segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Está chegando a hora!

Dilma ganhará no primeiro turno? Serra ainda vai conseguir reagir? E Marina, conseguirá atrair alguns votos mais nessa reta final? Veja como estão as últimas pesquisas dos grandes institutos nacionais.

Nessa última semana seremos inundados de novas pesquisas. Umas corretas, outras nem tanto. Umas para informar, outras para deformar.

Muitos sites abriram enquetes para saber qual o instituto é o de maior credibilidade na opinião dos eleitores. No R7, da Record, o Vox é o mais citado, de longe. O menos confiável naquela enquete é o Ibope.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

STF: 5 x 5 - embarrigaram a decisão

Que situação, hein? Os eleitores continuam sem sabem se a Lei da Ficha Limpa valerá para essas eleições, pois o STF, maior corte da justiça brasileira não decidiu nada. Cinco ministram votaram a favor da aplicação da lei já nestas eleições e 5 votaram contra, garantindo sua constitucionalidade, porém querendo que ela só valha para as próximas eleições.

E Cesar Peluso, presidente do STF, que poderia decidir a parada, não quis bater o pênalti. Ele poderia ter dado o 11o. voto, mas argumentou que seu voto não vale mais do que os dos demais ministros. Achou melhor esperar a nomeação do 11o. ministro da corte, que já chegará com a "batata quente" de decidir o caso. Peluso foi equilibrado ou medroso?

Enquanto isso, perdura a pendenga daqueles que renunciaram aos mandatos, dentre eles Joaquim Roriz, Jader Barbalho e Paulo Rocha, de poderem ou não ser votados nessa eleição.

Leia o texto do Blog do Josias:

Terminou à 1h17 da madrugada desta sexta (24) a sessão em que o STF deveria ter decidido se a lei da Ficha Limpa vale para 2010. Depois de dois dias de debates, cerca de 11 horas de “juridiquês”, anotou-se um empate. Cinco a cinco. E o supremo decidiu não decidir.

Com isso, manteve em suspenso pelo menos 228 candidatos que a Justiça Eleitoral já enquadrou como “fichas sujas”. Votaram pela vigência imediata da nova lei: Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármen Lucia.

Decidiram que a exigência de prontuários higienizados só vale para o futuro: Cezar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Normalmente, um 11º ministro proveria o desempate. Mas Eros Grau aposentou-se em julho. E Lula ainda não se dignou a indicar um substituto.

Seguiu-se um espetáculo patético. Coisa poucas vezes vista na suprema corte do país. Tudo transmitido pelas lentes da TV Justiça. Em meio ao lufa-lufa retórico, uma voz se sobrepondo à outra, um pedaço do plenário –à frente Lewandowski— postou-se ao lado da decisão do TSE.

Uma decisão que negara ao “sujo” Joaquim Roriz (PSC) o registro da candidatura ao governo do Distrito Federal. Argumentou-se que, como a lei da Ficha Limpa não fora considerada inconstitucional, o recurso de Roriz deveria ser negado.

Outro grupo –Gilmar à testa— desqualificou a tese. Argumentou que o TSE, por inferior, não pode prevalecer sobre o STF. A certa altura, Ayres Britto lembrou que Roriz fora levado à fogueira por dois tribunais –além do TSE, o TRE-DF. Gilmar retrucou. O critério não é “futebolístico”, disse.

Marco Aurélio declarou ter receado que um de seus colegas sugerisse a transferência do desempate a Lula, o “responsável pela cadeira vaga”. O que fazer? Peluso foi lembrado de que o regimento interno do STF atribui ao presidente o “voto de qualidade”. Poderia, portanto, desempatar.

Antes, ao proferir o seu voto, Peluso destilara coragem: “Não me comovem pressões provindas da opinião pública ou de segmentos do povo ou de instituições. [...] Um tribunal que atenda a pretensões legítimas da população ao arrepio da Constituição é um tribunal em que nem o povo pode confiar”.

