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sábado, 18 de setembro de 2010

SP e PA: Lula conseguirá ajudar?

Em SP as incontáveis viagens e comícios de Lula para apoiar Mercadante, candidato ao governo, e melhorar o cenário para Dilma, tiveram efetividade parcial. Dilma melhorou muito, como em todo o Brasil. Mas, Mercadante não conseguiu crescer a ponto de preocupar o tucano geraldo Alckmin, que surfa próximo dos 50% de intenções de voto, com a possibilidade forte de encerrar a disputa no primeiro turno.

Lula demorou para vir ao Pará apoiar a governadora Ana Júlia, candidata à reeleição. Veio esta semana, quinta-feira e fez um grandioso comício. Dilma não veio. Segundo as últimas pesquisas, Ana Júlia está bem atrás de Simão Jatene (PSDB), que tem chances de ganhar também no primeiro turno.

Será que aqui o apoio de Lula aqui terá o mesmo efeito que em São Paulo?

Interessante, muito interessante, como os eleitores não têm associado as eleições à Presidência e aos governos estaduais, tratando-as distintamente, não considerando o fato de serem candidatos de partidos diferentes.

Seria excelente se as eleições paraenses e para presidente fossem para o segundo turno para vermos apenas PT e PSDB debaterem sobre propostas e projetos, diminuindo a quantidade de ataques, denúncias e baixarias. O povo merece decidir com mais embasamento.

SP e RJ acabam no primeiro turno

Pelo que foi divulgado ontem nas pesquisas Ibope aos governos do Rio de Janeiro e São Paulo, por lá as eleições devem acabar mesmo no primeiro turno, se forem considerados apenas os votos válidos (excluindo-se indecisos, brancos e nulos).

As últimas pesquisas Vox Populi e Datafolha apresentam cenários muito semelhantes, com vitórias de Cabral e Alckmin.

Analisando desde maio/2010 os quadros nesses dois estados não mudou. Apenas em SP Mercadante subiu de 19 para 24%, contando com todos os esforços de Lula e Dilma.

SP: Alckmin 48 x 24 Mercadante

Em SP o tucano Geraldo Alckmin tem 48% das intenções de voto. Aloizio Mercadante (PT) tem 24%. Celso Russomanno (PP) tem 9%. Paulo Skaf (PSB) tem 3%. Fabio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL) têm 1% cada um. Os outros nanicos não atingiram nem um por cento das intenções de voto. Brancos e nulos somam 6%, e os eleitores indecisos, 8%. O Ibope entrevistou 1.806 eleitores entre os dias 14 e 16 de setembro.

RJ: Cabral 55 x 15 Gabeira

No Rio de janeiro Sérgio Cabral (PMDB) tem 55% das intenções de voto e Fernando Gabeira (PV) tem 15%. Os demais candidatos têm até 3% ou menos.O Ibope ouviu 1.806 pessoas entre terça (14) e quinta-feira (16) desta semana.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dilma supera Serra em SP e RS e abre 20 pontos


Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República, abriu 20 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra, segundo a última pesquisa do Datafolha. Dilma 49 x 29 Serra. Marina Silva do PV permanece oscilando entre 8 e 9%.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma seria eleita no primeiro turno com 55%.

Para desespero do PSDB, Dilma ultrapassou Serra nos estados onde o partido considerava vitórias certas, principalmente São Paulo, e também no Rio Grande do Sul.

Em SP, Dilma subiu de 34% para 41%. Serra caiu de 41% para 36%. Lembrando que Sp é governado por tucanos (inclusive Serra) há 16 anos. Olhando apenas a capital do estado, Dilma tem 41% e Serra 35%. Essa oscilação ocorreu em apenas 1 semana, coincidindo com o início da propaganda eleitoral na TV e rádio.

No RS, a petista subiu de de 35% para 43%. Serra caiu de 43% para 39%. Dilma é gaúcha, mas vinha enfrentando rejeição de seus conterrâneos, parece que agora superada.

A margem de erro da pesquisa, feita nos dias 23 e 24 de agosto é de 2%, para mais ou para menos. Foram entrevistados 10.948 pessoas em todas as regiões do Brasil.

