão ter votos válidos, totalizando 3.322 milhões.

Se o marqueteiro tucano prevê que a diferença no segundo turno será de 700 mil votos a favor de Jatene, chegamos aos seguintes votos prováveis por candidato:

- Simão Jatene: 2.011 milhões (60,5% dos votos válidos)

- Ana Júlia: 1.311 milhões (39,5% dos votos válidos)

No primeiro turno Jatene teve 1.720.631 votos e Ana Júlia 1.267.981. Pelo cálculo tucano, Jatene aumentará em quase 300 mil votos e Ana Júlia apenas 44 mil votos. Será otimismo exagerado?

Esses números mostram que os tucanos estão acreditando fortemente que a última pesquisa Ibope no Pará esteja correta: Jatene 60 x 40 Ana.

Vale lembrar que a pesquisa Ibope no primeiro turno errou por 8,5% em relação ao número das urnas.

Vamos continuar observando.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Só Camilo (Amapá) vira o jogo no segundo turno

A campanha do 2° turno chega quase à metade. Faltam 12 dias para a votação de 31.out.2010. Pesquisas divulgadas nos 9 Estados nos quais a eleição para governador foi para o 2° turno confirmam favoritismo de quem teve mais votos no 1° turno. A única exceção é o Amapá.

Em post recente, o Blog destacou o histórico eleitoral de 1990 a 2006, mostrando que é raro um candidato ganhar de virada no 2° turno. Em 70 segundos turnos, apenas 20 tiveram virada.

Na eleição deste ano, segundo o Ibope, quem pode ser a zebra é Camilo Capiberibe (PSB), no Amapá. O candidato perdeu o 1° turno para Lucas Barreto (PTB), mas agora lidera a pesquisa de intenção de voto.

Compilação das mais recentes pesquisas também mostra que, dos 5 candidatos à reeleição que encaram 2° turno, somente 2 são favoritos: Teo Vilela (PSDB), em Alagoas, e Wilson Martins (PSB), no Piauí.

Abaixo, quadros com resultados das pesquisas mais recentes sobre os segundos turnos e com os resultados oficiais do 1° turno. Em seguida, informações sobre as próximas pesquisas a serem divulgadas. Aqui, todas as pesquisas sobre o 2° turno.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues/Uol

sábado, 16 de outubro de 2010

Ibope: Jatene 54 x 36 Ana Júlia. É para acreditar?

O portal ORM e a edição de domingo de O Liberal acabaram de divulgar a primeira pesquisa Ibope no Pará no segundo turno, encomendada pelo Grupo ORM. Apontou 18 pontos de diferença a favor de Jatene na pesquisa estimulada, 54 x 36, ou 20 pontos de distância considerando somente os votos válidos, 60 x 40 a favor de Jatene.

A pergunta é: dá para acreditar?

Por que? Vamos lembrar que no domingo das eleições do primeiro turno, o Ibope divulgou pesquisa que dava 21% de vantagem para Jatene, prevendo que não haveria segundo turno. Em vez disso, as urnas apontaram 12,8% a favor de Jatene, e levaram a eleição para o segundo turno.

Foram mais de 8% de diferença entre o que disse o Ibope e o que deu nas urnas. É um erro grosseiro, considerando a margem de erro da pesquisa de 3%.

E, olhem lá, que essas manchetes nos jornais no dia da eleição, certamente levaram muitos a votar em Jatene, porque ele é quem iria vencer no primeiro turno. Então, a diferença que foi de 12,8% poderia ter sido de 8 ou 10%.

Seria mais prudente o Ibope ter aplicado uma amostra maior. 812 eleitores entrevistados é muito pouco, principalmente para um estado tão grande territorialmente, e com tantas diferenças históricas. Pequenas amostras devem estar levando as pesquisas Ibope a erros seguidos.

Então, é bom olhar os dados do Ibope com cuidado e atenção.

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Abaixo a matéria do Portal ORM:

Simão Jatene (PSDB) tem 60% das intenções de votos dos eleitores e a candidata Ana Júlia Carepa (PT) 40%. Os percentuais constam na pesquisa Ibope de intenções de voto para o segundo turno no Pará. O percentual de votos válidos excluí os votos brancos, nulos e indecisos. A pesquisa encomendada pela TV Liberal foi divulgada neste sábado (16).