Ayres Britto quis saber se o colega exerceria, afinal, o voto de desempate. Nessa hora, Peluso se deu conta de que a coragem é uma dessas qualidades que costumam fugir justamente nas horas de maior apavoramento:

“Não tenho nenhuma vocação para déspota. E não acho que meu voto vale mais do que o dos senhores”, disse o presidente do Supremo, para alívio de Ayres Britto e Cia. Decidiu-se promover uma segunda votação.

Dias Toffoli ensaiou uma meia-volta. Por um instante, imaginou-se que aderiria aos que defendiam que fosse prestigiado o acórdão do TSE. Aparteado um par de vezes, recuou do quase recuo. Refeito o impasse, Ellen Gracie levou à mesa a tese do adiamento.

Argumentou que o contato dos ministros com o travesseiro poderia iluminá-los. Com a segunda votação pelo meio, farejando um novo empate, Peluso retomou a palavra. Disse que, qualquer que fosse a decisão, ela seria percebida pela sociedade como “artificial”. Em nome da prudência, recomendou esperar pelo indicado de Lula.

Os candidatos sujos iriam às urnas. Se porventura o novo ministro não chegasse até o dia da “diplomação” dos eleitos, o STF se reuniria para desenrolar o novelo. Marco Aurélio levou o pé atrás. Lewandowski recordou que a eleição já se avizinha. E a falta de decisão prejudica inclusive os candidatos.

Discute daqui, argumenta dali, Peluso adaptou a proposta. Sugeriu o adiamento, dessa vez sem condicioná-lo à nomeação do substituto de Eros Grau. A sessão terminou. E a platéia não foi informada acerca do dia em que o Supremo voltará a se reunir para cumprir com a sua obrigação.

O STF levou à sua página na web um texto que dá ideia da dificuldade de traduzir o ocorrido. Onze horas de debate resultaram em três parágrafos. “STF suspende julgamento.”, informou-se no título.

Alta madrugada, 2h01, o TSE levaria à internet uma nota que adensou a atmosfera de perplexidade: “Suspensão do julgamento do caso Roriz pelo STF mantém o registro de candidatura indeferido”.

Reproduziu-se uma frase de Lewandowski, que acumula a cadeira de ministro do STF à de presidente do TSE:

“A Suspensão do julgamento mantém hígida a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. [...] O registro de candidatura de Joaquim Roriz continua indeferido.” Meia verdade.

A higidez do acórdão do TSE é, por ora, uma tese que o STF absteve-se de encampar. De resto, com o recurso por julgar, Roriz continua em campanha. Se não for impedido, vai às urnas. Se eleito, ficará pendurado na decisão que o Supremo não tomou. Junto com ele, outros 228 “sujos”.

O eleitorado brasileiro fora dormir com a certeza de que residia num país em que o STF era o lugar onde se obtinha a suprema justiça. Ao acordar, é confrontado com a novidade: quem quiser justiça, talvez tenha de fazê-la com os próprios dedos, na urna.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Datafolha: diminui 5% vantagem de Dilma

"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Será que depois de tantas denúncias de escândalos dos tucanos e da divulgação maciça destes pela grande imprensa, a campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência começará a dar sinais de fragilidade?

Na mais recente pesquisa do Datafolha, Dilma cai 2%, Serra sobe 1 e Marina, pela primeira vez, alcança 13%, subindo 2 pontos percentuais. Leia matéria do Uol/Folha:


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Nova pesquisa presidencial Datafolha divulgada nesta quarta mostra que a diferença entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, para os demais adversários somados caiu cinco pontos percentuais (de 12 para 7 pontos) com relação ao levantamento anterior, realizado nos dias 13, 14 e 15.


A petista agora aparece com 49% (tinha 51% há uma semana), contra 42% de todos os outros postulantes (que apareciam com 39%). José Serra (PSDB) está em segundo, com 28% (tinha 27% na semana passada), enquanto Marina Silva oscilou positivamente dois pontos percentuais e passou de 11% para 13%.

É o primeiro levantamento do instituto após as revelações de tráfico de influência e a consequente crise que culminou com a demissão da sucessora de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra --52% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento do caso, mas apenas 13% julgam-se bem informados sobre o episódio.


As movimentações estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o Datafolha, pesquisa a ser feita na próxima semana deverá mostrar se trata-se de uma tendência ou apenas um registro do momento em que o levantamento foi realizado.


