Mostrando postagens com marcador Mundo a fora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo a fora. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Obama enfrenta eleição ao congresso americano


Há dois anos, com o slogan “Yes, we can” (sim, nós podemos), Barack Obama empolgou os Estados Unidos e o mundo com seu discurso otimista. Mas, dois anos após sua vitória nas urnas, o primeiro presidente negro do país, e agora vencedor do Nobel da Paz, corre sério risco de perder a maioria no Congresso, nas eleições legislativas desta terça-feira (2).

Segundo analistas, a derrota prevista nas pesquisas pode abrir caminho para a volta dos republicanos à Casa Branca. Mas pode ser também uma chance para Obama se relançar politicamente.

Nos EUA, as eleições para as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) e boa parte do Senado acontecem no meio do mandato presidencial - neste ano, serão eleitos 37 senadores, de um total de 100. Também há eleição para governadores de 37 Estados e dos territórios de Guam e das Ilhas Virgens, além de referendos locais.

Por ocorrer no meio do mandato, a votação funciona como um termômetro sobre como o eleitor percebe a atuação do governo. De acordo com as últimas pesquisas, o Partido Democrata de Obama tem grande chance de ser derrotado nas urnas.

Para o analista Juan Carlos Hidalgo, do Cato Institute, “perder a maioria não é necessariamente tão ruim para o Obama”.

- Vale lembrar que Bill Clinton [1993-2001] perdeu a maioria em 1994 e foi reeleito. Com um Congresso dominado pela oposição, Obama terá a quem culpar em caso de fracasso nas reformas, na economia.

Até agora, Obama não conseguiu votar reformas importantes, como a migratória, mesmo tendo maioria no Congresso. A reforma da saúde, outra promessa de campanha, só passou com muito empenho do presidente, que teve de convencer até aliados.

Oposição a Obama ainda não tem “cara”

A principal voz de oposição ao atual governo Obama é a da ex-candidata republicana a vice-presidente, Sarah Palin. Desde que seu companheiro de chapa, John McCain, foi derrotado por Obama, em 2008, Sarah se tornou um das musas do movimento ultraconservador Tea Party.

Sarah, no entanto, é muito conservadora até para alguns republicanos. Fora os folclóricos seguidores do Tea Party, que acusam Obama de ser “socialista” e “muçulmano”, quase ninguém acredita que ela será a candidata republicana à Presidência, em 2012. Apesar de muito barulho, os analistas não veem Sarah como uma grande ameaça.

Para o analista Kenneth Weinstein, presidente do Hudson Institute, “Obama ainda não tem um oponente, alguém para atacar”. A vitória dos republicanos, no entanto, abrirá caminho para a definição dos líderes que vão tentar tirar Obama da Casa Branca, em 2012.

- Se ele perder a maioria, será mais difícil defender sua gestão. Mas ele terá um oponente para se contrapor [assim que os republicanos escolherem seu pré-candidato nas primárias do próximo ano].

Hidalgo diz que o Tea Party - grupo que reúne radicais de direita e que vem ganhando projeção - é apenas uma fração dos conservadores americanos. Para ele, nem todos os republicanos são iguais.

- Há dois tipos de republicanos. Aqueles que querem uma pequena participação do Estado na economia, impostos baixos. E há os ultraconservadores, que têm medo de políticas sociais, são a favor do intervencionismo americano e contra os direitos dos gays. Sarah Palin faz parte desse último grupo.

Obama poderia ter o mesmo destino de Jimmy Carter?

A queda na popularidade de Obama faz, frequentemente, analistas políticos compararem sua Presidência à de Jimmy Carter (1977-1981).

Eleito com um discurso ético, três anos após o escândalo Watergate, que derrubou o ex-presidente republicano Richard Nixon (1969-1974), Carter enfrentou uma feroz oposição republicana e em muitos projetos não contou com o apoio de seu Partido Democrata. Ao tentar sua reeleição em 1980, foi derrotado pelo ex-ator e carismático republicano Ronald Reagan (1981-1989).

Assim como Obama, Carter também recebeu o Nobel da Paz. Mas, diferentemente do atual presidente, ele foi premiado anos depois de deixar o poder, em 2002.

Para Weinstein, os republicanos agora buscam o seu Reagan. Ele aponta o atual governador republicano de Indiana, Mitchell Daniels, como provável candidato à Presidência, em 2012.

Hidalgo também acha que o futuro de Obama está nas mãos dos republicanos. Isso não está relacionado, necessariamente, ao número de deputados e senadores da oposição a serem eleitos na próxima terça-feira (2). Segundo o analista, “tudo vai depender de os republicanos encontrarem o seu Ronald Reagan, um líder experiente e carismático”.

Fonte: Portal R7

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Racha no Parlamento Britânico

Projeções apontam Partido Conservador como o vencedor, com 305 cadeiras. Número, porém, não garante a maioria e exigirá um governo de coalizão. Trabalhistas e liberais-democratas avaliam acordo

As 15 horas de votação não foram suficientes para o número de britânicos que fizeram questão de votar no pleito, um dos mais concorridos da história do Reino Unido. Nas urnas, os eleitores deram a vitória ao Partido Conservador, depois de 13 anos de governo trabalhista, mas não asseguraram a maioria no Parlamento. Westminster, aliás, vai enfrentar uma situação que não vivencia há 36 anos: um “parlamento enforcado”, que exigirá a formação de um governo de coalizão. Segundo projeções do grupo BBC/Sky/ITV News, 305 dos 650 assentos foram conquistados pelos “tories”, e apenas 255 pelos trabalhistas, que até então mantinham 345 cadeiras — um recuo de 26%.

O partido do atual primeiro-ministro, Gordon Brown, poderá, entretanto, terminar ficando no poder, caso consiga negociar um acordo com os liberais-democratas e outros partidos menores. Para isso, precisará chegar ao número “mágico” de 326 representantes, que caracteriza a maioria absoluta. A aparente euforia dos britânicos com o novato líder do Partido Liberal-Democrata, Nick Clegg, contudo, também não surtiu grande resultado nas urnas. As projeções indicam que, mesmo com brilhante desempenho de Clegg nos debates, os liberais-democratas perderam dois assentos, ficando com 61.

Diante do cenário desenhado ontem, fica clara a razão para os conservadores ainda não poderem declarar seu líder, David Cameron, como o novo premiê. Cameron, porém, espera contar com o apoio de partidos menores, como os unionistas da Irlanda do Norte, para governar, mesmo sem maioria absoluta. O chanceler britânico, David Miliband, um dos únicos trabalhistas a se pronunciar logo após as primeiras projeções, tentou não demonstrar decepção com o resultado. “Se nenhum partido conseguir a maioria, então nenhum partido tem o direito a monopolizar o poder”, disse, completando que isso mostra a vontade dos britânicos de que os “partidos conversem entre si”.