Na pesquisa estimulada, onde entram os votos brancos e nulos, o tucano Simão Jatene ganha o voto de 54% dos eleitores paraenses. Já a petista Ana Júlia Carepa foi lembrada por 36% dos entrevistados. Votos em branco e/ou nulos correspondem a 5% dos eleitores. Esse mesmo percentual de 5% vai para os eleitores indecisos.

Foram realizadas 812 entrevistas em 40 municípios, com eleitores com mais de 16 anos. Com até a 4ª série do ensino fundamental; 5ª a 8ª série do ensino fundamental; ensino médio e superior. O pesquisadores do Ibope ouviram os eleitores entre os dias 13 a 15 de outubro.

Presidente - Os paraenses entrevistados também foram questionados em quem votariam para presidente. Os candidatos aparecem tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais. Dilma Rousseff (PT) tem 47% das menções, contra 46% do candidato José Serra (PSDB).

Os eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou de anular o seu voto são 3% do eleitorado, enquanto 4% estão indecisos.
Levando-se em consideração apenas os votos válidos, a petista e o tucano aparecem com 50% das intenções de voto cada.

Margem de erro - De acordo com o Ibope, o intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados para Governador e Presidente.

A pesquisa está registrada no no Tribunal Regional Eleitoral do Pará sob protocolo nº 18823/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo nº 35857/2010.

sábado, 9 de outubro de 2010

Veritate informa que acertou mais que errou. Será?

Abaixo trazemos a postagem do Prof. Edir Veiga, diretor do instituto Veritate que junto com o PPGCP - Programa de Pós-graduação em Ciências Políticas da UFPa, publicou pesquisa de opinião na sexta-feira, 1o. de outubro, antevéspera das eleições, que asegurava vitória de Simão Jatene no primeiro turno contra Ana Júlia, por 55,7% a 30,1% (votos válidos). A margem de erro era de 2,5% e as entrevistas foram feitas entre 24 e 28 de setembro em 36 municípios paraenses. Leiam a postagem e ao final as considerações do observatório.

OBS: Vejam com precisão científica os números da pesquisa LCP/UFPA/Veritate. Aqui não cabe mais o achismo.

Observem que acertamos integralmente na votação de Jatene, sendo que a diferença entre a votação de juvenil, F.Carneiro e Cleber Rabelo e da pesquisa fica muito aquém da margem de erro que foi de 2,5% para mais ou para menos, ou seja acertamos em cheio, também.

A grande diferença entre nossa pesquisa e o resultado eleitoral se dá na votação de Ana Júlia.

Vejam que nossa pesquisa detectou 18.3% de Nenhum/Branco/Nulo, até o dia 28 de setembro. No dia 03 de outubro este percentual caiu de 18.3% para 6.3%. Ana Júlia conquistou 9% destes 12%, juvenil 1,5% e F.Carneiro abocanhou 1.1% destes 12%.

Como não foi detectado nenhuma onda vermelha no Pará até o dia 28 de setembro, ou seja, 12 dias após a passagem de Lula por estas bandas, conclui-se que variáveis externas e intervenientes operaram entre os dias 29 de setembro e 03 de outubro.

O guincho que provavelmente trouxe para Ana 9% em 5 dias não pode ser previstos em pesquisa de opinião pública. Foi a mobilização partidária, a máquina de governo e a boca de urna "profissionalizada" que poderia explicar este crescimento.

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O fato é que Ibope e Veritate erraram muito. Ambos com quase 9 a 12% dos resultados reais (votos válidos) da diferença entre Jatene e Ana Júlia.

Ressaltamos os resultados - votos totais -, corrigindo alguns pontos:
(Primeiro o % das urnas - votos totais - e em segundo o % da Veritate)

Jatene: 45,8% / 45,5% --> cresceu 0,3%

Ana: 33,8% / 24,6% --> cresceu 9,2%

Juvenil: 10,1% / 8,6% --> cresceu 1,5%

Fernando: 2,9% / 1,8% --> cresceu 1,1%

Cleber: 1,1% / 1,2 --> caiu 0,1%

Brancos e Nulos: 6,3% / 6,7% --> caiu 0,4%

No Veritate os Indecisos eram 11,6%. Será que todos os indecisos migraram para Ana, Juvenil e Fernando Carneiro? Impossível: indecisos tomam o "efeito manada" e esse efeito beneficiava Jatene.

