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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Serra fica sem palanque no Amazonas

São 2 milhões de votos (quase 80% concentrados em Manaus), 1,4% do eleitorado brasileiro que José Serra (PSDB) terá mais dificuldade para atingir, pois seu partido não terá candidatoao governo do Amazonas. Os democratas estão fechando apoio com o governador Omar Aziz, candidato do ex-governador Eduardo Braga.

Arthur Virgílio (PSDB) não quer arriscar-se sem uma boa base aliada e deverá concorrer à segunda cadeira do Senado, e não deverá contar nem com o apoio histórico do PSB de Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus, que conversa apoio a Alfredo Nascimento(PR)ou sairá com candidatura própria, pelo menos no primeiro turno.

Amazonas: Alfredo 36%, Omar Aziz 29%

Foi realizada no estado do Amazonas,entre os dias 8 e 17 de abril, a primeira pesquisa eleitoral registrada no TRE. O instituto Perspectiva de Manaus foi o responsável pelo estudo.

Alfredo Nascimento(PR), ex-ministro de transportes de Lula, aparece na frente ao governo do Estado com 36%. Omar Aziz(PMN), vice que assumiu o governo com a saída de Eduardo Braga, obteve 29%, seguido de Serafim Corrêa(PSB), ex-prefeito de Manaus que não conseguiu a reeleição, aparece com 23%.

Comparando à última pesquisa de novembro/2009, Alfredo Nascimento caiu de 44% para 36%, perdendo 8 pontos percentuais, enquanto Omar Aziz saiu de 20% para 29%, crescendo 9 pontos percentuais. Serafim manteve seus 23%.

Para o Senado Eduardo Braga(PMDB) aparece com folga com 41% das intenções de voto, seguido por Arthur Virgílio (PSDB) e Vanessa Grazziotin (PDdoB) com 19%. Eduardo cresceu 5% em relação a novembro e os demais candidatos mantiveram seus índices.

Para a presidência Dilma Rousseff(PT) aparece na frente com 41%, contra 22% de José Serra(PSDB), 20% para Marina Silva(PV) e 8% de Ciro Gomes(PSB). Em relação à novembro, Dilma cresceu 9%, Serra caiu 4%, Ciro caiu 6% e Marina subiu 4%.

A amostra é de 1.000 entrevistas, sendo 583 em Manaus e 417 distribuídas pelas 15 cidades do interior que foram pesquisadas: Parintins (52), Manacapuru (52), Itacoatiara (52), Coari (39), Tefé (29), Maués (25), Iranduba (23), São Paulo de Olivença (23), Humaitá (22), Tabatinga (22), Manicoré (20), Borba (16), Boca do Acre (16), Eirunepé (15) e Fonte Boa (11). O total de eleitores dessas 16 cidades equivale a 79,8% de todo o eleitorado do Amazonas.

A margem de erro máxima permitida é de 3,1%, para mais ou para menos, e o grau de confiabilidade é de 95% (o que significa dizer que, se fossem feitas 100 entrevistas com a mesma metodologia, 95 estariam dentro da margem de erro prevista).

domingo, 4 de abril de 2010

Gov Amazonas: Alfredo x Omar x Serafim x Outros

Visitando o Blog do Durango Duarte, pesquisador e profissional de marketing eleitoral do Amazonas, reproduzimos abaixo a avaliação do cenário eleitoral que está se definindo naquele estado. Leiam e comentem:

Omar Aziz (era vice de Eduardo Braga. Assumiu o governo com sua saída)

Numa primeira leitura, a chapa de Omar Aziz teria sete partidos: além da sua própria legenda (PMN), Aziz conta com o PMDB, por razões óbvias; com o PCdoB, por causa do projeto da deputada federal Vanessa Grazziotin de se eleger senadora junto com Eduardo Braga; com o PSC, do deputado federal Silas Câmara e todo o poderio das igrejas evangélicas; com o PP, da deputada federal Rebecca Garcia (que deverá ser a mais votada do pleito) e do seu pai, Francisco Garcia; com o PRB, controlado pelo vice-prefeito Carlos Souza (que não será candidato a deputado federal e sim, a deputado estadual) e com o PRP.