OUTRAS REGIÕES

Dilma passou a vencer em todas as regiões do país, inclusive na região Sul, com 43 x 36. Nos estados ainda perde no Paraná, por exemplo, mas diminui a vantagem de Serra a cada pesquisa: era de quase 20% e agora caiu para 9 pontos.Nas demais regiões, onde Dilma já estava na frente, a distância aumentou.

PONTOS IMPORTANTES

Segundo Turno: se houver, a distância a favor da petista aumentou de 14 para 19%: 55 x 36.

Rejeição: Dima mantém 19%. Serra passou de 27 para 29% (maior índice do ano).

Pesquisa Espontânea: Dilma subiu de 31 para 35%. Serra subiu de 17 para 18%.

Aprovação de Lula: atingiu 79% de ótimo e bom, maior índice do ano.

Nota dada ao governo Lula: a média manteve-se em 8,1. 33% deram nota 10 e 2% nota zero.

OBSERVAÇÕES

1) O programa de TV de Dilma está melhor que o de Serra. Mais ágil, mais bonito e positivo. O PSDB acreditava que quando iniciasse a propaganda gratuita iria reverter a tendência de crescimento de Dilma. Aconteceu o contrário, Dimla cresceu ainda mais.

2) No programa de Dilma lula aparece definitivamente pedindo voto para Dilma e a indicando como continuação de seu governo. Agora, os mais desligados, sabem que Lula indica Dilma. Essa informação faz muita diferença.

3) O Datafolha, que ora mostra a vantagem de 20%, foi o último dos grandes institutos a apresentar Dilma à frente de Serra. Insistiu em "segurar o placar" dando empate técnico, mas depois viu que não dava mais para evitar e agora mostra a maior diferença pró-Dilma.

BOLA DE CRISTAL

A grande incógnita hoje é o quanto Dilma ainda poderá crescer. Será que as eleições para presidente irão acabar mesmo no primeiro turno? Se isso acontecer, o quanto poderá influenciar nas eleições aos governos dos estados? Alckmin poderá ver Mercadante se aproximando? Roseana leva o Maranhão no primeiro turno? Ana Júlia melhora no Pará?

Em contrapartida o que fará o PSDB para conter essa sangria em sua campanha maior? Quais serão suas estratégias? Bater e desconstruir Dilma? Trazer Aécio Neves, de fato, para a campanha de Serra? Mudar o formato dos programas de TV?

E Marina Silva, vai tentar se aproveitar desse enfraquecimento de Serra para ocupar essa lacuna?

Vamos continuar observando...

domingo, 22 de agosto de 2010

Lula não desiste de São Paulo

A pesquisa Datafolha que mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 47% das intenções de voto contra 30% do tucano José Serra transformou as eleições para o governo paulista em prioridade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o objetivo de tentar inverter a desvantagem do petista Aloizio Mercadante --que tem 16% das intenções de voto, contra 54% do peessedebista Geraldo Alckmin--, o presidente cobrou da campanha urgência na criação de "fatos políticos".

No Rio, Serra não quis comentar a pesquisa e pregou mais atuação do governo federal em segurança.

Com a diferença de 17 pontos percentuais aberta por Dilma sobre o candidato do PSDB, tucanos e aliados aumentaram a pressão por mudanças na propaganda eleitoral de Serra, que tem tentado colar sua imagem à do presidente Lula.

FOnte: UOL

sábado, 21 de agosto de 2010

Dilma no Brasil e Geraldo em São Paulo. Será?

Os tucanos paulistas já dão como certo que as eleições naquele estado irão se encerrar no primeiro turno.

Lamentam, profundamente, que Serra perdeu o rumo e não sabe mais o que fazer diante do crescimento gigantesco de Dilma. Até institutos de pesquisas que tentaram " segurar" a subida da candidata petista, tiveram que se curvar e anunciaram Dilma 17% à frente do tucano, vencendo a eleição no primeiro turno (considerando os votos válidos). Ouvi tucanos se lamuriando e falando em 20 anos do PT na presidência.