Dilma caiu principalmente nos segmentos dos que possuem renda familiar mensal entre 5 e 10 salários mínimos (10 pontos), nível superior de escolaridade (três pontos) e têm entre 35 e 44 anos (quatro pontos).

O crescimento de Marina Silva se deu entre os mais escolarizados (onde a verde cresceu quatro pontos) e os que têm renda de 5 a 10 salários mínimos, faixa em que a candidata do PV saltou de 16% para 24% (Serra subiu de 28% para 34%).

VOTOS VÁLIDOS

Considerados apenas os votos válidos (excluindo-se, portanto, brancos e nulos), a candidata petista, que figurava com 57% no levantamento anterior, lidera a corrida presidencial com 54% das intenções de voto. José Serra (PSDB) está com 31% (tinha 30%), e Marina Silva (PV), chegou a 14%.

Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os demais candidatos, maior a probabilidade de um segundo turno (para ser eleito numa única rodada de votação, um candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos ou superar a soma de seus rivais).

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidélix (PRTB) não atingiram 1% (porém foram mencionados e, juntos, equivalem a essa parcela da votação).

SEGUNDO TURNO

O Datafolha também perguntou aos eleitores como eles se comportariam num eventual segundo turno entre Dilma e Serra. A petista receberia 55% (dois pontos a menos que no levantamento da semana passada), enquanto o tucano ficaria com 38%, três pontos percentuais a mais do que exibia na semana passada.

A pesquisa, contratada pela Folha e pela Rede Globo, foi realizada nos dias 21 e 22, em 444 municípios de todo o país, com 12.294 eleitores. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 31.330/2010.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Isso é o Amapá

Cerca de 20 mil pessoas se aglomeraram no aeroporto e na rua Hildemar Maia (do aeroporto a avenida Fab) para recepcionar no final da tarde o governador Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição, e o ex-governador e candidato ao Senado Waldez Góes (PDT).

Os dois – que foram presos na “Operação Mãos Limpas” dia 10, com outras 16 pessoas, e liberados no sábado, 18 – desembarcaram em Macapá às 18h e foram recebidos com bandeiras, jingles da campanha, bandinha de música, faixas, gritos e choro de emoção.
O primeiro a deixar a sala de desembarque foi o governador Pedro Paulo Dias. Atravessou um corredor feito pelos seguranças e embarcou numa pick-up.

Logo depois apareceram Waldez Góes e a mulher Marília Góes. Ela também foi presa na “Mãos Limpas.” Solta uma semana antes, Marília ficou em Brasília e só retornou hoje junto com o marido.

Os dois atravessaram o corredor feito pelos seguranças chorando muito e abraçados aos filhos. Lá fora, subiram num trio elétrico e seguiram em carreata pelas ruas da cidade. Em alguns momentos chorando, em outros acenando, fazendo gestos de abraços ou colocando a mão no coração. Waldez Góes de vez em quando tirava um terço do bolso.

Daqui a pouco Pedro Paulo Dias e Waldez Góes participam de um comício na Praça do Coco.
Nenhuma manifestação de protesto foi registrada. Nem no aeroporto nem por onde a carreata passou.

Atualização – 20h45 – A forte chuva, com relâmpagos e trovoadas, que caiu agora há pouco em Macapá acabou com o comício da Praça do Coco.
O governador Pedro Paulo Dias (PP), ainda dançou e pulou na chuva, e fez um rápido pronunciamento. Disse que a chuva era uma saudação de São Pedro a ele e ao povo do Amapá, que reconhece sua dignidade e sabe que ele quer o melhor para o Estado.

Do blog da Alcinéa Cavalcante

sábado, 18 de setembro de 2010

Serra continua batendo ... e caindo

A pesquisa Ibope divulgada ontem (17) com as intenções de voto para presidente mostrou que Serra não consegue crescer, mesmo tentando desconstruir a candidata Dilma Rousseff do PT. Os tucanos vem divulgando fatos apoiados pela grande imprensa sobre supostos escândalos no governo Lula e na campanha do PT. Serra caiu mais 2%. Marina sobe, lentamente.