As pesquisas fartamente divulgadas nos jornais O Liberal e Diário do Pará, bem como nos jornais de TV do sábado à noite e em dezenas de blogs, portais e outros meios de comunicação, apontando a vitória de Jatene no primeiro turno, certamente, levaram milhares de eleitores paraenses a votarem "em quem vai vencer". Estimamos que de 1 a 2,5% dos votos que poderiam ter ido para Ana e outros candidatos foram para Jatene. Esse é o famoso "voto útil" e as pesquisas em véspera de eleições influenciam essa prática dos eleitores.

Se considerarmos apenas os votos válidos das urnas e do Veritate, veja como fica a análise:

Os indecisos, brancos e nulos da Veritate foram distribuídos aos candidatos, na proporção de seus números originais, como de praxe nas análises eleitorais.

Jatene: 48,92% nas urnas / 55,69% no Veritate --> caiu 6,77%

Ana: 36,05% / 30,11% --> cresceu 5,94%

Diferença Jatene para Ana: 12,87 nas urnas / 25,58% no Veritate (caiu 12,71%)

Juvenil: 10,81% / 10,53% --> cresceu 0,28%

Fernando: 3,04% / 2,20% --> cresceu 0,84%

Cleber: 1,18% / 1,47 --> caiu 0,29%

Como podemos ver, o comportamento dos demais candidatos não sofreu mudanças entre o previsto corretamente pelo Veritate e o que as urnas mostraram. A grande diferença, o grande erro, foi entre Ana e Jatene.

Avaliamos a possibilidade de um erro de amostragem, centralizada excessivamente nas maiores cidades do estado, onde Jatene vinha com melhor desempenho.

Outra possibilidade de erro é não ter sido feito o controle preciso dos entrevistados segundo a cota de renda ou escolaridade, o que influencia muito no resultado final do estudo. Controlar apena as cotas de sexo e idade causa imperfeição na pesquisa.

Vamos continuar observando.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

No Pará, Ibope erra de novo e Ana Júlia está no 2o. turno


O Ibope divulgou no sábado sua última pesquisa, dando como encerrada a eleição ao governo do Pará no primeiro turno, com Jatene vencendo por 53 x 32 - 21% de diferença.

As urnas mostraram outro resultado: 12,85%.

Errou por 8,15%. Foi um erro muito grande. Expressivo. Que mancha o nome do Ibope, de novo. Sua margem de erro era de apenas 2,5%.

É uma falha que beneficiou Jatene, pois foi divulgada em matéria de capa de O Liberal e deve ter influenciado muita gente "a votar em quem já vai ganhar".

Cuidado, Ibope. Estamos observando.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pará - último programa dos candidatos ao governo

Assista ao último programa de Tv de Ana Júlia e Jatene. E decida em quem vai votar:




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Voz fina", falou grosso no debate do Pará

Lendo o Blog do Barata, gostamos das observações sobre o ótimo desempenho de Fernando Carneiro (PSOL), candidato ao governo do Pará, no debate de terça-feira na TV Liberal.

"Fernando Carneiro se saiu tão bem, mas tão bem, que chegou a irritar o aparentemente sereno Simão Jatene, que pretendeu interrompê-lo, quando o candidato do PSol estava com a palavra. Por isso, o candidato do PSDB acabou amargando uma constrangedora admoestação pública, humilhante para um homem sexagenário e que ainda ostenta o status de ex-governador. “Não me interrompa, que eu estou com a palavra. Vá desrespeitar o PT, mas não a mim, porque eu não vou admitir”, disparou Carneiro, em tom incisivo, mas sem grito."