O que está lavando a alma dos militantes do PSDB é a vitória provável de Geraldo Alckmin em São Paulo, ainda no primeiro turno, sobre Mercadante do PT, que também está mais de 20 pontos atrás nas pesquisas.

E no Pará, será que o crescimento de Dilma e sua provável vitória no primeiro turno irá ajudar na reeleição de Ana Júlia? Quem viu seu programa de Tv gostou muito.

Vamos continuar observando.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Veja as campanhas de governo mais caras do Brasil

Os partidos já encaminharam ao Tribunal Superior Eleitoral os valores que serão gastos nas campanhas à presidência, governadores, senadores, deputados (federais e estaduais). As estratégias dos 27 candidatos a governador, incluindo o Distrito Federal, vão exigir dotação financeira de R$ 1,46 bilhão. A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB/SP) é a que tem o maior empenho: R$ 58 milhões. A do rival Paulo Skaf (PSB/SP), que não poderá exceder os R$ 50 milhões declarados, é a segunda com mais recursos. Depois aparece Ana Júlia Carepa (PT/PA), com R$ 47 milhões, que disputa a reeleição no Pará. Com R$ 46 milhões, está em quarto lugar Aloizio Mercadante (PT/SP), canditado ao governo paulista após oito anos como senador.

O TSE já recebera, na primeira semana deste mês, os valores das campanhas à presidência. José Serra (PSDB/SP) declarou que tem intenção de investir R$ 180 milhões. Dilma Rouseff (PT/RS) estimou gastos de R$ 157 milhões. Marina Silva (PV/AC) planeja um mínimo de R$ 90 milhões. Os partidos nanicos declararam um total de R$ 37 milhões, o maior deles foi o PSDC (Partido Social Democrata Cristão) com R$ 25 milhões. O conjunto de investimentos em comunicação nas eleições 2010, dos deputados estaduais à presidência, segundo especialistas, deve chegar a R$ 4 bilhões. O horário eleitoral gratuito começa no dia 17 de agosto.

Fonte: revista Propaganda & marketing / SP

domingo, 25 de abril de 2010

Mercadante exalta Dilma no lançamento ao governo

Senador lança pré-candidatura sem atacar rival, Alckmin, mas com críticas a Serra
Pré-candidato ao governo paulista promete criar Conselhão regionalizado; Lula, que era esperado para o evento, não compareceu


No lançamento das pré-candidaturas de Aloizio Mercadante, ao governo de São Paulo, e de Marta Suplicy, ao Senado, a estrela foi Dilma Rousseff. Lula, esperado no evento, não compareceu.

A pré-candidata do PT à Presidência foi escalada para fazer a defesa do nome de Mercadante e de Marta aos delegados do partido, que aprovaram de maneira simbólica os dois principais candidatos da aliança que faz contraponto aos tucanos.

Ela foi recebida com festa pela militância ao som de um dos jingles da campanha, a toada sertaneja "Vem Dilma, vem".

Tratada como "a primeira presidente mulher que este país terá" por Mercadante, Dilma se apropriou do argumento da oposição para a disputa à sucessão ao Planalto ("O Brasil pode mais") para defender a vitória do senador no pleito.

"Achamos que é possível e necessário fazer muito mais", disse Dilma, que reforçou que a vitória do PT em São Paulo "Vai permitir que nós aqui façamos mais". O slogan tucano tem sido alvo de brincadeiras de Lula.

Em discurso, Dilma repetiu que obras emblemáticas da gestão José Serra (PSDB) no Estado, como o Rodoanel e a expansão do metrô, receberam recursos do governo federal. Ela fez também críticas à educação no Estado -apontada como um dos pontos fracos das gestões tucanas. Disse ainda que quem dirigiu o Estado nas últimas três décadas "não preparou São Paulo para o futuro".

Mercadante, que falou após a candidata ao Planalto, direcionou boa parte de seus ataques, sem citar nomes, ao atual governo paulista -Serra deixou o cargo no início de abril-, sem mencionar seu principal rival na disputa, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo a última pesquisa Datafolha, no cenário com Paulo Skaf (PSB), a vantagem de Alckmin sobre o petista é de 39 pontos: o tucano tem 52% e Mercadante, 13%.