Os tucanos devem ficar desesperados, vendo que nada tem conseguido atingir a candidata petista, pelo menos até agora.

Nos gráficos ao lado, percebe-se que os homens votam mais em Dilma que as mulheres e que a única região que Dilma caiu foi no norte/centro-oeste. Será que a campanha de Jatene no Pará colaborou para isso?


SP e PA: Lula conseguirá ajudar?

Em SP as incontáveis viagens e comícios de Lula para apoiar Mercadante, candidato ao governo, e melhorar o cenário para Dilma, tiveram efetividade parcial. Dilma melhorou muito, como em todo o Brasil. Mas, Mercadante não conseguiu crescer a ponto de preocupar o tucano geraldo Alckmin, que surfa próximo dos 50% de intenções de voto, com a possibilidade forte de encerrar a disputa no primeiro turno.

Lula demorou para vir ao Pará apoiar a governadora Ana Júlia, candidata à reeleição. Veio esta semana, quinta-feira e fez um grandioso comício. Dilma não veio. Segundo as últimas pesquisas, Ana Júlia está bem atrás de Simão Jatene (PSDB), que tem chances de ganhar também no primeiro turno.

Será que aqui o apoio de Lula aqui terá o mesmo efeito que em São Paulo?

Interessante, muito interessante, como os eleitores não têm associado as eleições à Presidência e aos governos estaduais, tratando-as distintamente, não considerando o fato de serem candidatos de partidos diferentes.

Seria excelente se as eleições paraenses e para presidente fossem para o segundo turno para vermos apenas PT e PSDB debaterem sobre propostas e projetos, diminuindo a quantidade de ataques, denúncias e baixarias. O povo merece decidir com mais embasamento.

SP e RJ acabam no primeiro turno

Pelo que foi divulgado ontem nas pesquisas Ibope aos governos do Rio de Janeiro e São Paulo, por lá as eleições devem acabar mesmo no primeiro turno, se forem considerados apenas os votos válidos (excluindo-se indecisos, brancos e nulos).

As últimas pesquisas Vox Populi e Datafolha apresentam cenários muito semelhantes, com vitórias de Cabral e Alckmin.

Analisando desde maio/2010 os quadros nesses dois estados não mudou. Apenas em SP Mercadante subiu de 19 para 24%, contando com todos os esforços de Lula e Dilma.

SP: Alckmin 48 x 24 Mercadante

Em SP o tucano Geraldo Alckmin tem 48% das intenções de voto. Aloizio Mercadante (PT) tem 24%. Celso Russomanno (PP) tem 9%. Paulo Skaf (PSB) tem 3%. Fabio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL) têm 1% cada um. Os outros nanicos não atingiram nem um por cento das intenções de voto. Brancos e nulos somam 6%, e os eleitores indecisos, 8%. O Ibope entrevistou 1.806 eleitores entre os dias 14 e 16 de setembro.

RJ: Cabral 55 x 15 Gabeira

No Rio de janeiro Sérgio Cabral (PMDB) tem 55% das intenções de voto e Fernando Gabeira (PV) tem 15%. Os demais candidatos têm até 3% ou menos.O Ibope ouviu 1.806 pessoas entre terça (14) e quinta-feira (16) desta semana.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Aloprados" 2010?

Será que teremos a 15 dias das eleições, com o PT e Dilma virtualmente eleitos, a mesma "alopração" de 2006, como aqueles petistas que tentaram comprar o faldo dossiê? Agora os escândalos da Receita Federal seguido dos tentáculos de Erenice Guerra na Casa Civil, fazem parte do noticiário há quinze dias, e aumentando a cada dia.

Em 2006 os aloprados fizeram a eleição não terminar no primeiro turno.

E agora, será que as "aloprações" 2010, sérias, muito sérias por sinal, conseguirão fazer Dilma cair e levar os tucanos ao segundo turno?

O fato é que "muita coisa" acontece na surdina dos bastidores deste país, vide Erenice, mensalão do DF, ou ainda das "Mãos Limpas" amapaenses, que só são conhecidas quando "alguém envolvido" se vê prejudicado, denunciando-as. Lembram do irmão de Collor? É isso, os tucanos e pessoas ligadas a eles estão desesperados com a queda de Serra, e sabedores de fatos desabonadores do governo Lula, tentam agora fazê-los conhecidos da população.