Mais confiante, o ministro do Interior e número dois do governo Brown, Peter Mandelson, confirmou, ontem à noite, que os trabalhistas estudam um acordo com o grupo de Clegg. “As regras preveem que, se houver um ‘hung parliament’, não é o partido com maior número de assentos que terá prioridade, mas aquele que estiver no poder”, disse, à BBC.

Participação em massa

O interesse da população, que ainda tenta se recuperar de uma das maiores crises econômicas de sua história, foi tanto que superou as expectativas dos organizadores do pleito em diversos distritos. Estima-se que mais de 70% dos 45 milhões de eleitores tenham comparecido às urnas durante todo o dia. Segundo a rede BBC, em muitas das 50 mil seções eleitorais, as filas ainda eram muito grandes às 22h (18h em Brasília), horário previsto para fecharem as urnas. Em Sheffield Hallam, distrito do liberal-democrata Nick Clegg, muitas pessoas esperaram mais de três horas em vão. O carismático Clegg chegou a ir pessoalmente a um dos postos eleitorais para se desculpar com aqueles que não conseguiram votar.

O liberal-democrata votou, mais cedo, acompanhado da esposa, Miriam González — que não participou do pleito por ser cidadã espanhola. Antes dele, um confiante Cameron chegou a um colégio eleitoral de Spelsbury (noroeste de Londres) com a mulher, Samantha, grávida de cinco meses. Já Brown, cuja imagem ficou bastante desgastada durante os poucos anos de governo e uma campanha desastrosa, votou na vila de North Queensferry, em Fife, na Escócia, onde fica seu distrito.

Tudo pela democracia

Veja algumas das curiosidades que marcaram as históricas eleições de ontem no Reino Unido:

Nas últimas cinco eleições britânicas, a maior participação foi em 1992, quando 77,7% dos eleitores em potencial compareceram às urnas, e o conservador John Major manteve-se à frente do governo. Em 1997, a participação caiu para 71,4% e, em 2001, para 59,4%. O último pleito, em 2005, contou com 61,4% dos possíveis eleitores.
Locais inusitados foram utilizados ontem como postos de votação em alguns dos 649 distritos eleitorais do Reino Unido. No vilarejo de Slad, no condado de

Gloucestershire (sudoeste do Reino Unido), o pub local concentrou a votação. Segundo a BBC, praticamente todos os 200 eleitores do vilarejo compareceram ao Woolpack Pub ontem — alguns, inclusive, aproveitaram para beber.

Em Christmas Common, no sul do Reino Unido, o Fox and Hounds Pub também emprestou suas instalações para o pleito. Já na localidade de Chettisham, Cambridgeshire (leste), uma cabeleireira de 61 anos ofereceu sua casa como posto de votação. Os eleitores preencheram as cédulas no quarto da casa.

Eleitores de 164 distritos do Reino Unido também votaram hoje para conselheiros locais, incluindo 32 municípios de Londres, e para 36 autoridades metropolitanas.
Em sua capa de ontem, o The Sun estampou uma foto do líder conservador, David Cameron, manipulada de forma a ficar idêntica à famosa imagem de Barack Obama durante as eleições americanas. Com a manchete “Nossa única esperança”, o tabloide traz, em seu editorial, os conservadores como a “única chance de resgatar a Grã-Bretanha de um desastre”.

O candidato trabalhista ao Parlamento Manish Sood, que, na última quarta-feira, chamou Gordon Brown de “o pior premiê” da história do Reino Unido, não foi ao distrito de North West Norfolk — onde concorre ao posto. Segundo o próprio candidato, ele “não tem nenhuma chance de ganhar” e o partido trabalhista o “renegou”. “Não tive o apoio que me foi prometido. Não tenho motivos para ir”, justificou.

Outro candidato trabalhista, Joe Benton, de 77 anos, não pôde votar nem comparecer à
sede do partido em Bootle, Merseyside (noroeste), para assistir à contagem dos votos. O motivo? O político teve a ponta de um dos dedos da mão mordida por um cachorro quando colocava um folder em uma caixa de correio, no último dia de campanha.

Polícia apura denúncias

Acusações de irregularidades na votação, como fraude e intimidação, causaram confusão em alguns dos 650 distritos eleitorais no Reino Unido durante todo o dia de ontem. Há suspeitas de fraude em votos pelos correios e nos registros de endereços de eleitores na região metropolitana de Manchester e até em diversos bairros de Londres, como o central Westminster. A Comissão Eleitoral britânica explicou que o grande número de denúncias não se deve a uma falta de organização do sistema de votação, mas, ao contrário, a uma eficácia no controle do pleito. A Scotland Yard (polícia do Reino Unido) assegurou que está investigando os casos.

Por volta das 10h (6h em Brasília), a polícia foi chamada à escola primária Ben Jonson, em Stepney (a leste da capital), para apurar denúncias de “intimidação”. Também na região de Tower Hamlets, onde fica Stepney, a polícia já investigava as acusações de que mais de 5 mil nomes de eleitores haviam sido adicionados às listas de votação, sem registro prévio. Segundo o jornal Daily Telegraph, só na Grande Londres foram mais de 20 ocorrências.

Em York (nordeste do Reino Unido), centenas de cédulas enviadas pelos correios foram extraviadas antes mesmo de chegarem aos eleitores. De acordo com o jornal The Guardian, o problema está sendo atribuído a um erro de impressão e a um fechamento temporário no escritório postal da localidade. John Taylor, o responsável do Partido Trabalhista por monitorar as eleições no distrito, disse que recebeu 20 ligações de pessoas que não tiveram acesso às cédulas. “Vamos investigar para descobrir o que deu errado, há queixas demais para ignorarmos. Se houver um resultado muito apertado, então cabe até um recurso contra o resultado”, afirmou.

“Todas as acusações de irregularidade recebidas serão apuradas, e se apropriado, serão intensamente investigadas em parceria com as agências responsáveis”, informou a Scotland Yard, por meio de nota. Para Peter Wardle, chefe da Comissão Eleitoral, as denúncias mostram que a fiscalização está atuando bem. “O número de acusações também tem de ser avaliado no contexto do número total de votos, que, nas eleições de 2005, foram de 27 milhões”, disse Wardle.