O pré-candidato petista ressaltou as conquistas do governo Lula e falou das dificuldades e dos desafios do Estado. Ele prometeu, como primeira ação caso seja eleito, criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nos moldes do Conselhão criado por Lula, mas regionalizado no Estado. E disse que irá cuidar melhor do interior paulista. "São Paulo vai se interiorizar, vai olhar o interior com mais respeito", disse.

Mercadante citou os recentes conflitos do governo tucano com professores durante a greve da categoria. Ele afirmou não prometer atender todas as reivindicações dos professores, mas disse que se empenhará para melhorar a qualidade do ensino e valorizar a classe.

Ao final do discurso, ele se emocionou ao falar da vida dedicada à política.
A aliança construída até agora pelo PT para fazer frente à candidatura do PSDB inclui outros sete partidos (PDT, PC do B, PR, PRP, PPL, PT do B e PTN). "É a maior aliança da nossa história", afirma o presidente do PT-SP, Edinho Silva. A coligação estima o tempo de TV, durante a campanha, em torno de seis minutos.

Ausência

Antes da fala de Dilma, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), leu carta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu desculpas por não estar presente no evento. A ausência causou mal-estar porque Lula foi o responsável pela mudança de posição de Mercadante, que até pouco tempo insistia em concorrer à reeleição no Senado.

Marta, em discurso, afirmou que São Paulo, reduto do PSDB e do principal pré-candidato da oposição, será o palco principal das eleições no Brasil.
"A luta é aqui em São Paulo, a eleição vai ser vencida aqui", disse. Marta atacou a oposição, afirmando que as críticas a Dilma são "procurar pelo em ovo". "Só não ousaram dizer que é porque é mulher", disse ela.

É a segunda vez que Mercadante concorre ao governo paulista. Na primeira, em 2006, foi derrotado por Serra, hoje rival de Dilma na disputa pelo Planalto. Antes de escolher Mercadante, o PT apostava no nome do deputado Ciro Gomes (PSB) como candidato de uma coalizão antitucana no Estado.

Fonte: Folha de SP / Ana Flor

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Marta Suplicy lidera intenções de voto ao Senado por SP, diz Datafolha

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) lidera com folga a corrida ao Senado no Estado de São Paulo com 43% das intenções de voto, aponta uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 1º, pelo Instituto Datafolha.

A petista aparece 18 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o senador Romeu Tuma (PTB), que concorre à reeleição e tem 25% das intenções. O atual senador pelo Estado é seguido de perto pelo presidente estadual do PMDB paulista, Orestes Quércia, com 22%, pelo vereador Netinho de Paula (PCdoB) com 19% e pela ex-vereadora Soninha (PPS) com 18%.

Ainda de acordo com o estudo, outros candidatos formam um grupo mais distante dos principais nomes ao Senado. o vereador Gabriel Chalita (PSB) tem 8% das intenções de voto, o tucano Aloysio Numes Ferreira tem 6% e Ricardo Young (PV) tem 3%. A pesquisa foi registrada no TRE-SP sob nº 17116/2010 e a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

O levantamento mostrou também que dos 2.001 eleitores pesquisados pelo instituto, entre os dias 25 e 26 de março, 24% disseram não saber em quem votar e 33% informaram que pretendem votar nulo ou em branco.

São Paulo possui três representantes no Senado, assim como todos os outros Estados brasileiros. Cada parlamentar cumpre um mandato de oito anos. Nessas eleições, os paulistas elegerão dois nomes para o Senado, já que deixam a vaga o senador Aloizio Mercadante (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, e Romeu Tuma. O senador Eduardo Suplicy (PT), reeleito em 2006, cumpre mais quatro anos de mandato na Casa.