Serafim Corrêa (ex-prefeito de Manaus, derrotado à reeleição em 2008)

Além do PSB, Serafim Corrêa irá contar com o PSDB, o DEM e o PPS. Os candidatos a deputado federal serão Marcelo Serafim, Pauderney Avelino e Plínio Valério e destes, com certeza um deverá ser eleito, com a possibilidade de fazer um segundo nome. Possui um candidato forte ao Senado Federal (Artur Virgílio) e deverá ter outro nome para senador, porém, com densidade insignificante. Com grandes dificuldades, esses quatro partidos podem eleger – cada um – um deputado estadual. Porém, caso eles realmente se coliguem, três já estarão eleitos, podendo fazer mais dois pelo chamado cálculo das sobras eleitorais.

Partido Verde

O PV ainda é um barco à deriva, porém, se seguir o projeto nacional, poderá coligar-se com Serafim, ou, então, lançar uma candidatura própria ao Governo do Estado. Não possui candidato ao Senado nem a deputado federal e irá trabalhar exclusivamente para eleger deputados estaduais. Possui, hoje, dois nomes – Ângelus Figueira (que vem para a reeleição) e Marcus Barros – e, com certeza, elege um.

Alfredo Nascimento (ministro dos transportes de Lula, ex-prefeito de Manaus)

Neste momento, Alfredo possui quatro partidos fixos (PR, PSL, do vereador Massami Miki, PTdoB, comandado pelo próprio Alfredo e PSDC, dirigido pelo ex-deputado Waldir Barros e Cia. Ltda.), podendo agregar mais três: PDT, PRTB e PHS (os dois últimos, caso Amazonino decida ficar com Nascimento, como será explicado mais abaixo).

PDT

O projeto nacional do PDT é fazer uma boa bancada federal na Câmara. No entanto, aqui no Amazonas, somente Paulo De’Carli é candidato a deputado federal. Stones Machado não será candidato, Mário Frota deverá concorrer a uma vaga na Aleam (com pouquíssimas chances, já que, sozinho, o partido não faz nem um deputado estadual) e Jefferson Praia sonha em ser reeleito senador (o que explica o fato de o PDT ter sido colocado próximo ao Alfredo, pois a chapa do ministro não possui nenhum candidato ao Senado e também porque o tempo de televisão desse partido (33,68 segundos) seria muito bem vindo ao projeto de Nascimento.

PTB e Amazonino Mendes

A única situação em que houve a separação entre personalidade e partido foi o caso do PTB e do prefeito Amazonino Mendes. Como, atualmente, o PTB está sob a égide do deputado federal Sabino Castelo Branco, não será anormal que a legenda opte por um grupo e o prefeito, por outro.

Aliás, destaque-se que Sabino estará retornando à televisão nos próximos dias, na TV Em Tempo. Ou seja, essa volta – depois de o ‘Braço de Ferro’ ter perdido muito espaço na mídia local – já tem um quê de articulação política. Então, possivelmente, os 32,28 segundos do PTB deverão migrar ao grupo que possibilitou o retorno de Sabino. Qual será? O PTB possui uma fraca chapa para deputado estadual e deverá fazer, no máximo, dois.

Quanto ao prefeito Amazonino Mendes, ele foi colocado na órbita mais próxima a Alfredo porque há uma expectativa de que a Prefeitura de Manaus venha a receber enormes recursos do Governo Federal, verbas que seriam viabilizadas por Nascimento. Porém, se até o mês de junho essa ‘bolada’ não aparecer, Amazonino poderá mudar de lado (levando com ele o PRTB e o PHS).

PT

O Partido dos Trabalhadores – com seus valiosos 1 minuto e 56 segundos de televisão (tempo de quase quatro comerciais de TV) – vai ainda definir se apóia Omar ou Alfredo. Certo mesmo é que, seja para que lado o PT decidir, o partido irá ‘partido’. Resta saber quem ficará com o tempo, que, neste caso, é o mais importante.

Por exemplo, se Aziz for o preferido, será uma excelente vantagem ao candidato da situação, pois aumentará ainda mais o tempo de televisão dessa chapa (que o utilizará para mostrar as realizações da administração de Eduardo Braga).

PTN e PTC

Outros dois partidos que estão em cima do muro entre Omar e Alfredo, são formados por uma legião de candidatos eternos (como ex-vereadores etc.), contudo, todos com seus 3.000 a 6.000 votos. São as chamadas legendas de aluguel (ideologia, nem pensar e ‘necas de pitibiriba’ ao que é importante para o Estado).