Susto e milagre

O avião que levava o candidato do Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP) para a circunscrição de Buckingham, Nigel Farage, teve que fazer um pouso forçado no aeroporto de Northamptonshire, ao norte de Londres, após o início da votação. O eurocético Farage, 46 anos, ficou levemente ferido e foi levado ao hospital de Banbury. “Ele saiu do acidente ensanguentado. O piloto está em situação um pouco mais grave”, afirmou um porta-voz do partido à agência France-Presse. No hospital, o candidato disse que “tem sorte por estar vivo”.

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 10 de abril de 2010

Acidente de avião na Rússia mata presidente da Polônia

O avião do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, caiu neste sábado, 10, durante um voo rumo à cidade russa de Smolensk. O Comitê de Investigação da Procuradoria informou que 96 pessoas estavam a bordo do avião, entre elas Kaczynski. Não houve sobreviventes. Informações anteriores davam que 132 pessoas haviam morrido no acidente.

O acidente aconteceu no meio de um denso nevoeiro, quando o avião atingiu árvores quando se dirigia ao aeroporto de Smolensk. O piloto do avião rejeitou sugestões de desviar o voo até Moscou ou Minsk, a capital de Belarus.

A Procuradoria Geral da Rússia confirmou que o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, estava a bordo do avião que se acidentou neste sábado na cidade russa de Smolensk.

Kaczynski se dirigia à localidade russa de Katyn para prestar homenagem aos milhares de oficiais poloneses executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos.

Novas eleições

A Polônia realizará eleições presidenciais antecipadas após a confirmação da morte de Kaczynski, disse Pawel Gras, porta-voz do governo polonês. As eleições devem ser realizadas até o final de junho.

"De acordo com a constituição, temos que realizar eleições presidenciais antecipadas", disse Gras. "Por hora, o presidente da Câmara baixa do Parlamento, Bronislaw Komorowski, é o novo presidente interino."

A morte de Kaczynski, que ao lado de seu irmão era uma força dominante da política polonesa, traz incerteza política. "As consequências políticas serão duradouras, e isso possivelmente vai mudar todo o cenário futuro da política polonesa", disse Jacek Wasilewski, professor da Escola Superior de Psicologia Social, em Varsóvia.

Vida política

Kaczynski, de 59 anos, foi aliado do líder do partido Solidariedade, Lech Walesa, e junto com seu irmão gêmeo, Jaroslaw Kaczynski, fundou o partido Lei e Justiça, de direita. Ele deixou o partido quando se tornou presidente em 2005, mas continuou a apoiá-lo.

Embora o cargo do presidente seja fundamentalmente simbólico, ele pode vetar leis. Lech Kaczynski enfureceu o governo do primeiro-ministro Donald Tusk muitas vezes ao bloquear projetos de leis, como o que reformava o sistema de saúde do país.

Leia mais no Estadão

quinta-feira, 11 de março de 2010

Piñera assume o Chile sob terremotos

Cerca de 20 minutos antes da posse do presidente Sebastián Piñera, um forte terremoto de 6,9 graus na escala Richter atingiu o Chile, na manhã desta quinta-feira (11), de acordo com o Instituto de Sismología dos Estados Unidos. Foi a réplica mais forte desde o megaterremoto de 8,8 graus de 27 de fevereiro. Inicialmente, a magnitude calculada foi de 7,2, mas logo o Instituto sismográfico americano revisou para baixo o número.

O novo governo emitiu alerta de tsunami por volta de 12h, já que o epicentro foi próximo à costa chilena. Um pouco antes de 16h, contudo, o alerta foi encerrado. Só foram registradas mudanças nas marés nas cidades de Pichilemu (250 km ao sul de Santiago), mas não ocorreram ondas grandes após o terremoto de 6,9 graus na escala Richter.

Durante o alerta, o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico (SHOA, na sigla em espanhol) da Marinha chilena recomendou à população das localidades litorâneas seguir para lugares altos entre as regiões de Valparaíso e Los Lagos, mil quilômetros ao sul de Santiago.

"Colocamos o alerta de tsunami preventivamente para os locais do litoral com até 15 metros do nível do mar", afirmou na saída da posse o novo ministro da Defesa, Jaime Ravinet.

O governo Piñera decretou estado de catástrofe na região de O´Higgins. Essa é a terceira região com esse status: devido ao tremor de fevereiro, as regiões de Bio-bio e Maule já estavam nessa condição.

O tremor de hoje assustou as autoridades presentes na cerimônia de posse no Congresso chileno, em Valparaíso (cidade 120 km a oeste de Santiago). Alguns jornalistas correram e as autoridades se surpreenderam. Após a cerimônia de posse, o Congresso Nacional foi evacuado de modo preventivo.

Houve um segundo tremor, dez minutos depois, também forte, com intensidade de 6,4 na escala Richter. Nem Piñera nem Michelle Bachelet estavam no Congresso no momento do primeiro tremor. No segundo sismo, Bachelet estava em carro aberto saudando o público, enquanto o ainda presidente eleito estava já dentro do Congresso, que só teve algumas lâmpadas derrubadas (os parlamentares olhavam constantemente para cima, afinal, o prédio ficou com rachaduras após o megaterremoto).

Presente no Chile, o presidente do Peru, Alan García, brincou com a situação: "Deu para dançar um pouco com esse balançar". Uma terceira réplica, mais leve, aconteceu às 12h10, quando Bachelet já estava no Congresso para transmitir o cargo para Piñera. As autoridades esperaram o movimento diminuir e começaram os discursos solenes.

O epicentro do tremor de 6,9 de hoje foi na região de O`Higgins, ao sul de Santiago. O tremor durou mais de um minuto. Em Concepción, cidade mais atingida pelo megaterremoto de duas semanas atrás, houve pânico, porque objetos caíam das casas.

A transferência do poder da presidente socialista Michelle Bachelet para Sebastián Piñera ocorreu numa austera cerimônia, com tom menos festivo do que o habitual em respeito ao luto nacional devido ao terremoto. O recém-empossado chefe de Estado chileno, de 60 anos, recebeu a faixa presidencial das mãos do presidente do Senado, Jorge Pizarro. Os presentes no Congresso aplaudiram Bachelet e Piñera, que, em seguida, cantaram o hino nacional.

Piñera trocou a programação. Vai de helicóptero para Rancagua (90 km ao sul de Santiago), cidade de porte mais perto do epicentro do terremoto de 6,9 graus. Inicialmente, ele iria para a litorânea Constitución, atingida pelo tsunami.