Fonte: Estadao.com.br

quarta-feira, 31 de março de 2010

Serra alfineta Dilma e Lula em sua despedida do governo de SP

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), deixou nesta quarta-feira (31) seu cargo durante cerimônia no Auditório Ulyses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes. Seu discurso, que durou 53 minutos, foi marcado por ataques velados à sua futura adversária na disputa pela Presidência da República, a agora ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância”, afirmou Serra no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. "Este governo não cedeu à demagogia. (...) Nunca incentivamos o silêncio nem a conivência com o mal feito”, afirmou. “Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas”, declarou.
“No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária. Eu exerci o poder neste Estado sem discriminar ninguém”, afirmou Serra. "O nosso governo serve ao interesse público, e não à máquina partidária. Nós governamos para o povo", disse o governador.

Serra citou lemas da bandeira de São Paulo para falar sobre seu estilo. Ele lembrou a frase em latim Non Ducor Duco (“não sou conduzido, conduzo”), que era o lema do Estado antes de 1932. Depois, falou do lema atual da bandeira paulista, Pro Brasilia Fiant Eximia (“pelo Brasil, façam-se as grandes coisas”). Já em clima de campanha, ele finalizou dizendo: “esta é também a nossa missão. Vamos juntos, o Brasil pode mais”.

No evento, Serra fez um balanço dos seus 39 meses à frente do governo paulista, acompanhado por cerca de 5.000 pessoas, entre prefeitos e secretários, que chegaram em 60 ônibus ao Palácio. Entre os presentes estão os presidentes do PSDB, Sergio Guerra, e do DEM, deputado Rodrigo Maia. Após a cerimônia, Serra fez mais um pronunciamento do lado de fora do palácio, se dirigindo a cerca de 500 pessoas que não conseguiram entrar no auditório.

A renúncia é uma exigência da lei eleitoral para que o governador possa disputar as eleições de outubro. Também anunciou hoje sua saída da pasta a ministra Dilma Rousseff. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a 10 novos ministros na manhã desta quarta.

Fonte: UOL

domingo, 21 de março de 2010

PT cansou do PSB e de Ciro Gomes

Os socialistas já não fazem mais parte dos planos dos petistas em São Paulo. A chapa petista está quase fechada com Aloizio Mercadante para o governo e Marta Suplicy e Netinho de Paula (PCdoB) concorrendo ao Senado. "Ninguém sabe o que o PSB quer. É impressionante a quantidade de ataques do Ciro Gomes ao PT, à Dilma e ao segundo mandato do presidente Lula", resume o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP).

Fonte: Panorama Político / O Globo

Controlado, Serra cai no "sincerocídio"

O governador de São Paulo e potencial candidato do PSDB à Presidência, José Serra, deu provas de sua intempestividade na sexta-feira, ao assumir publicamente a candidatura numa entrevista sem prévio planejamento com a equipe de comunicação.

Embora se orgulhe de seus "nervos de aço", Serra é capaz de atos de "sincerocídio" -expressão que ele mesmo usa-, como o de falar para um banqueiro que os nós da economia não são os entraves ambientais, mas as taxas de juros aplicadas no país.

Para desespero de seus colaboradores, Serra costuma tomar suas decisões em cima da hora, seja um destino geográfico ou político. O valor do salário mínimo de SP foi definido na noite anterior ao anúncio.

Em 2006, por exemplo, ameaçou desistir da disputa ao governo na antessala do auditório então reservado para o anúncio.

Obstinado, Serra persiste numa tese ainda que em oposição a seus aliados. Foi assim com anúncio da candidatura apenas às vésperas da renúncia.

Na dúvida, hesita. Há dias, voltou atrás e desautorizou o aluguel de uma casa para a pré-campanha.

Apesar da fama de centralizador, Serra delega funções e consulta os auxiliares sobre assuntos até comezinhos. A data ideal para o lançamento da candidatura -se numa sexta ou num sábado- consumiu horas de discussão.

Controlador, não gosta, por exemplo, de ser surpreendido por notícias que fujam ao programado, a ponto de ter imposto silêncio aos colaboradores mais loquazes.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 15 de março de 2010

Corrida em SP deve ter briga de veteranos

Apesar de conhecidos do eleitor, Alckmin e Mercadante sofreram derrotas recentes

Depois de quase dois anos pregando a necessidade de renovar seus quadros em São Paulo, PT e PSDB se renderam às pesquisas e ao recall de eleições anteriores. Ao que tudo indica, as duas siglas entrarão na disputa pelo maior colégio eleitoral do País com nomes que, apesar de serem velhos conhecidos do eleitorado, saíram derrotados de suas últimas passagens pelas urnas.