Como são muito pragmáticos, deverão se bandear para o lado que lhes oferecer ‘melhore$ condiçõe$. Eles não têm tanta importância no que se refere ao fator tempo de televisão (juntos possuem somente 4,21 segundos), entretanto, possuem uma boa capilaridade, graças à extensa quantidade de candidatos a deputado estadual que irão colocar no ‘mercado’. Deverão fazer dois deputados, que, já adianto, serão os piores da Aleam.

Obs.: Só me falta algum desqualificado subir à tribuna da Câmara Municipal e sair vociferando contra minhas análises. Espero que eles não ‘passem recibo’.

Candidaturas avulsas (PSTU, PCB e PSOL)

Não farão nenhum deputado estadual, nenhum federal, nenhum senador. Vão tomar tempo de televisão e testar a sua paciência (quem não se lembra do Navarro e da sua ‘estilosa’ camisa de cetim vermelha?!).

domingo, 21 de março de 2010

Polarização perde espaço nos Estados

PT e PSDB abrem mão de candidaturas próprias em busca do apoio de aliados para fortalecer palanque de Dilma e Serra

Na contramão da polarização nacional entre PSDB e PT, em pelo menos cinco Estados nenhum dos dois partidos será protagonista na eleição para governador. Na maioria dos casos, petistas e tucanos estão fora da disputa local para facilitar acordos em torno das candidaturas da ministra Dilma Rousseff (PT) e do governador José Serra (PSDB) à Presidência da República.

PT e PSDB não terão candidatos aos governos do Rio de Janeiro, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Maranhão e do Amazonas. Nesses Estados, os partidos mais competitivos são PMDB, DEM, PV, PSB, PC do B, PDT e PMN. Na Paraíba, o PSDB está dividido entre a coligação com o PSB e a candidatura própria. O senador tucano Cícero Lucena lançou-se candidato contra socialistas e peemedebistas, mas sofre pressão de parte da legenda para desistir.

Reportagem do Estado publicada no início do mês mostrou que o confronto direto entre petistas e tucanos deverá acontecer em apenas dez dos 26 Estados. Em São Paulo, a candidatura petista ao governo só avançou nos últimos dias, depois que o deputado Ciro Gomes (PSB), que pretende disputar a Presidência, mas era uma opção ao governo paulista, criticou o PT estadual e acabou dando força à pré-candidatura do senador Aloizio Mercadante.

"PT e PSDB nasceram em São Paulo e lá essa oposição tem se reproduzido muito. São fortes em São Paulo, mas já não têm essa importância em outros Estados, que têm características próprias. O modelo de São Paulo não se reproduz no resto do País", diz o pré-candidato do PV ao governo do Rio, deputado Fernando Gabeira. O parlamentar, que apoia a senadora Marina Silva para a Presidência, vai disputar aliado ao PSDB, ao DEM e ao PPS. Enfrentará o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição.

Aliado. No Rio, o PT só abandonou a possibilidade de lançar candidatura própria depois que a ala contrária à ideia venceu a eleição para o comando estadual do partido. Antes disso, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, insistia na disputa com Cabral. Agora, é aliado do governador. Um terceiro candidato ao governo fluminense é o ex-governador Anthony Garotinho (PR).

No Maranhão, o PT também não terá candidato próprio, mas ainda não formalizou o apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB), defendido pela direção nacional do partido como parte da estratégia para fortalecer a aliança entre petistas e peemedebistas na sucessão presidencial. Já o PSDB negocia o apoio ao PDT do ex-governador Jackson Lago, apesar de, no plano nacional, os pedetistas apoiarem a ministra Dilma. Em troca, Lago ofereceria seu palanque ao tucano José Serra.

Outro pré-candidato na eleição maranhense é o deputado Flávio Dino (PC do B). "Até pelo tamanho do País, o jogo é multifacetado. As forças dominantes fazem concessões para formar a aliança nacional. É muito complicado PT e PSDB transferirem a disputa (presidencial) para os Estados. Só se houvesse verticalização", afirma Dino, referindo-se à regra que obrigava os Estados a reproduzirem as alianças nacionais, mas que teve vida curta.

Em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, Estados governados pelo PSB, o PT manterá o apoio aos socialistas, apesar de alguns grupos petistas terem tentado o lançamento de candidatura própria, em retaliação à insistência de Ciro Gomes em disputar a Presidência da República. "O PT só tem um lado nesse Estado", disse, na semana passada, o presidente do partido no Rio Grande do Norte, Eraldo Paiva. Lá, os petistas estarão com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), que enfrentará o DEM da senadora Rosalba Ciarlini e o PDT do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

Em Pernambuco, a aliança do PT é com o governador Eduardo Campos (PSB) e a oposição trabalha para lançar o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), em aliança com o PSDB e o DEM.