Já em Rancagua, Piñera afirmou que as fortes réplicas que sacudiram a região central do Chile "danos significativos" ali. "Nesse momento estamos deslocando nossas equipes de emergência. Vamos ter uma avaliação mais precisa dos danos provavelmente no decorrer desta tarde", disse o presidente.

Em Constitución, as pessoas já estão voltando para suas casas, depois de ficarem por mais de uma hora no morro, para onde se dirigiram após o alerta de tsunami. Piñera continuou a pedir atenção ao tsunami. "Quero que obedeçam o alerta de tsunami preventivo. Não quero deixar as pessoas alarmadas. Mas é bom ter precauções", disse Piñera após a saída da posse ainda em Valparaíso.

Nas cidades costeiras de Viña Del Mar e Valparaíso, as pessoas foram para os morros com bolsas e sacolas de roupa. Viña del Mar é o local do Palácio Castillo, onde Piñera almoça com os presidentes estrangeiros.

Uma passarela de pedestres caiu na Rodovia 5, principal ligação entre Santiago e o sul do país. Na cidade de talca, muito atingida pelo tremor de hoje, houve caos no trânsito e filas nos supermercados, já que a população temeu um possível desabastecimento na região.

Para financiar a reconstrução, o governo Piñera deve emitir títulos internacionais e aproveitar as reservas advindas da exportação de cobre.

O terremoto de fevereiro pouco abalou a mineração chilena, esteio da economia nacional, mas causou graves danos, na região centro-sul do país, à atividade vinícola, pesqueira e de produção de papel e celulose. Alguns analistas dizem que os prejuízos podem tirar até meio ponto percentual do crescimento econômico neste ano.

As autoridades chilenas já identificaram 497 mortos pelo terremoto e pelos tsunamis do dia 27 de fevereiro. A gestão Bachelet chegou a falar em 802 mortos, mas reduziu a cifra ao perceber que ela incluía, por engano, listas de desaparecidos.

Bachelet 2014

Michelle Bachelet se despediu nesta quinta-feira de ministros e funcionários do palácio presidencial de La Moneda pouco antes de deixar o cargo, em meio a clamores pela sua reeleição em 2014, embora tenha pedido para não especular com essa possibilidade.

Nas imediações de La Moneda, dezenas de pessoas, em sua maioria mulheres exibindo faixas e cartazes, pediram a sua reeleição daqui a quatro anos, quando serão realizadas novas eleições presidenciais.

"Em 2014 vamos repetir o prato", disse uma mulher que, junto com outras amigas, exibia uma enorme faixa com os dizeres "Obrigada, presidente, nos vemos em 2014".

Com a saída de Bachelet, primeira mulher a ser presidente do Chile, chega ao fim uma era de duas décadas de governo da aliança de centro-esquerda conhecida como a Concertação, que chegou ao poder após a queda da ditadura de Augusto Pinochet.

O empresário Piñera é uma das pessoas mais ricas do mundo, segundo a revista Forbes. O ex-senador é economista, formado em Harvard.

Comunistas de volta

Com a posse de Piñera, a direita volta ao poder desde a saída do ditador Augusto Pinochet, em 1990. Mas nesta quinta-feira (11) também os comunistas voltam à cena política depois de 37 anos de banimento. Três deputados do PC chileno foram eleitos e assumiram seus cargos no Congresso, em Valparaíso. Os comunistas estavam ilegais desde a ditadura, e as forças militares pressionavam para que não voltassem à legalidade, mas os partidos de sustentação de Michelle Bachelet, os socialistas e democratas-cristãos, aprovaram a volta do PC.

Fonte: Portal UOL

domingo, 7 de março de 2010

Pelo menos 25 morrem no Iraque durante eleição

Pelo menos 25 pessoas foram mortas no Iraque no fim de semana, em uma série de ataques com bombas e morteiros que visaram atrapalhar a segunda eleição nacional no país desde a queda do Saddam Hussein, em 2003.

No norte da capital, Bagdá, pelo menos 14 pessoas foram mortas quando uma explosão destruiu um prédio, enquanto ataques de morteiro no oeste da cidade mataram sete, de acordo com a polícia e hospitais. No noroeste da cidade três pessoas foram mortas por uma granada quando estavam indo votar.

Militantes prometeram atrapalhar a eleição que, de acordo com eles, dará legitimidade tanto a um governo dominado pelos xiitas quanto à invasão liderada pelos americanos.

Muitos analistas consideram a eleição um divisor de águas que decidirá se o país conseguirá ou não superar as divisões sectárias antes da retirada das tropas dos EUA, planejada para este ano.

Aproximadamente 19 milhões de iraquianos têm direito de votar nessa eleição, que escolherá 325 membros do parlamento. A violenta eleição de 2005 foi considerada um desastre. As informações são da Associated Press.

Fonte: Portal Diário do Pará

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Acusação de assassinato marca eleição na Ucrânia

O chefe da campanha presidencial da primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, acusou simpatizantes do candidato da oposição de terem assassinado um membro de sua equipe neste domingo.

Tymoshenko e o líder da oposição Viktor Yanukovich disputam hoje o segundo turno para eleição do quarto presidente da Ucrânia desde que a ex-república soviética conquistou a independência em 1991.

Segundo Alexander Turchinov, um membro da campanha de Tymoshenko foi morto hoje por partidários de Yanukovich enquanto votava em Ivano-Frankivsk, um reduto da premiê no oeste da Ucrânia.

A polícia de Ivano-Frankivsk confirmou a morte, mas disse não ter ainda estabelecido sua causa. O porta-voz de Yanukovich, por sua vez, se recusou a comentar a acusação.

No primeiro turno da eleição presidencial, em 17 de janeiro, Yanukovich teve 10% de votos a mais do que Tymoshenko. As informações são da Associated Press.

Fonte: portal Diário / AE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Haiti adia eleições legislativas por terremoto


O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) do Haiti anunciou nesta terça-feira, 02, oficialmente o adiamento das eleições legislativas que estavam previstas para os dias 28 de fevereiro e 3 de março, informou a rádio Metropole em seu site.

O pleito foi adiado para uma data ainda indefinida segundo um comunicado do CEP citado pela rádio, que acrescentou que o motivo do adiamento são os danos causados pelo terremoto do último dia 12 em edifícios do órgão eleitoral e nas sedes de votação.

O terremoto "atingiu especialmente as sedes do CEP, provocando a morte de seis funcionários", diz a nota. Além disso, 80% dos locais de votação do departamento Oeste e 60% dos do departamento Sudeste não estão operando por estarem destruídos ou danificados. O conjunto de arquivos e documentação eletrônica ficou a salvo.