"Articulado, sereno, porém seguro em suas críticas, que vão do PSDB ao PT, passando pelo PMDB, Fernando Carneiro manteve a postura e compostura que se espera de um aspirante ao governo, passando ao largo do piti, habitualmente tão a gosto dos radicais. De tão seguro que se revelou, ele conseguiu minimizar seu maior senão como orador, que é a voz fina."

sábado, 18 de setembro de 2010

SP e PA: Lula conseguirá ajudar?

Em SP as incontáveis viagens e comícios de Lula para apoiar Mercadante, candidato ao governo, e melhorar o cenário para Dilma, tiveram efetividade parcial. Dilma melhorou muito, como em todo o Brasil. Mas, Mercadante não conseguiu crescer a ponto de preocupar o tucano geraldo Alckmin, que surfa próximo dos 50% de intenções de voto, com a possibilidade forte de encerrar a disputa no primeiro turno.

Lula demorou para vir ao Pará apoiar a governadora Ana Júlia, candidata à reeleição. Veio esta semana, quinta-feira e fez um grandioso comício. Dilma não veio. Segundo as últimas pesquisas, Ana Júlia está bem atrás de Simão Jatene (PSDB), que tem chances de ganhar também no primeiro turno.

Será que aqui o apoio de Lula aqui terá o mesmo efeito que em São Paulo?

Interessante, muito interessante, como os eleitores não têm associado as eleições à Presidência e aos governos estaduais, tratando-as distintamente, não considerando o fato de serem candidatos de partidos diferentes.

Seria excelente se as eleições paraenses e para presidente fossem para o segundo turno para vermos apenas PT e PSDB debaterem sobre propostas e projetos, diminuindo a quantidade de ataques, denúncias e baixarias. O povo merece decidir com mais embasamento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lula disse em Belém ...


“Eu queria pedir ao povo do Estado, a vocês que votam em mim e vão votar na Dilma (para presidente da República), que votem também na Ana Júlia (PT) para ela continuar governadora do Pará”.

“Nós formamos um time que está do lado da Ana Júlia e do Paulo Rocha e tem o time contra a Ana Júlia e o PauloRocha. É importante a gente valorizar os companheiros que estão conosco. É hora de a gente (…) construir a vitória também da maioria na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa para ajudar a Ana a governar".

“Quando eu estava discutindo a minha reeleição eu tinha medo do segundo mandato, eu achava que ia ficar cansado e fracassar. Hoje agradeço a Deus, porque foi nele que fizemos uma revolução neste país. Por isso, acho que a companheira Ana Júlia tem que ter o segundo mandato (…) Só é bom ser pobre antes das eleições, todo mundo defende pobre na televisão. Só que depois que eles ganham, o primeiro almoço deles não é com o pobre, é com os ricos, e a primeira bordoada, não é no rico, é nos pobres”.
Vamos observar se a "Onda Vermelha" vai tomar conta do Pará.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Veritate - Jatene leva no 1o. turno - 56 x 33


Considerando apenas os votos válidos, isto é excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, e distribuindo-os proporcionalmente à representatividade dos votos dos candidatos, se as eleições fossem hoje ao governo do Pará, pela pesquisa Veritate, o tucano Simão Jatene venceria as eleições no primeiro turno com 56%. Ana ficaria com 33% e Juvenil com pouco mais de 7,5%.

Talvez seja esse um dos motivos pelo qual a RBA não quis divulgar os resultados da pesquisa do Vox Populi na semana passada. Além do que aponta-se queda na intenção de votos de Jader ao Senado.

Vamos aguardar para ver se sairá o Ibope no domingo.

Pesquisa no Pará: Jatene 17 pontos na frente

Foi divulgada agora a pouco um resumo da pesquisa LCP/UFPA/Veritate, protocolada no TRE com número 16558/2010.