O pequeno PMN disputa, com chance de vitória, o governo do Amazonas, com o vice-governador Omar Aziz. Os outros partidos na disputa deverão ser o PR do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e o PSB do ex-prefeito Serafim Corrêa. O PT ainda não definiu a aliança no Estado e o PSDB deverá se aliar aos socialistas.

Luciana Nunes Leal, RIO - O Estadao de S.Paulo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Gratidão manauara

É por gratidão que o governador do Amazonas, Eduardo Braga, é tão sensível aos acenos do presidenciável José Serra. É que foi decisivo o jantar que Serra ofereceu aos presidentes da Fifa e da CBF, e convidou Braga. Dali Manaus saiu definida como sub-sede da Copa de 2014.

Por Cláudio Humberto/ Jornal de Brasília

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E será que o apoio que Lula demonstrou à candidatura de Belém não teve peso? O Observatório acha que essa informação do Cláudio Humberto pode não ser a razão principal da escolha de Manaus.

O que temos de certo é que Lula está "chateado" com o possível apoio do paraense Braga à Serra. Vamos observar o que acontecerá nos próximos capítulos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Amazonas: Quem vai ficar com Lula?

"O que o presidente (Lula) disse pra mim? Você é meu candidato, ponto. Então quem vier vai ficar como candidato do presidente. Quem for contra, será contra o candidato do presidente."

A fala acima é do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), e foi dita ontem, 14, em Brasília. O único problema é que o vice de Eduardo Braga (PMDB), Omar Aziz (PMN), e o atual prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), também são candidatos-amigos-de-Lula.

Pelo visto, a próxima eleição estará cheia de surfistas tentando se aproveitar da onda de populariade do filho de São Bernardo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Manaus: vice-prefeito recebe liberdade provisória

O desembargador Rafael Romano concedeu a liberdade provisória ao vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza, preso desde o dia 10 de dezembro. A decisão foi tomada no início da tarde desta quarta-feira (16) . Carlos Souza é irmão do ex-deputado Wallace Souza, cassado e preso em outubro por suspeita de comandar uma organização criminosa no Amazonas.

A decisão do desembargador prevê que o vice-prefeito não pode deixar de comparecer a nenhum dos atos envolvendo o “Caso Wallace”, sob pena de revogação imediata da liberdade concedida, que, conforme o próprio nome da peça, é provisória. “Se faltar a algum dos atos ou se viajar sem comunicar, mesmo que a trabalho como vice-prefeito, a liberdade é quebrada no mesmo momento”, explicou o desembargador Rafael Romano, lembrando que o benefício da liberdade provisória só é concedido em alguns casos.

“A liberdade provisória somente é concedida a acusados sem antecedentes criminais, com residência fixa e que não ofereçam ameaça à ordem pública. O vice-prefeito possui essa série de requisitos que favorece à concessão da liberdade provisória”, acrescentou o magistrado.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Manaus: Alguém se candidata a pedir um impeachment?

Em um enredo digno de George Orwell ou Franz Kafka, Manaus parece viver sob uma teia de relações que impedem o mínimo de bom senso por representantes de órgãos vitais para um estado democrático de direito.

Primeiro, o vice-prefeito da capital amazonense, Carlos Souza(PP), está preso desde o último dia 10 por determinação do juiz da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes, sob acusação de associação ao narcotráfico. A partir daí, a história começa a se tornar absurda: mesmo estando preso, a OAB (seção AM) se recusou a pedir a cassação dos direitos políticos do vice na semana passada, e o Ministério Público Estadual também não formalizou o pedido nesta terça, como foi publicado no OE ontem. Para completar a festa, vereadores da Câmara Municipal também se recusaram, sem o mínimo pudor, a abrir um processo de cassação contra Souza, pois a maioria da bancada é de aliados do atual prefeito Amazonino Mendes(PTB).

As autoridades manaoaras parecem não ver problema algum em um vice-prefeito com plenos direitos políticos, mesmo estando na cadeia. Resta agora saber o que é considerado um problema para essas pessoas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Manaus e Belém: "impeachment" lá e cá

Manaus e Belém vivem realmente lutando para ver quem sai na frente.