O Haiti realizaria eleições legislativas para renovar um terço do Senado e a Câmara dos Deputados. Dois senadores morreram em consequência do terremoto, que deixou pelo menos 200 mil mortos.

O presidente haitiano, René Préval, declarou à imprensa na semana passada que, na atual situação do país, não se pode falar de eleições.

Já o ministro encarregado das relações do Executivo com o Parlamento, Joseph Jasmin, disse à Agência Efe também na semana passada que só existe a possibilidade de "imaginar" eleições gerais no final deste ano.(AE)

Do Portal Diário

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Frase do dia

"É verdade, a presidente Bachelet é muito popular e o presidente Lula também. Mas não há que confundir a popularidade de um presidente com a necessidade de mudança de um país"

(Sebástian Piñera, vencedor das eleições presidenciais chilenas, após ser questionado ontem, 18, por um jornalista brasileiro, sobre a dificuldade de transferência de votos da presidente chilena, Michelle Bachelet, para seu candidato, Eduardo Frei, e a possibilidade de o mesmo ocorrer no Brasil).

Fonte: Folha de SP

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bachelet com 80% de aprovação não elegeu sucessor. E Lula?

Apesar do apoio da atual presidente, Michelle Bachelet, cujo governo é aprovado por mais de 80% do pais, o ex-presidente Eduardo Frei foi derrotado na eleição presidente do Chile pelo empresário Sebastián Piñera, candidato da Coalizão pela Mudança, de oposição. Ele será o primeiro representante da direita chilena a ser eleito presidente desde 1958.

Fonte: blog do Cláudio Humberto

----------------------------------------------------------------------------------------

Um presidente com aprovação alta não elegendo seu sucessor. Lula e Dilma não devem achar essa história muito agradável e, com certeza, não querem que ela seja contada mais uma vez em outubro deste ano no Brasil.

Sebastián Piñera é o novo presidente do Chile

O empresário Sebastián Piñera, da opositora Coalizão pela Mudança, é o novo presidente do Chile. Antes dos votos das eleições do 2º turno encerrarem (99%), ele já tinha 51,61% contra 48,38% de Eduardo Frei, ex-presidente do país e candidato da Concertación -coalizão da qual pertence a atual presidente, Michelle Bachelet.

Com este resultado, Piñera será o primeiro representante da direita chilena a ser eleito presidente desde 1958. A Concertación estava no comando do país há 20 anos, desde que o ex-ditador Augusto Pinochet deixou o poder.

A derrota ocorreu mesmo com a alta aprovação de Bachelet: segundo as últimas pesquisas, 80% da população aprova a gestão da presidente socialista.

Fonte: Folha de SP e BBC Brasil

domingo, 17 de janeiro de 2010

Chilenos decidem presidente neste domingo(17)

Os dois candidatos que disputam, neste domingo, o segundo turno das eleições presidenciais no Chile se disseram confiantes na vitória após registrarem seus votos nas urnas, mas o pleito ocorre em meio a um clima de apatia.

O ex-senador, empresário bilionário e opositor Sebastián Piñera, da Coalición por el Cambio (Frente para a Mudança), disse que mais tarde “haverá uma grande festa” e que “virão tempos melhores para o Chile”.

O candidato governista, ex-presidente Eduardo Frei (1994-2000) também acredita na conquista da Presidência e disse que será “o sucessor de Michelle Bachelet por vontade popular”.
Mas se os candidatos esperam uma festa no final do dia, os chilenos não se demonstraram tão animados com relação ao pleito.

Os primeiros dados oficiais, ainda fragmentados, indicam que o comparecimento às urnas poderia repetir o registrado no primeiro turno, quando quase um milhão de eleitores não compareceram às urnas – um índice considerado por analistas, já que o voto é obrigatório no país após a inscrição na Justiça Eleitoral.

Além das abstenções, 75% dos jovens de 18 a 30 anos não estão inscritos para votar porque não se sentem atraídos pela política.

O Chile tem 16 milhões de habitantes e cerca de 12 milhões de eleitores, mas apenas 8 milhões estão inscritos e ainda assim existem abstenções.

O pleito transcorre em clima tranqüilo, com registros de incidentes isolados. A votação termina às 16horas (horário local, 17h em Brasília) e a expectativa é que os primeiros resultados oficiais sejam divulgados já no início da noite.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Croatas optam por aproximação com UE e elegem Josipovic

Foto: Reurters

Os croatas elegeram hoje com ampla folga o opositor social-democrata Ivo Josipovic como seu terceiro presidente desde a independência (1991), com o que apostam claramente em uma aproximação com a União Europeia (UE) e o fortalecimento do Estado de direito. Com uma carreira brilhante de jurista, um passado livre de escândalos e um programa claramente pró-europeu e contra a corrupção, Josipovic conseguiu ganhar a confiança dos eleitores mesmo com seu pouco carisma.

A derrota de Milan Bandic, um ex-social-democrata que nesta campanha beijava cruzes e apoiava criminosos de guerra para atrair o apoio da direita, não pôde ser evitada mesmo com o apoio indireto, mas claro, da Igreja Católica. Trata-se de um acontecimento importante em um país predominantemente católico, no qual gente como Josipovc, que se declara abertamente agnóstico, é uma rara exceção.

Com cinco mil do total de 6.800 colégios eleitorais já apurados, Josipovic conseguiu 61,2% dos votos, enquanto Bandic obteve 38,8% de apoio, segundo a Comissão Eleitoral Estatal. Os resultados oficiais completos são esperados para a madrugada de hoje na Croácia, quando as primeiras declarações dos dois candidatos devem ser dadas.

Mirando Mrsic, chefe da equipe eleitoral de Josipovic, comentou que o bom resultado mostra que "as eleições foram em certo modo um plebiscito no qual se elegia entre uma Croácia europeia e moderna e uma Croácia diferente" que, segundo ele, o povo não quer lembrar.

Josipovic, de 52 anos, prometeu na campanha ajudar o Governo a combater a corrupção, problema que identificou, da mesma forma que a Comissão Europeia (órgão executivo da UE), como crucial num país que espera terminar as negociações de acesso à UE durante a Presidência espanhola e entrar no bloco em 2012. Na campanha, destacou seu conhecimento do problema, já que como jurista é autor de duas leis adotadas recentemente que facilitam a luta contra a corrupção e a pena a seus responsáveis.