Precisamos conhecer a verdade dos fatos.

Falsas acusações devem ser punidas com o mesmo rigor dos casos de corrupções confirmados.

Agora, será que esses novos escândalos, tão perto dela, também não atingirão a campanha de Dilma? Para a população, não tem nenhuma importância?

Vamos observar.

Lula disse em Belém ...


“Eu queria pedir ao povo do Estado, a vocês que votam em mim e vão votar na Dilma (para presidente da República), que votem também na Ana Júlia (PT) para ela continuar governadora do Pará”.

“Nós formamos um time que está do lado da Ana Júlia e do Paulo Rocha e tem o time contra a Ana Júlia e o PauloRocha. É importante a gente valorizar os companheiros que estão conosco. É hora de a gente (…) construir a vitória também da maioria na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa para ajudar a Ana a governar".

“Quando eu estava discutindo a minha reeleição eu tinha medo do segundo mandato, eu achava que ia ficar cansado e fracassar. Hoje agradeço a Deus, porque foi nele que fizemos uma revolução neste país. Por isso, acho que a companheira Ana Júlia tem que ter o segundo mandato (…) Só é bom ser pobre antes das eleições, todo mundo defende pobre na televisão. Só que depois que eles ganham, o primeiro almoço deles não é com o pobre, é com os ricos, e a primeira bordoada, não é no rico, é nos pobres”.
Vamos observar se a "Onda Vermelha" vai tomar conta do Pará.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Veritate - Jatene leva no 1o. turno - 56 x 33


Considerando apenas os votos válidos, isto é excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, e distribuindo-os proporcionalmente à representatividade dos votos dos candidatos, se as eleições fossem hoje ao governo do Pará, pela pesquisa Veritate, o tucano Simão Jatene venceria as eleições no primeiro turno com 56%. Ana ficaria com 33% e Juvenil com pouco mais de 7,5%.

Talvez seja esse um dos motivos pelo qual a RBA não quis divulgar os resultados da pesquisa do Vox Populi na semana passada. Além do que aponta-se queda na intenção de votos de Jader ao Senado.

Vamos aguardar para ver se sairá o Ibope no domingo.

Pesquisa no Pará: Jatene 17 pontos na frente

Foi divulgada agora a pouco um resumo da pesquisa LCP/UFPA/Veritate, protocolada no TRE com número 16558/2010.

Governador (estimulada)

Jatene 41.6%
Ana Júlia 24.5% (diferença de 17,1% para Jatene)
Juvenil 5.6%
F.Carneiro 1.4%
Cleber Rabelo 1.1%
Nenhum/branco/nulo 11.7%
Sem resposta 14.1%

Governador (espontânea)

Jatene 36.7%
Ana Júlia 21.3% (diferença de 15,4% para Jatene)
Juvenil 4.7%
Cleber Rabelo 0.7%
Fernando Carneiro 0.6%
Outro 0.2%
Nenhum/branco/nulo 10.4%
Sem resposta 25.4%

Para Senador:

Jader 33.5%
Paulo Rocha 22.4%
Flexa 21.3%
Marinor 4.2%
Abel Ribeiro 1.1%
Prof. Neide 1.4%
Paulo Braga 1.2%
João Agugusto 1.2%
Savanas 0.3%
Yamada 0.4%

Achamos estranhas algumas situações na pesquisa:

1) Senado: não mostra o percentual de indecisos (que ainda é muito grande), nem de votos brancos e nulos.

2) Senado: apresenta percentuais com base 100% e, como são 2 votos, deveria apresentar na base 200%, somando o percentual do 1o. voto com o do 2o. de cada candidato, como todos os institutos estão mostrando.

3) O índice de indecisos na espontânea ao governo está bem menor do que realmente deveria.

Mas de uma forma geral, observamos que dá para confiar nas tendências desses números, achando que a diferença pró-Jatene é ainda um pouquinho maior.

A esperança de Ana Júlia, como já ouvi de vários amigos petistas, é que a vinda de Lula e Dilma possa fazer crescer a campanha nessa reta final.