Com um desempenho nas pesquisas próximo de 50%, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), hoje secretário paulista do Desenvolvimento, é tido por aliados como nome certo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O otimismo foi reforçado nos últimos dias, quando o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes, outro cotado para o posto, passou a manifestar internamente seu interesse em se lançar ao Senado.

Já o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) está a um passo de oficializar a candidatura. Espera uma resposta formal do deputado Ciro Gomes (PSB) ao convite que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer no Estado, o que não deve ocorrer antes de abril. Na semana passada, entretanto, Ciro avisou ao líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que riscou São Paulo de sua lista e liberou o PT a buscar outra opção.

Há algum tempo, o plano para o qual caminham PT e PSDB atraía mais críticos do que adeptos. Em 2006, Mercadante perdeu a vaga para o atual governador José Serra (PSDB). Enfrentava denúncias de envolvimento do seu ex-assessor Hamilton Lacerda na tentativa de compra de um dossiê contra tucanos, no escândalo dos "aloprados".

No mesmo ano, Alckmin perdeu a corrida presidencial para Lula. Dois anos depois, amargou o terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo - atrás do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que tinha o apoio do time de Serra, e da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que agora ensaia uma candidatura ao Senado.

Nos dois partidos, novatos que tentaram se viabilizar acabaram atropelados. Entre os tucanos, Aloysio Nunes era favorito no fim de 2008. Tinha o apoio de Serra, combinado ao bom trânsito com prefeitos. O quadro começou a mudar quando Alckmin ingressou no secretariado paulista. "O que enxergamos é um processo cumulativo. Cria-se uma propensão do eleitor a votar em uma determinada pessoa e é muito difícil fugir disso", diz o deputado José Aníbal (PSDB-SP), ex-líder tucano na Câmara.

No PT, a lista de opções incluía o ministro da Educação, Fernando Haddad. Desde o início, ele era alvo de resistência no PT paulista, que se queixava de sua inexperiência nas urnas e de sua proximidade com o ex-ministro da Justiça Tarso Genro. Para completar, veio o vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), revelado pelo Estado no ano passado.

Nem mesmo petistas que foram bem-sucedidos em atrair apoio interno conseguiram se viabilizar, como é o caso do prefeito de Osasco, Emidio de Souza. Sem passar de 3% a 4% nas pesquisas petistas, ele caiu para o fim da fila. Mercadante, por outro lado, despontava com a melhor combinação entre intenções de voto e rejeição. "Não vamos lançar candidato para perder. Vamos lançar um candidato para ganhar", diz Vaccarezza.

O empenho em encontrar um candidato ao Palácio dos Bandeirantes que seja conhecido dos eleitores também encabeça a lista de prioridades do PV. O alvo é o ex-deputado Fabio Feldmann, que já começa a dar sinais de que poderá aceitar a tarefa. No PSB, o nome é Paulo Skaf, presidente da Fiesp e novato em eleições. Mas, se depender de alguns setores do PT, ele poderá ficar como vice na chapa de Mercadante.

ARTICULAÇÕES

Geraldo Alckmin (PSDB)
Ex-governador de São Paulo e atual secretário de Desenvolvimento do governo Serra, ele saiu derrotado nas duas últimas eleições que disputou

Aloysio Nunes (PSDB)
Apontado em 2008 como o favorito para disputar o Palácio dos Bandeirantes pelo PSDB, começa a sinalizar que gostaria de disputar uma cadeira no Senado

Aloizio Mercadante (PT)
Dizia preferir a reeleição ao Senado, mas foi pressionado pelo PT e pelo presidente Lula para se colocar como alternativa a Ciro Gomes (PSB) em São Paulo

Ciro Gomes (PSB)
Foi convidado por Lula a trocar a corrida presidencial pela disputa em São Paulo, mas só planeja dar uma resposta formal no mês de abril

Fonte: Clarissa Oliveira - O Estadao de S.Paulo