O novo líder comandará o país com a primeira-ministra Jadranka Kosor (conservadora), no poder desde a renúncia do ex-chefe da União Democrática Croata (HDZ), Ivo Sanader, em julho, em meio a uma série de escândalos de corrupção. Josipovic prometeu que sua primeira tarefa como presidente será uma reunião com Kosor para definir em comum os passos concretos a dar para combater de forma mais eficaz a corrupção. Anunciou ainda que, após Bruxelas, sua prioridade será a política com os vizinhos nos Bálcãs e o desenvolvimento de boas relações, incluindo a promoção de projetos econômicos conjuntos para o exterior.

O presidente eleito promete atenção estrita ao acordo de arbitragem sobre a delimitação fronteiriça no mar Adriático, que Kosor alcançou em novembro passado com o Governo da Eslovênia. A Croácia terá que enfrentar em 2010 uma difícil situação econômica, com uma incerta saída da recessão após a queda de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Está previsto também um aumento do desemprego, para 15%, ao mesmo tempo em que a dívida externa pode alcançar 100% do PIB.

Fonte: Portal Terra

sábado, 2 de janeiro de 2010

2010 e as eleições no mundo

Do Portal Uol / Maurício Saravese


Eleições Presidenciais

Eleições 2010 colocam holofotes em conservadores das Américas e da Europa

A onda rosa que varreu a Europa há cerca de dez anos está por um fio a ser cortado nas eleições gerais do Reino Unido. Na América Latina, há chances razoáveis de Brasil e Chile - vitrines esquerdistas do continente - mudarem de direção apesar de seus governos populares. Em baixa nas pesquisas de popularidade, o presidente democrata dos Estados Unidos, Barack Obama, deve sofrer para manter sua maioria no Congresso. Afinal, os conservadores estão de volta.

O cenário mais promissor para os defensores dos cortes de gastos públicos está no Reino Unido, onde o Partido Conservador deve desalojar o impopular primeiro-ministro Gordon Brown por ampla maioria. É tão baixo o apoio ao sucessor de Tony Blair que o Partido Trabalhista teme terminar as eleições gerais - a serem realizadas entre maio e junho - em terceiro lugar, atrás do Partido Liberal Democrata, de centro-direita. Caso as pesquisas se confirmem, David Cameron, 43, será o novo premiê.

A provável derrota dos trabalhistas britânicos dará fim à chamada "onda rosa" que elegeu no fim dos anos 90 governos de centro-esquerda nas principais potências europeias: Reino Unido, Alemanha, França e Itália. Embora mantenha a esquerda no poder com o primeiro-ministro José Luis Zapatero, a Espanha o elegeu pela primeira vez na esteira dos ataques terroristas de 11 de março de 2004, em uma votação que dias antes daria a vitória ao conservador governista Mariano Rajoy.

Na América Latina a maior hegemonia política da região estará em jogo já em janeiro, quando o Chile decide em segundo turno o sucessor da popular presidente Michelle Bachelet. A briga será entre o liberal Sebastián Piñera e o ex-mandatário Eduardo Frei, candidato da Concertação - grupo de centro-esquerda de todos os ocupantes do Palácio La Moneda desde a restituição da democracia, em 1990.

O empresário sócio da companhia aérea LAN, que rejeita o rótulo de conservador por se dizer "liberal clássico", venceu o primeiro turno por ampla vantagem, porém insuficiente para definir a disputa. Ele é o favorito para bater o democrata-cristão Frei, que dividiu a esquerda chilena no fim dos anos 90 ao pressionar para que o ex-ditador Augusto Pinochet (1915-2006) fosse libertado da prisão em Londres, devido a crimes contra a humanidade durante seu governo.

No Brasil, a oposição também aparece na frente nas pesquisas de intenção de voto, com o governador de São Paulo, José Serra, apesar dos cerca de 80% de aprovação popular ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora esteja a votação seja apenas em outubro, o Palácio do Planalto espera grandes dificuldades para eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Na Colômbia, pouco depois de as eleições chilenas sinalizarem se há crescimento conservador na América do Sul, o favorito é presidente Álvaro Uribe, maior aliado dos Estados Unidos na região e adversário do venezuelano Hugo Chávez. Ele ainda depende de autorização da Justiça para em maio concorrer pela terceira vez. Com sua popularidade em alta por conta do confronto com guerrilheiros e narcotraficantes, não tem rival no país até o momento.

Legislativas

Além das eleições presidenciais, 2010 também contará com decisivas votações parlamentares. A mais importante delas será nos Estados Unidos, em novembro. Com popularidade em baixa, o presidente Obama tentará manter sua sólida maioria no Congresso, desafiada por uma cada vez mais agressiva oposição republicana.

A Câmara dos Representantes escolhe seus 435 membros - hoje ela conta com 256 democratas, 178 republicanos e tem uma cadeira vaga. Um terço do Senado será renovado, em uma casa onde a vantagem de Obama é mais frágil.

São 58 democratas, 40 republicanos e dois independentes, sendo que os últimos foram decisivos na aprovação do controverso plano de saúde da Casa Branca na véspera de Natal. Historicamente o partido que vence as eleições presidenciais é derrotado na votação de meio de mandato.

Duas outras eleições legislativas devem pesar sobre a americana: o Iraque, ex-número 1 na agenda dos Estados Unidos, indica seus novos representantes em março e o Afeganistão, sob vigilância ainda maior, fará o mesmo em maio. Durante a administração de George W.Bush a Casa Branca aumentou o contingente de soldados enviados ao Iraque, um movimento que Obama copiou em relação ao Afeganistão há poucas semanas.

Embora sem data fixada, até um dos regimes mais fechados do mundo resolveu marcar eleições para 2010. A junta militar que governa Mianmar criou uma espécie de parlamento bicameral que estará em disputa - exceto para prisioneiros políticos. Alguns analistas preferem avaliar a votação no conturbado país asiático como uma tentativa de legitimar a ditadura.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Direita e governo disputam segundo turno no Chile

O candidato de direita, Sebastián Piñera, vencia o primeiro turno da eleição presidencial chilena neste domingo, com 44% dos votos, contra 30% do governista Eduardo Frei (esquerda). Os dois disputarão um segundo turno, que deve acontecer em 17 de janeiro, informaram as autoridades eleitorais após a apuração de 59% das urnas. O candidato independente de esquerda, Marco Enríquez-Ominami, obtinha 19% dos votos, e o comunista Jorge Arrate, 5%.

A eleição teve pouco mais de 4 milhões de votos válidos, e os chilenos escolheram ainda os 120 deputados da Câmara e 20 dos 38 membros do Senado. Após a publicação dos resultados parciais, Enríquez-Ominami se absteve de apoiar Piñera ou Frei, e liberou seus eleitores para votar em qualquer candidato no segundo turno.