Mudança de endereço


O twitter do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição, preso pela PF há 6 dias na operação "Mãos Limpas" precisa atualizar onde ele está no momento.




Será que jogaram a toalha?

Dilma 51 x 27 Serra: quadro estabiliza

Apesar do intenso noticiário das últimas semanas sobre a quebra dos sigilos fiscais de tucanos, a corrida presidencial entrou em fase de alta estabilidade nas taxas de intenção de voto dos principais candidatos.

Dilma Rousseff (PT) venceria a disputa no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Segundo pesquisa Datafolha nos dias 13 a 15 deste mês com 11.784 entrevistas em todo o país, a petista tem 51%. Oscilou um ponto percentual para cima em relação ao levantamento anterior, dos dias 8 e 9. A margem de erro máxima é de dois pontos, para mais ou para menos.

Quando se consideram só os votos válidos, os dados apenas aos candidatos (excluindo-se os brancos e os nulos), Dilma vai a 57%.

José Serra (PSDB) ficou exatamente como há uma semana, com 27%. Marina Silva (PV) também repetiu sua taxa de 11%. Em votos válidos, o tucano tem 30%. A verde fica com 12%. Há 4% que dizem votar em branco, nulo ou nenhum. Outros 7% se declaram indecisos.

Os demais seis candidatos não pontuaram, segundo o Datafolha --que realizou a pesquisa sob encomenda da Folha e da Rede Globo.

ESCÂNDALO DA RECEITA

O levantamento comprovou que teve impacto mínimo até agora, quase imperceptível, o escândalo da quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Veronica.

O Datafolha apurou que 57% dos eleitores tomaram conhecimento do assunto. Mas, apesar de a maioria conhecer o caso, só 12% se consideram bem informados a respeito.

As taxas de maior conhecimento estão entre os mais escolarizados (86%) e os que têm maior renda mensal (84%). Mas esses segmentos são minoritários no eleitorado e não provocaram alterações no quadro geral.

Numa estratificação apenas dos que se declaram mais bem informados, a taxa de intenção de votos de Dilma fica em 46% (contra os 51% no cômputo geral). Serra vai a 33% e Marina oscila para 14%. Ou seja, a soma do tucano com a verde daria 47%, e o cenário seria de um possível segundo turno.

No outro extremo, entretanto, quando são separados apenas os eleitores que nunca ouviram falar do caso da quebra de sigilos fiscais de tucanos, Dilma vai a 53%, Serra desce a 24% e Marina pontua apenas 8%.

A estabilidade do quadro geral apurado pelo Datafolha também aparece em quase todos os segmentos pesquisados pelo instituto.

Fonte: UOL

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Serra se irrita em entrevista à TV CNT



Convidado para a gravação de uma entrevista que vai ao ar hoje à noite na rede de TV CNT, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra demonstrou irritação logo no primeiro bloco do programa Jogo do Poder ao ser questionado sobre as pesquisas e sobre a quebra de sigilo fiscal de sua filha e de dirigentes do PSDB, ocorrida numa agência da Receita Federal. Em resposta, Serra afirmou que a questão da Receita era um "assunto da imprensa" e que preferiria discutir sobre suas propostas de governo.

Diante da decisão dos jornalistas Alon Feuerwerker e Márcia Peltier de permanecer no assunto, Serra interrompeu a entrevista. "Não vou dar essa entrevista, vocês me desculpem", disse.

Em seguida, o tucano se levantou e reiterou que eles estavam perdendo tempo com aquelas questões. "Faz de conta que eu não vim", disse, já se retirando do estúdio de gravação. "Eu não posso fazer um programa sem perguntas", argumentou Márcia Peltier. Após ouvir os apelos dos entrevistadores, Serra retomou a gravação, desta vez para discutir suas propostas de governo

Menos acarajé. Mais açaí.

Deu no Blog Espaço Aberto:

Tem mais açaí, tem mais tucupi na campanha petista.
Entra o açaí, sai o acarajé.
Entra um paraense, sai um baiano – ou baianos.
Desde ontem, o publicitário Chiquinho Cavalcante (na foto) passou a pilotar a campanha do deputado federal Paulo Rocha, que continua candidato ao Senado.