Governador (estimulada)

Jatene 41.6%
Ana Júlia 24.5% (diferença de 17,1% para Jatene)
Juvenil 5.6%
F.Carneiro 1.4%
Cleber Rabelo 1.1%
Nenhum/branco/nulo 11.7%
Sem resposta 14.1%

Governador (espontânea)

Jatene 36.7%
Ana Júlia 21.3% (diferença de 15,4% para Jatene)
Juvenil 4.7%
Cleber Rabelo 0.7%
Fernando Carneiro 0.6%
Outro 0.2%
Nenhum/branco/nulo 10.4%
Sem resposta 25.4%

Para Senador:

Jader 33.5%
Paulo Rocha 22.4%
Flexa 21.3%
Marinor 4.2%
Abel Ribeiro 1.1%
Prof. Neide 1.4%
Paulo Braga 1.2%
João Agugusto 1.2%
Savanas 0.3%
Yamada 0.4%

Achamos estranhas algumas situações na pesquisa:

1) Senado: não mostra o percentual de indecisos (que ainda é muito grande), nem de votos brancos e nulos.

2) Senado: apresenta percentuais com base 100% e, como são 2 votos, deveria apresentar na base 200%, somando o percentual do 1o. voto com o do 2o. de cada candidato, como todos os institutos estão mostrando.

3) O índice de indecisos na espontânea ao governo está bem menor do que realmente deveria.

Mas de uma forma geral, observamos que dá para confiar nas tendências desses números, achando que a diferença pró-Jatene é ainda um pouquinho maior.

A esperança de Ana Júlia, como já ouvi de vários amigos petistas, é que a vinda de Lula e Dilma possa fazer crescer a campanha nessa reta final.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Menos acarajé. Mais açaí.

Deu no Blog Espaço Aberto:

Tem mais açaí, tem mais tucupi na campanha petista.
Entra o açaí, sai o acarajé.
Entra um paraense, sai um baiano – ou baianos.
Desde ontem, o publicitário Chiquinho Cavalcante (na foto) passou a pilotar a campanha do deputado federal Paulo Rocha, que continua candidato ao Senado.

...

Escanteado pelos baianos da Link Publicidade, a agência de publicidade contratada a peso de ouro na Bahia para fazer a campanha de Ana Júlio à reeleição, Chiquinho foi chamado de volta quando se adensaram, sobre a coordenação da campanha, as pressões de militantes petistas que identificam na forma como os programas têm sido veiculados um fator decisivo para o que consideram6 uma performance aquém do esperado de Ana Júlia na caça aos votos.

Essa insatisfação culminou com uma reunião no Hilton, anteontem à noite, de representantes das várias tendências do PT com a coordenação da campanha de Ana Júlia.
Foram exigidas mudanças na propaganda.

E ficou no ar um ultimato: ou muda ou será um salve-se quem puder, ou seja, cada um para o seu lado para ver o que é que dá.

Petistas insatisfeitos que conversaram com o poster alegam que a Link não conseguiu linkar Ana Júlia com as ruas.

“A governadora fica 16 horas por dia na rua, em campanha, junto com o povo. Mas o programa a mostra sempre embonecada, arrumadinha. Isso dá uma impressão de distanciamento do espírito da campanha. Dá impressão de que ela está isolada”, ilustrou ao blog uma das vozes petistas.
Essa corrente, amplamente majoritária entre os petistas insatisfeitos com o trabalho da Link, torce francamente que a adesão de Chico Cavalcante - que tem muita experiência em disputas eleitorais - à campanha de Paulo Rocha seja capaz de contaminar positiva e indiretamente a campanha da própria Ana Júlia, convencendo os baianos a largarem o acarajé e caírem de boca no açaí.

Para que a campanha do PT no Pará tenha um sabor mais paraense.

Ou apenas paraense.

É claro.

Acabou para Juvenil?


Duas pesquisas estão em andamento no Pará, depois que a pesquisa Vox Populi, encomendada pelo grupo RBA não foi publicada no último domingo.

Uma do Ibope, encomendada pela Televisão Liberal e outra por um instituto local, o Veritate, encomendada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciênica Política - PPGCP da Universida Federal do Pará - UFPA. Ibope terá coleta de campo de 15 a 19 e a do Veritate teve campo de 9 a 14 de setembro.

Analisando os questionários das duas pesquisas no site do TJE chegamos a uma constatação:

Não há cenário de segundo turno com Juvenil. Somente Jatene x Ana Júlia.

Será que nem os institutos vêem essa possibilidade, por mais remota que estatisticamente possa parecer?

É, deve ser o fim para Juvenil.

Mas, será que teve início?