Arrate já disse que apoia Frei. Jorge Pizarro, chefe da campanha de Frei, antecipou que por suas orientações de centro e esquerda, os eleitores de Enríquez-Ominami e Arrate apoiarão Frei no segundo turno: "ficou provado que 55% dos votos estão com um Chile livre e solidário", disse.

Andrés Allamand, senador e um dos porta-vozes de Piñera, assinalou que "enquanto o árbitro não apitar o final da partida", não se pode comemorar, mas estimou que "há uma vantagem extraordinária". "Vamos seguir trabalhando com força e humildade".

Os eleitores chilenos votaram com tranquilidade e houve bom índice de participação, apesar do calor em Santiago neste domingo. Piñera, Eduardo Frei e Enríquez votaram cedo e sem maiores inconvenientes.

O empresário Piñera, cuja fortuna é avaliada em US$ 1,2 bilhão, chegou à eleição com 44% nas pesquisas. Frei, candidato da presidente socialista, Michelle Bachelet, tinha 31% das intenções de voto.

"Todos sabem que vai haver um segundo turno. Então, a eleição de hoje é muito importante, mas, sem dúvida, teremos outra votação para eleger o presidente da República", disse Bachelet, que termina seu mandato com uma popularidade recorde, de entre 75% e 80%.

Piñera afirmou após votar que "tempos melhores se aproximam do Chile, especialmente para os que precisam de um bom governo, que estão passando dificuldades, sofrendo".

Eduardo Frei, que votou na cidade de Unión, 900 km ao sul de Santiago, afirmou que vencerá no segundo turno. "Aqui definimos duas maneiras, duas visões. Não queremos um salto no abismo ou a volta ao passado. Não acreditamos que o dinheiro e o mercado devem primar em nossa sociedade", disse Frei.

O independente Enríquez votou em Zapallar, 170 km a oeste de Santiago, e apostava na opção dos chilenos por uma "mudança verdadeira". "Tenho muita confiança em que o povo vai votar pela mudança verdadeira", disse Enríquez, 36 anos, um cineasta que abandonou o Partido Socialista para apresentar candidatura própria.

Piñera aparece nas pesquisas para o segundo turno com 49% das intenções de voto, contra 32% para Frei. Na eleição legislativa, o Partido Comunista obteve uma significativa votação e voltou ao Congresso chileno, após 36 anos de ausência.

O presidente do PC, Guillermo Teillier, e seus colegas de partido Hugo Gutiérrez e Lautaro Carmona foram eleitos para a Câmara dos Deputados. A última vez que os comunistas chegaram ao Congresso foi no governo do socialista Salvador Allende, em 1970, derrubado pelo ditador Augusto Pinochet, em 1973.

Durante as últimas décadas o Chile foi governado por coalizões de centro-esquerda do partido Concertación. Antes disso, esteve sob a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

Fonte: portal Terra

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Na Bolívia, Evo Morales deve ser reeleito no primeiro turno

















Do Uol Notícias / Foto: EFE

O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi reeleito em primeiro turno com mais de 60% dos votos, contra cerca de 24% do segundo colocado, Manfred Reyes Villa, segundo levantamentos de boca-de-urna divulgados no início da noite deste domingo.

A consultoria Ipsos divulgou que Morales teria conseguido 63,2% dos votos, contra 24% de Reyes Villa e 7% do empresário Samuel Doria Medina. Esses números seguem as tendências registradas pelas pesquisas de intenção de voto realizadas antes da eleição deste final de semana.
O levantamento das empresas Mori e Captura Consult trazem resultados semelhantes: entre 62% e 61% para Morales; 23% e 25% para Reyes Villa; 9% e 10% para Doria. Os resultados oficiais só serão conhecidos na próxima semana.

Segundo a Constituição boliviana, um candidato é eleito quando alcança mais de 50% dos votos, ou mais de 40%, com pelo menos 10 pontos percentuais acima do segundo colocado, condições que Morales terá cumprido com ampla margem, se os números preliminares se confirmarem.

Esse resultado significa uma importante aprovação para a gestão de Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, no poder desde janeiro de 2006. Com o resultado de hoje, ele deve permanecer no poder até 2015.

Além de votarem para presidente, os bolivianos também se manifestaram nas urnas sobre a composição da Assembleia Plurinacional Legislativa, que vai ser formada por 130 deputados e 36 senadores e que substituirá o antigo Congresso. Se por um lado dava por certa sua vitória, agora Morales espera que seu partido, o Movimento ao Socialismo, consiga 2/3 das cadeiras na composição desse parlamento.

Cerca de cinco milhões de bolivianos estavam habilitados para votar esse final de semana.

Segundo observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia, o pleito aconteceu em "tranquilidade".

domingo, 29 de novembro de 2009

Pesquisas apontam resultado em Honduras

Boca de urna aponta vitória de candidato oposicionista em Honduras
29/11/2009 - 23h39 da Folha OnLine

O candidato oposicionista Porfirio Lobo aparece com uma liderança clara nas pesquisas de boca de urna divulgadas após a eleição presidencial em Honduras, realizada neste domingo em meio à divisão interna e entre os países do continente, rachados em relação à legitimidade do pleito.

A eleição é vista pelos Estados Unidos e alguns aliados como uma saída para crise política hondurenha, agravada há cinco meses pela deposição do presidente Manuel Zelaya, expulso do país pelo Exército, em uma ação que teve apoio da apoio da Suprema Corte e do Congresso, que reagiram a uma tentativa considerada ilegal de fazer uma consulta popular sobre mudanças constitucionais.

Mas, enquanto Washington deve reconhecer a votação, os governantes de esquerda como os presidentes do Brasil, Argentina e Venezuela e outros países latino-americanos dizem que a eleição é inválida, porque foi apoiada por um governo interino que consideram golpista.

Os EUA argumentam que a eleição estava convocada antes da deposição e que os candidatos já estavam escolhidos.

Uma pesquisa da estação de rádio HRN mostra o conservador Lobo, do Partido Nacional (PN), com mais de 55% da votação, contra 39% de Elvin Santos, do Partido Liberal, o mesmo de Zelaya e do presidente interino, Roberto Micheletti.

Duas pesquisas de boca de urna divulgadas por outros meios de comunicação também mostram Lobo, um rico fazendeiro, bem à frente. O candidato do PN é visto como mais capaz do que Santos de tirar Honduras do impasse político e do isolamento diplomático.