...

Escanteado pelos baianos da Link Publicidade, a agência de publicidade contratada a peso de ouro na Bahia para fazer a campanha de Ana Júlio à reeleição, Chiquinho foi chamado de volta quando se adensaram, sobre a coordenação da campanha, as pressões de militantes petistas que identificam na forma como os programas têm sido veiculados um fator decisivo para o que consideram6 uma performance aquém do esperado de Ana Júlia na caça aos votos.

Essa insatisfação culminou com uma reunião no Hilton, anteontem à noite, de representantes das várias tendências do PT com a coordenação da campanha de Ana Júlia.
Foram exigidas mudanças na propaganda.

E ficou no ar um ultimato: ou muda ou será um salve-se quem puder, ou seja, cada um para o seu lado para ver o que é que dá.

Petistas insatisfeitos que conversaram com o poster alegam que a Link não conseguiu linkar Ana Júlia com as ruas.

“A governadora fica 16 horas por dia na rua, em campanha, junto com o povo. Mas o programa a mostra sempre embonecada, arrumadinha. Isso dá uma impressão de distanciamento do espírito da campanha. Dá impressão de que ela está isolada”, ilustrou ao blog uma das vozes petistas.
Essa corrente, amplamente majoritária entre os petistas insatisfeitos com o trabalho da Link, torce francamente que a adesão de Chico Cavalcante - que tem muita experiência em disputas eleitorais - à campanha de Paulo Rocha seja capaz de contaminar positiva e indiretamente a campanha da própria Ana Júlia, convencendo os baianos a largarem o acarajé e caírem de boca no açaí.

Para que a campanha do PT no Pará tenha um sabor mais paraense.

Ou apenas paraense.

É claro.

Acabou para Juvenil?


Duas pesquisas estão em andamento no Pará, depois que a pesquisa Vox Populi, encomendada pelo grupo RBA não foi publicada no último domingo.

Uma do Ibope, encomendada pela Televisão Liberal e outra por um instituto local, o Veritate, encomendada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciênica Política - PPGCP da Universida Federal do Pará - UFPA. Ibope terá coleta de campo de 15 a 19 e a do Veritate teve campo de 9 a 14 de setembro.

Analisando os questionários das duas pesquisas no site do TJE chegamos a uma constatação:

Não há cenário de segundo turno com Juvenil. Somente Jatene x Ana Júlia.

Será que nem os institutos vêem essa possibilidade, por mais remota que estatisticamente possa parecer?

É, deve ser o fim para Juvenil.

Mas, será que teve início?

Tracking Vox Populi: Denúncias não afetaram intenção de voto

Em duas semanas de medição do tracking Vox Populi Band/iG, o cenário formado na corrida presidencial deste ano se mostra estável e com pouca variação. A candidata do PT, Dilma Rousseff, oscilou cinco pontos percentuais neste período, ficando entre 51% e 56% das intenções de voto. Já o tucano José Serra permaneceu entre 21% e 25% da preferência do eleitorado.

Lula sobre as prisões no Amapá

“Quando tem roubo a gente pega. Vocês viram o que aconteceu no Amapá. Só tem um jeito de um bandido não ser preso nesse País, é não ser bandido. Porque se for bandido e a gente descobrir, a gente pega”.

Lula, ao comentar em Criciúma (SC) a prisão do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP).

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AP: STJ mantém Pedro Paulo e Waldez na prisão

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, prorrogou por mais 5 dias a prisão temporária do governador Pedro Paulo (PP), do ex-governador Waldez Góes (PDT), do presidente do TCE José Júlio de Miranda Coelho, do empresário Alexandre Gomes e dos secretários de Estado Aldo Ferreira (segurança) e Adauto Bittencourt (educação).

Dos 18 presos em Macapá, na última sexta-feira, na “Operação Mãos Limpas”, os outros 12 serão liberados e deverão voltar ao Amapá, dentre eles Marília Goes, esposa de Waldez.