O Ministério Público do Estado do Amazonas deve encaminhar nesta terça (15)um pedido de impeachment do vice-prefeito Carlos Souza(PP) para a Câmara Municipal de Manaus. Segundo o Blog da Floresta, "a notícia provocou um vespeiro na Câmara quando o vereador Marcelo Ramos (PSB) exortou a todos que não manobrassem com reuniões compensatórias para evitar que se vote o impeachment do vice-prefeito".

O blog ainda informa que doze vereadores assumiram a tribuna para dizer que não haverá manobra, e que o impeachment será apreciado, mas "segundo a consciência de cada um".

O vice-prefeito Carlos Souza está preso desde o último dia 10 por suspeita de associação com tráfico de drogas. Será que a consciência dos 12 vereadores vai dizer que isso é reprovável?

Em se confirmando as denúncias, seria ótimo que a população das duas cidades lutassem para serem as primeiras nesse quesito: eliminar os gestores que não merecem seus cargos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Manaus:Vice-prefeito é acusado de associação com tráfico de drogas

O vice-prefeito de Manaus (AM), Carlos Souza (PP), está preso desde quarta-feira sob acusação de associação ao tráfico de drogas.

Carlos é irmão do ex-deputado Wallace Souza (sem partido), que está preso por acusação de vários crimes, incluindo ordenar a morte de rivais para mostrá-las em seu programa na TV. Os irmãos dividiam o comando do programa "Canal Livre", que foi transmitido por 19 anos na TV Rio Negro (Bandeirante).

A Assembleia Legislativa do Amazonas cassou o mandato de deputado de Wallace por quebra de decoro parlamentar e o PP o expulsou do partido.

Carlos, por sua vez, é acusado de receber propina de traficantes em troca de proteção. Ele foi levado para a Unidade Prisional de Puraquequara, onde Wallace está detido.

O deputado federal Francisco Praciano (PT) disse hoje ao desembarcar em Manaus que os políticos precisam cumprir o seu papel de apurar com todo rigor a suspeição muito grave de que o vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza, é ligado ao crime organizado e ao narcotráfico, como acusam a Força Tarefa da Secretaria de Segurança e o juiz Mauro Antony. “Que o caso dos irmãos Souza sirva de exemplo para demonstrar que programas como o Canal Livre prejudicam terrivelmente a democracia porque aparecem pessoas que se proclamam justiceiras e que na prática querem substituir o papel do Poder Judiciário”, destaca.

O defensor de Carlos Souza, o advogado Félix Valois, diz que a prisão de Carlos Souza é ilegal. Valois diz que que quando ele assumiu o lugar do prefeito, que estava fora da cidade na hora da prisão, passou a ter foro privilegiado. E tendo foro privilegiado, não poderia ter sua prisão decretada por um juiz de primeiro grau, como aconteceu.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

AM: Braga anuncia a Lula que não vai apoiar Alfredo

A imposição pelo presidente Lula do nome do ministro Alfredo Nascimento (PL) para candidato ao governo do Amazonas irritou profundamente setores políticos no Amazonas. E a irritação levou o governador Eduardo Braga (PMDB) a declarar pessoalmente ao presidente da República que não vai apoiar o ministro como candidato à sua sucessão nas eleições do próximo ano.

Alguém argumentou de que teria sido feito um acordo em 2008 de que Alfredo apoiaria Omar e Eduardo apoiaria Alfredo na eleição seguinte. Mas entre assessores, aliados e simpatizantes de Omar Aziz (PMN), há um certo sentimento de que Alfredo Nascimento fez apenas o "H", sem transferir qualquer tipo de voto a Aziz, porque queria evitar Aziz como prefeito. E esta seria uma das causas da intriga.


Fonte: blog da Floresta

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Manaus: Deputado diz que Estado tem "Mensalão Institucionalizado"

O Jornal Diário do Amazonas publicou na edição desta quarta-feira(02) que o deputado federal Amazonas Francisco Praciano(PT) declarou que há indícios de que o mensalão no Amazonas é uma prática que vem de vários governos. "Há várias formas de mensalinho, desde o financiamento de ONGs assistencialistas, até o dinheiro vivo pago por empreiteiras", diz Praciano, que está sugerindo aos políticos que fiscalizem melhor os parlamentares. "O povo precisa refletir o exemplo às avessasde Brasília para lembrar que um parlamentar eleito com o seu voto pode trair sua confiança e se vender para os poderosos de plantão", destaca Praciano.


Fonte: Jornal Diário do Amazonas