"Esta eleição é um passo importante para consolidar um governo que possa nos unir", disse Lobo, após a votação. Ele já deu sinais de que pretende fazer um governo de unidade e disse que Zelaya poderá sair sem medo de ser preso da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde o presidente deposto permanece desde 21 de setembro, quando voltou clandestinamente ao país.

Considerado fundamental para a legitimidade da votação, o nível de participação de eleitores ainda é incerto.

Após o fechamento das sessões eleitorais, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) disse que abstenção tinha sido de 35%, menor que a da última eleição, em 2005, mas a frente pró-Zelaya, que convocara um "toque de recolher cívico", chamou a votação de um "fracasso", com cerca de 70% de abstenção.

Leia mais na Folha Online

sábado, 28 de novembro de 2009

Eleições pelo mundo

Eleições explosivas em Honduras

Micheletti denuncia plano de explosões contra eleição; polícia apreende dinamite

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, que se afastou temporariamente do poder, acusou neste sábado os seguidores do presidente deposto, Manuel Zelaya, de espalhar bombas para boicotar as eleições gerais deste domingo, no dia em que a polícia anunciou a apreensão de material explosivo de um suposto complô contra as eleições.

"São pressões psicológicas que pretendem exercer esses senhores para poder provocar esse tipo de preocupação entre os cidadãos", declarou Micheletti à rádio local HRN.

Micheletti se referia aos membros da Frente de Resistência contra o Golpe de Estado, um conglomerado de sindicatos e associações que se mobiliza há cinco meses para exigir a restituição de Manuel Zelaya, deposto em 28 de junho.

A Frente convocou nesta sexta-feira um "toque de recolher popular" no domingo para que os hondurenhos não votem nas eleições e evitem sofrer a repressão por parte das forças sob comando do governo interino, anunciou um dos dirigentes do grupo.

"Fazemos um chamado para o toque de recolher das seis da manhã às seis da tarde de domingo para que ninguém saia para votar e para que não seja reprimido", afirmou o coordenador da Frente, Juan Barahona.

Leia mais na Folha Online

Folha Online - BBC Brasil - Eleição coloca em xeque posição brasileira sobre Honduras - 28/11/2009

Folha Online - Mundo - Eleições em Honduras provocam racha entre países da América Latina - 28/11/2009

-------------------------------------------------------------

Uruguaios vão às urnas neste domingo

Os uruguaios decidem neste domingo (29/11) quem será o próximo presidente do país entre o ex-guerrilheiro tupamaro José Mujica, que aparece como favorito nas pesquisas, e o nacionalista Luis A. Lacalle. Cerca de 2,5 milhões de eleitores decidirão entre estes candidatos com propostas e ideologia diametralmente opostas. Mujica, de 74 anos, membro do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros, o grupo radical de esquerda que tentou tomar o poder pelas armas, recebeu 49% dos votos no primeiro turno eleitoral de 25 de outubro. Lacalle, de 68 anos, ex-presidente entre 1990-1995, de centro-direita, conquistou quase 30% dos votos e diz que se for eleito buscará a governabilidade mediante a negociação com o Congresso.

As pesquisas da última semana mostraram vantagem de 7 a 9 pontos porcentuais para Mujica, com uma massa de indecisos de cerca de 9% dos entrevistados. Pedro Bordaberry, líder do Partido Colorado, respaldou a candidatura de Lacalle. En 1999, foi o Partido Nacional, de Lacalle, que apoiou o colorado Jorge Batlle para dar-lhe a vitória. Sem nenhum debate entre Mujica e Lacalle, a campanha teve como base a formação de grandes caravanas de automóveis, com simpatizantes carregando bandeiras da Frente Amplio e do Partido Nacional, e atos públicos, mas sem concentrações maciças.

Desde ontem, os uruguaios estão no período de silêncio eleitoral, que se prorrogará até o encerramento da votação neste domingo, às 20 horas (horário de Brasília). A Corte Eleitoral poderá revelar os primeiros resultados algumas horas depois do fim da votação. O novo presidente tomará posse em 1º de março para um mandato de cinco ano. Mas os uruguaios voltam às urnas em maio de 2010 para eleger os gestores das 19 províncias do Uruguai.

Deu no Diário do Pará / AE

sábado, 31 de outubro de 2009

Previsões de Hugo Chávez


"É a próxima presidente do Brasil, podem anotar. É o que me diz esse coração. É uma grande mulher, com a cabeça bem coordenada". Referindo-se à Dilma Rousseff, essa foi uma das opiniões que o presidente venezuelano externou, ontem, 30/10, durante entrevista coletiva dele e do presidente Lula, na cidade de El Tigre.


Antes disso, Chávez falou sobre o terceiro mandato: "Lamento que Lula saia e sei que no Brasil muitos também lamentam [...]. Por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?", satisfeito com a aprovação pela comissão do Senado brasileiro da adesão da Venezuela ao Mercosul.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Zelaya deve voltar ao poder em Honduras

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deve voltar ao poder depois que o governo de fato do país cedeu à pressão dos Estados Unidos e concordou em se comprometer com o fim da longa crise desencadeada em junho.

A resolução veio depois que representantes dos Estados Unidos que foram a Honduras voltaram a pressionar num último esforço para dar fim à crise que criou uma dor de cabeça à política externa de Washington.

Veja alguns fatos sobre o presidente deposto:

Um improvável herói da classe operária, José Manual Zelaya Rosales nasceu em 10 de setembro de 1952, em uma rica família de fazendeiros na região de Olancho. Ele fez fortuna com gado e extração de madeira antes de ser eleito para o Congresso em 1985.

Apelidado de Mel e conhecido por seu bigode e chapéu branco de caubói, Zelaya cresceu na hierarquia do Partido Liberal e foi eleito presidente de Honduras em 2005, como moderado. Ele se voltou para a esquerda assim que assumiu, elevando o salário mínimo, investimentos sociais e criando poderosos inimigos depois que se aliou ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

Em 1975 houve um massacre de 14 ativistas no rancho de Zelaya. O pai de Zelaya ficou 5 anos preso e depois foi perdoado. Alguns simpatizantes da família de Zelaya culpam os militares pelo massacre.

O exército de Honduras forçou Zelaya a sair do país de pijamas em 28 de junho depois de disputa com os líderes empresariais do país, Suprema Corte, Congresso e militares sobre os planos da realização de um plebiscito para garantir apoio público à ampliação do mandato presidencial. Seus críticos afirmam que ele tentava se manter no poder, mas ele nega que teve essa intenção.

Fonte: Terra - 30/10/09