Comenta-se em Macapá que com a prorrogação das prisões de Pedro Paulo e Waldez suas campanhas não terão mais nenhuma chance. Lucas Barreto e Camilo, candidatos ao governo e Capi, Gilvan e Randolfe, candidatos ao senado agradecem essa mãozinha.

Vamos observar.

Leia mais no portal do STJ - clique aqui.

As advertências de Serra

Muito temos ouvido e lido sobre as acusações de José Serra e os tucanos sobre irregularidades cometidas por petistas. Há alguns dias não acessava o Blog do Barata. Li essas declarações e trago para sua leitura e observação. O que acha, Serra tem razão?

Seguem, abaixo, as principais passagens da manifestação indignada de José Serra, ao comentar o episódio da quebra ilegal e criminosa do sigilo fiscal da sua filha. São advertências avalizadas pela credibilidade de um homem público de competência e probidade inquestionáveis.

O caso da Receita - “As notícias estão aí, o segredo fiscal de pessoas que o governo identifica como adversárias foi quebrado por gente na Receita, evidentemente a serviço de uma operação político-partidária”.

O efeito Palocci - “Quando se viola o sigilo bancário de um caseiro, viola-se a Constituição. [...] Não perguntem jamais quem é Francenildo. Francenildo são vocês. Francenildo somos nós. [...] Exijo é que se respeitem os Francenildos e as Marias, os Josés e as Anas”.

A omissão - “O mais impressionante é que ninguém do governo, do partido do governo, ou da campanha da candidata do governo deu-se ao trabalho de fingir que acha grave, de simular indignação, de vir a público para dar alguma satisfação à sociedade. Dão de ombros, emitem notas protocolares, ameaçam até processar as vítimas. Indignação? Nem pensar!”

A tirania - “[...] Quando os tiranos, ou candidatos a tiranos, desejam subjugar uma sociedade aos seus propósitos, começam restringindo a liberdade. Minando a liberdade dos outros”.

O controle da mídia - “Dia sim outro também, alguém deste governo fala em controlar a imprensa. O partido do governo sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa. A expressão, bonita, é ‘controle social’, como se a palavra ‘social’ pudesse legitimar o conteúdo horroroso. [...] Querem estabelecer comitês partidários para decidir o que os jornais e as revistas poderão ou não publicar, as rádios, tevês e a internet poderão ou não veicular”.

A propaganda - “Você vê o horário eleitoral deles, você vê a propaganda do governo, paga com o dinheiro do povo, e parece que todos os problemas do Brasil foram resolvidos. Obras que não existem, que andam mais devagar que tartaruga, são divulgadas dia e noite como se já estivessem prontas”.

A analogia nazista - “Eles seguem a receita repugnante, repudiada pela história, de que a mentira repetida mil vezes se transforma em verdade [Joseph Goebbels]. Só que eles não sabem que a receita está errada. O povo não é bobo”

A falta de caráter - “Claro que há avanços, pois este governo teve a felicidade de colher o que os outros plantaram. Talvez estejamos assistindo à mais escancarada exibição de falta de caráter de que se tem notícia na história. A ingratidão é um defeito de caráter, a ingratidão é a cicatriz que revela uma alma complicada”.

O legado de FHC - “O que é o PT? Um partido que tenta destruir os que o antecederam no governo, enquanto governa sobre as bases construídas com muito esforço e suor por quem veio antes. Governa e estraga essas bases”.

A crítica a Lula - “Vocês não imaginam a tristeza que eu sinto quando vejo o governo do meu país transformado num porta-voz planetário de todo tipo de ditador, de facínora, de genocida ou candidato a genocida. Transformaram o Brasil num avalista dos negadores de que tenha existido um Holocausto contra os judeus na Segunda Guerra Mundial [Mohmoud Ahmadinejad].

As diferenças em relação a Dilma - “[...] Nós não nos escondemos, não somos bonecos de ventríloquo, não precisamos andar na garupa de ninguém. Nós, acima de tudo, não somos produto de uma fraude. Não tenho nada a esconder do meu passado; não preciso que reescrevam a minha vida excluindo passagens nada
abonadoras; não preciso que tentem me vender, como se eu fosse um sabonete; não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. [...] Não fui inventado por ninguém!”

Fonte: Blog do Barata